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Fundos e sociedades de garantias investem na gestão de riscos

Fundos e sociedades de garantias investem na gestão de riscos

Fernanda Peregrino
Enviada especial do blog PNF na Costa Rica

Juan Durán fala sobre as boas práticas
da FNG para a sua sustentabilidade

O Fundo Nacional de Garantias (FNG), da Colômbia, assegura sua sustentação por meio de um modelo de gestão de riscos, prática de comissões e administração do capital e de reserva. Foi o que explicou Juan Carlos Durán, presidente do FNG, no painel Boas Práticas de Modelos de Sustentabilidade em Sistemas de Garantia, na tarde desta quinta-feira (8), no XVI Fórum Iberoamericano de Sistemas de Garantias e Financiamento para as Micro e Pequenas Empresas. O evento acontece na Costa Rica até esta sexta-feira (9).

“A sustentação de um fundo ou sociedade de garantia deve estar baseada no capital suficiente para cobrir os custos e os derivados de riscos de garantia; na utilização de um modelo de gestão dos riscos; e na regulamentação e supervisão adequada das sociedades e fundos de garantias. Tudo isso é importante para garantir a confiabilidade do sistema”, disse o presidente da FNG para os participantes do Fórum.

Para se manter sustentável, o FNG implementou o Sistema de Administração de Risco de Garantias (SARG) a fim de controlar e medir o risco das garantias pleiteadas pelas instituições financeiras. O SARG prevê políticas de compartilhamento de riscos e utiliza modelos técnicos para calcular os riscos das perdas esperadas.

“Basicamente, fazemos um estudo de comportamentos agregados utilizando metodologias de estatística para calcular a probabilidade de cumprimento. Sabendo quais são as perdas esperadas, calculamos a reserva que devemos dispor para absorver essas perdas e as comissões que devemos cobrar”, disse Durán.

As comissões são cobradas das instituições financeiras e tem a função de cobrir as perdas esperadas. O FNG tem uma tabela de comissões organizada segundo o nível de risco do banco ao qual o Fundo está concedendo o aval. O nível de risco é estabelecido com base na análise das carteiras e produtos dos bancos.

“O banco que está gerando mais risco paga mais. A aplicação das comissões tem um lado positivo porque incentiva os bancos a diminuírem os riscos das suas operações. Quem oferece menos risco torna-se mais competitivo para o empreendedor tomar crédito”, destacou o presidente do fundo de garantia colombiano.

Em relação aos produtos bancários, a comissão de produtos destinados a micronegócios é um pouco mais alta do que os voltados para as pequenas e médias empresas. “Os produtos para as micro têm um nível de perda um pouco superior ao das pequenas e médias”, afirma Durán.

As comissões funcionam como uma reserva para casos de perdas. Quando as comissões não são suficientes para absorver as perdas, o FNG utiliza suas reservas ou o seu próprio capital. O fundo colombiano conta com três tipos de reserva: a de perdas esperadas, calculada com base no comportamento da carteira; a contracíclica, que serve para cobrir perdas não esperadas; e a aplicação capital da FNG quando as outras reservas não são suficientes.

“Com a crise financeira em 2008 e 2009, tivemos perdas não esperadas que ultrapassaram a reserva contracíclica. Por isso, estamos redesenhando a forma de construir essa reserva. Queremos seja suficientemente ampla para não gerar resultados negativos à FNG.”, disse o presidente da instituição.

Operações online

Apesar de levar o nome de fundo, a FNG funciona como uma sociedade de garantia de crédito. A instituição concede garantias para as carteiras, ou seja, não faz análise individual das empresas. Controla o risco que os bancos lhes repassam ao estabelecer limite de aval para o banco e cada empreendedor. O limite de aval máximo é 50% da operação.

Está no mercado há oito anos. Em 2010, avalizou mais de 376 mil operações. Toda a sua operacionalização é automatizada e ocorre pelo seu portal na internet. Basta os bancos lançarem os dados das operações no site da entidade.

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