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Utilidades da fibra do coco que resultam em oportunidades de negócios

Utilidades da fibra do coco que resultam em oportunidades de negócios

Um dos hábitos mais sedimentados na cultura das cidades brasileiras é o consumo do coco verde. O clima tropical do País estimula a venda do produto “in natura”, que agrega propriedades específicas de um alimento saudável – atualmente um forte motivador de consumo pela sociedade brasileira.

Tanto que nos últimos anos tem ocorrido um considerável aumento no consumo de água de coco.  O que não será diferente nos próximos anos, tendo em vista a expectativa de crescimento do turismo, especialmente em virtude da realização da Copa do Mundo FIFA 2014.

De acordo com o documento “Evolução da produção de coco no Brasil e o comércio internacional – Panorama 2010” – publicado em 2011 – pela Embrapa, poucas são as informações oficiais que dizem respeito sobre o consumo de água de coco no País. Mas estima-se, que o coco vendido de maneira informal, respondam por 80% do volume consumido no país.

De maneira geral, pequenos produtores constituem a maior fatia da produção de coco (85%), comercializando suas produções por meio de atravessadores (intermediários e terceirizados da indústria) ou então, comercializam suas produções diretamente com as indústrias processadoras.

Dentre os 10 maiores estados produtores de coco do Brasil, 7 são da região Nordeste. A liderança da produção é do Estado da Bahia, seguido de Sergipe e Ceará. Estes estados juntos correspondem a mais de 50% da produção de coco nacional.

Mas a cultura do coco se destaca também pela gama de produtos que podem ser explorados a partir da fruta, tornando-a um importante recurso vegetal para a região. De acordo com o relatório da Embrapa, estima-se que o consumo nacional de água de coco por áreas como medicina, biotecnologia, nutrição, entre outras, estejam ao redor de 100 a 350 milhões de litros por ano, com uma taxa de crescimento anual de, aproximadamente, 20%.

Desperdício que gera perda de renda

Coco_MioloEm contrapartida, há muito desperdício da casca do coco. Para que se tenha uma ideia, veja o diz a Agência de Informação Tecnológica da Embrapa a respeito: no Nordeste, são cultivados 224.918 hectares de coqueiros IBGE (2009), o que resulta em uma produção anual de resíduos do coqueiro na região de, aproximadamente, 729 mil toneladas de casca; 595 mil toneladas de folhas e 243 mil toneladas de inflorescência, totalizando 1 milhão e 567 mil toneladas de resíduos.

A maior parte da casca produzida no Brasil, quando não é jogada no lixo, é incinerada nos locais onde se faz o descascamento dos frutos. Dessa maneira descarta-se também uma quantidade significativa de material de alto valor para a indústria e para a agricultura. Além desses desperdícios, ainda há o descarte no meio ambiente após o consumo da água de coco, o que torna a casca seca e inviabiliza o seu uso.

Enquanto os resíduos de 1 coco verde demora, em média, 12 anos para se decompor no meio ambiente, cada 125 cocos reciclados economizam 1 metro cúbico de espaço nos aterros sanitários.

Por tudo isso, é preciso olhar para a casca do coco verde como uma oportunidade de negócio. A Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) destaca que os ecoprodutos representam hoje tanto um mercado promissor como também um nicho de mercado.

Historicamente a casca de coco (fonte de pó e fibra) sempre foi tratada como lixo ou material residual, mas atualmente a evolução dos conhecimentos técnico-científicos possibilita que o material tenha várias utilidades, gerando, com isso, inúmeras oportunidades de negócios.

Historicamente a casca de coco (fonte de pó e fibra) sempre foi tratada como lixo ou material residual, mas atualmente a evolução dos conhecimentos técnico-científicos possibilita que o material tenha várias utilidades.

As características da fibra, como coloração uniforme, elasticidade, durabilidade e resistência à tração e à umidade, oferecem muitas possibilidades de utilização como matéria-prima natural para a indústria. Mas a qualidade da fibra depende da variedade cultivada, do processo de extração, do grau de maturação do fruto e das condições climáticas do local onde se faz o cultivo.

A mais recente prova da versatilidade da fibra é resultante da sua impregnação com látex: é a fibra emborrachada, usada na manufatura de colchões de mola, estofamento de carros e almofadas. Graças à extraordinária elasticidade e resistência, a sua aplicação na indústria como material de acolchoamento parece ilimitada, sendo usada nas indústrias automobilística, de ar condicionado e de instalações acústicas.

No Brasil, os principais produtores de fibra longa, fibra curta e pó são os estados de Sergipe e Ceará e de fibra mista o Estado de Pernambuco. Toda a produção se destina ao mercado interno, mas o aproveitamento industrial da casca de coco no Brasil ainda é muito baixo, caracterizando um espaço de mercado a ser preenchido por empresários atentos às oportunidades de negócios.

Em vista de tudo isso, o desafio para empreendedores atentos às oportunidades é começar a planejar um novo negócio que colete e desenvolva beneficiamentos para fornecer às indústrias que estejam incluindo a confecção de produtos sustentabilidade em suas estratégias de negócios.  Para isso, o Sebrae dispõem de soluções que vão desde à concepção até o acesso a mercados. Conheça todas elas, visitando o portal da instituição: www.sebrae.com.br

 

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