CADASTRAR

Entrar


Senha perdida

Perdeu sua senha? Por favor, indique o seu endereço de e-mail. Você receberá um link e criará uma nova senha por email.

Adicionar pergunta

Você deve fazer login ou se cadastrar para fazer a pergunta.

CADASTRAR

Você pode se cadastrar gratuitamente no site. Basta clicar em CRIAR UMA CONTA e seguir o passo a passo.

Como montar um serviço de reciclagem de lixo eletrônico

Como montar um serviço de reciclagem de lixo eletrônico

Confira uma ideia de negócio completa sobre Como montar um serviço de reciclagem de lixo eletrônico. Abaixo dividimos o conteúdo em tópicos como mercado, custos, pessoas, investimentos, divulgação, exigências legais e mais dicas.

Com o avanço da tecnologia houve um aumento considerável no consumo de equipamentos eletrônicos gerando um acúmulo de lixo eletrônico. Diante deste cenário, surgiram as Empresas de Reciclagem de Lixo Eletrônico, que é formado por aparelhos e seus insumos e componentes, como por exemplo, baterias recarregáveis, celulares, placas de circuito impresso, monitores, lâmpadas fluorescentes, baterias e outros.

As Empresas de Reciclagem de Lixo Eletrônico são responsáveis por separar, selecionar, triturar ou transformar equipamentos diversos, evitando que materiais tóxicos contaminem o meio ambiente. Os metais presentes na maioria desses equipamentos podem causar sérios danos à saúde das pessoas se descartados em aterros sanitários ou nas águas de rios e córregos.

Para atuar no segmento de Reciclagem de Lixo Eletrônico é preciso obter autorização de órgãos ligados ao meio ambiente, como o IBAMA. Além disso, para alguns tipos de produtos eletrônicos, como por exemplo, lâmpadas fluorescentes, são necessários equipamentos específicos que geralmente são importados e caros, o que leva muitos empresários a desenvolver suas próprias máquinas.

Nesta “Ideia de Negócio” serão apresentadas informações importantes para o empreendedor que tem intenção de abrir uma Empresa de Reciclagem de Lixo Eletrônico com foco em reciclagem de celulares, placas de circuito impresso, e computadores. A escolha desses materiais é justificada pelo fato de alguns tipos de lixos eletrônicos exigirem equipamentos caros demandando alto investimento inicial.

Este documento não substitui o Plano de Negócios, que é imprescindível para iniciar um empreendimento com alta probabilidade de sucesso. Para a elaboração do Plano de Negócio deve ser consultado o SEBRAE mais próximo.

O crescimento dos países emergentes gerou um aumento significativo do consumo doméstico proporcionado pelo fortalecimento da classe média e estabilidade econômica. Entretanto, o efeito colateral desse crescimento foi a geração sem precedente de lixo. Segundo o último relatório do Programa das Nações Unidas pelo Meio Ambiente – PNUMA – sobre lixo eletrônico, o Brasil é o país da América Latina que mais gera lixo eletrônico: foram 1,4 milhões de toneladas por ano (7 quilos por pessoa), seguido do México com 958 mil toneladas, Argentina 292 mil t, Colômbia, Venezuela e Peru. O total produzido na América Latina foi 3,9 milhões de toneladas e estima-se que em 2018 esse número suba para 4,8 milhões de t. Aproximadamente 88% desse total é depositado em aterros sanitários.

Um dos problemas encontrados pelo PNUMA em sua pesquisa foi a dificuldade em obter dados consistentes sobre o assunto no Brasil. Foi necessário que o PNUMA realizasse uma estimativa para tentar mensurar a quantidade de lixo eletrônico produzido pelo Brasil.

Apesar de a maior parte desses resíduos, que abrangem desde pequenos eletrodomésticos, monitores de televisão e telefones celulares, ter sido gerada no Brasil, a maior produção per capta fica na conta do Chile (9,9 kg) e do Uruguai (9,5 kg). Entende-se que a grande quantidade de habitantes em terras brasileiras contribui para esses números. A média per capta da América Latina é de 6,6 quilos, dos quais, 29 gramas correspondem a telefones celulares. Os resíduos eletrônicos gerados por aparelhos celulares representam menos de 0,5% do total no mundo e mesma proporção se repete na América Latina. Do montante de 3,9 milhões de toneladas de resíduos totais produzidos na América Latina, 1,1 milhão de toneladas são de equipamentos pequenos (aspiradores e eletrodomésticos); 991 mil de equipamentos grandes (lavadoras de roupas e louças, fogões). 585 mil correspondem a artefatos de troca de temperatura (refrigeradores, congeladores e condicionadores de ar); 499 mil são de equipamentos de informática; 585 mil de dispositivos de telecomunicações (que incluem os aparelhos celulares); e 69 mil de lâmpadas.

Um problemão ambiental que pode representar uma oportunidade de negócio para empreendedores. Muitos itens classificados como lixo eletrônico contêm materiais valiosos. Os fios, por exemplo, são à base de plástico e cobre. As placas e chips de computadores e celulares têm quantidades muito pequenas de ouro, prata e platina que, acumulados, podem somar um valor considerável. Outros metais, além de partes e peças, podem ser recuperados e reaproveitados.

Não é à toa que surgem, em todo o mundo, negócios nessa área. Com seu trabalho, as empresas de reciclagem de eletroeletrônicos promovem a chamada economia circular, que possibilita que os recursos empregados na fabricação dos materiais sejam reutilizados de maneira a minimizar os impactos ambientais e a criar empregos.

Esse mercado tem apresentado boas opções para novos investidores, no entanto o custo operacional desse negócio é relativamente expressivo, caso o empreendedor queira executar todas as tarefas de reciclagem de lixo eletrônico. Desta forma para os pequenos empreendedores pode ser um negócio interessante, desde que adequadamente estruturado, inclusive com parcerias que assumam a reciclagem das partes que são altamente tóxicas e que exigem maquinário específico e caro. O empreendedor deverá ter também o direcionamento de seus potenciais clientes, visando assegurar a venda de seus produtos já reciclados. Essa atividade de mercado além de ser economicamente viável, também é uma operação ecologicamente correta, o que poderá refletir em sucesso para seu empreendimento.

As oportunidades de negócios são definidas pelas possibilidades de bons resultados que o empreendedor vislumbra ao implantar um novo empreendimento, pela forte pressão mundial pela sustentabilidade, e também pela falta de locais adequados para a destinação do e-lixo gerado pela população. O conhecimento real das possibilidades de sucesso somente será possível através de pesquisa de mercado. Uma pesquisa não precisa ser sofisticada, dispendiosa – em termos financeiros – ou complexa. Ela pode ser elaborada de forma simplificada e aplicada pelo próprio empresário, para estudar a concorrência já instalada, os preços praticados e características gerais do público que pretende atingir. O risco de abrir as portas sem conhecimento do ambiente local é muito grande.

