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Como montar uma loja de material de construção

Como montar uma loja de material de construção

Confira uma ideia de negócio completa sobre Como montar uma loja de material de construção. Abaixo dividimos o conteúdo em tópicos como mercado, custos, pessoas, investimentos, divulgação, exigências legais e mais dicas.

Uma loja de material de construção é um negócio de natureza comercial, voltado à venda e à reforma de casas, apartamentos, prédios. Desta forma, tanto materiais básicos (tijolos, telhas e cimento), como de acabamento fino (lâmpadas, fios, tinta, luminárias, pisos, chuveiros), são vendidos em lojas de materiais de construção.

Segundo pesquisa realizada pela Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção), as diferenças entre as lojas de materiais de construção pequenas/médias e as grandes são as seguintes: as pequenas e médias têm como foco os materiais “básicos”, como cal, cimento, madeira, pregos, material elétrico e iluminação, enquanto as lojas grandes são consideradas generalistas, com maior diversificação de produtos, vendendo, inclusive, peças de decoração e eletrodomésticos.

Atualmente, os materiais podem ser simples ou compostos, obtidos diretamente da natureza ou elaborados industrialmente. Existem diversas opções para os diferentes usos, assim como distintas propriedades e variedades de um mesmo material. Nesta Ideia de Negócio serão apresentadas informações importantes para o empreendedor que tem intenção de abrir uma loja de material de construção. Os dados aqui mencionados têm foco em produtos da primeira fase de construção, que requer produtos básicos, como cimento, tijolos, areia, esquadrias e telhado.

Este documento não substitui o Plano de Negócio, que é imprescindível para iniciar um empreendimento com alta probabilidade de sucesso. Para a elaboração do Plano de Negócio, deve ser consultado o Sebrae mais próximo.

É importante que o empreendedor tenha ideia da situação do mercado no período e no local em que deseja instalar seu negócio, ou seja, o que os especialistas do setor dizem sobre a prosperidade do ramo ou segmento.

Pesquisa da ANAMACO (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção) realizada ao final do ano de 2018, apontou que 87% dos varejistas do setor estão otimistas em relação aos resultados de 2019. A associação projeta o crescimento de 8,5% para 2019, superior ao crescimento de 2018 que foi de 6,5%, quando o varejo da construção civil movimentou 112 bilhões de reais.

A ABRAMAT (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção), aponta em sua pesquisa que, 56% das associadas estão confiantes com as medidas econômicas que virão a ser tomadas ao longo de 2019. Resultante desse otimismo, 64% das indústrias de materiais tem a intenção de investir nos próximos 12 meses.

Oportunidades

Das lojas consideradas pequenas ou médias no setor, apenas 13% participam de redes associativas, que são grupos de varejistas de materiais para construção que usam a mesma logomarca, cuja vantagem é obter melhores condições de negociação em preços e prazos de pagamento, além de padronizar produtos e atendimento.

As pequenas unidades têm situação muito diferente das grandes redes, que são dependentes de gestores que moram em grandes cidades e, frequentemente, não conhecem as características do local onde será instalada uma nova megaloja. Uma pequena loja geralmente abre as portas com menor variedade de produtos, para atender a um bairro ou setor carente de itens básicos em construção. O grande diferencial das lojas que tem o gestor presente é a possibilidade de um contato mais direto com sua clientela, conhecendo as necessidades do seu mercado e praticando muitas vezes condições negociais diferenciadas sem o “engessamento” que normalmente existe nas grandes empresas do setor.

É bom lembrar que os clientes, por vezes, buscam um atendimento próximo, rápido e sem filas, mesmo que isto represente pagar um pouco mais por esta comodidade.

Ameaças

As megalojas de materiais de construção, também conhecidas como home centers, conseguem obter melhores preços e oferecer melhores condições de pagamento aos clientes, devido ao seu grande poder de barganha. Elas compram dos fornecedores em grande escala e oferecem preços baixos (devido ao reduzido custo de aquisição) bem como possibilidades de financiamento vantajosas para o cliente, que pode dividir em muitas parcelas o valor de sua compra.

Devido ao alto investimento em publicidade e em promoções de itens isolados, essas lojas conseguem atrair muitos clientes e podem ser consideradas concorrentes diretos, pois agregam em um único lugar desde o básico até produtos de decoração.

Ou seja, o pequeno empresário precisa atrair os clientes estabelecidos em suas imediações e mostrar que, aliados a um bom atendimento personalizado, seus preços também podem ser competitivos.

Definir a localização e escolher o imóvel para a instalação da loja é uma das decisões mais importantes para o negócio, sendo fator de sucesso (ou fracasso) do empreendimento.

Um pequeno empreendimento, nas condições da sugestão inicial da proposta deste texto, geralmente tem como potenciais clientes moradores de uma região relativamente reduzida, em torno da loja. É  daí que sairá a maior parte das vendas.

Na localização da loja deve-se considerar:

  • o objetivo do negócio; o público-alvo que se quer atingir;
  • a população dos arredores;
  • a concorrência existente ou potencial nas redondezas;
  • as condições do imóvel;
  • vias de acesso e
  • estacionamento.

Por isso, a instalação da loja deve considerar bairros residenciais com alta densidade populacional e de fácil acesso, observando que um acesso seguro, amplo, bem sinalizado e iluminado encoraja e atrai o cliente. Ressalte-se que, atualmente, estacionamento é um fator indispensável.

Alguns fatores merecem destaque: proximidade de pontos de ônibus e estações de trem ou metrô, favorecendo o transporte dos funcionários; a segurança da região, evitando o risco de assalto; a infraestrutura de serviços públicos, como bombeiros, hospitais, polícia, correios; serviços de recolhimento de lixo; suporte para luz elétrica, água, telefone e internet.

Uma dica importante para este tipo de negócio é observar se na cidade onde o empreendimento será aberto existe algum bairro novo, com prédios sendo entregues a novos moradores, bem como casas recém-construídas, tudo distante de grandes lojas tipo home centers. Isso potencializará as oportunidades de vendas.

