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Foi bom para os pequenos negócios também?

Quem tem acompanhado as propagandas dos grandes bancos de varejo observa o anúncio contundente de que as taxas de juros dos produtos e serviços bancários foram reduzidas.

De fato, acompanhando os números disponibilizados pelo Banco Central em sua homepage na internet, é possível confirmar esse comportamento tanto nos bancos públicos como nos bancos privados.

Considerando que no período de março a dezembro do ano passado a taxa básica da economia (SELIC) foi reduzida em aproximadamente 30%, é possível constatar que os bancos públicos e privados acompanharam essa redução nos produtos de capital de giro prefixado, o que consequentemente aumentou a demanda de crédito, especialmente dos pequenos negócios, para esse tipo de produto bancário.

Entretanto, baixar a taxa de juros não significa necessariamente que houve aumento do acesso ao crédito. Por isso, se faz necessária uma análise a partir das informações já divulgadas pelas principais instituições financeiras de varejo do país, objetivando identificar o movimento do crédito:

Banco

∆ Taxa(1)

Carteira PJ

∆ 12 meses

Carteira MPE

∆ 12 meses

Bradesco(2)

-31,9%

R$ 268,0 bi

+13,1%

R$ 115,3 bi

+10,7%

Brasil

-30,7%

R$ 273,8 bi

+30,3%

R$  88,9 bi

+30,7%

Itaú(2)

-27,1%

R$ 247,5 bi

+ 8,7%

R$  88,9 bi

– 1,6%

Santander(2)

-39,5%

R$ 103,8 bi

+ 8,4%

R$ 36,5 bi

+14,5%

(1)    Variação no período de março a dezembro/2012, na taxa de juro para capital de giro prefixado.
(2)    A informação divulgada pelo banco considera MPME (micro, pequenas e médias empresas).

Observa-se que, de forma geral, as instituições financeiras reduziram seus preços nos produtos de crédito que, mesmo em intensidades diferentes, permite a todos os bancos o discurso de que “baixaram os juros”.

No que diz respeito ao crédito para as empresas, que deve ser feito em conjunto com o direcionado para os pequenos negócios, percebe-se situações diversas entre os bancos. O Banco do Brasil teve seu avanço na concessão no crédito para as pessoas jurídicas, capitaneado pelo crescimento nas operações com micro e pequenas empresas, ao passo que o Itaú, apesar de ter crescido 8,7% no crédito para as pessoas jurídicas, reduziu os recursos direcionados para as micro, pequenas e médias empresas. No Bradesco, o crescimento foi maior para o segmento das pessoas jurídicas (13,1%) quando comparado ao avanço na carteira de pequenas empresas (10,7%) e os números do Santander, por sua vez, indicam que a carteira de micro, pequenas e médias empresas (14,5%) avançaram acima do crescimento verificado na carteira de pessoas jurídicas do banco (8,4%).

Voltando a questão inicial desse post, não é exagero dizer que o ano de 2012 foi positivo para os pequenos negócios no acesso ao crédito, mais intenso no Banco do Brasil, por exemplo, porém seguido por outras instituições financeiras de varejo que parecem ter percebido a força dos pequenos negócios e avançam na customização de produtos e serviços bancários para esse público.

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