Uma empresa de reciclagem de lixo eletrônico deverá ser instalada, preferencialmente, em área industrial, devido os equipamentos e a operação apresentar altos níveis de ruídos e do menor valor imobiliário.

A empresa de reciclagem de lixo eletrônico possui, em seus processos, diversos equipamentos que geram ruídos e vibrações, com isto a empresa deverá atender às orientações técnicas estabelecidas na norma NBR 10.151 da ABNT, instituída como obrigação legal na Resolução Conama n.º 1, de 08 de março de 1990.

As técnicas a serem empregadas na instalação da empresa de reciclagem de lixo eletrônico podem variar desde medidas simples e de baixo custo, como disposição física dos equipamentos empregados no tratamento do e-lixo, instalação de bases dotadas de abafadores de ruído, até ações que serão bem mais onerosas, tais como construção com isolamento acústico completo, dentre outros. Por isso mesmo a escolha do local de funcionamento da empresa de reciclagem de lixo eletrônico deverá ser feita com muito critério e contar com apoio técnico profissional, visando não incorrer em falha nesse importante momento. Além disso, a infraestrutura do local deve ser adequada para o recebimento e movimentação das matérias-primas utilizadas no processo produtivo e de expedição de produtos já tratados.

Para abrir uma empresa, o empreendedor poderá ter seu registro de forma individual ou em um dos enquadramentos jurídicos de sociedade. Ele deverá avaliar as opções que melhor atendem suas expectativas e o perfil do negócio pretendido. Leia mais sobre este assunto nas publicações do Sebrae: Caderno do empreendedor individual e o Microempreendedor individual.

É necessário observar as regras de proteção ao consumidor, estabelecidas pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC) – Lei Federal nº. 8.078 publicada em 11 de setembro de 1990.

– Lei n.º 12.305, de 02 de agosto de 2010. Institui a Política Nacional de Resíduos

Sólidos; altera a Lei n.º 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e dá outras providências.

– Resolução CONAMA n.º 01, de 08 de março de 1990. Essa normatiza as empresas emissoras de ruídos e poluição, e sua forma de controle.

– Lei 6.938/81. Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação.

empreendedor de uma empresa de reciclagem de lixo eletrônico deverá cumprir algumas exigências iniciais e somente poderá se estabelecer depois de cumpridas, quais sejam:

Registro da empresa nos seguintes órgãos:

• Junta Comercial;

• Secretaria da Receita Federal (CNPJ);

• Secretaria Estadual de Fazenda;

• Prefeitura do Município para obter o alvará de funcionamento;

• Enquadramento na Entidade Sindical Patronal (empresa ficará obrigada a recolher por ocasião da constituição e até o dia 31 de janeiro de cada ano, a Contribuição Sindical Patronal);

• Cadastramento junto à Caixa Econômica Federal no sistema “Conectividade Social – INSS/FGTS”;

• Corpo de Bombeiros Militar.

Visita à prefeitura da cidade em que pretende montar a sua empresa de reciclagem para fazer a consulta de local , Lei de Zoneamento, e emissão das certidões de Uso do Solo e Número Oficial. Algumas prefeituras disponibilizam esse serviço via internet, o que agiliza sobremaneira esse tipo de consulta.

Passo seguinte para a formalização da empresa:

• Após a liberação do contrato social devidamente registrado na Junta Comercial de seu Estado, do CNPJ e da inscrição estadual, também, deve-se providenciar o registro da empresa na Prefeitura Municipal para requerer o Alvará Municipal de Funcionamento.

• Antes de iniciar a produção o empreendedor deverá obter o alvará de licença sanitária. Para obter essa licença o estabelecimento deve estar adequado às exigências do Código Sanitário (especificações legais sobre as condições físicas).

• O empreendedor deverá atentar que em âmbito federal a fiscalização cabe a Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA -, já em âmbito estadual e municipal fica a cargo da Secretaria Estadual de Saúde e Secretaria Municipal de Saúde, respectivamente.

Legislações e acordos relacionados à atividade:

• Lei n.º 12.305, de 02 de agosto de 2010. Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos; altera a Lei n.º 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e dá outras providências.

• Resolução CONAMA n.º 01, de 08 de março de 1990. Essa normatiza as empresas emissoras de ruídos e poluição, e sua forma de controle.

• Lei 6.938/81. Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação, foi regulamentada pelo Decreto 99.274/1990, alterada pelas leis 7.804/1989, 8.028/1990, 9.960/2000, 9.966/2000, 10.165/2000 e 11.284/2006.

O contador, profissional legalmente habilitado para elaborar os atos constitutivos da empresa e conhecedor da legislação tributária, poderá auxiliar o empreendedor neste processo.

– PNRS – Política Nacional de Resíduos Sólidos – estabelece que toda instituição e organização é responsável por separar e descartar corretamente os resíduos que produzem.

A estrutura para iniciar o negócio irá depender do formato da empresa, dos tipos de reciclagem que será efetuado, quais os itens serão reciclados e preparados para serem ofertados ao mercado e da expectativa do empreendedor, no que tange a capacidade produtiva de seu maquinário e comercialização.

Considerando um empreendimento de pequeno porte, de uma empresa de reciclagem de lixo eletrônico, entende-se que um espaço de 500 m² seja suficiente para a instalação a base de acondicionamento dos materiais recolhidos para reciclagem, bem como a instalação do maquinário utilizado na reciclagem de lixo eletrônico, os produtos já reciclados e preparados para a comercialização.

A estrutura física pode dividir-se em: área de recepção e área para guarda do lixo eletrônico a ser reciclado; área para acondicionamento dos materiais já reciclados e prontos para comercialização; operacional – sala dos equipamentos (indústria); área para atividades administrativo-financeira; banheiro e cozinha.

Os espaços indicados acima devem ser organizados com layout adequado, respeitando a facilidade de movimentação, conforme segue:

a) Indústria – disponibilizar a instalação dos equipamentos e maquinário envolvido na parte produtiva, de forma organizada e harmônica, possibilitando assim facilidade de circulação das pessoas que trabalhem nesse espaço. A iluminação é um item a ser bem observado, pois, o ideal é que a área de produção seja amplamente iluminada pela luz natural; evitando sempre que possível à utilização de iluminação artificial, mas caso seja inevitável, deve-se optar pelas lâmpadas de led, pois tais lâmpadas não emitem grandes níveis de calor e também não exigem tanto esforço visual dos operários.