Ao escolher o imóvel, deve-se verificar se ele está localizado em rua que permita o funcionamento de comércio, de acordo com a Lei de Zoneamento do município, e se existe facilidade para estacionar caminhões. Afinal, toda loja de material de construção necessita do transporte de mercadorias.

Destaque-se que a proximidade da loja dos fornecedores que só vendem no atacado (não caracterizando, assim, concorrência) poderá influenciar na formação do preço de venda dos produtos.

 

Para abrir uma loja de material de construção, o empreendedor poderá ter seu registro de forma individual ou em um dos enquadramentos jurídicos de sociedade. Ele deverá avaliar as opções que melhor atendem suas expectativas e o perfil do negócio pretendido. Leia mais sobre este assunto nas publicações do Sebrae: Caderno do empreendedor individual e o Microempreendedor individual.

O contador, profissional legalmente habilitado para elaborar os atos constitutivos da empresa e conhecedor da legislação tributária, poderá auxiliar o empreendedor neste processo.

Importante:

– Para a instalação do negócio é necessário realizar consulta prévia de endereço na Prefeitura Municipal/Administração Regional, sobre a Lei de Zoneamento.

– A Lei 123/2006 (Estatuto da Micro e Pequena Empresa) e suas alterações estabelecem o tratamento diferenciado e simplificado para micro e pequenas empresas. Isso confere vantagens aos empreendedores, inclusive quanto à redução ou isenção das taxas de registros, licenças e etc.

– É necessário observar as regras de proteção ao consumidor, estabelecidas pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC) – Lei Federal nº. 8.078 publicada em 11 de setembro de 1990.

 

Uma loja de material de construção normalmente contém vários departamentos. Grandes lojas podem dividir estes setores no espaço que as pequenas lojas não possuem, mas todas vendem praticamente os mesmos artigos para banheiros, cozinhas e áreas de serviço, ferramentas, ferragens, materiais de construção, materiais elétricos, materiais hidráulicos, marcenaria e madeiras, portas e janelas, pisos e revestimentos, tintas e acessórios.

Devido a essa variedade, a área mínima necessária para uma loja de material de construção é de aproximadamente 100m². A área da loja deve ser dividida entre show room, depósito e escritório.

A seguir, segue sugestão de equipamentos para cada ambiente da loja:

  • Equipamentos para o show room – prateleiras ou gôndolas para exposição de produtos; balcões para entrega dos produtos e que também podem funcionar como vitrines; móvel para o caixa; pallets expositores.
  • Equipamentos para o escritório – mesa; cadeiras; armários para documentos administrativos; computador; impressora; telefone;
  • Equipamentos para o depósito – prateleiras ou estantes de aço; pallets para material pesado.

A estrutura de uma loja de material de construção pode ser simples, porém, deve ser bem planejada para oferecer mobilidade aos funcionários e clientes, facilitar o acesso às pessoas com necessidades especiais, proporcionar espaço adequado para exposição das mercadorias, evitar poluição visual, oferecer conforto e beleza, proporcionar boa iluminação e boa ventilação. Outras soluções de conforto e comodidade ao cliente podem ser adotadas, como um espaço exclusivo no interior da loja que sirva café, água e biscoitos.

O empresário deve avaliar se existe necessidade de instalação de sistema de alarme, câmeras de segurança, bem como a contratação de seguro para os equipamentos e o estoque, considerando os riscos apresentados na região em que a loja está instalada.

A escolha dos profissionais que irão trabalhar no empreendimento precisa ser feita com muita responsabilidade, pois são estes colaboradores que irão atender aos clientes do novo empreendimento e fazê-los voltar ou não. Uma seleção bem feita e um bom ambiente de trabalho terão reflexo direto na imagem da empresa, aos olhos de todos.

O número de funcionários está diretamente relacionado ao porte do empreendimento. Para amenizar os custos iniciais com folha de pagamento, convém optar pela contratação de uma equipe reduzida. De acordo com empreendedores do ramo é possível começar com apenas 4 (quatro) pessoas, conforme sugestão a seguir, devendo-se ajustar este quadro para todo o período em que a loja estiver aberta:

  • Administrador ou Gerente: normalmente, função exercida pelo dono. Precisa ter capacidade para lidar com imprevistos, atuar preventivamente, ter raciocínio lógico e crítico, assim como conhecimento de gestão empresarial. Deve-se observar que as atividades de compras têm reflexo direto no lucro do negócio. Além de obter mercadorias a custos baixos e prazos adequados ao fluxo de caixa, o comprador precisa observar quais delas vendem mais, evitar comprar mercadorias que não têm procura. Portanto, as compras não podem ser delegadas a pessoas de pouca experiência;
  • Vendedor: recomenda-se a contratação de 2 (dois), que precisam ter conhecimento dos produtos, habilidade de relacionamento interpessoal, carisma, habilidade para negociar, pro atividade, cortesia e educação com os clientes e colegas, e inteligência emocional para lidar com possíveis conflitos.
  • Caixa: esta função pode ser intercalada com a de Gerente e seu ocupante precisa ter conhecimentos matemáticos, honestidade, ética, raciocínio lógico e desenvolvido, cortesia e educação com clientes e colegas.

Como em todo comércio varejista, a rotatividade de pessoal é grande (o que deve ser evitado), ou seja, os colaboradores não permanecem muito tempo na empresa. Ao adotar uma política de retenção de pessoal, oferecendo incentivos e benefícios – financeiros ou não –, a empresa poderá diminuir os níveis de rotatividade e obter vantagens, como a criação de vínculo entre funcionários e clientes. E, ainda, conseguir a diminuição de custos com recrutamento e seleção; treinamento de novos funcionários e demissões.

Além de manter uma equipe capacitada, o empreendedor necessita se atualizar e saber o que está acontecendo na sua área de atuação. A participação em seminários, congressos e cursos sobre o segmento deve ser rotineira, independentemente do volume de trabalho existente em seu negócio.

