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O mercado para público universitário cresce junto com as matrículas

 

De acordo com pesquisa elaborada pela FGV – Fundação Getúlio Vargas – existem, atualmente, 63 milhões de estudantes universitários no Brasil. Um mercado que movimenta aproximadamente R$ 76 bilhões, todos os anos, em consumo de produtos e serviços.

Na última década, o número de instituições de ensino superior cresceu 30% em todo o país, principalmente na rede pública. Enquanto o número de novas universidades, centros universitários ou faculdades da rede particular atingiu o índice de crescimento de 27,8% no período, a quantidade de instituições públicas de ensino superior cresceu 46,8%. No interior do país o número de instituições ainda é mais expressivo: a expansão foi de 58,7%.

O avanço no número de instituições facilitou a entrada de milhões de pessoas nos cursos superiores no Brasil, aquecendo todos os nichos de mercado relacionados às necessidades do público estudantil. Desde as básicas, como aluguel de locais para dormir, seja albergues, apartamentos compartilhados ou individuais até relativas às atividades de lazer e entretenimento.

Segundo o empresário do ramo de eventos Thiago Góes, fundador do Grupo TGF, que detém 90% do mercado de eventos universitários do Rio de Janeiro, a grande vantagem do mercado universitário é que ele nunca se esgota. “No segmento universitário, de seis em seis meses temos novas pessoas entrando e definindo seus hábitos de consumo”, diz.

 

Oportunidades

Apesar de serem responsáveis por movimentar diversos setores da economia, ainda são poucas as iniciativas de empreendedorismo para atrair esse público consumidor nas localidades próximas às faculdades e universidades. Principalmente as novas. Como eles possuem poder aquisitivo menor e gastos muito direcionados, são poucos os estabelecimentos que realizam estratégias para fidelizá-los, afirma o gerente regional do SEBRAE Minas, João Roberto Lobo.

Na verdade, esse comportamento empresarial pode ser percebido como consequência de visão nebulosa sobre a importância do segmento universitário. Afinal, atrair esse público pressupõe perspectivas de ganho em escala. Além disso, ele representa uma parcela interessante do mercado e é um perfil formador de opinião, ou seja, responsável por influenciar o consumo de outras pessoas.

Porém, alguns empresários que enxergarem nesse perfil de consumidor um caminho para alavancar oportunidades, já conseguem contabilizar lucro.

 

Exemplos de sucesso

Desde 2008, o advogado Rafael Maia decidiu transformar o prédio que a família possui em Belo Horizonte em uma república de estudantes. Para isso, ele transformou o prédio em uma espécie de casa que comporta 58 pessoas. Salas de TV, jogos e estudo, cozinha, lavanderia e academia que são áreas comuns para todos os moradores. De acordo com ele, hoje, o empreendimento é mais lucrativo do que se alugasse os apartamentos como eram antes.

Já o proprietário Luiz Cézar Menezes do restaurante “Estação Gerais”, também em Belo Horizonte, ao perceber que o preço do quilo não seria atrativo para os universitários, promoveu um plano diferenciado e oferece 10% de desconto para esse público. Hoje ele conta que 25% dos clientes do estabelecimento são estudantes.

A aposta em eventos também rende resultados. O mercado de eventos para universitários gerou mais de R$ 2,6 milhões no primeiro ano de atividade para a Colaki, empresa fundada pelo paulista Marco Antonio Affonseca. Ele inaugurou o negócio, mesclando relacionamento e oferta de serviços. O serviço consiste na instalação, dentro de universidades, de quiosques que comercializam ingressos para shows, peças de teatro, pacotes de viagens, palestras e cursos, além de divulgar vagas de emprego e estágio, promover gincanas e concursos.

O segmento de viagens de formatura também tem se profissionalizado nos últimos anos, permitindo a consolidação de empresas especializadas neste nicho de mercado.  Nos anos 2000, a Forma Turismo foi a primeira agência estudantil a virar operadora de turismo, começando as atividades de fretamentos. Na virada do milênio, o faturamento somava R$ 2,5 milhões, mas hoje a empresa não revela sua receita.

 

 

 

 

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