Este espaço deve ser organizado por setores: armazenamento do material adquirido, produção, expedição de produtos acabados.

b) Administração – da mesma forma que na linha de produção, o mobiliário, e equipamentos de escritório, devem estar alocados de forma que possibilite o bom desenvolvimento das tarefas administrativas, sendo essa uma das atividades fundamentais para o sucesso do empreendimento, pois uma empresa bem organizada e bem administrada terá maiores possibilidades de sucesso.

c) Banheiro, vestiário e cozinha – espaço destinado a instalação de banheiros, vestiários com escaninhos individuais para guarda de objetos pessoais, cozinha e área de convivência/socialização dos colaboradores em momentos específicos.

Se o empreendedor entender como necessário a estruturação de um departamento comercial, deve-se reservar um espaço na área administrativa para alocar tal departamento.

Para a instalação da área de produção / reciclagem de lixo eletrônico o ideal é que o espaço escolhido seja um galpão. O que irá facilitar bastante a distribuição dos ambientes requeridos para esse tipo de empreendimento, tanto na parte da instalação das máquinas e equipamentos envolvidos na produção, quanto à área administrativa, comercial e ainda, amplos espaços destinados ao estoque de material e produtos para reciclagem, além dos produtos acabados.

 

Considerando a estrutura sugerida para a empresa de reciclagem de lixo eletrônico, entende-se que o quadro de funcionários para o início das atividades deve ser na ordem de 10 (dez) profissionais, além do empreendedor como gestor do negócio, distribuídos conforme abaixo:

• Recepção – Uma pessoa para recepção: essa pessoa que fará a recepção de clientes e também o atendimento telefônico na empresa reciclagem de lixo eletrônico;

• Administração – Uma pessoa para a área administrativa, financeira e contábil;

• Vendas – Duas pessoas para atuar na área de vendas. Esses profissionais deverão ter treinamento específico sobre os produtos reciclados na empresa, pois serão esses profissionais que irão apresentar a empresa para os clientes seja de forma presencial, quando o cliente visita a empresa de reciclagem, ou via telefone;

• Operacional – Seis funcionários para desenvolver as atividades que envolvem as diversas etapas do processo produtivo, sendo três técnicos em eletrônica e três auxiliares.

Esses profissionais serão os responsáveis pela operação das máquinas aplicadas no tratamento e reciclagem dos produtos trabalhados pela empresa de reciclagem de lixo eletrônico.

Obs.: as atividades de administração podem ser atribuídas ao empreendedor, que acumulará também as funções estratégicas e de comunicação empresarial.

Ressalta-se ainda que o empreendedor deve estar presente tempo integral na empresa, principalmente na área de reciclagem e vendas, pois será nesses ambientes que será configurado o sucesso ou não de seu empreendimento.

Essa afirmativa é feita considerando que uma boa reciclagem e um tratamento adequado dos resíduos dos itens a serem reciclados, irá possibilitar um melhor aproveitamento pelas empresas compradoras de seus produtos acabados, já reciclados, por isso o controle deverá ser total, o que evitará falhas e perdas na preparação do produto final.

 

Os equipamentos necessários para a montagem de uma empresa de reciclagem de lixo eletrônico, considerando uma empresa de pequeno porte, são os seguintes:

1. Máquinas;

• Operacional: moinho; triturador; prensa para metal (modelo jacaré); dois elevadores de carga; duas balanças industriais; duas esteiras de oito metros, um caminhão;

• Área administrativa: uma mesa com três cadeiras e um armário com porta; um aparelho de telefone fixo e um móvel, computador, impressora multifuncional, ar condicionado;

• Cozinha: mesa, cadeiras, geladeira e fogão;

• Um veículo de carga (grande porte);

• Recepção: balcão de atendimento, prateleiras, um armário com porta;

• Banheiros e vestiários organizados com escaninhos individuais.

A inclusão da tecnologia em uma empresa de reciclagem de lixo eletrônico é extremamente necessária e fundamental, pois sem um processo tecnológico produtivo avançado uma empresa desse segmento terá enormes dificuldades de existência. Esse “arsenal” tecnológico deverá estar presente na área seleção de produtos a ser reciclado, controle de estoque de material a ser reciclado e produtos já reciclados e prontos para venda, dentre outros.

 

A gestão de estoques apresenta particularidades de acordo com o tipo do negócio – comércio ou prestação de serviço. De qualquer forma, deve-se buscar a eficiência nesta gestão, sendo que o estoque de mercadorias deve ser suficiente para o adequado funcionamento da empresa, mas mínimo, para reduzir o impacto no capital de giro.

Fique atento, pois a falta de mercadorias pode representar a perda de uma venda. Por outro lado, possuir mercadorias estocadas por muito tempo é deixar dinheiro parado. É essencial o bom desempenho na gestão de estoques, com foco no equilíbrio entre oferta e demanda. Esse equilíbrio deve ser sistematicamente conferido, com base, entre outros, nestes três indicadores de desempenho:

1 – Giro dos estoques: número de vezes que o capital investido em estoques é recuperado por meio das vendas. É medido em base anual e tem a característica de representar o que aconteceu no passado. Quanto maior for a frequência de entregas dos fornecedores, em menores lotes, maior será o índice de giro dos estoques, também chamado de índice de rotação de estoques.

2 – Cobertura dos estoques: indicação do período de tempo que o estoque, em determinado momento, consegue cobrir as vendas futuras, sem que haja suprimento.

3 – Nível de serviço ao cliente: demonstra o número de oportunidades de venda que podem ter sido perdidas, no varejo de pronta entrega (segmento em que o cliente quer receber a mercadoria ou o serviço imediatamente após a escolha), pelo fato de não existir a mercadoria em estoque ou não se poder executar o serviço com prontidão.

Portanto, o estoque dos produtos deve ser mínimo, visando gerar o menor impacto na alocação de capital de giro. O estoque mínimo deve ser calculado levando-se em conta o número de dias entre o pedido de compra e a entrega dos produtos na sede da empresa.

Lista-se abaixo os principais produtos e materiais a serem reciclados:

• Celulares: os componentes dos celulares são reaproveitados em diversos produtos nas indústrias química, farmacêutica e eletroeletrônica.

• Placas de circuito impresso: também são reaproveitadas em diversos produtos nas indústrias química, farmacêutica e eletroeletrônica. As escórias sem metais são utilizadas em pavimentação de estradas.

