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Como montar uma sex shop

Como montar uma sex shop

Confira uma ideia de negócio completa sobre Como montar uma sex shop. Abaixo dividimos o conteúdo em tópicos como mercado, custos, pessoas, investimentos, divulgação, exigências legais e mais dicas.

Sex Shop (traduzindo literalmente: Loja do Sexo) é uma loja onde são comercializados produtos com fins eróticos, íntimos e sexuais. Fazem parte dos produtos vendidos na loja: roupas íntimas, vibradores, gel para massagens, cremes eróticos, bonecas infláveis, calcinhas comestíveis, acessórios para sadomasoquismo, preservativos entre outros.

A liberdade sexual a partir dos anos 60, com o surgimento da pílula anticoncepcional, possibilitou o surgimento desse tipo de empreendimento, onde o sexo passa a ser tratado como uma forma natural de prazer e diversão íntima.

Para muitas pessoas frequentar Sex Shops ainda pode ser um tabu. Enquanto outras encaram isso com muita naturalidade.

O primeiro registro de uma loja desse ramo foi na Alemanha em 25 de dezembro de 1962, e recebeu o nome de Instituto de Higiene Conjugal, fundada pela ex-aviadora Beate Uhse-Rotermund, depois do sucesso alcançado vendendo alguns itens como cremes e preservativos porta a porta e através de catálogos pelo correio.

Esta Ideia de Negócio tratará de uma loja física de Sex Shop.

Este documento não substitui o plano de negócio. Para elaboração deste plano consulte o SEBRAE mais próximo.

Segundo a Abeme (Associação Brasileira das Empresas do Mercado Erótico e Sensual) existem cerca de 11 mil lojas no País. Em 2017 esse mercado gerou um faturamento de R$ 1,0 Bilhão, a estimativa para 2019 tem o que gira em torno de R$ 1,8 Bilhão, com um crescimento anual entre 30% a 35%. Assim como comer, beber e dormir, o sexo é uma necessidade básica do ser humano e, por isso, o mercado é muito promissor.

De acordo com Paula Aguiar, presidente da ABEME, em artigo lançado no site da instituição, o setor sensual e erótico brasileiro tem destaque no cenário mundial, não apenas por sua grandiosidade e inovação, mas também pela criatividade, principalmente no setor de cosmética sensual, sendo ainda referência mundial em lingerie sexy.

O setor vem apresentando uma rápida profissionalização e há uma preocupação com a qualidade dos itens comercializados e os benefícios dos produtos eróticos para a saúde e bem estar sexual dos consumidores. Ainda segundo a instituição, a clientela feminina tem representatividade de 70% nos 11 mil pontos de venda em todo o país, sendo 33% só em São Paulo, estado responsável também pelo maior pátio fabril da América Latina. Os lançamentos foram os principais responsáveis por atingir o crescimento de 2,8% em 2016. O recém-chegado consumidor gospel também foi relevante, pois alguns estabelecimentos registraram que até 30% de seus consumidores eram evangélicos com o surgimento de produtos sensuais gospel, surgindo como tendência a ser um forte mercado consumidor no Brasil.

Mercado consumidor

Algumas curiosidades sobre o mercado erótico no Brasil, segundo a ABEME*:

·        a cada dez consumidores, sete são mulheres;

Sobre as consumidoras:

– 49% têm de 18 a 25 anos

– 33% têm de 26 a 35 anos

– 33% namoram

– 45% são casadas

Volume de vendas:

– Classe A, 11%

– Classe B, 30%

– Classe C, 28%

*Fonte: https://youtu.be/ecAg5LgG3OM

Oportunidades:

Além do alto crescimento do setor entre 30% a 35%, o empresário deve estar atento as mudanças do mercado, segundo pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) – 2018, 90% de todas as vendas desse seguimento são virtuais, logo, a criação de um site de vendas bem estruturado e participação efetiva em redes sociais (WhatsApp, Facebook, etc.) tem suma importância para esse tipo de negócio.

