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Futebol pode ser vitrine para as MPE

Por Pedro Valadares

O futebol possui o maior número de lovemarks no Brasil. Segundo os pesquisadores George Natal e Luciana Viana “marcas que se fazem valer de sentimentos como o amor e conquistam seu consumidor incitando a colaboração, ganham capital emocional e caminham no processo de construir mais do que uma relação bem sucedida de consumo, conseqüentemente tornando-se lovemarks, marcas que dividem espaço no coração de seus consumidores”.

O torcedor não é um consumidor normal. Ele não trocará de clube, se o time não estiver jogando bem. Além disso, em nenhum outro campo mercadológico consumidores de um produto torcem contra outro. E mais, no futebol, por mais que maior que seja a rivalidade, a falência do concorrente prejudica o negócio. Já imaginou o Corinthians jogando um campeonato sem São Paulo, Palmeiras e Santos? Não teria o mesmo apelo.

Por isso, o futebol é um grande negócio. Muitas empresas tem medo de associar sua marca a um clube imaginando que as torcidas rivais irão parar de consumir seu produto. Porém, uma pesquisa realizada pela empresa TNS Sport Brasil, filial da empresa britânica, líder global em pesquisas esportivas, mostra que apenas 4,4% dos consumidores deixariam de comprar um produto porque a empresa patrocina um clube rival.

Por conta da grande audiência que o futebol proporciona, as marcas inseridas nesse meio ganham muita visibilidade. Porém, as micro e pequenas empresas tem aproveitado pouco essa potencialidade. É claro que é difícil imaginar uma MPE patrocinando o Flamengo, por exemplo.

Porém, as pequenas empresas tem muito espaço em times médios. Por exemplo, em Campinas, Guarani e Ponte Preta tem muitos torcedores e atraem um bom público aos estádios. Apesar do protagonismo local, esses times menos badalados são deixados de lado pelas grandes empresas. Então, cria-se um grande espaço para as MPE exibirem suas marcas. O curso de inglês CNA patrocinou a Ponte Preta durante muito tempo e ganhou uma bela vitrine, além de associar sua marca ao esporte.

Há mais casos de clubes que não tem sucesso nacionalmente, mas que regionalmente atraem muitos seguidores. É o caso do Santa Cruz, de Recife; do Figuerense, de Santa Catarina; do Icasa, do Ceará; do América, do Rio grande do Norte; do Remo e do Paysandu, do Pará. Esses são clubes preteridos pelas empresas maiores e que podem ser aproveitados pelas MPE como excelentes vitrines.

Vale lembrar que esses clubes participam de torneios como a Copa do Brasil, no qual podem se encontrar com times grandes e terem seus jogos televisionados pelas principais emissoras do país em horário nobre. É importante ressaltar que atualmente as séries B e C também são televisionadas. Então, se você tem uma MPE associe sua marca a um clube de futebol.

Pedro Valadares, do Sebrae

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