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Venda de alimentos, eletrodomésticos e móveis impulsiona PIB nacional

Venda de alimentos, eletrodomésticos e móveis impulsiona PIB nacional

No terceiro trimestre de 2020, a produção e a venda de alimentos, eletrodomésticos e mobília impulsionaram a indústria da transformação e do comércio, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Após um período crítico de queda no primeiro e segundo trimestres, que foram marcados pelo fechamento dos comércios e pela paralisação nas produções por causa da pandemia de COVID-19, os avanços no terceiro trimestre foram bem significativos: a atividade econômica cresceu 7,7%, enquanto a indústria da transformação aumentou 23,7% e o comércio, 15,9%.

O comércio não chegou a ser tão afetado quanto a indústria durante a paralisação das atividades no começo do ano, então acredita-se que parte dessa alavancada na economia se dá porque os estoques foram acabando e não houve reposição, resultando em uma demanda muito maior agora que a produção e o reabastecimento voltaram ao normal.

Agora que as lojas estão abastecidas novamente e as pessoas estão tendo mais recursos para gastar (incluindo 13º salário e outras bonificações de fim de ano), a ascensão aconteceu de uma vez só. Eletrodomésticos do cotidiano, como uma geladeira inox, por exemplo, estavam em falta em diversos varejistas, mas hoje já podem ser encontrados facilmente tanto em lojas físicas como pela internet, em páginas com todas as informações para que o consumidor saiba mais sobre o produto.

Essa foi a maior variação da economia desde o início da série histórica, em 1996. Ainda assim, todos esses números positivos não são o suficiente para recuperar o prejuízo do primeiro trimestre, e as chances de o Brasil registrar a maior queda anual de PIB da história do país são altas. Segundo pesquisa do Projeções Broadcast, a retração deve ficar em torno de 4,5%, superando os 4,35% registrados em 1990.

Por isso, os analistas reforçam que esse crescimento não indica o fim da crise, que está longe de acabar. O salto foi grande justamente porque, até o segundo trimestre, os números estavam muito baixos. Como muitos brasileiros perderam o emprego ou tiveram suas jornadas de trabalho suspensas, acredita-se que o auxílio emergencial do governo federal foi o que ajudou a controlar um pouco mais essa situação, inclusive incentivando o consumo neste último trimestre.

A expectativa é de que aconteça uma nova queda no primeiro trimestre de 2021, principalmente por dois motivos: o fim do auxílio emergencial e a dificuldade da indústria de transformação e comércio para se manter após a “normalização” das rotinas. Parte desse crescimento se dá pelas pessoas estarem passando mais tempo em casa, mas a tendência é de que a flexibilização das restrições fique ainda maior e as coisas comecem a voltar ao normal.  

 

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Sobre Debora RamosEspecialista

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