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Objetivos básicos do pequeno negócio – pt. 2

Estabilidade econômico-financeira: seu negócio está bem firme e equilibrado na “corda-bamba” do mundo dos negócios?

Ao que parece, num passado não muito distante, o objetivo da estabilidade financeira era perseguido quase tão somente por empresário que, não tendo mais grandes ambições nos negócios ou tendo problemas de sucessão nas empresas, não queriam se arriscar e tinham medo de endividamento.

Hoje, perseguir a estabilidade econômico-financeira é objetivo de empresários de todos os portes, principalmente os donos de pequenos negócios, uma vez que a sobrevivência de toda a sua família depende do bom desempenho do empreendimento.

Foco no sucesso econômico-financeiro

É muito comum nos depararmos com depoimentos altamente estimulantes de empresários de micro e pequenas empresas que, por meio dos negócios, prosperaram, diplomaram seus filhos e proporcionaram a sua família uma vida muito estável e confortável.

Este sucesso está previsto na teoria da firma, na qual as empresas devem maximizar suas margens de lucro e minimizar seus custos. Quando se empreende num negócio próprio, independente do porte, o objetivo deve ser sempre obter lucro operacional, pois sem o ele o empreendimento simplesmente não “sobrevive”.

Para isso, o importante é buscar manter as dívidas e os custos sob controle, ou seja, dentro de parâmetros adequados à estrutura orçamentária do negócio.

Cuidado com as retiradas muito volumosas

Certa vez, prestei consultoria para um empresário que estava com dificuldades financeiras. Na hora de diagnosticar quais seriam os principais problemas da empresa – passo fundamental para encontrar uma solução a fim de tirá-la daquela situação –, a primeira pergunta que fiz ao empreendedor foi: qual é o seu pró-labore? E a resposta foi: R$ 700.

Como eu já conhecia alguns de seus hábitos, tinha certeza que o empresário não sobrevivia somente com tal “salário”, pois era casado, com filhos em escola particular e praticava “motocross” nos fins de semana. Com certeza, seu pró-labore era bem maior, mas ele não tinha consciência disso!

A primeira decisão que tomei foi desafiá-lo a registrar, diariamente, cada centavo que “retirava” da empresa para gasto com despesas particulares. Ao final de um mês, ele verificou que sua retirada mensal era de R$ 5 mil!

É claro que, ao montar seu próprio negócio, o empreendedor buscará atingir seus objetivos pessoais, e muito provavelmente um deles será o de ficar rico!  Mas para isso é preciso planejamento e decisões estratégicas calcadas na realidade que tornem o sucesso possível.

No caso da empresa citada, o problema é que ela não estava preparada para “suportar” retirada mensal de tal vulto. O montante comprometia a saúde financeira do negócio, o que refletia negativamente em outras áreas e culminava, até mesmo, no pagamento de elevados juros e multas (que são custos!!!), gerados, por exemplo, pelo atraso no pagamento de fornecedores.

Este é um ponto a ser observado: para manter os custos e despesas sob controle é preciso, basicamente, estar atento à relação destes dois itens com o resultado operacional do negócio. A obtenção de lucros não deve ser vista apenas como forma de tornar o negócio cada vez mais seguro. Na verdade, deve ser visto como forma de transformar as sobras em ativos que garantam a estabilidade econômico-financeira da empresas (patrimônio) e de seus proprietários.

Estabilidade econômico-financeira = sobrevivência e sucesso

A estabilidade econômico-financeira é sinônimo de sobrevivência. Por isso, hoje, preocupação com a saúde financeira do negócio e a busca pela estabilidade fazem parte dos objetivos de todas as empresas/instituições que buscam lucro ou sobras, independente do porte e setores e atividades de atuação.

Essa busca pela estabilidade vai muito além da obtenção de lucro, que só é alcançado se o negócio for bem administrado. A estabilidade é o meio de pensar na sustentabilidade do negócio e evitar incorrer em problemas que levem a dificuldades financeiras, comportamento muito útil principalmente em momentos de crise.

Na busca constante da estabilidade econômico-financeira, outro fator importante é melhorar a disposição e disponibilização de informações gerencias e de eventuais garantias, na hora de fazer o cadastro empresarial no Sistema Financeiro. Quanto melhor for o cadastro das empresas, melhores condições poderão ser negociadas no momento da contratação de financiamento complementar para a expansão empresarial.

Infelizmente, no Brasil tal prática é pouco utilizada por empresas de pequeno porte. Muitos empresários ainda preferem não registrar o real patrimônio do negócio com receio do fisco. Acabam pagando taxas mais elevadas, uma vez que o cadastro empresarial não reflete a sua real situação.

Fica este ponto a ser discutido: se a estrutura de capital do empreendimento reflete sua real situação patrimonial,  a dependência de crédito bancário seria minimizada? Possivelmente, a empresa passaria a ser cliente de aplicação, poupança e outros produtos bancários, fruto de situação superavitária do negócio?

Vale a reflexão… Renda é igual a consumo mais poupança, que pode se transformar em patrimônio, e levar à estabilidade econômico-financeira!

Espero que a busca pela estabilidade econômico-financeira seja sempre perseguida por empresários em geral.

Abraços e avancemos!!!!!

Edição: Fernanda Peregrino, da F&C Comunicação e Projetos.

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