• Monitores: o vidro é recortado, moído e aproveitado em indústrias de cerâmicas.

O lixo eletrônico pode ser coletado pela própria empresa em residências, condomínios comerciais e residenciais, instituições e etc. Ou pode ser comprado de outras empresas, associações ou cooperativas especializadas em coleta desse tipo de material.

A captação de material reciclável segue a lógica da logística reversa, que consiste no caminho inverso da cadeia de logística tradicional no qual o fabricante define o caminho que o produto percorrerá até o consumidor.

Na logística reversa o produto tem como ponto de partida os inúmeros consumidores, com destino ao fabricante.

“A logística reversa operacionaliza o fluxo físico e as informações correspondentes de bens de consumo que são descartados pela sociedade e que retornam ao ciclo de negócios ou ao ciclo produtivo por meio dos canais de distribuição reversos específicos.” (CAVALAZZI, VALENTE, 2009).

 

A organização do processo produtivo de uma empresa de reciclagem de lixo eletrônico deve ser procedida seguindo uma ordem lógica, já que a inversão de qualquer dessas etapas poderá ensejar em perda de matéria-prima, por isso sugere-se que o empreendedor faça uma adequação dessa sugestão ou crie a sua própria organização.

1. Coleta de material: a maioria do lixo eletrônico vem dos próprios fabricantes ou aquisições de lotes de produtos eletroeletrônicos que estejam na condição de descarte. Essa é a primeira etapa do processo de reciclagem. Nela é realizada a coleta de equipamentos que estejam fora de uso. A coleta pode ser feita pela própria empresa em residências, condomínios e outras empresas ou o material pode ser comprado de catadores.

2. Desmontagem e separação de componentes: processa-se a separação dos diversos materiais considerando os perigosos que exigem a reciclagem exclusivamente por empresas especializadas. O e-lixo é separado por tipo de material como, por exemplo, ferro, cobre, plástico e placas. Os materiais não processados na própria indústria, como por exemplo, as baterias dos celulares, são enviadas á outras empresas que realizam esse tipo de reciclagem. Os resíduos perigosos são enviados para refinarias fora do Brasil.

3. Tubos de imagem de monitores de computadores ou televisores: normalmente tem dois de tipos de vidros, o do painel e o outro com componentes de chumbo.

4. Moagem: o vidro e sucata eletrônica, depois de separado e tratado, serão moídos antes de serem vendidos como matéria-prima.

5. Trituração: a sucata eletrônica é destruída através da moagem.

6. Armazenamento e destinação: os materiais são embalados e vendidos para fabricantes de outros produtos que reutilizam matéria-prima, as chamadas empresas de remanufatura.

Estruture uma empresa ecologicamente correta. De forma resumida, a norma ABNT NBR ISO 14001:2004 define aspectos e impactos ambientais da seguinte maneira:

• Aspecto ambiental: elemento das atividades, produtos ou serviços de uma organização, que podem interagir com o meio ambiente.

• Impacto ambiental: qualquer modificação no meio ambiente, adversa ou benéfica, que resulte no todo ou em parte das atividades, produtos ou serviços de uma organização.

Para exemplificar esses dois conceitos distintos, imagina o lançamento de certo volume de efluentes industriais em um curso d’água. O lançamento em si é uma ação que traz efeitos negativos, como alteração da qualidade da água, mortandade de peixes ou odor desagradável.

Quando mal controlados, determinados aspectos ambientais industriais podem causar impactos adversos bastante significativos. A atividade de reciclagem de lixo eletrônico pode ser desempenhada de modo ambientalmente correto, desde que seus aspectos neste escopo sejam devidamente identificados, avaliados e controlados.

Assim o empreendedor de uma empresa de reciclagem de lixo eletrônico deverá embasar na ABNT NBR ISO 14001:2004, bem como contar com profissionais técnicos altamente qualificados para estruturar uma operação produtiva ambientalmente correta. E com isto apresentar-se para o mercado como uma empresa que se preocupa com a preservação do meio ambiente.

Essa é uma nova realidade mundial e que deverá ser seguida e respeitada, pois uma empresa que não tem preocupação com a preservação do meio ambiente não terá sucesso e nem sobrevivência no mercado. Os consumidores estão cada dia mais informados e preocupados com a preservação dos recursos naturais. Por isso tendem a consumir apenas produtos de empresas que tragam consigo elementos descritivos da cadeia produtiva, informando a origem da matéria-prima, qual é a destinação dada aos resíduos sólidos e líquidos da empresa, bem como se os mesmos são tratados ou não.

Enfim, é necessário apresentar aos consumidores se a empresa trabalha ecologicamente correta. É necessário a empresa atentar para o Certificado de Destinação Final. O CDF é um documento emitido por instituições especializadas e autorizadas a dar a destinação ambientalmente correta aos resíduos gerados.

Após elaborado, o certificado deve ser assinado pelo responsável da empresa geradora dos resíduos e pelo responsável pelo tratamento e descarte desse material.

O CDF contém informações como:

  • Dados da instituição especializada no tratamento e destinação dos resíduos;
  • Dados da empresa que atesta estar disposta e cumprindo sua obrigação de dar a destinação correta a esses resíduos;
  • Informações sobre os resíduos enviados;
  • Informações que comprovem que a instituição parceira tem licença ambiental e competência para realizar esse trabalho;
  • Declaração de recebimento, em que a instituição confirma que recebeu/recolheu todos os resíduos informados.

Com este documento a empresa poderá provar para as autoridades (e até mesmo para clientes e consumidores interessados) que está agindo de acordo com as leis e normas de defesa do meio ambiente e promoção da sustentabilidade.

 

O maquinário empregado na produção de uma empresa de reciclagem de lixo eletrônico tem um relativo grau de automação incluso, o que requer a operação por profissionais com grau de conhecimento de tecnologia, visando desempenhar bem suas funções e retirar o máximo de cada máquina ou equipamento. O nível de automação de uma empresa de reciclagem de lixo eletrônico é de nível médio, pois implica em inteiração entre os diversos departamentos da empresa, o que culmina no controle e faturamento dos produtos recebidos para reciclagem e os já reciclados e prontos para a comercialização.