A localização de uma Sex Shop é algo fundamental para o sucesso do empreendimento. Por ser um ramo em que muitas pessoas se sentiriam constrangidas caso encontrassem com conhecidos, recomenda-se que a localização da loja seja em um bairro comercial e com boa circulação de pessoas. É importante que seja longe de ambientes frequentados por crianças e adolescentes, pois é proibida a entrada de menores de 18 anos.

Esta ideia de negócio trata de uma loja física, para isso é indicado que se procure uma boa localização para seu estabelecimento. Procure um local em um shopping (por que não?) ou avenida que já tem lojas com itens para público feminino de compras frequentes, tais como lojas de roupas, lojas de sapatos, spas e salões de beleza. Pense no fluxo de pessoas no local e também a possibilidade de vagas de estacionamento.

Pontos de atenção na escolha do imóvel onde a empresa será instalada:

a) A relação entre receitas e despesas estimadas precisa ser compatível com os objetivos definidos pelo empreendedor. É preciso estar atento ao custo do aluguel, prazo do contrato, reajustes e reformas a fazer.

b) Certifique-se de que o imóvel atende às necessidades operacionais quanto à localização, capacidade de instalação, características da vizinhança, serviços de água, luz, esgoto, telefone, transporte etc.

c) Verifique se existem facilidades de acesso, estacionamento e outras comodidades que possam tornar mais conveniente e menos onerosa a adaptação do imóvel.

d) Cuidado com imóveis situados em locais sujeitos a inundação ou próximos às zonas de risco. Consulte a vizinhança a respeito.

e) Confira a planta do imóvel aprovada pela Prefeitura, e veja se não houve nenhuma obra posterior, aumentando, modificando ou diminuindo a área, que deverá estar devidamente regularizada. As atividades econômicas da maioria das cidades são regulamentadas pelo Plano Diretor Urbano (PDU), que determina o tipo de atividade que pode funcionar em determinado endereço.

A consulta de local junto à Prefeitura deve atentar para:

• se o imóvel está regularizado, ou seja, se possui HABITE-SE;

• se as atividades a serem desenvolvidas no local respeitam a Lei de Zoneamento do Município, pois alguns tipos de negócios não são permitidos em qualquer bairro;

• se os pagamentos do IPTU referente ao imóvel estão em dia;

• no caso de serem instaladas placas de identificação do estabelecimento, letreiros e outdoors, será necessário verificar o que determina a legislação local sobre o licenciamento das mesmas;

• exigências da legislação local e do Corpo de Bombeiros Militar.

Caso opte por fazer também uma loja virtual, procurar uma plataforma que tenha um bom sistema de e-commerce, e pode ser feita uma forma mista, agregando loja virtual e física. O Sebrae possui cursos que podem ajudar o empreendedor nessa área, basta acessar o portal www.sebrae.com.br .

Para o mercado erótico, não existe normas técnicas específicas ou regulamentações. Então, a legislação a ser seguida deve ser a mesma para o comércio de maneira geral.

Para registrar uma empresa, a primeira providência é contratar um contador – profissional legalmente habilitado – para elaborar os atos constitutivos da empresa, auxiliá-lo na escolha da forma jurídica mais adequada para o seu projeto e preencher os formulários exigidos pelos órgãos públicos de inscrição de pessoas jurídicas.

O contador pode se informar sobre a legislação tributária pertinente ao negócio. Mas, no momento da escolha do prestador de serviço, deve-se dar preferência a profissionais indicados por empresários com negócios semelhantes.

Para legalizar a empresa, é necessário procurar os órgãos responsáveis para as devidas inscrições. As etapas do registro são:

Registro de empresa nos seguintes órgãos:

  • Junta Comercial;
  • Secretaria da Receita Federal (CNPJ);
  • Secretaria Estadual da Fazenda;
  • Prefeitura do Município para obter o alvará de funcionamento;
  • Enquadramento na Entidade Sindical Patronal (a empresa ficará obrigada ao recolhimento anual da Contribuição Sindical Patronal).
  • Cadastramento junto à Caixa Econômica Federal no sistema “Conectividade Social – INSS/FGTS”.
  • Corpo de Bombeiros Militar.
  • Visita à prefeitura da cidade onde pretende montar a sua empresa (quando for o caso) para fazer a consulta de local.
  • Obtenção do alvará de licença sanitária – adequar às instalações de acordo com o Código Sanitário (especificações legais sobre as condições físicas). Em âmbito federal a fiscalização cabe a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, estadual e municipal fica a cargo das Secretarias Estadual e Municipal de Saúde (quando for o caso).
  • Preparar e enviar o requerimento ao Chefe do DFA/SIV do seu Estado, solicitando a vistoria das instalações e equipamentos.

