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Suinocultura – principais raças estrangeiras de suínos para produção de carne

Suinocultura – principais raças estrangeiras de suínos para produção de carne

As raças estrangeiras apresentam boa genética e aproveitamento de cortes para produção de carne e produtos derivados da carne de porco. Conheça algumas delas.

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São raças especializadas na produção de carne, que receberam altos investimentos tecnológicos, sobretudo em melhoramento genético. Estas principais raças estrangeiras são:

 

Berkshire

Raça antiga, bastante uniforme, obtida no Sul da Inglaterra entre 1780-1850, pelo cruzamento do antigo porco do tipo Céltico com porcos Chineses, Siameses e Napolitanos. Foi uma das raças mais populares para a produção de bacon; os porcos de origem norte-americana são mais altos, mais longos e mais delgados que os ingleses.

O Berkshire é um porco de aparência muito atrativa, intermediário na produção de carne (bacon); é bastante vigoroso, rústico, adaptando-se bem à criação semi-intensiva. É uma das raças de maior capacidade de aclimatação, que se adaptou bem ao Brasil e que pode ser recomendada para melhorar a forma e a musculatura dos porcos brasileiros comuns, aos quais faltam essas qualidades.

Wessex

São contraditórias as opiniões sobre a origem desta raça, embora seu aperfeiçoamento seja relativamente recente. Consta que era criado na Ilha de Puerbeck, na Grã-Bretanha, há mais de 100 anos (ou 200 anos, segundo outros estudiosos). Foi melhorado na Inglaterra com a introdução do sangue Napolitano e possivelmente Chinês. Deu origem ao Hampshire Americano. Na Inglaterra é a segunda raça em importância, vindo logo depois da Yorkshire.

Wessex é um porco que se dá excelentemente num regime de pastoreio em todas as fases da criação. Pertence ao tipo intermediário, mas também pode ser usado para carne magra, principalmente nos cruzamentos com Landrace.

É uma raça notável pela prolificidade, produtividade, mansidão e excepcional qualidade materna. As reprodutoras são muito leiteiras e capazes de aleitar grandes ninhadas de leitões, robustos e uniformes; não têm tanta tendência a engordar como se observa em algumas raças americanas, principalmente quando em regime de pastoreio. É bastante rústica e suporta bem as variações de temperatura, tendo se adaptado perfeitamente ao Brasil, onde foi introduzida em 1934 pelo Ministério da Agricultura. Seu prestígio nos estados do Centro e do Sul é cada vez maior. Os mestiços provenientes de seu cruzamento com as porcas de raça nacional são excepcionalmente bons. Podem, pois, servir de lastro para melhoramento dos rebanhos mais primitivos.

 

Yorkshire

Descendem de uma antiga raça de porcos grandes, pernudos e ossudos do norte da Inglaterra. Em seu melhoramento houve poucos cruzamentos, devendo-se quase exclusivamente à seleção. Seu pedigree foi estabelecido em 1884. É a raça mais numerosa e mais importante na Grã-Bretanha, tendo sido exportada para 46 países, em muitos dos quais se destaca entre as demais raças.

Possui mais duas variedades: a Middle-White e a Small White, esta última sem importância. A primeira, que já teve certa reputação, está em decadência. Quando se fala em Yorkshire, refere-se à variedade Large ou Large White — a maior de todas.

A aptidão predominante da raça é a produção de carne. O toicinho é uniformemente distribuído. Os capadetes frigorificados (Wiltshiresides) mais famosos do mundo são originais da Dinamarca e provenientes de cruzamentos desta raça com a Landrace.

A precocidade é extraordinária, os leitões crescem rapidamente e produzem carne abundante: aos 7-8 meses rendem 80-90 kg de carne limpa. A fecundidade também é muito boa, 10 a 12 leitões, que criam bem, sendo às vezes o leite insuficiente para as ninhadas maiores.

É um porco de bom temperamento, vivo, disposto, rústico, vigoroso de constituição. Anda e pasta bem, apresentando como único defeito (para a criação no Brasil) sua pele rosada, facilmente afetada pelos raios solares.