Deve-se estar atento à Convenção Coletiva do Sindicato do Comércio Atacadista e Varejista de Material de Construção, utilizando-a como balizadora dos salários e orientadora das relações trabalhistas. E evitando, assim, consequências desagradáveis.

O Sebrae da localidade poderá ser consultado para aprofundar as orientações sobre o perfil do pessoal e o treinamento adequado.

Ao montar uma loja de material de construção, o empreendedor poderá verificar a possibilidade de os fornecedores lhe oferecerem móveis e equipamentos para o show room na forma de comodato, o que pode ser uma alternativa para aliviar os custos de quem está começando.

Para estruturar a loja serão necessários os seguintes equipamentos:

  • Equipamentos para o show room: cestas plásticas para transporte de pequenos volumes; balcão de atendimento; monitor; computador; leitor de código de barras; impressora fiscal; gaveta de dinheiro automática; no break; gôndola de parede inicial; gôndola de parede continuação; gôndola de ponta; gôndola de centro inicial; gôndola de centro continuação; prateleiras de aço; outras prateleiras e pallets.
  • Equipamentos para o escritório e estoque: impressora multifuncional laser; no break; telefone sem fio + 1 ramal; armário alto fechado; armário baixo fechado; mesa 0,96×0,60 sem gavetas; armário executivo; mesa 1,20×0,60 com duas gavetas e chave; conexão arredondada; poltrona presidente standard giratória com braço; monitor; computador/servidor; periféricos; lixeira com pedal; carrinho para armazém com capacidade de até 300Kg, nº13; etiquetadora; estantes de aço e pallets.

A gestão de estoques no varejo é a procura do constante equilíbrio entre a oferta e a demanda. Este equilíbrio deve ser de fato medido periodicamente e registrado por meio, entre outros, dos três importantes indicadores de desempenho que seguem:

– Giro dos estoques: é um indicador do número de vezes em que o capital investido em estoques é recuperado através das vendas. Usualmente, é medido em base anual e tem a característica de representar o que aconteceu no passado.

Obs.: Quanto maior for a frequência de entregas dos fornecedores, logicamente em menores lotes, maior será o índice de giro dos estoques, também chamado de índice de rotação de estoques.

– Cobertura do estoque: é a indicação do período de tempo que o estoque, em determinado momento, consegue cobrir as vendas futuras, sem que haja suprimento.

– Nível de serviço ao cliente: o indicador de nível de serviço ao cliente para o ambiente do varejo de pronta entrega, isto é, aquele segmento de negócio em que o cliente quer receber a mercadoria, ou serviço imediatamente após a escolha; demonstra o número de oportunidades de venda que podem ter sido perdidas, pelo fato de não existir a mercadoria em estoque ou não se poder executar o serviço com prontidão.

Portanto, o estoque dos produtos deve ser mínimo, não pequeno, mas, o necessário de acordo com o perfil de vendas da loja, conforme as quantidades demandadas. Compras em excesso prejudicam o negócio pois os recursos financeiros serão destinados a pagar as compras de mercadorias que ainda estão estocadas. Sendo assim, o ideal é gerar o menor impacto na alocação de capital de giro.

O estoque mínimo deve ser calculado levando-se em conta o número de dias entre o pedido de compra e a entrega dos produtos na sede da empresa. Para a definição do mix de produtos a ser oferecido, o empreendedor deverá visitar concorrentes, ouvir permanentemente seus clientes e fazer adaptações ao longo do tempo.

A matéria-prima de uma loja de material de construção com aproximadamente 100² de área inclui produtos básicos, principalmente: arame, areia e pedra, argamassa, tijolo, cal, cantoneira, cimento, espaçador, ferro, madeiras, rejunte, telhas, caixas d’água, bombas, caixas, grelhas e ralos, conexões, tubos, quadros de luz, tomadas e interruptores, torneiras, duchas e registros.

Neste tipo de comércio, existem várias formas de comprar, passando pela aquisição direta de fábrica, de distribuidores ou até mesmo de atacadistas. O empreendedor irá observar que, com o passar do tempo, os fornecedores baterão à sua porta oferecendo uma variedade maior de produtos e novidades, cabendo-lhe fazer as escolhas mais adequadas ao seu negócio. Sempre observando  seu estoque mínimo, a qualidade dos produtos e a oferta de mercadoria adequada ao seu publico alvo.

Pesquisas apontam os seguintes aspectos como os mais importantes na escolha de um fornecedor:

1) qualidade;

2) preço;

3) atendimento no ponto de venda

4) orientação técnica

5) logística

O processo produtivo em uma loja de material de construção pode ser estruturado da seguinte forma: compra do produto – venda do produto – baixa do produto no estoque – entrega do produto ao cliente – reposição do produto no estoque (que corresponde à etapa de compra do produto).

– Compra do produto

Esta etapa do processo produtivo consiste no contato que o proprietário ou pessoa responsável por compras faz com o fornecedor para o pedido de mercadorias.

– Venda do produto

A venda do produto é uma fase muito importante e que requer bastante atenção do empresário em qualquer estabelecimento comercial. Cabe ao vendedor orientar e oferecer opções de acordo com a necessidade do cliente.

– Baixa do produto no estoque

Para que o empresário tenha controle das vendas, é fundamental que todos os produtos existentes na loja estejam cadastrados e que todo produto vendido seja lançado em algum sistema ou documento.

– Entrega do produto ao cliente

A entrega do produto pode ser feita no balcão ao cliente ou, se o cliente desejar, a maioria das lojas faz entrega em domicílio.

– Reposição do produto no estoque

As compras geralmente são programadas. Os produtos de maior giro são repostos com periodicidade regular.

O prazo de entrega de compras não programadas dependerá da disponibilidade em estoque do fornecedor. A maioria dos fornecedores pede 30 dias para entregar o produto nas grandes cidades. Todos os produtos que chegam à loja devem ir para o depósito. No depósito, precisam ser cadastrados antes de serem disponibilizados para venda.

