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Financiamento da Sustentabilidade e Pequenos Negócios

Carlos Alberto dos Santos*

O Brasil apresenta condições especiais de oferta e demanda de crédito na atualidade. Há um ambiente de mudanças favoráveis a toda sociedade que convive com novos negócios ou empreendimentos em expansão e a necessidade de inovar para aumentar a competitividade frente à concorrência global. Os ganhos socioeconômicos resultantes das políticas públicas de inclusão produtiva e social, também influenciam positivamente esse quadro, junto aos investimentos em infraestrutura por parte do governo federal.

De um lado, a oferta de crédito cresceu em função das mudanças socioeconômicas verificadas no Brasil nos últimos anos, em especial o aumento da renda e do emprego, que alavancou o consumo e gerou demanda para compra de bens, produtos e serviços pela população. Cerca de 40 milhões de pessoas ascenderam a uma nova faixa de renda, o que mudou nossa estrutura social. Na outra ponta, as atividades produtivas, o setor de serviços e o comércio em geral, pressionados pelo crescimento do consumo, também buscam no crédito, a solução para oxigenar os negócios e crescer.

Atualmente, os pequenos negócios correspondem a 99,1% das empresas brasileiras e garantem 53,2% do total de empregos com carteira assinada. São cerca de 6,1 milhões de micro e pequenas empresas formais e 4,4 milhões de agricultores familiares. Estima-se que aproximadamente 37 milhões de pessoas estão comprometidas com o empreendedorismo no nosso país.

Nesse ambiente, a expectativa é de crescimento da demanda por crédito nos próximos anos: continuidade do crescimento com forte geração de emprego e renda, as oportunidades de negócios geradas pelos grandes investimentos públicos em infraestrutura e megaeventos esportivos e o processo de formalização de trabalhadores autônomos, que desde meados de 2009 alcançou os 2,6 milhões de empreendedores individuais, mudando radicalmente o rumo da história da informalidade no Brasil. Uma realidade em transformação com muitas possibilidades futuras.

Com o advento da Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, em junho deste ano, e a tendência crescente dos consumidores de privilegiar empresas e marcas sob o signo da sustentabilidade, surgem linhas de crédito diferenciadas para atender a empresas que investem nessa perspectiva.

Nesse contexto, o Sebrae lançou a publicação “Financiamento da Sustentabilidade nas Micro e Pequenas Empresas”, que reúne linhas de crédito direcionadas a essa demanda e disponíveis em instituições financeiras . Essa iniciativa permite aos empreendedores identificar as melhores opções

Diante da carência de capital na maioria dessas empresas, o acesso ao crédito é condição crucial para investimentos que permitam aliar redução de custos operacionais a ganhos de produtividade. Assim, projetos que visam à gestão de resíduos e eficiência energética são exemplos mais comuns de demanda de financiamentos por parte das micro e pequenas empresas que buscam imprimir sustentabilidade aos seus negócios.

Para o Sebrae, o acesso ao crédito e demais serviços financeiros representa uma valiosa oportunidade de melhoria da competitividade das micro e pequenas empresas, uma vez que o crédito pode permitir mais investimentos em projetos e práticas sustentáveis. A maior oferta a um custo menor, em função das recentes e sucessivas reduções da taxa básica, delineiam um horizonte fértil ao fortalecimento dos pequenos negócios.

Sabemos, entretanto, que essa perspectiva encontrará respaldo somente se as exigências, em especial, as garantias para obtenção do crédito, forem compatíveis com a realidade desses empresários. Agora, a maior competitividade no mercado financeiro nacional pode favorecer uma flexibilização nesse sentido. Estamos empenhados nessa mudança. Vamos em frente!

 

*Economista, diretor-técnico nacional do Sebrae. Doutor pela Freie Universitaet Berlin, é especialista em políticas de desenvolvimento na América Latina e na África, com foco em micro e pequenas empresas, finanças e desenvolvimento local. É conselheiro da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Fundação Nacional da Qualidade (FNQ), Conselho Nacional do Turismo (CNTur). É também diretor vice-presidente da Associação Brasileira de Instituições Financeiras de Desenvolvimento (ABDE). Publicou livros e artigos sobre políticas de desenvolvimento em diversos países. Participou como palestrante em conferências e congressos no Brasil,  Estados Unidos e em países da América Latina e Europa.

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