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Quiz: Você tem perfil empreendedor?

Quiz: Você tem perfil empreendedor?

Quantas vezes você não pensou em jogar tudo para o alto e começar aquele
pequeno negócio dos sonhos? No entanto, especialistas recomendam cautela no momento de iniciar a transição. É
preciso ter perfil empreendedor. Confira a matéria e faça o teste para saber qual é seu perfil.
Foto: Divugação
A maior parte das pessoas já pensou, pelo menos por um momento, em largar o emprego e abrir um negócio próprio. Os especialistas, no entanto, recomendam cautela na tomada
deste tipo de decisão. “Pendurar o crachá da empresa parece tentador,
mas nem todos estão preparados para encarar esse desafio. O que parece
um sonho pode se tornar um pesadelo se a pessoa não tiver o perfil de
empreendedor,” diz Sulivan França, presidente da Sociedade Latino
Americana de Coaching.
Na
opinião dos especialistas ouvidos pelo site ‘Economia & Negócios”, o
verdadeiro empreendedor já nasce com essa marca e é facilmente
reconhecido. “Está impresso no DNA,” diz o ex-presidente da Ernst &
Young, Júlio Sérgio Cardozo. “A pessoa que não tem essa vocação pode até abrir um
negócio e ganhar dinheiro, mas isso não a deixará, necessariamente, mais
feliz.”
Com
mais de 30 anos de experiência no mundo corporativo, Cardozo diz que
percebe rapidamente quando está diante de alguém com vocação para tocar
um negócio próprio. “São pessoas obstinadas por resultados, que gostam
de desafios, têm iniciativa e buscam sempre o sucesso. Geralmente elas
usam o fracasso como aprendizado, uma espécie de mola propulsora para se
aperfeiçoar.” O executivo, que hoje atua como coach de carreiras,
brinca que nunca viu um empreendedor pessimista. “Onde os outros veem
barreiras eles veem oportunidades. O empreendedor não tem dúvidas, tem
certezas, e trabalha o quanto for preciso para que tudo dê certo.”
Tamanho
comprometimento com a vida profissional, que parece natural para os
empreendedores, pode ser extremamente desgastante para quem tem outro
perfil. O gerente de atendimento da Catho, Lucio Tezoto explica: “Ser
empresário tem um certo glamour, mas nem todos estão dispostos a pagar
um preço alto por isso. É preciso deixar bem claro: quem deixa de ser
funcionário para virar patrão acaba trabalhando algumas horas a mais por
dia.”
O presidente da fabricante de softwares Totvs, Laércio Cosentino, diz que muitos se enganam ao pensar que o empresário só
faz o que quer porque não tem que obedecer ninguém. “Quando você abre um
negócio, seu patrão é o cliente,” diz Cosentino, que chama a atenção
para ainda a importância de saber liderar uma equipe e construir um bom
relacionamento com o cliente. “Quem abre um negócio tem que saber lidar
com gente. Apenas ter um bom produto não é suficiente.”
Para
Bruna Dias, gerente de orientação de carreira da Companhia de Talentos,
o grau de satisfação com a vida aumenta significativamente quando há
coerência entre o perfil da pessoa e a atividade que ela desenvolve
profissionalmente. “Para muitos, a felicidade não vem do dinheiro e do
poder, que são supervalorizados em nossa sociedade, mas sim da qualidade
de vida. São profissionais que querem ter tempo para a família e não
gostam de levar trabalho para casa, como fazem as pessoas que têm um
negócio próprio,” diz a especialista. “Por isso, é muito importante que a
pessoa pese os prós e os contras das duas opções antes de fazer uma
escolha que pode afetar significativamente sua vida. É preciso, antes de
mais nada refletir sobre os próprios valores.”
Bruna
Dias lembra que o emprego com carteira assinada traz ainda a vantagem
da previsibilidade da remuneração, com direito a férias, 13º salário e
outros benefícios. “Isso conta muito para pessoas que não suportam a
idéia de enfrentar a variação dos ganhos de um negócio.” 
Acostumada
a receber jovens em busca de orientação profissional, Bruna diz que é
preciso desmistificar a idéia de que só quem tem um negócio próprio
ganha dinheiro. “As empresas hoje precisam remunerar bem seus
funcionários para não perdê-los para a concorrência. O bom profissional
pode até ganhar mais do que um pequeno empresário por conta das
políticas de distribuições de bônus, cada vez mais comuns no mundo
corporativo.”
Lucio Tezotto, da Catho, ressalta que algumas pessoas empreendem por necessidade e não por vocação. “Tem gente que perde o emprego e tem dificuldade de se recolocar no mercado de trabalho.
Aí acaba optando por abrir um negócio próprio. Mas é preciso cuidado. Se
isso for feito com pressa, sem um estudo de mercado e sem um plano de
negócio, as chances de fracasso aumentam.”    
O criador do programa de empreendedorismo do Sebrae Fernando Dolabela, acredita que a imensa burocracia na hora de abrir uma empresa e
os altos impostos acabam desestimulando quem tem vontade de abrir um
negócio no Brasil. Ele aponta também a questão cultural da aversão ao
risco como um dos principais fatores que desencorajam iniciativas
empreendedoras. “Nossa sociedade não tolera incertezas. Prova disso é
que é cada vez maior a procura pelo emprego público no País. O Brasil
sai perdendo com isso, muita riqueza deixa de ser gerada.” Para reverter
esse comportamento, Dolabela recomenda que os pais estimulem nos filhos
a criatividade e a inovação. “É preciso perguntar para a criança qual é
o seu sonho e o que ela fará para alcançá-lo,” diz o especialista.

Faça o teste e descubra:

Você tem perfil empreendedor?

Fonte: Estadão PME e Sebrae

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