Sugere-se ao empreendedor, contratar um software de sistema de gestão. Assim, poderá controlar suas vendas, compras, estoque etc.

Há no mercado uma grande oferta de sistemas para gerenciamento de pequenos negócios e esta ferramenta irá auxiliar o empreendedor na sua tomada de decisão. Entretanto, o mais indicado é que o empresário invista em softwares específicos para loja de materiais de construção, que permitem a gestão eficiente do negócio. Os sitemas de gestão “ERP’s” permitem uma visão periférica do negócio. Alguns benefícios que um software de gestão pode oferecer são:

  • Controle de clientes com gerenciamento de relacionamento/CRM (Customer Relationship Management);
  • controle de informações recebidas do SPC (Serviço de Proteção ao Crédito);
  • verificação do limite de crédito do cliente;
  • acompanhamento de negociação no pós-venda;
  • personalização do perfil do cliente para gerar recomendação de venda, de acordo com as preferências do cliente;
  • envio de e-mail direto e personalizado para comunicação com os clientes;
  • controle de fornecedores com histórico de compras;
  • relação de produtos e controle de estoque;
  • controle de estoque automático através de compra/venda;
  • tabela de preços;
  • leitura de códigos de barras;
  • relatórios de acompanhamento do fornecedor (de quem foi comprado)/cliente para quem foi vendido;
  • contas a pagar;
  • controle de despesas;
  • contas a receber ou crediário;
  • controle bancário (taxas, tarifas, cheques já compensados etc.);
  • fluxo de caixa;
  • cálculo e controle de comissão de vendedores.

Apesar de ser necessário procurar softwares de custo acessível e compatível com uma pequena empresa desse ramo, deve ser observado que se trata de ferramenta fundamental no controle gerencial. Utilizar-se de Tecnologia da Informação – TI é uma forma de gerar grande quantidade de informações em pesquisas, estatísticas, relatórios e gráficos para a gestão eficiente de uma loja de material de construção.

O canal de distribuição é a forma como o vendedor comercializa seu produto ao usuário. Para o ramo de materiais de construção, o usual é a venda direta, ou seja, na própria loja e, também, via internet se, além, da loja física o empreendedor quiser ter uma loja on-line.

Seja pessoalmente, por internet ou por telefone, o cliente que necessita de materiais de construção escolhe seus produtos e leva para casa. Entretanto, a entrega em domicilio também é muito utilizada neste tipo de negócio, podendo ser terceirizada e seu custo, repassado ao cliente. Atualmente, a internet é uma ótima opção para as vendas. Se o empreendedor optar por não terceirizar, precisará adquirir um caminhão para realizar entregas. Bancos e financeiras oferecem financiamentos exclusivos, com taxas diferenciadas para pessoa jurídica.

Além da venda direta na loja e da entrega no balcão ou em domicílio (com veículo próprio ou por serviço terceirizado), as empresas varejistas têm investido bastante no e-commerce, conhecido como loja virtual ou comércio eletrônico.

O Sebrae local pode oferecer boas alternativas para iniciar este novo canal.

Capital de giro é o montante de recursos financeiros que a empresa precisa manter para garantir a fluidez dos ciclos de caixa. O capital de giro funciona com uma quantia imobilizada no caixa (inclusive banco) da empresa para suportar as oscilações. Ele é regulado pelos prazos praticados pela empresa, a saber: prazos médios recebidos de fornecedores (PMF); prazos médios de estocagem (PME) e prazos médios concedidos a clientes (PMCC).

Quanto maior o prazo concedido aos clientes e maior o prazo de estocagem, maior será sua necessidade de capital de giro. Portanto, manter estoques mínimos regulados e saber o limite de prazo a conceder ao cliente pode reduzir muito a necessidade de imobilização de dinheiro em caixa.

Se o prazo médio recebido dos fornecedores de matéria-prima, mão-de-obra, aluguel, impostos e outros for maior que os prazos médios de estocagem, somados ao prazo médio concedido ao cliente para pagamento dos produtos, a necessidade de capital de giro será positiva. Ou seja, haverá necessidade de manutenção de dinheiro disponível para suportar as oscilações de caixa. Neste caso um, aumento de vendas implica também um aumento de encaixe em capital de giro. Para tanto, o lucro apurado da empresa deve ser ao menos parcialmente reservado para complementar esta necessidade do caixa. Caso ocorra o contrário, ou seja, os prazos recebidos dos fornecedores forem maiores que os prazos médios de estocagem e os prazos concedidos aos clientes para pagamento, a necessidade de capital de giro é negativa. Neste caso, deve-se atentar para quanto do dinheiro disponível em caixa é necessário para honrar compromissos de pagamentos futuros (fornecedores, impostos).

Portanto, retiradas e imobilizações excessivas poderão fazer com que a empresa venha a ter problemas com seus pagamentos futuros.

O desafio da gestão do capital de giro em uma loja de materiais de construção deve-se, principalmente, à ocorrência dos fatores a seguir:

– Variação dos diversos custos absorvidos pela empresa;

– Aumento de despesas financeiras, em decorrência das instabilidades do mercado;

– Altos níveis de estoque;

– Inadimplência, caso o empreendedor opte por trabalhar com cheques;

– Baixo volume de vendas em determinados meses do ano.

Para se chegar ao valor do capital de giro é necessário ter bem definidas as despesas futuras como custos fixos e financiamento de vendas (cartão de crédito, cheque ou financeiras). Dado que os números do investimento inicial já consideram a loja montada e estocada, estima-se que a necessidade de capital de giro represente cerca de 15% a 20% do investimento inicial. A estratégia a ser utilizada para atrair clientes será fundamental para o alcance do ponto de equilíbrio entre receita e despesa.

