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Embalagens Sustentáveis: tecnologia a serviço do consumidor

Embalagens Sustentáveis: tecnologia a serviço do consumidor.
Por Weniston Ricardo de Andrade Abreu

Nesta época natalina a troca de presentes é um costume em nossa sociedade. Buscamos presentear nossos familiares, amigos, colegas de trabalho como uma forma de demonstrar carinho e apreço. Uma parte integrante dos presentes que recebemos são as embalagens; mesmo aquelas muito bonitas e chamativas, via de regra, não são tão valorizadas e logo são descartadas.
As embalagens possuem vários tipos de aplicações: servem para a armazenagem, transporte, exposição em gôndolas e também como elemento de marketing, valorizando características e informações sobre o produto. Agregar todas essas funcionalidades em um mesmo tipo de embalagem, contribuindo ainda para aumentar o tempo de vida útil do produto e a redução de perdas, no caso de perecíveis, é um desafio que vem sendo superado por meio de pesquisa aplicada.
Segundo estimativas do IBGE, o mercado de embalagens no Brasil atingiu em 2011 o volume de faturamento na ordem de R$ 44 bilhões, sendo que a participação das embalagens de plásticos, papel e papelão correspondem a 63% do mercado. Apesar do tamanho desse mercado a aplicação de tecnologias para a produção e uso das embalagens ainda é incipiente.
O Instituto Nacional de Tecnologia (INT), em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) desenvolvem um projeto financiado pelo Fundo de Tecnologia (Funtec) do BNDES. O projeto foi apresentado, aceito e iniciado em abril de 2010, com prazo de duração de 36 meses. Com o título “Desenvolvimento de Embalagens Valorizáveis para o Acondicionamento de Frutas e Hortaliças”, o projeto objetiva desenvolver embalagens para morangos, caquis, mangas, mamões papaya e palmito de pupunha, de forma que produtores e todas as indústrias fabricantes de embalagens possam ser beneficiados com o repasse dos resultados.
A pesquisa envolveu o conhecimento de toda a cadeia produtiva, desde o processo de cultivo, colheita, manuseio, transporte, distribuição até chegar ao consumo humano. Foram analisadas diversas variáveis que afetam o tempo de vida útil dos produtos e que também contribuem para gerar as perdas do processo, desde a colheita até as gôndolas dos supermercados. O gráfico abaixo apresenta os resultados para os testes realizados com caquis, mostrando que para um período de 12 dias, as perdas caíram de 60% a 70% para níveis de 10%.

Fonte: CTAA/Embrapa, citado por INT

 

Além desses resultados a pesquisa permitiu desenvolver e testar também três novos conceitos em embalagens:
a) embalagens valorizáveis: são aquelas que empregam menos energia em sua produção, ao longo de sua vida útil e no seu descarte e que seguem a lógica dos 3Rs: reduzir, reutilizar e reciclar;
b) embalagens “inteligentes”: são aquelas que contêm aditivos que permitem transmitir informações aos consumidores sobre o estado dos produtos. Por exemplo, uma embalagem pode apresentar cor diferente à medida que o tempo passa e o estado do produto comprometa a saúde do consumidor, se ingerido;
c) embalagens “ativas”: também chamadas embalagens antimicrobianas, são aquelas que incorporam compostos especificamente projetados para liberar substâncias nos alimentos armazenados, mantendo suas características organolépticas (1) e sensoriais.
Esses avanços proporcionam também ampliar o acesso a mercados consumidores internacionais, inclusive com a possibilidade de exportação de produtos minimamente processados.
É notório, portanto, a importância das parcerias entre os Institutos de Pesquisa, as Instituições de Fomento que possuem linhas de financiamento específicas para projeto de pesquisa e inovação, e também a iniciativa privada, que detém o conhecimento da demanda e da necessidade do consumidor.
A articulação e união de esforços entre esses atores contribui significativamente para o desenvolvimento sócio-econômico e aumento da competitividade das empresas, em especial os pequenos negócios, os quais estruturalmente possuem menor capacidade de investimento em tecnologia e inovação.
Por fim, vale destacar que o SEBRAE possui dois mecanismos com o objetivo de promover e facilitar o acesso dos pequenos negócio à tecnologia e inovação: o Programa ALI (Agentes Locais de Inovação) e o SEBRAETec.
(1) Chamam-se propriedades organolépticas às características dos objetos que podem ser percebidas pelos sentidos humanos, como a cor, o brilho, o paladar, o odor e a textura. Estas propriedades são importantes em marketing, mas principalmente na avaliação do estado de conservação de alimentos, que frequentemente são sujeitos a um “exame organoléptico” para verificar se estão em boas condições para o consumo.
Prototipagem de morangos para produção e teste de embalagens.
Estudos virtuais em 3D para arranjos de morangos em embalagens.
Exemplos de embalagens desenvolvidas. Esta permite empilhamento e aproveitamento do espaço de exposição em gôndolas.

 

Mini-pallets apropriados às embalagens desenvolvidas.

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Sobre Andrezza TorresVerificadoSebrae

Coordenadora Nacional de Beleza no Sebrae. Publicitária, especialista em mercados e inovação, mestre em psicologia. Empreendedora. Futurista.

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