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Vale a pena investir em uma empresa que já existe?

Vale a pena investir em uma empresa que já existe?

Vale a pena investir em uma empresa que já existe?

Entre os diferentes caminhos para se tornar empresário, a aquisição de um negócio ou franquia já constituída é um deles. Assumir um empreendimento que já existe significa não ter que lidar com a burocracia na abertura da empresa ou procurar um ponto comercial. Embora possa parecer mais simples, a decisão exige cuidado e atenção a vários aspectos. O primeiro passo é conhecer a saúde financeira da empresa a ser adquirida. Analise o valor de patrimônio, saiba quanto vale o ponto comercial e avalie se há dívidas com fornecedores. “Para se aprofundar, o contador da empresa pode emitir a demonstração de resultado econômico (DRE) para saber a rentabilidade do negócio”, explica o consultor do Sebrae-SP, Haroldo Eiji Matsumoto. Sócia do Taw Sushi, restaurante de comida japonesa na zona norte de São Paulo, Susanne Birle conta que, antes de comprar o local, era frequentadora constante. “O restaurante tinha uma comida boa, mas pecava na administração. Conversando com o gerente, deixei o meu cartão e disse que se o dono quisesse vender o local, era para me ligar. Uma semana depois ele me procurou e começamos a conversar.” Para saber se a empresa é competitiva, avalie a infraestrutura de equipamentos e a qualificação dos funcionários. Para franquias, veja se não há a obrigação de compra de cota mínima de material – regra comum em escolas de idiomas, por exemplo.

O passivo trabalhista pode ser determinante para o sucesso ou o fracasso do negócio. Se a gestão de pessoas da empresa não for bem-feita, há margem para que os funcionários entrem com ações na Justiça. Susanne lembra que desistiu de um negócio antes do Taw Sushi por causa de débitos trabalhistas. “Apenas um processo era de quase R$ 500 mil e optei por não fechar a compra.”

Avalie a localização e identifique se há concorrentes ou estabelecimentos da mesma franqueadora na região que ofereçam produtos ou serviços iguais.

Exceções são os polos de negócios, que, justamente por concentrarem várias empresas do mesmo ramo, atraem o público. A segunda unidade do Taw Sushi, por exemplo, foi aberta em uma travessa da Avenida Braz Leme, importante polo gastronômico da zona norte. “Escolhemos uma rua menor, mas que ainda assim recebe um fluxo interessante de pessoas”, diz Susanne.

A carteira de clientes é um diferencial importante. Veja se ela está atualizada e quantos estão ativos e inativos.

“Se há mais inativos, demonstra que houve falhas de produto, de serviço ou de preço. Felizmente, é possível reverter”, destaca Matsumoto.

Pergunte se o ponto comercial cobra valor de luva e o tempo de contrato do aluguel. Para franquias, questione se há exclusividade de atendimento na região com a mesma bandeira.

Também é importante identificar se existe algum problema de difamação ou notícia negativa sobre a marca que abale a confiança do consumidor. Estude o histórico da franquia no Brasil e como ela vem se comportando ao longo dos anos. “Com relação às franquias, tome cuidado com o modelo de negócios, pois as decisões de gestão são limitadas à franqueadora”, esclarece Matsumoto.

A cartilha “Como Adquirir uma Empresa Funcionando”, do Sebrae-SP, esclarece as dúvidas mais frequentes quanto à aquisição de uma empresa nessa situação, tanto nos aspectos jurídicos como nos aspectos de gestão de negócio.

Acompanhe mais matérias como essa no Sebrae Mercados.

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