Importante:

– Para a instalação do negócio é necessário realizar consulta prévia de endereço na Prefeitura Municipal/Administração Regional, sobre a Lei de Zoneamento.

– A Lei 123/2006 (Estatuto da Micro e Pequena Empresa) e suas alterações estabelecem o tratamento diferenciado e simplificado para micro e pequenas empresas. Isso confere vantagens aos empreendedores, inclusive quanto à redução ou isenção das taxas de registros, licenças etc.

– É necessário observar as regras de proteção ao consumidor, estabelecidas pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC) – Lei Federal nº. 8.078 publicada em 11 de setembro de 1990.

Outro ponto importante inerente ao negócio trata-se da regulamentação de alguns produtos pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Os cosméticos eróticos não recebem essa classificação pela Agência. Eles são avaliados como cosméticos comuns ou como produtos de saúde. A avaliação da Anvisa garante apenas que eles são apropriados para o consumo. Os efeitos prometidos durante o atendimento pessoal ou pela internet não são testados. Mas o registro afasta riscos maiores, por isto, é extremamente importante só comercializar produtos registrados pela Anvisa. Isso acontece porque a Anvisa regulamenta apenas produtos que tenham relação com a saúde, como os géis que ajudam na lubrificação, por exemplo, por levar em conta que existem pessoas com essa dificuldade. Os demais não têm relação com a Anvisa.

 

A área total de uma Loja Sex Shop deve conter espaço para as vitrines (para expor lingeries, cremes e alguns acessórios devidamente selecionados), espaço para exposição de produtos para mostruário e testes (como cremes, por exemplo) e estoque para armazenamento de mercadorias. Recomenda-se área média de 50m2, com flexibilidade para ampliação conforme o desenvolvimento do negócio.

Os ambientes podem ser divididos em:

  • área para a exposição de produtos,
  • área de vendas (com balcão de atendimento, caixa e entrega de produtos) com provador de roupas,
  • escritório
  • banheiros
  • depósito para estoque.

É conveniente que o negócio permita o autoatendimento do cliente (com placas informativas), pois muitas pessoas não se sentem confortáveis interagindo com o vendedor. O empreendedor deve planejar o mostruário de produtos no começo da loja, com gôndolas, prateleiras e araras, em ambiente arejado, limpo e dentro das normas de segurança pré-estabelecidas pelo Corpo de Bombeiros.

Também deve haver espaço para um balcão vitrine e atendimento pelo vendedor. Este balcão serve para exposição e venda de objetos e acessórios, além de permitir a demonstração de produtos.

A vitrine deve estar disposta de forma organizada, uma boa variedade de produtos. Porém, em locais pouco seguros, a fachada deve ter dispositivos adicionais de segurança como alarmes, câmeras de vigilância e grades de ferro. É importante que as vitrines externas e as portas bloqueiem a visão para o interior da loja, preservando a privacidade dos clientes.

Pense em uma decoração de bom gosto e evite imagens de sexo explícito ou objetos fálicos nas vitrines.

O escritório destina-se ao atendimento a clientes especiais e fornecedores, além de funcionar como local de trabalho do proprietário. Deve ser composto por uma mesa de trabalho, cadeiras e microcomputador.

Todo o ambiente deve ser limpo e organizado. O piso, a parede e o teto devem estar conservados e sem rachaduras, goteiras, infiltrações, mofos e descascamentos. O piso deve combinar com a imagem que se deseja passar. Carpetes e tapetes proporcionam sensação de sensualidade e aconchego, enquanto granito e porcelanato oferecem luxo e sofisticação ao ambiente.

