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Rebuild: tendências de comportamento que vieram para ficar: conexões e colaboração. Como se adaptar a um novo mundo, comportamento e consumidor?

Rebuild: tendências de comportamento que vieram para ficar: conexões e colaboração. Como se adaptar a um novo mundo, comportamento e consumidor?

O avanço da pandemia ao longo de 2020 trouxe muitos desafios aos empreendimentos, quer grandes, médios ou pequenos. Quase todos os setores foram impactados por sua dinâmica e suas reflexões com as incertezas, fechamentos, isolamentos e questões mais sérias sanitárias e de convivência social.
No segmento de gastronomia não foi diferente, pelo contrário, talvez tenha sido um dos setores mais impactados pela crise financeira, pelo fechamento dos estabelecimentos por um longo período e por mudanças de controles e hábitos que se fizeram e fazem necessários.
Mas apesar do descrito acima, momento difíceis também podem trazer grandes aprendizados e oportunidades para o negócios que estiverem mais aberto a se adaptar, inovar e se ajustar às novas necessidades da realidade e dos consumidores.
Dentro desta linha aconteceu o Open Food Innovation Summit – maior evento sobre o futuro do alimento, nos dias 14 e 15 de outubro, totalmente digital e interativo, com o foco principal de ampliar a conversa sobre as possíveis e reais soluções de transformações por meio de tecnologia e inovação para o setor de alimentos e bebidas.

O evento se baseou nos seguintes eixos temáticos, com a participação de empresas e especialistas nacionais e internacionais:

1) Network 4.0: a reestruturação sustentável de toda cadeia produtiva.

Onde o foco foi trazer uma reflexão de toda a cadeia produtiva e como ela pode se basear em critérios mais sustentáveis para todos que dela participam através de exemplos como fundo de investimento para foodtechs; impressoras 3D para alimentos visando imprimir receitas mais saudáveis, saborosas e com novos formatos; robotização e monitoramento remoto do cotidiano de toda cadeia produtiva buscando uma maior rastreabilidade e a fim de evitar futuras pandemias; criação de sementes que sejam mais positivas e apropriadas aos diferentes solos; e apoio a projetos, startups e novos modelos de negócios para o setor de alimentos e bebidas.

2) Hiperlocal: revolução mais perto do que você imagina.

Esta temática possui a função de trazer ações como a de revitalização de espaços abandonados por meio de hortas urbanas e educação da população local sobre cuidado e alimentação saudável; novos conceitos de hortas inteligentes aumentando a possibilidade de mais pessoas conseguirem plantar as suas próprias hortas; bem como o uso de tecnologias visando fornecer produtos mais frescos e cultivados ao longo de todo ano; auxilio em tornar as cidades mais auto sustentáveis na produção de seus próprios alimentos.

3) Rebuild: tendências de comportamento que vieram para ficar / conexões e colaboração.

Nesse painel se abordou como trabalhar branding gastronômico, a ajudar as empresas a identificarem melhor o seu propósito e a comunicá-lo melhor; criação de alimentos com ajuda de software sem perder textura, cheiro ou sabor; gerenciamento do banco de dados de sustentabilidade de produtos do mundo; a como estimular ideias e ações inovadoras, oferecendo produtos, serviços e modelos de negócios com foco na melhor experiência para o consumidor; a como usar a gastronomia para transformar pessoas em vulnerabilidade socioeconômica; estudos e tendências a respeito do segmento; bem como exemplos de serviços de entregas de produtos orgânicos, unindo produtores locais e consumidores finais.

4) Delivery: A aceleração do supermercado digital.

Luciana Vaz é Head de Soluções Sustentáveis do iFood e vai falar como crescer ajudando todos os participantes da cadeia mais impactada na pandemia. Possui 10 anos de experiência como gerente de Planejamento Estratégico e PMO Corporativo, não somente no Brasil, mas também no Canadá. É especializada na implementação de processos para garantir execução, aderência ao plano estratégico, governança e visibilidade do nível executivo ao usuário final.

Juliano Hauer, COO da James Delivery, startup adquirida pelo grupo Pão de Açúcar que implantou sistema de delivery no varejo do gigante brasileiro, transformando o impacto do COVID 19 para os consumidores e permitindo uma experiência mais rápida e segura na aquisição das compras semanais.

Tatiana Lanna é Business Owner de Cloud Kitchen da Liv Up. Tem mais de 20 anos no mercado de alimentação. Foi responsável por restaurantes na Turquia, China e Brasil, passando por grandes multinacionais.

5) Zero %: Aproveitamento máximo de insumos contra o desperdício.

Essa temática buscou tratar sobre a gestão de resíduos com foco em diminuição do impacto no meio ambiente; como transformar resíduos e materiais que seriam descartados em produtos e acessórios veganos e ecológicos; como utilizar biomassa da cana de açúcar e produção de animais para gerar eletricidade; fabricação de bioembalagens de alimentos para consumo e delivery; bem como atuação com capacitação e treinamento para jovens e adultos com foco na inserção no mercado de trabalho gastronômico, acesso ao direito à alimentação adequada e combate à fome.