É uma das raças mais perfeita para a produção de carne fresca e bacon, recomendada no Brasil para cruzamentos e criação intensiva, requerendo alimentação equilibrada e abundante devido sua precocidade.

 

Landrace

O porco Landrace vem sendo aperfeiçoado pelos Dinamarqueses há mais de um século, visando, além de conformação ideal para a produção de carne magra, excelentes qualidades criatórias. Este objetivo foi conseguido por meio de uma seleção persistente e racional, baseada em provas de descendência.

Hoje, os melhores exemplares representam o que se pode chamar de “tipo clássico” do produtor de carne magra. Como nenhum outro país havia conseguido resultados semelhantes passaram a utilizá-la, quer para a formação de novas raças (Canadá, Estados Unidos), quer para melhorar as raças locais para carne magra (Holanda, Alemanha, Inglaterra, Suécia, Finlândia, França etc.). Esse trabalho constituiu um verdadeiro processo de absorção de outras raças, pelo cruzamento contínuo, para a formação do “puro-por-cruza”. Assim se formaram variedades hoje conhecidas como Landrace ho-landês, alemão, sueco e inglês.

A maioria dos Landrace introduzidos no Brasil é de Holandeses, Suecos e, em menor escala, Alemão e Inglês. A Dinamarca não exporta seus reprodutores.

O Landrace ocupa hoje o 3º lugar em número de reprodutores do Brasil, vindo logo depois do Duroc e do Wessex. Os melhores cruzamentos para carne foram obtidos com o uso do cachaço Landrace sobre porcas Duroc, Wessex e mestiças dessas duas raças.

 

Duroc Jersey

É originária do Nordeste dos Estados Unidos, proveniente de porcas vermelhas de New Jersey (Jersey Reds) e de varrascos também vermelhos de New York (The Durocs), em 1875. Essas duas raças foram constituídas por suínos trazidos pelos navios negreiros (Guine Breed), outros importados de Portugal e Espanha e também os “Red Berkshires”, todos vermelhos.

É a raça mais numerosa nos Estados Unidos, sendo popular em vários países da América, além do Canadá e da Itália. No Brasil, já foi a raça estrangeira mais importante; hoje, geralmente participa de cruzamentos com outras raças mais aperfeiçoadas para carne magra.

Polland China

Raça originária de Ohio (EUA). A palavra “polland” não tem nenhuma relação com a Polônia, derivando da pelagem vermelha ou branca suja, que antigamente era chamada de “polland” nos Estados Unidos. Esta raça foi submetida a numerosas transformações.

Nos Estados Unidos, esta raça foi quase tão importante quanto a Duroc Jersey, ocupando o segundo lugar. Vários países da América, além do Canadá e da Rússia, criam esta raça.

Mais recentemente, a variedade “Malhada” vem ganhando maior importância.

 

Hampshire

Esta raça hoje é muito diferente de sua fonte original. Formou-se no Kentucky e no Sul de Indiana, derivada de porcos ingleses do Hampshire, introduzidos em 1825. É uma das raças mais populares nos Estados Unidos, sendo criada principalmente para produção de carne fresca.

Seu peso é considerado médio: cerca de 200-300 kg nos adultos. A pelagem é preta com uma faixa (cinta branca de 4 a 12 polegadas) abrangendo os membros anteriores. Essa cinta, se incompleta ou ocupando mais de um quarto do comprimento do corpo, é considerada como um defeito, porém os defeitos maiores que desqualificam a raça são: pés ou membros posteriores brancos, branco na barriga, pequenas manchas pretas na cinta branca, pelagem inteiramente preta ou de cor vermelha. O couro é fino e macio. As cerdas são de comprimento médio, finas, lisas, regularmente distribuídas.

Para saber mais sobre raças e aumentar sua competitividade dentro da suinocultura, acesse: Suinocultura – Estudos de Mercado Sebrae

Fonte: Sebrae.com.br

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