Dessa forma todos os processos de uma empresa de reciclagem de lixo eletrônico devem ser amplamente automatizados, visando obter ganho de escala e rigoroso controle operacional e de custos produtivos. Sendo assim deverá ocorrer um grau de investimento em automação numa empresa de reciclagem de lixo eletrônico com o intuito de simplificar os processos e seus controles. Fato que está presente em todas as etapas comerciais e operacionais desse tipo de empresa, por isso mesmo o empreendedor deverá buscar no mercado um software que auxilie nessa automação. É recomendado que a empresa de reciclagem de lixo eletrônico conte com um software integrado e amigável para auxiliar na gestão de toda a empresa, passando pelo processo produtivo, administrativo, financeiro, comercial e operacional, sendo o ideal inclusive que procure apoio de profissionais qualificados para prestar assessoria na definição de qual software melhor se adequará ao seu negócio.

 

“Canais de distribuição” são os caminhos adotados pela empresa para fazer chegar os seus produtos até os clientes. É determinado em função da abrangência da área de atuação, das características sociais e econômicas do local e principalmente do perfil da clientela. É um dos elementos do composto mercadológico “4Ps do Marketing”, representando a Praça, juntamente com Produto, Preço e Promoção.

O principal canal de distribuição de uma recicladora será a oferta de seu serviço / produto aos possíveis compradores. O sistema de logística reversa participa fortemente no setor. A Lei n°12.305/10 – Política Nacional de Resíduos Sólidos  determina que os fabricantes, comerciantes, distribuidores e importadores de eletroeletrônicos e componentes relacionados desenvolvam um sistema de logística reversa dos resíduos dos produtos eletrônicos.

Existe também a possibilidade de venda direta, aquela em que o cliente busca a recicladora para fazer o seu pedido. Atualmente muitas empresas de reciclagem também oferecem serviços online, onde o cliente busca atendimento através de e-mail ou sistema de venda eletrônica. As vendas também podem ser realizadas porta a porta por meio de representantes que vão até o cliente (normalmente indústrias de manufatura) para oferecer os produtos beneficiados pela indústria da reciclagem.

A lógica da logística reversa consiste no caminho inverso da cadeia de logística tradicional no qual o fabricante define o caminho que o produto percorrerá até o consumidor. Nela o produto tem como ponto de partida os inúmeros consumidores, ficando o fabricante responsável pela reciclagem direta ou terceirizada dos resíduos.

 

O capital de giro é o montante de recursos financeiros que a empresa precisa manter para garantir fluidez nos ciclos de caixa. Funciona com uma quantia imobilizada (inclusive em bancos) para suportar as oscilações de caixa.

Quanto maior o prazo concedido aos clientes para pagamento e quanto maior o prazo de estocagem, maior será a necessidade de capital de giro do negócio. Portanto, manter estoques mínimos regulados e saber o limite de prazo a conceder ao cliente pode amenizar a necessidade de imobilização de dinheiro em caixa. Prazos médios recebidos de fornecedores também devem ser considerados nesse cálculo: quanto maiores os prazos, menor será a necessidade de capital de giro.

O empreendedor deverá ter um controle orçamentário rígido, de forma a não consumir recursos sem previsão, inclusive valores além do pró-labore. No início, todo o recurso que entrar na empresa nela deverá permanecer, possibilitando o crescimento e a expansão do negócio. O ideal é preservar recursos próprios para capital de giro e deixar financiamentos (se houver) para máquinas e equipamentos. Mas se ainda assim for necessário, deve procurar empréstimos que ofereçam prazos mais longos, taxas menores, e, se possível, período de carência.

O valor de capital de giro projetado nesta Ideia de recicladora de lixo eletrônico considerou prazos bem elásticos para cumprimento das obrigações: pagamento de fornecedores – 30 dias, pagamento de impostos e contribuição social 15 dias, e salários 30 dias. No financiamento das vendas, ou seja, prazo de recebimento dos clientes – 30 dias e 20 dias em média de caixa mínimo e 20 de estocagem de insumos.

 

Para manter-se competitivo um negócio precisa oferecer diferencial que o torne mais atrativo que seus concorrentes. Agregar valor é oferecer o inesperado ao cliente; ir além da obrigação; oferecer mais e melhor e o que ninguém ainda ofereceu.

Espera-se de uma empresa que trabalha com soluções de preservação para o meio ambiente, a pratica em todos os seus processos. É essencial que haja convergência entre a imagem da empresa e princípios internos, para que se possa construir uma relação de confiabilidade com clientes, fornecedores e parceiros.

A qualidade no atendimento ao cliente é um aspecto importante que deve ser observado. Materiais com excelente qualidade, entregas no prazo, influenciam muito na satisfação dos clientes. Ao oferecer um atendimento de qualidade, a empresa cria um diferencial, constrói um relacionamento de confiança e duradouro com seu cliente.

A empresa de reciclagem de lixo eletrônico como forma de apresentar sua preocupação ambiental e também denotar que é uma empresa socialmente justa deve buscar uma certificação que lhe conceda essa comprovação.

 

Os produtos obtidos no processo de reciclagem têm função específica de uso, por isso o empresário da área de reciclagem de lixo eletrônico deverá vincular o seu empreendimento aos benefícios ambientais, os quais sua empresa estará representando para toda a comunidade. Construindo assim uma imagem de empresa ecologicamente correta que contribui fortemente para a despoluição do nosso planeta.

Com base na premissa descrita no parágrafo acima, o empresário do ramo de reciclagem deverá fazer uso dos meios de comunicação tradicionais de forma planejada. Com um bom plano de marketing irá produzir peças publicitárias que levam em conta o ecologicamente correto. Assim o empreendedor deverá buscar auxilio de profissionais qualificados para que a produção tenha um nível adequado a cada público que queira atingir.

Num plano de marketing é importante o conhecimento de elementos como preço, produto, praça (canais de distribuição) e promoção. Avaliar os desejos e necessidades de seus clientes em relação a funções, finanças, facilidade, feeling e futuro.

Assim o plano de comunicação será bem direcionado ao público que se deseja atingir, facilitando a escolha do veículo de comunicação (TV, rádio, jornal, outdoor, panfletos etc.) e a mensagem que se deseja passar para cativar os clientes, além de estimula-los adquirir o seu produto.

Uma forma que ainda dá muito certo é investir na excelência do atendimento e na qualidade dos produtos, pois isto irá conquistar e fidelizar os clientes que farão a propaganda boca a boca, uma das mais baratas e eficientes formas de divulgação.

No caso da reciclagem de lixo alguns meios de comunicação são mais importantes que outros. Por exemplo, os meios de comunicação como panfletos, rádio, faixas não são adequados para este segmento, enquanto que a publicação em revistas especializadas, malas diretas e internet podem trazer maior retorno.