 

Identificar um diferencial em relação aos concorrentes e vê-lo reconhecido pelo consumidor significa vantagem em relação à concorrência. Deve ser lembrado que uma loja de material de construção pequena tem como público-alvo o cliente que busca itens de primeira necessidade e conveniência. Ou seja, o cliente não quer percorrer grandes distâncias para comprar itens que o mestre de obras pode ter esquecido de pedir.

Ciente disto, o empreendedor necessita estabelecer sua estratégia, podendo ser de custos ou de diferenciação.

Na estratégia de custos, em que o empreendedor pratica um preço bem mais baixo que os concorrentes, a pequena loja terá desvantagem. Afinal, não conta com a mesma escala e poder de barganha de home centers ou grandes redes. O ideal é utilizar a estratégia da diferenciação, oferecendo algum valor agregado ao seu cliente.

São exemplos de diferenciação a localização da loja, que pode ser extremamente conveniente para os consumidores mais próximos, a área de vendas, a variedade e o sortimento do estoque, a existência de mercadorias ou serviços exclusivos.

Outra diferenciação pode ser o atendimento personalizado. Ao contrário de grandes redes, onde o atendimento é impessoal, a personalização e a atenção ao cliente irão gerar valor para a empresa. Atingir e manter um bom padrão de atendimento e de serviços é tarefa de longo prazo e o propósito da empresa focada no cliente.

A oferta de serviços é muito importante na definição dos itens a serem agregados. Seguem algumas sugestões que podem ser agregadas ao negócio:

– Oferecer um serviço de entrega, com cuidado ao descarregar e sempre no prazo.

– Oferecer ao cliente comodidade e beleza, proporcionando prazer de frequentar a loja;

– Oferecer ao cliente um excelente atendimento, deixando-o satisfeito independentemente de a loja ter o que ele precisa;

– Treinar os funcionários para estarem sempre dispostos a ouvir e considerar as opiniões dos clientes;

– Personalizar o atendimento, oferecendo um atendimento diferenciado a cada um dos clientes;

– Estar à frente dos concorrentes, buscando as inovações tecnológicas do setor;

– Estabelecer parcerias com arquitetos e decoradores. Manter estantes com coleções de revistas e computador disponível para pesquisas em sites de decoração.

– Oferecer cursos e palestras para a clientela, que podem ser obtidos com os fornecedores;

– Oferecer compra por telefone ou pela internet;

– Oferecer produtos complementares a uma compra realizada;

– Manter espaço de descanso com cadeiras;

– Oferecer água e cafezinho;

– Instituir cartão fidelidade.

O conjunto formado por esses serviços compõe a proposta de atendimento da loja e deve ser encarado como um compromisso do empreendedor junto aos seus clientes. O empreendedor deve manter-se sempre atualizado com as novas tendências, novas técnicas, novos métodos, por meio da leitura de colunas de jornais e revistas especializadas, assistir a programas de televisão ou navegar na internet.

Os meios para divulgação de lojas de materiais de construção variam de acordo com o porte do negócio e o público alvo escolhido. As ações devem ser feitas sob a ótica do cliente, muitas vezes diferente do que o empreendedor entende ser adequado. Para um empreendimento de pequeno porte, pode ser usada a distribuição de folhetos e folders, junto aos clientes que procuram a empresa e nos arredores da loja, divulgando os serviços e produtos que são ofertados.

Outras formas de propaganda são os anúncios em jornais de bairro, revistas locais, taxidoor e busdoor (buscando sempre veículos que fazem rotas nas imediações), banners e artes visuais para fixar a marca e chamar a atenção do cliente, redes sociais, e-mail marketing para clientes que autorizam e carros da família com a logomarca da loja.

A mala direta é um sistema barato e simples, no qual pode ser utilizado o cadastro de clientes, que é obtido de forma rápida e sem maiores custos, por meio do banco de dados dos frequentadores. É possível, ainda, lançar mão de uma relação de conhecidos do proprietário ou a compra de listagens vendidas no mercado por empresas de marketing direto. A divulgação através de site na internet e de redes sociais deve ser considerada, pois o acesso de pessoas a estes veículos de comunicação cresce permanentemente e em larga escala. Contribui também para a divulgação a promoção de vendas, que é uma estratégia bastante utilizada pelos empresários, incluindo: descontos, brindes, estímulos para a compra de quantidades maiores, entre outros.

Além da propaganda, existem outras formas de divulgação dos produtos de uma loja de material de construção. Entre elas: loja bem decorada; um site com apresentação atraente, incluindo alguns produtos e curiosidades sobre a loja e seu funcionamento; fazer promoções e unir-se com outros empresários para diminuir custos de divulgação, por meio de folhetos com divulgação de diferentes estabelecimentos.

A atenção dispensada ao consumidor e um produto de qualidade, aliados a um preço justo, são a garantia do retorno do cliente. A propaganda boca a boca, feita pelo cliente encantado, é a promoção mais sincera e eficaz.

O segmento de LOJA DE MATERIAL DE CONSTRUÇÃO, assim entendido pela CNAE/IBGE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) 4744-0/99 como o comércio varejista de materiais de construção em geral, poderá optar pelo Simples Nacional – Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições, instituído pela Lei Complementar nº 123/2006. Os pequenos negócios podem optar pelo Simples, desde que sua categoria esteja contemplada no regime, a receita bruta anual de sua atividade não ultrapasse R$ 360 mil para microempresa e R$ 4,8 milhões para empresa de pequeno porte e sejam respeitados os demais requisitos previstos na Lei.   

Nesse regime, o empreendedor de ME e EPP poderá recolher os seguintes tributos e contribuições, por meio de apenas um documento fiscal – o DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional), que é gerado no Portal do SIMPLES Nacional (http://www8.receita.fazenda.gov.br/SimplesNacional):

• IRPJ (Imposto de Renda da Pessoa Jurídica);

• CSLL (Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido);

• PIS (Programa de Integração Social);

• COFINS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social);

• CPP (Contribuição Previdenciária Patronal);

• ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços): para empresas do comércio

• ISS (Imposto Sobre Serviços): para empresas que empresas que prestam serviços;

• IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados): para indústrias.