As paredes devem ser pintadas com tinta acrílica. Tons claros são adequados para ambientes pequenos, pois proporcionam a sensação de amplitude. Texturas e tintas especiais na fachada externa personalizam e valorizam o ponto.

O projeto de iluminação é muito importante. Recomenda-se luz indireta para criar um ambiente discreto. Caso necessário, podem ser utilizados pontos específicos para uma iluminação mais forte, de modo que facilite, por exemplo, a leitura de embalagens e manuais.

Profissionais qualificados (arquitetos, engenheiros, decoradores) poderão ajudar a definir as alterações a serem feitas no imóvel escolhido para funcionamento da loja, orientando em questões sobre layout, ergometria, fluxo de operação, iluminação, ventilação etc.

Se possível monte uma sala de cursos ou palestras com programação específica como cursos de pompoarismo, sedução, massagem tântrica ou autoestima. Pode-se também locar para reunião de mulheres, chás de lingerie ou cursos de dança sensual.

 

O número de funcionários varia de acordo com o tamanho do empreendimento. Para a estrutura anteriormente sugerida, uma loja Sex Shop exige a seguinte equipe:

  • Proprietário: responsável pelas atividades administrativas, financeiras e da prestação dos serviços. Deve ter conhecimento da gestão do negócio, do processo produtivo e do mercado.
  • Administrativo: responsável pelo apoio aos vendedores, controle de estoque e execução de tarefas administrativas.
  • Vendedores: responsável pelo atendimento aos clientes e venda dos produtos. O ideal é ter um homem e uma mulher, para que clientes de ambos os sexos se sintam à vontade. Suas principais qualidades devem ser:

• Conhecer em profundidade os produtos oferecidos;

• Entender as necessidades dos clientes;

• Conhecer a cultura e o funcionamento da empresa;

• Conhecer as tendências do mercado;

• Desenvolver relacionamentos duradouros com os clientes;

• Transmitir confiabilidade, discrição e carisma;

• Atualizar-se sobre as novidades do segmento;

• Zelar pelo bom atendimento após a compra.

O fator humano é muito importante para o sucesso de qualquer empreendimento. O conhecimento técnico dos funcionários sobre os produtos disponíveis no Sex Shop, garante a excelência dos serviços prestados, componente fundamental para a consolidação da empresa no mercado. A contratação de vendedores competentes e com boa experiência sustenta a qualidade do serviço prestado. Os funcionários devem ser qualificados e comprometidos com o trabalho.

O atendimento é um item que merece atenção especial do empreendedor, visto que nesse segmento de negócio há uma tendência ao relacionamento de longo prazo com os clientes, principalmente os corporativos. E os clientes satisfeitos ajudam na divulgação do serviço para outras pessoas.

De acordo com o horário de funcionamento e com o volume de trabalho, pode ser necessária a contratação de mais vendedores. Esta expansão do negócio precisa ser planejada conforme o aumento do faturamento.

A qualificação de profissionais aumenta o comprometimento com a empresa, eleva o nível de retenção de funcionários, melhora a performance do negócio e diminui os custos trabalhistas com a rotatividade de pessoal. Além do aspecto técnico, a capacitação dos colaboradores deve desenvolver as seguintes competências:

• Capacidade de percepção para entender e atender as expectativas dos clientes;

• Agilidade e presteza no atendimento;

• Capacidade de apresentar e vender os serviços da loja;

• Motivação para crescer juntamente com o negócio;

• Conhecimento sobre educação e assuntos sexuais.

Deve-se estar atento para a Convenção Coletiva do Sindicato dos Trabalhadores nessa área, utilizando-a como balizadora dos salários e orientadora das relações trabalhistas, evitando, assim, consequências desagradáveis.

O empreendedor pode participar de seminários, congressos e cursos direcionados ao seu ramo de negócio, para manter-se atualizado e sintonizado com as tendências do setor. O Sebrae da localidade poderá ser consultado para aprofundar as orientações sobre o perfil do pessoal e treinamentos adequados.

 

Os equipamentos básicos para a instalação de um Sex Shop são:

  • Vitrines e gôndolas
  • Balcão vitrine;
  • Móveis e materiais de escritório: quatro cadeiras e uma mesa;
  • Espelhos;
  • Aparelhos de ar condicionado;
  • Microcomputador (3), impressora (1), telefone (3) e internet.