Algumas ações mercadológicas acessíveis e eficientes:

• Realizar promoções de produtos;

• Oferecer programas de fidelidade;

• Disponibilizar um site institucional para os clientes conhecerem a loja, obter contato (telefone e endereço), o trabalho da empresa e os produtos resultantes do processo de reciclagem, etc. É fundamental divulgar nos sites de busca;

Todas as alternativas de marketing digital devem ser exploradas e aproveitadas com competência, incluindo e-mails, e-books, e qualquer material rico de informações que sua imobiliária

• Participar das redes sociais (FacebookTwitterInstagram, etc.);

• Disponibilizar whatsapp para agilizar a comunicação com clientes e fornecedores.

 

A atividade econômica de reciclagem de lixo eletrônico, assim entendida pela Classificação Nacional de Atividades Econômicas – CNAE/IBGE 3831-9/99 – Recuperação de materiais e sucatas diversas, poderá

optar pelo Simples, desde que sua categoria esteja contemplada no regime, a receita bruta anual de sua atividade não ultrapasse R$ 360 mil para microempresa e R$ 4,8 milhões para empresa de pequeno porte e sejam respeitados os demais requisitos previstos na Lei.

Nesse regime, o empreendedor de ME e EPP poderá recolher os seguintes tributos e contribuições, por meio de apenas um documento fiscal – o DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional), que é gerado no Portal do SIMPLES Nacional (http://www8.receita.fazenda.gov.br/SimplesNacional): 

• IRPJ (Imposto de Renda da Pessoa Jurídica); 

• CSLL (Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido); 

• PIS (Programa de Integração Social); 

• COFINS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social);

• CPP (Contribuição Previdenciária Patronal);

• ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços): para empresas do comércio

• ISS (Imposto Sobre Serviços): para empresas que empresas que prestam serviços;

• IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados): para indústrias.

Conforme a Lei Complementar nº 123/2006, as alíquotas do Simples Nacional variam de acordo com as tabelas I a VI, dependendo das atividades exercidas e da receita bruta auferida pelo negócio. No caso de início de atividade no próprio ano-calendário da opção pelo Simples Nacional, para efeito de determinação da alíquota no primeiro mês de atividade, os valores de receita bruta acumulada devem ser proporcionais ao número de meses de atividade no período. Se o Estado em que o empreendedor estiver exercendo a atividade conceder benefícios tributários para o ICMS (desde que a atividade seja tributada por esse imposto), a alíquota poderá ser reduzida conforme o caso. Na esfera Federal poderá ocorrer redução quando se tratar de PIS e/ou COFINS. 

Se a receita bruta anual não ultrapassar R$ 81 mil, o empreendedor poderá optar pelo registro como Microempreendedor Individual (MEI), desde que ele não seja dono ou sócio de outra empresa e tenha até um funcionário. Para se enquadrar no MEI, sua atividade deve constar na tabela da Resolução CGSN nº 94/2011 – Anexo XIII (http://www.portaldoempreendedor.gov.br/legislacao/resolucoes/arquivos/ANEXO_XIII.pdf)

Neste caso, os recolhimentos dos tributos e contribuições serão efetuados em valores fixos mensais conforme abaixo: 

I) Sem empregado  • 5% do salário mínimo vigente – a título de contribuição previdenciária  • R$ 1 de ICMS – Imposto sobre Circulação de Mercadorias (para empresas de comércio e indústria) • R$ 5 de ISS – Imposto sobre Serviços (para empresas de prestadoras de serviços)

II) Com um empregado (o MEI poderá ter um empregado, desde que ele receba o salário mínimo ou piso da categoria)  O empreendedor recolherá mensalmente, além dos valores acima, os seguintes percentuais:  • Retém do empregado 8% de INSS sobre a remuneração;  • Desembolsa 3% de INSS patronal sobre a remuneração do empregado. 

Outros regimes de tributação

Para os empreendedores que preferem não optar pelo Simples Nacional, há os regimes de tributação abaixo: 

– Lucro Presumido: É o lucro que se presume através da receita bruta de vendas de mercadorias e/ou prestação de serviços. Trata-se de uma forma de tributação simplificada utilizada para determinar a base de cálculo dos tributos das pessoas jurídicas que não estiverem obrigadas à apuração pelo Lucro Real. Nesse regime, a apuração dos impostos é feita trimestralmente. 

A base de cálculo para determinação do valor presumido varia de acordo com a atividade da empresa. Sobre o resultado da equação: Receita Bruta x % (percentual da atividade), aplica-se as alíquotas de: 

• IRPJ – 15%. Poderá haver um adicional de 10% para a parcela do lucro que exceder o valor de R$ 20 mil, no mês, ou R$ 60 mil, no trimestre, uma vez que o imposto é apurado trimestralmente; 

• CSLL – 9%. Não há adicional de imposto. 

• PIS – 1,65% – sobre a receita bruta total, compensável; 

• COFINS – 7,65% – sobre a receita bruta total, compensável. 

Incidem também sobre a receita bruta os impostos estaduais e municipais: 

– ICMS – Em regra geral, as alíquotas variam conforme o estado, entre 17 e 19%. Alguns produtos ou serviços possuem alíquotas reduzidas ou diferenciadas.  – ISS – Calculado sobre a receita de prestação de serviços, varia conforme o município onda a empresa estiver sediada, entre 2 e 5%. 

Além dos impostos citados acima, sobre a folha de pagamento incidem as contribuições previdenciárias e encargos sociais (tanto para o lucro real quanto para o lucro presumido): 

– INSS – Valor devido pela Empresa – 20% sobre a folha de pagamento de salários, pró-labore e autônomos; 

– INSS – Autônomos – A empresa deverá descontar na fonte e recolher entre 11% da remuneração paga ou creditada a qualquer título no decorrer do mês a autônomos, observado o limite máximo do salário de contribuição (o recolhimento do INSS será feito através da Guia de Previdência Social – GPS). 

– FGTS – Fundo de Garantia por tempo de serviço, incide sobre o valor da folha de salários a alíquota de 8%. 

Recomendamos que o empreendedor consulte sempre um contador, para que ele o oriente sobre o enquadramento jurídico e o regime de tributação mais adequado ao seu caso.