Conforme a Lei Complementar nº 123/2006, as alíquotas do Simples Nacional variam de acordo com as tabelas I a VI, dependendo das atividades exercidas e da receita bruta auferida pelo negócio. No caso de início de atividade no próprio ano-calendário da opção pelo Simples Nacional, para efeito de determinação da alíquota no primeiro mês de atividade, os valores de receita bruta acumulada devem ser proporcionais ao número de meses de atividade no período. Se o Estado em que o empreendedor estiver exercendo a atividade conceder benefícios tributários para o ICMS (desde que a atividade seja tributada por esse imposto), a alíquota poderá ser reduzida conforme o caso. Na esfera Federal poderá ocorrer redução quando se tratar de PIS e/ou COFINS.

Se a receita bruta anual não ultrapassar R$ 81 mil, o empreendedor poderá optar pelo registro como Microempreendedor Individual (MEI), desde que ele não seja dono ou sócio de outra empresa e tenha até um funcionário. Para se enquadrar no MEI, sua atividade deve constar na tabela da Resolução CGSN nº 94/2011 – Anexo XIII (http://www.portaldoempreendedor.gov.br/legislacao/resolucoes/arquivos/ANEXO_XIII.pdf)

Neste caso, os recolhimentos dos tributos e contribuições serão efetuados em valores fixos mensais conforme abaixo:

I) Sem empregado  • 5% do salário mínimo vigente – a título de contribuição previdenciária  • R$ 1 de ICMS – Imposto sobre Circulação de Mercadorias (para empresas de comércio e indústria) • R$ 5 de ISS – Imposto sobre Serviços (para empresas de prestadoras de serviços)

II) Com um empregado (o MEI poderá ter um empregado, desde que ele receba o salário mínimo ou piso da categoria)  O empreendedor recolherá mensalmente, além dos valores acima, os seguintes percentuais:  • Retém do empregado 8% de INSS sobre a remuneração;  • Desembolsa 3% de INSS patronal sobre a remuneração do empregado.

Outros regimes de tributação

Para os empreendedores que preferem não optar pelo Simples Nacional, há os regimes de tributação abaixo:

– Lucro Presumido: É o lucro que se presume através da receita bruta de vendas de mercadorias e/ou prestação de serviços. Trata-se de uma forma de tributação simplificada utilizada para determinar a base de cálculo dos tributos das pessoas jurídicas que não estiverem obrigadas à apuração pelo Lucro Real. Nesse regime, a apuração dos impostos é feita trimestralmente.

A base de cálculo para determinação do valor presumido varia de acordo com a atividade da empresa. Sobre o resultado da equação: Receita Bruta x % (percentual da atividade), aplica-se as alíquotas de:

• IRPJ – 15%. Poderá haver um adicional de 10% para a parcela do lucro que exceder o valor de R$ 20 mil, no mês, ou R$ 60 mil, no trimestre, uma vez que o imposto é apurado trimestralmente;

• CSLL – 9%. Não há adicional de imposto.

• PIS – 1,65% – sobre a receita bruta total, compensável;

• COFINS – 7,65% – sobre a receita bruta total, compensável.

Incidem também sobre a receita bruta os impostos estaduais e municipais:

– ICMS – Em regra geral, as alíquotas variam conforme o estado, entre 17 e 19%. Alguns produtos ou serviços possuem alíquotas reduzidas ou diferenciadas.  – ISS – Calculado sobre a receita de prestação de serviços, varia conforme o município onda a empresa estiver sediada, entre 2 e 5%.

Além dos impostos citados acima, sobre a folha de pagamento incidem as contribuições previdenciárias e encargos sociais (tanto para o lucro real quanto para o lucro presumido):

– INSS – Valor devido pela Empresa – 20% sobre a folha de pagamento de salários, pró-labore e autônomos;

– INSS – Autônomos – A empresa deverá descontar na fonte e recolher entre 11% da remuneração paga ou creditada a qualquer título no decorrer do mês a autônomos, observado o limite máximo do salário de contribuição (o recolhimento do INSS será feito através da Guia de Previdência Social – GPS).

– FGTS – Fundo de Garantia por tempo de serviço, incide sobre o valor da folha de salários a alíquota de 8%.

Recomendamos que o empreendedor consulte sempre um contador, para que ele o oriente sobre o enquadramento jurídico e o regime de tributação mais adequado ao seu caso.

A seguir são indicados alguns eventos tradicionais que podem ser frequentados por quem possui Loja de Material de Construção:

Relação de entidades para eventuais consultas:

SINTRAMACON/DF – Sindicato dos Trabalhadores do Comércio Atacadista e Varejista de Materiais de Construção do Distrito Federal. Endereço: Qd 03 Ed Paranoa Ap 101, SHCS Condomínio Scs – Brasília, DF, 70303-912

Telefone: (61) 3226-7294

Site: http://www.sintramacon.com.br/site/

FECOMERCIO – DF Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal. Dados incorretos. Endereço: Setor Comercial Sul Quadra 6 – Brasília, DF, 70306-911

Telefone: (61) 3038-7500

http://www.fecomerciodf.com.br/

FECOMERCIO – RJ .Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro.

Telefone: (21) 3138-1586

Site: www.fecomercio-rj.org.br/

Norma técnica é um documento estabelecido por consenso e aprovado por um organismo reconhecido que fornece para um uso comum e repetitivo regras, diretrizes ou características para atividades ou seus resultados, visando à obtenção de um grau ótimo de ordenação em um dado contexto. (ABNT NBR ISO/IEC Guia 2).

Participam da elaboração de uma norma técnica a sociedade, em geral, representada por: fabricantes, consumidores e organismos neutros (governos, institutos de pesquisa, universidades e pessoas físicas).

Toda norma técnica é publicada exclusivamente pela ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, por ser o foro único de normatização do País.

