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Aproveitamento do macho leiteiro agrega renda para o produtor

Aproveitamento do macho leiteiro agrega renda para o produtor

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A demanda de carne bovina de qualidade no Brasil e no mercado mundial é crescente. Existe uma grande preocupação das pessoas com as elevadas taxas de colesterol no organismo, o que tem levado ao consumo dessa carne com menores índices de gordura.

Essa possibilidade de atingir novos e promissores mercados, principalmente o internacional, depende, fundamentalmente, do empenho de todos os pecuaristas para aplicar uma rápida modernização dos sistemas de produção, implementando as tecnologias disponíveis no Brasil e no exterior, bem como visando à produção de carne que atenda os padrões de qualidade e segurança alimentar.

Nesse contexto, o aproveitamento do macho leiteiro agrega renda para o produtor de leite, sobretudo para médios e pequenos produtores. Esses animais também poderiam contribuir para reduzir a ociosidade da indústria frigorífica e para colocar no mercado interno e externo um produto de qualidade, que atende às exigências de um determinado segmento do público consumidor que demanda carne de alta qualidade.

Mercado potencial

Um levantamento realizado pela Coordenadoria de Desenvolvimento Agropecuário do Estado de São Paulo verificou um potencial muito grande para a criação de bezerros machos, cerca de 170 mil animais/ano, que poderiam resultar na produção de cerca de 11 mil toneladas de carne de vitelo, gerando uma receita estimada em R$ 54 milhões.

A produção e o consumo de carne de vitelo são amplamente difundidos em alguns países da Europa, principalmente, na Holanda, França, Itália, Espanha e Portugal e em menor escala nos países da América do Norte.

No entanto, o mercado europeu é bastante rígido quanto à qualidade da carne e com relação aos sistemas de produção.

O vitelo produzido pelos países europeus é de carne branca ou rosa, sendo esta última para atender preferências de determinados mercados. A carne branca responde por cerca de 90% da carne de vitelo comercializada no mercado interno europeu e no mercado externo, principalmente para o Japão e mais recentemente para China (grande mercado em expansão).

No Brasil, existe um mercado em potencial, mas ainda restrito, localizado principalmente nos grandes centros. Desta forma, é interessante criar alternativas assentadas em bases tecnológicas adequadas às condições do país. Obviamente, esse sistema de produção deve ter preços diferenciados, o que daria bases para buscar alternativas no sentido de atuar sobre aqueles fatores que, de alguma forma, estão influenciando negativamente o sistema de produção.

Com intensificação da pecuária de corte, bezerros oriundos de raças europeias precoces (Angus e seus cruzamentos) representam alternativa de produção importante para aumentar a produtividade da pecuária, com atendimento a um mercado mais exigente pela carne de qualidade e com menor teor de gordura. Estes animais são denominados superprecoces e/ou ultraprecoces.

Aspectos relacionados com o sistema de criação definem o vitelo, e, por consequência, o preço. Os valores pagos às carcaças de vitelos dependem principalmente de sua coloração, que é um fator um fator importante para a seleção de carne a ser consumida. Mas em termos gerais, o preço dos cortes de carne de vitelos é superior ao de outros tipos de carne.

A carne destes animais está ganhando a simpatia dos exigentes europeus e do mercado nacional. Com o nome de “rose veal” (vitelo de carne rósea), o produto apresenta a coloração exigida na carne, que ainda conta com uma excepcional cobertura de gordura (2 a 3 mm).

Para o criador, as vantagens são grandes, já que tem um animal abatido superprecocemente, possibilitando a liberação da vaca mais rapidamente, facilitando a sua recuperação para a gestação futura, trabalhando dentro de um mercado especializado.

Se considerar o tamanho do rebanho leiteiro nacional, o forte apelo comercial da carne brasileira (“boi verde”, criado a pasto) e os custos de produção extremamente competitivos em relação aos custos praticados na Europa e nos Estados Unidos, o Brasil apresenta-se como potencial fornecedor mundial de carne de vitelo, tanto de coloração branca como rósea.

Saiba mais em: http://segmentos.sebrae2014.com.br/ideiasdenegocios/criacao-de-bovinos-para-leite/?id=4220&t=4

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Comentário ( 1 )

  1. […] – Diferente da bovinocultura, a produção de leite e carne de ovinos e caprinos não foi tão impactada pela falta de chuvas […]

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