 

A busca constante por melhorias nos processos produtivos, por informações dos setores, novas tecnologias bem como informações sobre consumo, produção e políticas públicas setoriais devem fazer parte das práticas de gestão dos empreendedores de qualquer setor. A atualização é uma ação que deve ocorrer constantemente, pois novas informações surgem a cada momento. Os eventos são locais onde as novidades emergem. Seguem algumas sugestões de evento referentes a este setor:

• FIMAI – Feira Internacional de Meio Ambiente Industrial e Sustentabilidade. http://ecomondobrasil.com.br

• Reciclação – http://cedaps.org.br/projetos/reciclacao

• Expo Sucata – http://www.nfeiras.com/expo-sucata

• Recirculo – http://www.recirculo.com.br

• Ecycle – https://www.ecycle.com.br

• Pollutec Brasil – http://feira.pollutec-brasil.com

 

As instituições organizadas podem fornecer informações importantes sobre o negócio em estudo. Normalmente elas fazem pesquisas e disponibilizam dados de mercado que podem contribuir no desenvolvimento da ideia de negócio.

Em âmbito estadual, os principais locais para a busca desses dados são as associações locais de classe, os sindicatos estaduais/distritais, a Câmara de Dirigentes Lojistas, universidades, entidades de desenvolvimento regional que sistematizam dados sobre o estado ou município.

Relação de entidades setoriais de atuação nacional:

• Associação Brasileira da Indústria PET – www.abipet.org.br

• CEMPRE – Compromisso Empresarial para Reciclagem – www.cempre.org.br

• ABES – Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental – www.abes.org.br

• IBAMA – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – www.ibama.gov.br

• Lixo Eletrônico – http://lixoeletronico.org/

• SENAI – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – http://www.senai.br

• Recirculo – http://www.recirculo.com.br

• Ecycle – https://www.ecycle.com.br

• INRE – Instituto Nacional de Resíduos – http://inre.org.br

 

As normas técnicas são documentos de uso voluntário, sendo importantes referências para o mercado. As normas técnicas podem estabelecer quesitos de qualidade, desempenho, de segurança. Não obstante, pode estabelecer procedimentos, padronizar formas, dimensões, tipos, usos, fixar, classificações ou terminologias e glossários. Definir a maneira de medir ou determinar as características, como métodos de ensaio. As Normas técnicas são publicadas pela ABNT (Associação Brasileira de Normas técnicas).

 

Aquecimento global: fenômeno caracterizado pela elevação da temperatura das áreas de terra e dos oceanos.

BRIMC: Grupo foado pelos países Brasil, Rússia, Índia, México e China e que podem no futuro ser a maior força econômica do planeta.

Gás Carbono: CO2, principal gás responsável pelo efeito estufa.

Efeito estufa: é o processo onde gases como o CO2 “vedam” a atmosfera dificultando a liberação do calor proveniente da radiação solar refletida sobre a superfície da Terra. O Efeito Estufa dentro de certo nível é fundamental para a manutenção da vida em todo planeta. O problema ocorre quando a absorção do calor sai da zona de equilíbrio ocasionando assim o fenômeno chamado de Aquecimento Global.

CIE: Comércio Internacional de Emissões – Possibilidade em que países troquem os créditos de carbono.

Green IT: é o movimento que tenta levar ao mundo tecnológico a responsabilidade socioambiental. O foco atual é como administrar a tecnologia no interior das organizações de forma sustentável.

Inclusão digital: prover meios de acesso a computadores e a Internet.

Metais pesados: são substâncias tóxicas usadas em componentes eletrônicos Chumbo (Pb), Cádmio (Cd), Mercúrio (Hg) e Cromo hexavalente (Cr(VI)).

PNUMA – Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente.

Responsabilidade ambiental: é tentativa de minimizar os impactos humanos sobre o planeta.

Sustentabilidade: segundo o Relatório de Brundtland (1987), sustentabilidade é: “suprir as necessidades da geração presente sem afetar a habilidade das gerações futuras de suprir as suas”.

 

O candidato a empresário no segmento de reciclagem de lixo eletrônico deve entrar neste negócio consciente de que terá que estar presente tempo integral, principalmente, no início das atividades do novo empreendimento, tanto na parte comercial, quanto operacional e na gestão financeira do negócio. O empreendedor deverá inserir-se nesse mercado visando a valorização do meio ambiente, respeitando as leis que regulamentam esse setor, transformando o processo de reciclagem em uma atividade rentável econômica e financeiramente, aproveitando o grande apelo popular de praticamente todas as nações mundiais.

Assim o empreendedor deverá vincular sua empresa às oportunidades requeridas pela sociedade como um todo, ou seja, o empreendimento deverá estar inserido no conceito de despoluição e descontaminação ambiental por meio da reciclagem de produtos, que até então, eram descartados em lixo comum ou mesmo em aterros sanitários. Criando desta forma uma empresa com fins lucrativos, mas com forte apelo sócio ambiental.

 

As pessoas de sucesso apresentam comportamentos comuns que foram destacadas num estudo realizado pela ONU. Algumas dessas características já nascem com os empreendedores e outras podem ser desenvolvidas por meio de aprendizados e práticas. Todas elas têm seu grau de importância, mas algumas se destacam como primordiais na essência deste negócio específico. São elas:

• Busca de oportunidades – o empreendedor deve estar atento às tendências de tecnologia de impressão, acompanhar os movimentos deste mercado, identificar as novidades e adaptar sua oferta e forma de atuação.

• Busca de Informações – conhecer muito bem o ramo que escolheu. Preferencialmente que trabalhe no mesmo ou tenha trabalhado. Caso não seja possível, faça muitas pesquisas, muitas visitas aos concorrentes. Não economize neste quesito, pois mais tarde você será recompensado.

• Estabelecimento de Metas – com visão futurística o empreendedor estabelece desafios a serem cumpridos, determina um ponto de chegada com prazo definido.

• Planejamento e Monitoramento – organiza de atividades de maneira objetiva, com prazos de execução definidos, estabelecendo medidores que permitam o monitoramento dos resultados.

• Comprometimento – essa característica está diretamente relacionada com sacrifício pessoal. O empreendedor comprometido vai além dos seus interesses e coloca a empresa em primeiro lugar.

• Qualidade e Eficiência – Exige que os recursos disponíveis sejam usados da melhor forma possível de modo que alcance os melhores resultados com o emprego do menor quantitativo de insumos.

• Riscos Calculados – O empreendedor deve ainda ter bem desenvolvida a capacidade de assumir “riscos calculados”. Isto quer dizer, não ter medo de desafios, arriscar conscientemente. Calcular detalhadamente cada passo em direção a formatação da empresa.

• Persistência – ela não permite que o empreendedor desista diante de obstáculos, reavalia e insiste ou muda seus planos para alcançar os objetivos, esforça-se além da média para fazer dar certo.

• Independência e autoconfiança – Não importa o tamanho dos problemas que enfrentará no andamento do processo de empreender. O empreendedor encontra dentro de si motivos para sempre seguir em frente, pois agindo assim, sua equipe nunca esmorecerá e o sucesso virá com certeza.