1.Normas específicas para uma loja de materiais de construção:

A ABNT emitiu diversas normas para o setor da construção civil, divididas por diferentes comitês especializados, entre elas: CB-002 – Construção civil; CB-018 – Cimento, concreto e agregados; CB-217 – Drywall, entre outros.

É de extrema importância que o lojista tenha conhecimento destas normas, para oferecer produtos de qualidade, que as atendam. A ABNT inclusive disponibiliza, gratuitamente, uma coleção setorial para cerâmica vermelha.

Normas aplicáveis na execução de uma loja de materiais de construção:

ABNT NBR 15842:2010 – Qualidade de serviço para pequeno comércio – Requisitos gerais. Esta norma estabelece os requisitos de qualidade para as atividades de venda e serviços adicionais nos estabelecimentos de pequeno comércio, que permitam satisfazer as expectativas do cliente.

ABNT NBR 12693:2010 – Sistemas de proteção por extintores de incêndio. Esta norma estabelece os requisitos exigíveis para projeto, seleção e instalação de extintores de incêndio portáteis e sobre rodas, em edificações e áreas de risco, para combate a princípio de incêndio.

ABNT NBR 5410:2004 Versão Corrigida: 2008 – Instalações elétricas de baixa tensão. Esta norma estabelece as condições a que devem satisfazer as instalações elétricas de baixa tensão, a fim de garantir a segurança de pessoas e animais, o funcionamento adequado da instalação e a conservação dos bens.

ABNT NBR ISO IEC 8995-1:2013 – Iluminação de ambientes de trabalho – Parte 1: Interior. Esta norma especifica os requisitos de iluminação para locais de trabalho internos e os requisitos para que as pessoas desempenhem tarefas visuais de maneira eficiente, com conforto e segurança durante todo o período de trabalho.

ABNT NBR 5419:2015 – Proteção de estruturas contra descargas atmosféricas. Esta norma fixa as condições de projeto, instalação e manutenção de sistemas de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA), para proteger as edificações e estruturas definidas contra a incidência direta dos raios. A proteção se aplica também contra a incidência direta dos raios sobre os equipamentos e pessoas que se encontrem no interior destas edificações e estruturas, ou no interior da proteção imposta pelo SPDA instalado.

ABNT NBR 9050:2015 – Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. Esta norma estabelece critérios e parâmetros técnicos a serem observados quando do projeto, construção, instalação e adaptação de edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos às condições de acessibilidade.

ABNT NBR IEC 60839-1-1:2010 – Sistemas de alarme – Parte 1: Requisitos gerais – Seção 1: Geral. Esta norma especifica os requisitos gerais para o projeto, instalação, comissionamento (controle após instalação), operação, ensaio de manutenção e registros de sistemas de alarme manual e automático empregados para a proteção de pessoas, de propriedade e do ambiente.

Arcaico – Antigo, velho.

Home Center – centro de compras de produtos para casa.

Obsoleto – Caído em desuso, arcáico

Palets expositores – plataformas feitas de diversos materiais, como por exemplo madeiras, metais, etc., utilizadas como base para colocação de mercadorias para exposição.

PDV – Ponto de Venda, ou local que estão situados os caixas.

Show room – espaço paraexposição de produtos.

– Verificar os preços praticados pelos concorrentes;

– Dar atenção aos funcionários para garantir um excelente atendimento;

– Estabelecer uma excelente relação com fornecedores;

– Pedir aos fornecedores que deixem promotores de vendas, material de divulgação de produtos, estande de vendas e amostras de produtos;

– Utilizar instituições financeiras para financiar as compras dos clientes, visando a reduzir a inadimplência;

– Evitar vendas em cheque para reduzir o risco de inadimplência;

– O acompanhamento do proprietário é fundamental para o sucesso do empreendimento, mas isto não quer dizer que ele precisa estar na “frente de trabalho” todo o tempo, pois necessita se dedicar ao planejamento de suas ações futuras e à correção de falhas eventuais;

– Buscar parcerias com seus fornecedores. Esse tipo de relacionamento comercial traz um sem-número de benefícios para as duas partes envolvidas. Um acordo firmado entre o lojista e fornecedores, por exemplo, pode garantir ao lojista prioridade de atendimento, mais dedicação, melhores prazos, descontos, acordos de publicidade, divulgação e até exclusividade na venda de uma determinada marca;

Erros comuns:

Principalmente no início do negócio, quando as vendas são poucas e as compras da empresa são muitas, o capital de giro é a segurança da empresa para custear este desequilíbrio. Um erro comum de empreendedores inexperientes é ver o dinheiro “sobrar” no final do mês (sem perceber que logo terá que desembolsar o pagamento das compras parceladas pelos fornecedores) e utilizá-lo como lucro ou em compras desnecessárias. Também é muito comum fazer o planejamento e consumir o que estava previsto no capital de giro em mercadorias ou melhorias na reforma e em equipamentos. Outro erro comum é “empatar” o dinheiro do capital de giro em mercadorias de giro demorado.

O empreendedor envolvido com atividades relacionadas a um negócio como este precisa adequar-se a um perfil que o mantenha à frente do setor. É aconselhável uma autoanálise para verificar qual a situação do futuro empreendedor frente a esse conjunto de características e identificar oportunidades de desenvolvimento. A seguir, algumas características desejáveis ao empresário desse ramo.

– Ter paixão pela atividade e estar sempre atualizado sobre as últimas novidades, quer sejam em novos equipamentos, tecnologia, métodos etc.

– Ter atitude e iniciativa para promover as mudanças necessárias.

– Acompanhar constantemente o desempenho dos concorrentes, suas práticas e inovações em relação a serviços ofertados.

– Manter o foco definido para o objetivo do negócio.

– Pesquisar e observar permanentemente o mercado em que está instalado, promovendo ajustes e adaptações no negócio.

– Saber administrar todas as áreas internas da empresa.

