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Fórum recebe avaliação positiva da delegação brasileira

Evento promovido pela Rede Ibero-Americana de Garantia de Crédito (Regar) apresentou novas experiências para ampliar o acesso ao crédito pelos pequenos negócios

Os dirigentes das sociedades de garantia de crédito que participaram do XVII Fórum Ibero-Americano de Sistemas de Garantia, em Buenos Aires, nos dias 25 e 26 de outubro, saíram da capital argentina com uma certeza: o Brasil está no caminho certo. Eles também avaliam que os relatos apresentados no Fórum contribuem para a construção do nosso modelo de garantia de crédito. “A minha expectativa de conhecer experiências inovadoras foi totalmente atendida. Esse tipo de encontro reforça o aprendizado e abre novos horizontes”, afirma Augusto José Sperotto, presidente da Garantioeste, de Toledo, no Paraná.

A pesquisa feita por especialistas da Espanha sobre o perfil das micro e pequenas empresas deixou claro para Sperotto que os problemas de custo financeiro elevado e dificuldade de acesso ao crédito são comuns a todos os países ibero-americanos. A diversidade dos portfólios das sociedades de garantia de crédito também despertou seu interesse: “Em alguns países, os serviços ofertados para os pequenos negócios não se restringem à oferta de cartas de garantia”.

Após conhecer a experiência de mais de 20 países, o presidente da Garantioeste retorna ao Brasil com a convicção de que é necessário avançar na sustentabilidade do sistema de garantia de crédito brasileiro. “Precisamos criar o fundo de aval de segundo piso, pois a queda da taxa Selic poderá aumentar o custo das linhas de crédito. Se esse cenário se confirmar, a garantia será fator de sobrevivência para as pequenas empresas”, aposta Sperotto.

As experiências de fundos de segundo piso também causaram boa impressão para Hoberg Dutra Leocádio, presidente da Garantia dos Vales, localizada no norte de Minas Gerais. “Eles cumprem um papel fundamental no protagonismo dos pequenos negócios no setor industrial na Argentina e de outros países”, registra Hoberg.

Ele tomou nota, ainda, das experiências de padronização e da utilização da tecnologia para otimizar as operações de garantia de crédito. “Agora não tenho dúvida de que uma das nossas principais tarefas é criar uma associação nacional para nos ajudar a unificar os procedimentos operacionais e nossos sistemas de auditoria”, propõe o presidente da Garantia dos Vales.

Novo formato, novos desafios

Na opinião de Ricardo Antônio Cavinato, diretor executivo da Garantiserra, a entidade pioneira no Brasil, a mudança do formato do XVII Fórum Ibero-Americano foi o grande diferencial em relação aos encontros anteriores: “Foi muito positivo inserir na programação do fórum experiências práticas tanto de empresários quanto de gestores de sociedades de garantia de crédito. Só lamento que os organizadores não tenham convidados bancos privados”, registra Cavinato.

Ele também observou que o Brasil é um dos poucos países ibero-americanos que ainda não conta com um marco regulamentador próprio. “Precisamos usar a condição de anfitrião do próximo fórum para avançar na regulamentação das sociedades de garantia de crédito em nosso país”, desafia o dirigente da Garantiserra.

Se depender da vontade e do empenho do Sebrae, esta meta poderá ser concretizada às vésperas do próximo fórum, que será realizado em setembro no Rio de Janeiro. “Vamos reforçar nosso diálogo com o governo federal para avançarmos na regulamentação de nosso sistema de garantia de crédito”, afirma Carlos Alberto dos Santos, diretor técnico do Sebrae Nacional.

O dirigente espera que a próxima edição do fórum tenha um viés basicamente técnico. “Essa poderá ser uma oportunidade ímpar para debatermos novas estratégias de fortalecimento e ampliação das alianças público-privadas na perspectiva de democratizar o acesso ao crédito pelos pequenos negócios no Brasil e nos demais países ibero-americanos”, sinaliza Carlos Alberto.

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