• Persuasão e Rede de Contatos – usa estratégias de convencimento de pessoas levando-as a fazerem aquilo que considera importante para o seu negócio. Relaciona-se com pessoas que podem dar alguma contribuição positiva para o alcance dos seus objetivos e segundo seus interesses.

 

DOLABELLA, Fernando. Oficina do empreendedor. São Paulo: Cultura Editores Associados, 1999.

CARDOSO, Fátima. Lixo eletrônico ameaça países emergentes, mas reciclagem pode ser a solução. 25 fevereiro 2010. Disponível em: http://www.akatu.org.br/central/

CAVALAZZI, Eugênio; VALNTE, Luciana. Logística reversa: muito além da reciclagem. 09 fevereiro 2010. Disponível em: http://www.logisticadescomplicada.com/logistica-reversa-muito-alem-da-r

PATELLA, Luciana. Por que os equipamentos que facilitam a vida moderna podem ser os vilões do futuro. Conselho em revista. Revista mensal do conselho regional de engenharia e arquitetura do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, Ano VI, setembro 2010. Disponível em: http://www.crea-rs.org.br/crea

ROQUE, Wagner. Lixo tecnológico gera oportunidades. Disponível em: http://revistapegn.globo.com/Empresasenegocios/0,19125,ERA1682347-15630

UNITED NATIONS ENVIRONMENT PROGRAMME & UNITED NATIONS UNIVERSITY. Sustainable Innovation and Technology Transfer Industrial Sector Studies. Recycling from e-waste to resourses. Germany, 2009. Disponível em: http:/www.unep.org/PDF/PressReleases/EWaste_publication_screen_FI NALVERSION-sml.pdf. Acesso em: maio/2012.

 

O empreendedor pode buscar junto às agências de fomento linhas de crédito que possam ser utilizadas para ajudá-lo no início do negócio. Algumas instituições financeiras também possuem linhas de crédito voltadas para o pequeno negócio e que são lastreadas pelo Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe), em que o Sebrae pode ser avalista complementar de financiamentos para pequenos negócios, desde que atendidas alguns requisitos preliminares. Maiores informações podem ser obtidas na página do Sebrae na web:

http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/sebraeaz/fundo-de-aval-do-sebrae-oferece-garantia-para-ospequenos-negocios,ac58742e7e294410VgnVCM2000003c74010aRCRD

 

É de vital importância para qualquer negócio a elaboração de um planejamento financeiro, pois ele é uma das ferramentas para o crescimento do seu negócio.

O primeiro passo do planejamento financeiro é fazer um orçamento anual. Faça uma estimativa do quanto irá receber e gastar, com base no seu histórico ou expectativa futura. Seja realista e sempre dê preferência para um cenário mais pessimista. Afinal de contas, o mercado está cercado de mudanças e incertezas.

Mesmo se você já for um empreendedor experiente terá que pensar na organização do fluxo de caixa, na necessidade do capital de giro, os processos das contas a pagar e a receber, entre outros. Comece registrando tudo o que você pretende ganhar ao longo de um período, depois elabore um plano de vendas refletindo quais suas fontes de receita, seu modelo de precificação, seus canais de distribuição, etc.

Após a etapa das receitas, faça a mesma coisa com as despesas. Planeje tudo o que você vai gastar ao longo de um período. Além dos gastos mensais – recorrentes (ex. salários, aluguel, fornecedores, energia), inclua gastos eventuais (ex. manutenção) ou que reflitam a necessidade de novos investimentos que serão necessários uma novo patamar da empresa (ex. ampliação de espaço, aquisição de maquinário, etc). Cada tipo de negócio tem suas características individuais e tudo isso influencia no planejamento.

O acompanhamento e registro das contas a pagar e receber da empresa é importante para o pleno controle do capital e análise da saúde financeira. A atividade não é completa apenas com os lançamentos. Deve-se fazer o acompanhamento constante das entradas e despesas e compará-las com o planejamento realizado. Dessa maneira você pode rapidamente corrigir eventuais falhas e ou reforçar estratégias que estão dando resultados.

Existe no mercado softwares de gerenciamento que podem muito auxiliar no controle administrativo e financeiro gerando mais eficiência nos controles e produtividade

 

Aproveite as ferramentas de gestão e conhecimento criadas para ajudar a impulsionar o seu negócio. Para consultar a programação disponível em seu estado, entre em contato pelo telefone 0800 570 0800. 

Confira as principais opções de orientação empresarial e capacitações oferecidas pelo Sebrae:

Cursos online e gratuitos –  http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/cursosonline 

Para desenvolver o comportamento empreendedor

Empretec – Metodologia da Organização das Nações Unidas (ONU) que proporciona o amadurecimento de características empreendedoras, aumentando a competitividade e as chances de permanência no mercado: http://goo.gl/SD5GQ9 

Para quem quer começar o próprio negócio 

As soluções abaixo são uteis para quem quer iniciar um negócio. Pessoas que não possuem negócio próprio, mas que querem estruturar uma empresa. Ou pessoas que tem experiência em trabalhar por conta própria e querem se formalizar.

Plano de Negócios – O plano irá orientá-lo na busca de informações detalhadas sobre o ramo, os produtos e os serviços a serem oferecidos, além de clientes, concorrentes, fornecedores e pontos fortes e fracos, construindo a viabilidade da ideia e na gestão da empresa: http://goo.gl/odLojT

Para quem quer inovar

Ferramenta Canvas online e gratuita – A metodologia Canvas ajuda o empreendedor a identificar como pode se diferenciar e inovar no mercado: https://www.sebraecanvas.com/#/

Sebraetec – O Programa Sebraetec oferece serviços especializados e customizados para implantar soluções em sete áreas de inovação: http://goo.gl/kO3Wiy 

ALI – O Programa Agentes Locais de Inovação (ALI) é um acordo de cooperação técnica com o CNPq, com o objetivo de promover a prática continuada de ações de inovação nas empresas de pequeno porte: http://goo.gl/3kMRUh

 

Tem um dúvida sobre a sua ideia? Experimente fazer uma pergunta para a nossa comunidade.

Explore outras ideais de negócios em sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/ideias

Compartilhe esse conteúdo em suas redes sociais!

Deixe um comentário

Sobre Sebrae

Esse é o perfil institucional do Sebrae nessa comunidade. Quer saber mais sobre o Sebrae - Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas? Acesse: http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/canais_adicionais/o_que_fazemos

Me siga