Ao fazer o layout da loja, o empreendedor deve levar em consideração a ambientação, decoração, circulação, ventilação e iluminação.

Na área externa, deve-se atentar para a fachada, letreiros, entradas, saídas e estacionamento.

 

A gestão de estoques no varejo é a procura do constante equilíbrio entre a oferta e a demanda. Este equilíbrio deve ser sistematicamente aferido através de, entre outros, os seguintes três importantes indicadores de desempenho:

  • Giro dos estoques: o giro dos estoques é um indicador do número de vezes em que o capital investido em estoques é recuperado através das vendas. Usualmente é medido em base anual e tem a característica de representar o que aconteceu no passado. Obs.: Quanto maior for a frequência de entregas dos fornecedores, logicamente em menores lotes, maior será o índice de giro dos estoques, também chamado de índice de rotação de estoques.
  • Cobertura dos estoques: o índice de cobertura dos estoques é a indicação do período de tempo que o estoque, em determinado momento, consegue cobrir as vendas futuras, sem que haja suprimento.
  • Nível de serviço ao cliente: o indicador de nível de serviço ao cliente para o ambiente do varejo de pronta entrega, isto é, aquele segmento de negócio em que o cliente quer receber a mercadoria, ou serviço, imediatamente após a escolha; demonstra o número de oportunidades de venda que podem ter sido perdidas, pelo fato de não existir a mercadoria em estoque ou não se poder executar o serviço com prontidão.

Portanto, o estoque dos produtos deve ser mínimo, visando gerar o menor impacto na alocação de capital de giro. O estoque mínimo deve ser calculado levando-se em conta o número de dias entre o pedido de compra e a entrega dos produtos na sede da empresa.

O estoque de mercadorias é muito importante para o sucesso do Sex Shop. O empreendedor deve conhecer o perfil de sua clientela e vender artigos com alto giro de estoque. Os principais produtos procurados em Sex Shop, de acordo com a ABEME (Associação Brasileira das Empresas do Mercado Erótico e Sensual) são:

1º – Lubrificante Anal

2º – Gel excitante feminino

3º – Gel retardador da ejaculação

4º – Anel peniano (com ou sem vibrador)

5º – Gotas Afrodisíacas ou bebidas energéticas e Bomba Peniana (desenvolvedor peniano)

Procure fornecedores estabelecidos e com produtos de qualidade, assim evitará problemas futuros, aconselha Paula Aguiar, presidente da ABEME.

 

O processo de comercialização dos produtos de uma sex shop pode ser dividido em duas etapas:

  • Aquisição de mercadorias: no comércio, “vender bem” significa, acima de tudo, “comprar bem”. O empreendedor deve ter perspicácia e sensibilidade para identificar oportunidades de aquisição que não demandarão muito tempo ou esforço para a revenda. A aquisição de mercadorias deve ser bem planejada e pode variar de acordo com as características do estabelecimento, e especialmente, com os hábitos de consumo da clientela. A negociação com fornecedores e distribuidores deve buscar condições favoráveis de preço e prazo de pagamento.
  • Atendimento e venda: na loja, os produtos devem ser separados em setores, de preferência com etiquetas de preços e códigos de barra. A organização é fundamental para o cliente encontrar com rapidez o que procura. Vendedores capacitados podem complementar o autoatendimento, sempre com prestatividade e cortesia. A atividade comercial necessita de profissionais que apresentem e orientem a compra dos clientes, buscando alternativas existentes no estoque.

As atividades da loja também englobam os processos de administração, finanças e gestão de recursos humanos.

A gestão administrativa e financeira abrange o faturamento, o controle de caixa, o controle de contas a receber e cobranças, a compra de insumos, o controle de contas a pagar de fornecedores e a prestação de informações ao escritório contábil. Já a gestão de recursos humanos compreende a admissão, rescisão, treinamento e pagamento de funcionários.