– Saber negociar, vender benefícios e manter clientes satisfeitos.

– Planejar e acompanhar o desempenho da empresa.

– Ser persistente e não desistir dos seus objetivos.

– Ter coragem para assumir riscos calculados.

– Estar sempre disposto a inovar e promover mudanças.

– Ter grande capacidade para perceber novas oportunidades e agir rapidamente para aproveitá-las.

– Ter habilidade para liderar a equipe de profissionais da loja.

Pesquisa Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção). Disponível em: http://novo.anamaco.com.br/dadosSetor-interna.aspx?uid=21. Acesso em 01 de Dezembro de 2017.

AIUB, George Wilson et al. Plano de Negócios: serviços. 2. ed. Porto Alegre: Sebrae, 2000.

BARBOSA, Mônica de Barros; LIMA, Carlos Eduardo de. A Cartilha do Ponto Comercial: como escolher o lugar certo para o sucesso do seu negócio. São Paulo: Clio Editora, 2004.

BIRLEY, Sue; MUZYKA, Daniel F. Dominando os Desafios do Empreendedor. São Paulo: Pearson/Prentice Hall, 2004.

COSTA, Nelson Pereira. Marketing para Empreendedores: um guia para montar e manter um negócio. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2003.

DAUD, Miguel; RABELLO, Walter. Marketing de Varejo: Como incrementar resultados com a prestação de Serviços. São Paulo: Artmed Editora, 2006.

DOLABELA, Fernando. Oficina do empreendedor. São Paulo. Cultura. Editores Associados, 1999.

GHEMAWAT, Pankaj. A estratégia e o cenário dos negócios: texto e casos. Bookman, Porto Alegre, 2000.

KOTLER, Philip. Administração de Marketing: a edição do novo milênio. 10. ed. São Paulo: Prentice Hall, 2000.

O empreendedor pode buscar junto às agências de fomento linhas de crédito que possam ser utilizadas para ajudá-lo no início do negócio. Algumas instituições financeiras também possuem linhas de crédito voltadas para o pequeno negócio e que são lastreadas pelo Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe), em que o Sebrae pode ser avalista complementar de financiamentos para pequenos negócios, desde que atendidas alguns requisitos preliminares. Maiores informações podem ser obtidas na página do Sebrae na web:

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É de vital importância para qualquer negócio a elaboração de um planejamento financeiro, pois ele é uma das ferramentas para o crescimento do seu negócio.

O primeiro passo do planejamento financeiro é fazer um orçamento anual. Faça uma estimativa do quanto irá receber e gastar, com base no seu histórico ou expectativa futura. Seja realista e sempre dê preferência para um cenário mais pessimista. Afinal de contas, o mercado está cercado de mudanças e incertezas.

Mesmo se você já for um empreendedor experiente terá que pensar na organização do fluxo de caixa, na necessidade do capital de giro, os processos das contas a pagar e a receber, entre outros. Comece registrando tudo o que você pretende ganhar ao longo de um período, depois elabore um plano de vendas refletindo quais suas fontes de receita, seu modelo de precificação, seus canais de distribuição, etc.

Após a etapa das receitas, faça a mesma coisa com as despesas. Planeje tudo o que você vai gastar ao longo de um período. Além dos gastos mensais – recorrentes (ex. salários, aluguel, fornecedores, energia), inclua gastos eventuais (ex. manutenção) ou que reflitam a necessidade de novos investimentos que serão necessários uma novo patamar da empresa (ex. ampliação de espaço, aquisição de maquinário, etc). Cada tipo de negócio tem suas características individuais e tudo isso influencia no planejamento.

O acompanhamento e registro das contas a pagar e receber da empresa é importante para o pleno controle do capital e análise da saúde financeira. A atividade não é completa apenas com os lançamentos. Deve-se fazer o acompanhamento constante das entradas e despesas e compará-las com o planejamento realizado. Dessa maneira você pode rapidamente corrigir eventuais falhas e ou reforçar estratégias que estão dando resultados.

Existe no mercado softwares de gerenciamento que podem muito auxiliar no controle administrativo e financeiro gerando mais eficiência nos controles e produtividade.

Aproveite as ferramentas de gestão e conhecimento criadas para ajudar a impulsionar o seu negócio. Para consultar a programação disponível em seu estado, entre em contato pelo telefone 0800 570 0800.

Confira as principais opções de orientação empresarial e capacitações oferecidas pelo Sebrae:

Cursos online e gratuitos –  http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/cursosonline

Para desenvolver o comportamento empreendedor

Empretec – Metodologia da Organização das Nações Unidas (ONU) que proporciona o amadurecimento de características empreendedoras, aumentando a competitividade e as chances de permanência no mercado: http://goo.gl/SD5GQ9

Para quem quer começar o próprio negócio

As soluções abaixo são uteis para quem quer iniciar um negócio. Pessoas que não possuem negócio próprio, mas que querem estruturar uma empresa. Ou pessoas que tem experiência em trabalhar por conta própria e querem se formalizar.

Plano de Negócios – O plano irá orientá-lo na busca de informações detalhadas sobre o ramo, os produtos e os serviços a serem oferecidos, além de clientes, concorrentes, fornecedores e pontos fortes e fracos, construindo a viabilidade da ideia e na gestão da empresa: http://goo.gl/odLojT

Para quem quer inovar

Ferramenta Canvas online e gratuita – A metodologia Canvas ajuda o empreendedor a identificar como pode se diferenciar e inovar no mercado: https://www.sebraecanvas.com/#/

Sebraetec – O Programa Sebraetec oferece serviços especializados e customizados para implantar soluções em sete áreas de inovação: http://goo.gl/kO3Wiy

ALI – O Programa Agentes Locais de Inovação (ALI) é um acordo de cooperação técnica com o CNPq, com o objetivo de promover a prática continuada de ações de inovação nas empresas de pequeno porte: http://goo.gl/3kMRUh

https://www.anamaco.com.br

http://www.abramat.org.br/

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