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Da ideia a oportunidade de negócio

Da ideia a oportunidade de negócio

Desenhos animados e filmes de Hollywood ajudaram a fazer da figura do inventor uma das mais curiosas da sociedade. Longe da ficção, porém, a presença desse profissional é mais comum do que se imagina. Mas quem conhece o mercado avisa: existe um longo caminho entre a construção do projeto e o consumidor final. Saber fazer a gestão desse desafio pode ser a chave do sucesso.

“Existem no Brasil diversos inventores com projetos interessantíssimos que muitas vezes não sabem o que fazer. Nem para proteger a ideia e nem como se apresentar diante do mercado”, explica Carlos Mazzei, presidente da Associação Nacional dos Inventores (ANI). No mercado há 22 anos, a ANI já ajudou milhares de invenções a ganhar forma antes de serem comercializadas. Mazzei afirma que o primeiro passo é se formalizar.

Abrir uma empresa é o melhor caminho. “Nem sempre o inventor fabricará ou comercializará sua criação. Ele pode terceirizar ou licenciar”, explica ele. Para Arthur Achôa, gerente do escritório Centro do Sebrae-SP, o inventor tem que seguir o mesmo caminho de qualquer empresa “Abrir uma empresa e fazer um plano de negócio. Colocar tudo no papel para ver se o projeto será realmente lucrativo.”

Ao desenvolver uma criação, o inventor precisa correr para blindar a sua ideia. Daí a necessidade de patentear o projeto. Durante esse processo, inclusive é possível ficar sabendo se já existe algo semelhante no mercado.

“Recebemos muitas pessoas aqui no Sebrae-SP que chegam com algo que julgam ser único, mas quando fazem a consulta no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) ficam sabendo que já existe a patente de algo igual ou semelhante”, explica Achôa.

Para Mazzei, um erro que pode ser evitado é o inventor tentar fazer a patente por conta própria no INPI. “O sistema é complexo. É preciso ter experiência para preparar um documento com um relatório bem elaborado”, explica. Consultorias especializadas costumam cobrar entre R$ 2 mil e R$ 5 mil.

Mas nem sempre o inventor tem recursos para produzir o seu projeto, ou ainda, não possui habilidade para fazer a gestão de todos os processos de fabricação e comercialização.

Nessa hora, a saída pode ser buscar uma sociedade. “O ideal é que o inventor faça parceria com algum investidor que tenha capacidade gerencial. Enquanto ele cuida do lado técnico, aprimorando e aperfeiçoando a invenção, o outro faz a parte comercial, levando para o mercado e fazendo dinheiro com a invenção”, diz o presidente da ANI.

Outra saída para quem quer apenas lucrar com a invenção e deixar a produção a cargo de terceiros é a cobrança de royalties. Nesse caso, o dono da ideia receberia um porcentual pelo produto vendido, sem se preocupar com a estrutura necessária para fabricação e comercialização.

Achôa, do Sebrae-SP, explica que quanto mais complexa e inovadora for a invenção mais fácil será para encontrar um parceiro. “Se o produto for difícil de ser copiado ou exigir uma certa complexidade para o mercado conseguir produzir algo semelhante, o caminho fica mais fácil. Ninguém vai querer colocar dinheiro em um projeto que possa logo ser superado”, diz Achôa.

É comum na ANI inventores recorrerem à entidade achando que inventaram algo que vale milhões. Nessa hora, Mazzei busca sempre alinhar expectativa e realidade.

“Procuramos colocar o inventor num patamar realista e deixar claro que o projeto dele vai ter uma proporção maior de valores na medida que ganhar mercado e clientes”, explica. Aliás, na opinião de Mazzei, esse é o maior erro que um inventor pode cometer. “Achar que todo mundo vai comprar o invento. Considere um porcentual de mercado e faça a conta de quantos seriam seus clientes. Não é tão simples.”

“Aconselho o inventor a registrar a patente, montar um plano de negócios, um protótipo e ver quantas empresas e quais podem ter interesse em fazer parceria. Além de divulgar sua ideia. Aparecer é fundamental. Participe de feiras, eventos e concursos. É uma maneira interessante para aproximar parceiros ou investidores”, explica.

Os anos de experiência fizeram da ANI uma das mais conhecidas organizações nesse mercado e já foi o ponto de partida de muitos produtos de sucesso. “Lembro-me muito bem do espaguete de piscina (referindo-se às espumas flutuantes em formato de cilindro).

O inventor teve muito sucesso por ter tido paciência e não se iludir com propostas absurdas do mercado”, relembra Mazzei. Além de consultoria, a entidade ajuda os inventores na parte de registro e buscando no mercado parceiros e investidores, sempre no perfil que se encaixa com a ideia apresentada.

Os custos variam conforme o projeto. Para conhecer um pouco mais do trabalho da ANI acesse os sites www.inventores.com.br ou www.carlosmazzei.com.br.

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