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Loja cenográfica em São Paulo serve de ‘laboratório’ para comerciantes

Empresários aprendem técnicas em programa do Sebrae. Cenário de loja bagunçada foi montado para simular erros comuns.
Assista o vídeo AQUI

Em São Paulo, comerciantes aprendem em um laboratório como deixar a loja atraente, chamar mais clientes e aumentar as vendas. O objetivo é criar um ponto de venda agradável e bem organizado para atrair cada vez mais consumidores.

Um cenário de uma loja bagunçada foi montado para simular os erros mais comuns de um ponto de comércio. Falhas que afastam a clientela, diminuem as vendas, causam prejuízo no faturamento. É nesse espaço que os lojistas aprendem o que não deve ser feito em um negócio de verdade.
O curso faz parte do Programa de Comércio Varejista do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) de São Paulo. Os consultores já atenderam a 8 mil empresas no estado. Já foi feito um levantamento das principais falhas de visual que prejudicam os negócios. Na primeira parte da atividade, os lojistas recebem um questionário e tentam encontrar os erros na arrumação da loja.
Atentos, os alunos comerciantes descobrem que desconhecem as noções básicas de visual, propostas pelo merchandising. Essa é a ferramenta de marketing que envolve desde o planejamento de uma vitrine até a iluminação da loja.
“Uma das coisas que a gente já encontrou nesse programa foram lojas que mantinham as luzes apagadas. Só quando o cliente chegava, ele acendia. Como a luz estava apagada, os clientes achavam que a loja estava fechada”, diz Gustavo Carrer, do Sebrae.
São falhas desse tipo que os comerciantes encontram na loja cenográfica. “Eu percebi que os produtos estão fora de padrão, tudo desorganizado, sem preço. Eu vi esses tênis todos desorganizados, não estão um do lado do outro, está um distante do outro”, diz Bruna Mari Ribeiro, empresária.
No fundo da loja, mais problemas. Os comerciantes circulam e verificam falhas nas araras de exposição. Roupas masculinas misturadas com as femininas.
“Os cabides vazios jogados em cima estão mal expostos (…). Tem cabides diferenciados, as cores. Preto misturado com branco, tinha que ter um padrão seguindo uma sequência de cores”, diz a empresária Maria Andrade.
A lição do Sebrae é bem clara: a bagunça afasta os consumidores. “O resultado é o cliente não comprar, não voltar na sua loja, e muitas vezes até não encontrar o que deseja devido ao nível de desorganização da loja”, diz Carrer.
Na segunda parte do trabalho, os comerciantes são liberados para arrumar a loja. Eles ajustam a iluminação, trocam as roupas dos manequins, mudam todo o visual. A orientação é de um especialista. “O que a gente fez foi realmente organizar o espaço para que isso se torne mais fácil para o cliente, seja prático”, diz Adilson Paiva, programador de visual merchandising.
A loja cenográfica ficou perfeita. Mas será que os comerciantes conseguem aplicar as lições nos seus negócios? Sílvia Nakahata participou da experiência. Ela é dona de uma loja de roupas infantis e fez uma inspeção geral na loja de 200 metros quadradros.
Ao final, ela optou por mudar a arara de lugar. “Existe um ponto aqui de venda de calçados, de exposição de calçados. E a arara está obstruindo. E como tem um espaço bom que comporta a arara, a gente abre o espaço para a melhor circulação do cliente”, explica.
No setor de roupas para meninos, a empresária fez mudanças. Agora, cada casaco é exibido com uma camiseta. A combinação induz o cliente a comprar duas roupas ao invés de uma. E o melhor: a alteração não exigiu nenhum investimento financeiro. Apenas criatividade. “As duas peças já estão na loja. Ao invés de oferecê-las separadas, você já faz um mix e compõe um visual bacana para o cliente”, afirma a empresária.
A loja já atende mais de 100 clientes por dia. E com as mudanças, espera um crescimento nas vendas. Para o Sebrae, a empresária já pode comemorar. “Ao aplicar as técnicas (…), mais a orientação dos consultores, ele tem aí de saída pelo menos 10%, 15% de melhoria de vendas. Essa é a média estadual que a gente tem obtido”, diz Carrer, do Sebrae.
Fonte: PEGN
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