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Quanto vale uma determinada empresa

Quanto vale uma determinada empresa


Por João Augusto Pérsico, da Unidade de Acesso a Mercados e Serviços Financeiros do Sebrae

A avaliação de um único bem pode gerar inúmeros questionamentos em relação à metodologia aplicada. Na avaliação de uma empresa, contendo inúmeros ativos tangíveis e intangíveis que interagem entre si, o processo é muito mais delicado e complexo.

Vários modelos e técnicas simples ou complexas são usadas para levantar o valor real da empresa, visando ao equilíbrio entre o que o vendedor acredita ser um valor justo diante das alternativas de que dispõe e o que o comprador está disposto a pagar.

Os métodos de avaliação de empresas podem ser utilizados em conjunto ou separadamente. Porém, nenhum método pode ser considerado ideal, pois poderá atingir os objetivos de quem está vendendo e não atingir os de quem está comprando.

A avaliação pode ser motivada pela compra/venda da empresa, entrada/saída de sócios do quadro associativo, disputas judiciais, encerramento de atividades, fusões, divisão em duas ou mais empresas e verificação do andamento do negócio, entre outras formas.

Existem diversas técnicas de avaliação de empresas e, dentre elas, evidencio duas por acreditar que se destacam na utilização pelos empresários de pequenas empresas: as técnicas patrimoniais e técnicas de geração de caixa.

Técnicas patrimoniais

Essa técnica propõe determinar o valor de uma empresa pela estimativa de seus ativos. O valor é determinado de uma forma estática, não contemplando o possível crescimento da empresa e não levando em consideração o dinheiro no tempo. Também não é valorizado o posicionamento da empresa no mercado de atuação, os recursos humanos, as marcas e as pesquisas, entre outros fatores. Em geral, técnicas baseadas no balanço patrimonial apresentam valores distorcidos da empresa, não condizendo com seu valor de mercado.

Para utilizar a técnica patrimonial, é necessário que os controles financeiros estejam com os valores das aplicações da empresa atualizados e que os passivos reflitam adequadamente os débitos da empresa. O ativo permanente deve ser verificado fisicamente e comparado com o valor de mercado, observando-se quanto o mercado efetivamente pagaria pela compra do bem. O passivo deve ser checado de forma semelhante, verificando-se se todos os passivos estão lançados corretamente, se os valores foram contabilizados e se correspondem às dividas da empresa de fato. É preciso ter um cuidado especial com passivos fiscais, trabalhistas e outras ações que possam envolver a empresa.

Técnicas de geração de caixa

Trata-se de uma técnica mais moderna e dinâmica de determinar o valor de uma empresa, baseada na taxa de retorno e no tempo em que o investimento retornará ao bolso do comprador. Baseia-se no fluxo de caixa da empresa, procurando apurar a taxa interna do projeto (TIR) e o prazo em que o investimento é amortizado (Payback), calculando-se o valor presente de recebimentos e pagamentos futuros.

Essa técnica procura determinar o valor de uma empresa pela previsão dos fluxos de caixa futuros e, então, descontam-se os valores a uma dada taxa, considerando-se o risco do negócio. Nesse modelo, as empresas são vistas como geradoras de fluxo de caixa e seu valor é obtido pelo valor presente desses fluxos, dada uma taxa de desconto. São modelos que se baseiam em previsões de entradas e saídas, para cada período, levando em consideração os diversos itens relacionados com a geração de fluxos de caixa, como vendas, compras, gastos com pessoal e despesas administrativas.

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