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Buscas pela termo “golpe do empréstimo consignado” têm alta de 250%

Buscas pela termo “golpe do empréstimo consignado” têm alta de 250%

De um lado, o crescimento do mercado de concessão de crédito e o aumento da transformação digital. De outro, a alta nos casos envolvendo golpes e tentativas de fraudes ao procurar por linhas de crédito, principalmente pela internet. Ao pesquisar por alternativas para obter dinheiro extra, os brasileiros têm tentado dobrar os cuidados no que diz respeito a fraudes financeiras, visto que cada vez mais golpistas têm realizado os ataques através de serviços digitais, como é o caso do WhatsApp e do saque FGTS. É o que aponta um recente levantamento do Índice FinanZero de Empréstimos (IFE), que revelou que as buscas por “golpe do empréstimo consignado” teve um aumento de 250% somente em abril de 2022.

No ano passado, os golpes financeiros online cresceram 164%, atingindo mais de R$34 bilhões de reais anuais, segundo um levantamento da Trading Platforms. Com o uso da tecnologia para pagamentos, pedidos de crédito e compras online, os golpistas têm cada vez mais utilizado meios digitais para realizar essas fraudes, seja através de SMS, ligação, links falsos, mensagens em aplicativos de conversas e, até mesmo, via PIX.

Apreensivas com esses episódios, as pessoas têm pesquisado bastante no Google por temas associados a fraudes financeiras e a meios seguros de como fazer pedidos de empréstimo e portabilidade de consignado, por exemplo. Conforme informações disponíveis no IFE, foram analisadas 5,46 milhões de consultas no buscador por termos relacionados a crédito, no período de 01/04 até 30/04. Este número exemplifica a alta na procura por crédito e, consecutivamente, a preocupação em fechar negócios com empresas e serviços seguros e confiáveis.

Prova disso é que, quando comparado com o mesmo período de 2021, as consultas por empréstimo registraram crescimento de 25%. Segundo Olle Widén, CEO e co-fundador da FinanZero, “No ano passado, aqui no Brasil, aconteceram diversos casos de vazamento de dados em que informações pessoais foram expostas em sites da internet. Consequentemente, isso sensibiliza ainda mais os cidadãos. Temos observado cada vez mais a prática do phishing no país, em que fraude e enganos são utilizados para manipular as pessoas e obter dados confidenciais, além dos crimes financeiros em que os golpistas ficam com o dinheiro solicitado, e as vítimas, com a dívida. Por isso, antes de procurar por linhas de crédito, é importante se certificar que o site é seguro e que aquele serviço está dentro da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). É necessário ter uma atenção ainda maior aos links que chegam através de SMS e em grupos do WhatsApp”, aconselha.

Segurança é tudo: dicas de como fazer empréstimo sem cair em golpes

1. Pesquise as informações cadastrais da empresa, como, por exemplo, o CNPJ, e verifique a segurança do site;

2. Além dos dados cadastrais, pesquise a reputação da empresa diante dos consumidores, como sites de reclamações, redes sociais da marca e até mesmo no Google;

3. Não faça pagamentos antecipados para a liberação do crédito. Empresas corretas não exigem (e nem devem exigir) esse tipo de taxa;

4. Exija uma cópia do contrato, o documento reúne todas as informações da transação financeira;

5. Evite repassar informações pessoais via telefone. Caso necessário, aguarde o atendente informar os dados para depois confirmar.

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