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Estratégia de criar marcas próprias também pode fazer parte dos planos dos pequenos negócios

Estratégia de criar marcas próprias também pode fazer parte dos planos dos pequenos negócios

Pizzaria Speranza vende seu “próprio” vinho desde 1998 e também investe em azeite e geleias
Foto: JF Diorio
Novidade. Celso Cassas negocia com italianos o
lançamento de novos vinhos da pizzaria
Ter seu logotipo estampado no rótulo de diversos produtos não é
estratégia usada apenas por grandes companhias. Pequenos e médios
estabelecimentos também seguem a tendência de valorizar a própria marca.
É o caso, por exemplo, da Pizzaria Speranza. O restaurante, localizado
em São Paulo, vende seu ‘próprio’ vinho desde 1998 e também investe no
azeite e geleias Speranza.
A pizzaria é uma das mais tradicionais de São Paulo – foi fundada em
1958 por Dona Speranza e Francesco Tarallo. Quando a casa completou 40
anos, surgiu a ideia de lançar um produto próprio. “Pizza combina com
vinho e acabamos criando uma marca de bebida com quatro tipos de uva”,
conta o diretor do restaurante, Celso Cassas. “Fizemos uma pesquisa em
diversas vinícolas e a que mais chamou a nossa atenção foi a Salton”,
relata o executivo, revelando um pouco sobre como foi a escolha do
fornecedor do vinho.
No aniversário de 50 anos, foi lançada uma série comemorativa
com 6 mil garrafas e, neste ano, foi a vez do Speranza Patrimônio –
mais uma opção da bebida para o cliente. “Para o ano que vem, estamos
negociando uma parceria com dois produtores italianos. Os nossos vinhos
são os mais vendidos e tem gente que compra de caixa”, diz Cassas. 
A pizzaria vende em média entre 4,5 mil e 5 mil garrafas todos os
anos. O sucesso da linha fez a pizzaria lançar, em 2004, dois tipos de
azeite e seis tipos de geleia. “A ideia surgiu porque os clientes sempre
perguntavam sobre os produtos que usamos, quem são nossos fornecedores.
Aí resolvemos lançar o azeite e a geleia. É uma forma de fortalecer a
marca da pizzaria”, afirma o administrador do local.
Para Roberto Nascimento, diretor da agência Target e
especialista em marcas próprias, qualquer empresa – não importa o porte –
pode ter produtos que levem sua marca. Mas antes é preciso elaborar uma
estratégia que contemple todas as etapas do processo. “É simples, mas
não é só colocar o nome no rótulo”, alerta Nascimento.
Planejamento
Por isso mesmo, Roberto
Nascimento aconselha o pequeno empresário a estudar sobre o que é
necessário fazer para agregar valor a sua marca e torná-la ao mesmo
tempo sustentável e perene. “Nos últimos cinco anos, aumentou muito o
número de pequenas e médias empresas investindo nessa estratégia como
forma de aumentar a rentabilidade, fidelizar o consumidor e se
diferenciar da concorrência”, pontua o especialista no segmento.
Além de formular um plano para criar uma marca própria
confiável, o pequeno empreendedor precisa pensar sempre na qualidade.
Por isso, é importante estipular critérios rígidos de seleção dos
fornecedores. É importante ainda pensar muito a respeito da embalagem e
até mesmo sobre como será o atendimento do consumidor no ponto de venda.
Variedade 
A Fazenda Dona Carolina,
localizada entre Itatiba e Bragança Paulista, no interior de São Paulo,
também investe em produtos com o nome do local. “O nosso hotel tem uma
loja de objetos personalizados. Os hóspedes têm interesse em levar
lembranças do local”, relata a assistente de direção da empresa, Juliana
Stefani Siqueira.
Na lista de objetos personalizados estão difusores,
aromatizadores de ambiente, chinelos, camisetas, boné, bichinhos de
pelúcia, cafés, cachaças e doces. “É uma forma dos visitantes lembrarem
da nossa marca”, completa Juliana Siqueira. Para 2013, a executiva
planeja o lançamento de novos produtos e mais modelos de roupas.
A Aromas e Cia, da empresária Rosana Hollo, fornece produtos
tanto para grandes quanto para pequenas empresas. “Ter opções com marca
própria não é coisa só para grande lojistas”, conta Rosana, que vende os
aromatizadores para hotel, loja de bijuterias e móveis. Como dica,
Rosana aconselha o pequeno lojista a testar antes a aceitação dos
consumidores em relação ao produto para depois investir no rótulo
próprio. “É uma tendência mesmo as pequenas investirem nesse mercado”,
afirma a empreendedora.
O ramo de atuação de quem coloca dinheiro no segmento é bem
variado. Prova disso é o exemplo do Grupo Wood´s, que administra sete
baladas sertanejas. O produto escolhido para levar a marca do grupo foi a
água mineral. “Percebemos que o pessoal pedia muita água na saída, na
hora de pagar a conta, e resolvemos lançar para fortalecer a nossa
marca”, diz o sócio-diretor do grupo, Rafael Setrak.
A água é produzida pela empresa Ouro Fino e envasada em
embalagem Tetra Pak, que conserva melhor o líquido. Antes de colocar o
produto à disposição em todas as unidades, porém, a empresa preferiu
realizar um teste. O projeto-piloto começou na unidade de Curitiba, no
Paraná, mas deve chegar nas demais unidades mantidas pela empresa até
fevereiro do próximo ano. Em média, cada casa do Grupo Wood´s vende
entre 4 mil e 6 mil garrafinhas de água todos os meses. O valor do
produto oscila entre R$ 4 e R$ 5 cada. 
Fonte: Estadão PME
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