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Futuro é questão de confiança

claudio tala de souzaCláudio Talá de Souza*

Nunca se viu tanta exposição de nosso país nos meios de comunicação internacionais como a que temos tido notícia nos últimos dias. A onda de manifestações surpreendeu a todos, e é um marco para a formação de uma nova imagem do país, até mesmo para os próprios brasileiros. E os reflexos nos pequenos negócios já estão sendo sentidos.

Recentemente, a Fundação Getúlio Vargas – FGV divulgou que a confiança do consumidor se deteriorou em junho, ficando em 112,9 naquele mês, e abaixo da média histórica de 114,8, sinalizando uma postura pessimista dos compradores, tanto nos dias atuais como em um futuro próximo. E, ao que parece, esse comportamento tem a ver com os protestos nas ruas: segundo a FGV, a variação da confiança do consumidor caiu 9,3% apenas entre 11 e 19 de junho, período mais intenso dos movimentos populares.

Pessimismo

Situação similar é vista quando analisados os indicadores do comércio: após permanecer praticamente inalterado entre maio de 2012 e o mesmo mês deste ano, o percentual de empresários que acreditam que a demanda atual se encontra em um nível forte caiu de 19,6% em maio último para 16,0% em junho, enquanto aqueles que a percebem como fraca subiu de 20,1% para 21,1% no mesmo período.

Pelo gráfico abaixo, vemos a recente piora nos índices de percepção da situação presente e de confiança do comércio. Observa-se, por outro lado, uma substancial retomada no índice de expectativas, que subiu de 141 para 150 desde fevereiro deste ano.

Recuperacao

E como toda essa situação se apresenta aos pequenos empresários? Em recente pesquisa sobre a confiança dos pequenos negócios no Brasil, o Sebrae constatou que boa parte da esperança de recuperação do ambiente econômico vem desse segmento. Veja, pelo gráfico a seguir, que o índice vem experimentando seguidas altas após atingir ponto mínimo em fevereiro último.

Sebrae

De fato, de acordo com a pesquisa, essa perspectiva favorável vem especialmente da construção civil e do comércio, em maior medida de empresários individuais e microempresas, especialmente das regiões norte e nordeste, e sobretudo dos pequenos negócios do Piauí, Paraíba, Pará e Ceará.

Esse otimismo talvez não seja suficiente para, por si só, melhorar substancialmente o ambiente econômico para os pequenos negócios em tempos de insatisfações generalizadas e previsões de crescimento do PIB em torno de 2,7%. Mas é possível que um bom empurrão para que isso aconteça esteja se desenhando.

Pelo gráfico a seguir, vemos a consistente melhora na confiança do consumidor norte-americano nos últimos meses. Caso essa tendência se consolide, a demanda externa por produtos brasileiros deve crescer em ritmo mais consistente, induzindo um aumento nas exportações e impulsionando o crescimento econômico do país. Boas notícias para os pequenos negócios, que parecem começar a pressentir essa recuperação.

Confianca_EUA

De qualquer modo, é bem provável que, passada a fase mais aguda dos protestos, com toda a comoção que eles têm provocado – com reflexos inclusive no comportamento econômico dos agentes -, sinais de acomodação da confiança do consumidor brasileiro e de reaquecimento nos mercados de atuação das micro e pequenas empresas voltem a ser sentidos em um futuro não muito distante.

*Economista e advogado pela Universidade de Brasília e mestre em administração de empresas pela Rotterdam School of Management, Holanda. É Consultor Técnico-Legislativo da Câmara Legislativa do Distrito Federal e consultor do Sebrae.

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