6) Food Care: a comida que cuida.

E, no último painel temático o foco foi em ações que trazem a sensação de conforte e carinho pela comido, pelo alimento. Os exemplos foram de um sorvete para que crianças em quimioterapia possa absorver mais proteínas e se recuperem mais rápido do tratamento; a reflexão em que a tecnologia não irá substituir os médicos no futuro, mas, sim, empoderar os pacientes para que cuidem melhor de si mesmos; o refrigerante do bem – cresceu mais de dois dígitos e aumentou sua capacidade produtiva para atender o aumento desse consumo de produtos que são realmente saudáveis; e o exemplo de uma indústria de alimentos plant based, saudáveis para o ser humano e sustentáveis para o planeta, que serão apresentados no evento.

Após uma breve análise sobre o evento como um todo partiremos para trazer reflexões a respeito da palestra escolhida que foi na temática “Rebuild: tendências de comportamento que vieram para ficar / conexões e colaboração”, cuja palestrante foi a Julia Curan, consultora na WGSN Mindset LATAM que lidera projetos customizados para empresas de diferentes segmentos do mercado. E que lançou no evento a nova área da WGSN, voltado ao setor de alimentos e bebidas. Está há 6 anos na WGSN Mindset LATAM, sendo consultora sênior no time e liderando projetos para algumas marcas como Samsung, Volkswagen e Diageo.

O foco da WGSN Mindset LATAM é acreditar num mundo onde o design de produto seja extraordinário e a ajudar as pessoas a navegar em meio às mudanças, para criar um futuro melhor, através do monitoramento das transformações que irão impactar a forma como os consumidores pensam, sentem e se comportam. Seus especialistas interpretam os acontecimentos para prever quais produtos, experiências e serviços serão necessários no futuro, ajudando as marcas a se manterem relevantes.

Em sua palestra ela apresentou grandes ideias para 2022 que impactam o segmento de alimentos e bebidas. Falou que essas tendências estariam muito ligadas a bem estar, conforto, cuidado e proteção, pois são temas essenciais para o consumidor. Questões como o medo, mais ansiedade, mais preocupações ambientais, mais avanços tecnológicos terão grandes relevâncias para as tendências de diversos segmentos e no de alimentos e bebidas não seria diferente.

Julia apresenta 05 temas: a re-solução de design, a aceleração tecnológica, a alavancagem do local, a venda da sobrevivência, e o prazer com propósito, como balizadores de tendências para 2022 e os anos seguintes.

1º) Para o tema de re-solução do design ela traz os seguintes pontos: a aceleração de soluções em busca de sistemas alimentares mais sustentáveis, na questão da biodiversidade o uso de colheitas subutilizadas e esquecidas para se evitar desperdício e ampliar a diversidade na produção, a utilização de sub-produtos e a dupla preocupação com as embalagens.

2º) Com respeito a aceleração tecnológica trouxe assuntos como blockchain propondo mais transparência e rastreabilidade na cadeia, agricultura celular como método mais sustentável na produção de carne, peixe e laticínios e os alimentos impressos em 3D, sob demanda e personalizados.

3º) Como forma de alavancagem do mercado local os exemplos foram na relevância dos produtos, times e histórias locais, na cultivação in loco, por mais pessoas e nas residenciais e estabelecimentos comerciais e o uso de tecnologia para que cada uma faça o que for produzir.

4º) Quanto ao tema de vendendo sobrevivência ela abordou questões com foco em oferta de segurança, para casos de restrições de acesso ao consumo de alimentos bem comuns em guerras, catástrofes naturais e pandemias, por exemplo, com foco em kits de alimentos não perecíveis. Além disso, no desenvolvimento de alimento que proveem suporte de imunidade, redução de estresse e produção de bem estar, além de produtos que promovam uma proteção personalizada para o consumidor.

5º) Por fim, abordou a questão do prazer com propósito onde se busca o impacto da experiencia do consumo com o bem estar. E para esse tema apresentou empresas e produtos que buscam aumentar o bom humor através de alimentos e bebidas, aqueles que são saudáveis e reconfortantes, onde se busca manter o equilíbrio entre bem estar e o prazer sem culpa, além dos alimentos e bebidas que proporcionam prazeres multissensoriais e/ou experenciais.

Desta forma o que se percebeu com essa palestra e no evento em si é que além de desafios e crise, momentos como os vividos agora podem também novos horizontes, novas oportunidades e novos nichos de mercado. E que num mundo com consumidores mais conscientes social e ambientalmente, não perceber essas questões e pensar em propostas que atendam as mesmas, bem como fortaleçam os negócios um pouco mais para períodos incertos e não sabidos, quer econômicos, ambientais ou sanitários, pode deixar qualquer negócio bastante vulnerável e, com isso, empregos e geração de renda também. Sendo assim, empresário precisa avaliar o modelo e propósito do seu negócio, quer o que esteja e funcionamento, quer o que será aberto, para ver o quanto ele conversa com essas questões levantadas, de forma a se estruturar melhor e buscar estudos, parcerias e tecnologias adequadas à sua realidade, necessidade e público.

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