 

Atualmente, existem diversos sistemas informatizados (softwares) que podem auxiliar o empreendedor na gestão de uma loja de uma Sex Shop (vide http://www.baixaki.com.br ou http://www.superdownloads.com.br). Seguem algumas opções:

  • Atrex;
  • Avante – Sistema de Controle de Loja;
  • BitLoja Plus;
  • CallSoft Informatize Empresarial;
  • Dataprol Sistema Comercial Integrado;
  • Elbrus Light Light;
  • Emporium Lite;
  • Empresarial Master Plus;
  • Loja Fácil – Easystore;
  • LojaSoft;
  • REPTecno Comercial Plus;
  • REPTecno Loja Plus;
  • SisAdven;
  • SisAdvenPDV;
  • SisGEF – Loja Comercial;
  • Sistema de Gerenciamento de Vendas.

Antes de se decidir pelo sistema a ser utilizado, o empreendedor deve avaliar o preço cobrado, o serviço de manutenção, a conformidade em relação à legislação fiscal municipal e estadual, a facilidade de suporte e as atualizações oferecidas pelo fornecedor, verificando ainda se o aplicativo possui funcionalidades, tais como:

  • Controle de mercadorias;
  • Controle de taxa de serviço;
  • Controle dos dados sobre faturamento/vendas, gestão de caixa e bancos (conta corrente);
  • Emissão de pedidos;
  • Lista de espera;
  • Organização de compras e contas a pagar;
  • Relatórios e gráficos gerenciais para análise real do faturamento da loja.

Além da informatização nos processos administrativos, verificar a automação de itens como iluminação, segurança (câmeras de seguranças, alarmes etc), entre outros.

Considerando a loja física, o principal canal de distribuição é a própria loja, onde se encontra o estoque dos produtos. A loja pode ampliar os canais de distribuição por meio de:

  • Revendedores: por que não fazer um catálogo e fazer parceria com vendedoras que já trabalham com vendas de porta em porta?
  • Venda pela internet, por comércio eletrônico com site da Loja.
  • Venda por consultoria sensual no whatsapp.
  • Venda em eventos para mulheres ou chás de lingerie.
  • Venda em bazares ou grêmios de empresas.

Independentemente do canal de distribuição adotado, o sucesso de um negócio depende, principalmente, da capacidade de percepção de oportunidade do empreendedor e da sua agilidade para adaptar seus canais de distribuição, aproveitando tendências e criando novas formas de fazer sua empresa ser conhecida por seus clientes.

O investimento será muito variável. Depende do valor disponibilizado pelo empreendedor, porte do empreendimento e estoque inicial.

O valor a ser investido num novo negócio envolve um conjunto de fatores, identificados ao longo do processo de instalação do empreendimento. O investimento para o início das atividades varia de acordo com o porte do empreendimento e os produtos e serviços que serão oferecidos. São investimentos iniciais comuns a uma empresa deste segmento:

  • {| class=”wikitable” | colspan=”2″ |Área administrativa/vendas |- |Estoque Inicial |R$ 10.000,00 |- |Computador |R$ 1.500,00 |- |Impressora |R$ 750,00 |- |Máquina Fiscal |R$ 400,00 |- |Vitrines |R$ 600,00 |- |Gondolas |R$ 950,00 |- |balcão |R$ 600,00 |- |3 Cadeiras |R$ 500,00 |- |Telefone |R$ 100,00 |- |Despesas de registro da empresa, contador/taxas |R$ 2.000,00 |- |Capital de giro para suportar o negócio nos primeiros meses de atividade |R$ 3.000,00 |- |TOTAL DO INVESTIMENTO |R$ 20.400,00 |} Obs.: vale ressaltar que estes números são estimados, não devendo, portanto, dispensar uma pesquisa detalhada para cada projeto alinhada à elaboração de um Plano de Negócio. A previsão de faturamento de uma Loja de Artigos Eróticos (sex shop) nesse padrão gira em torno de R$ 10.000,00 por mês. Antes de montar sua empresa, é fundamental que o empreendedor elabore um Plano de Negócios, onde os valores necessários à estruturação da empresa podem ser mais detalhados, em função dos objetivos estabelecidos de retorno e alcance de mercado. O capital de giro necessário para os primeiros meses de funcionamento do negócio também deve ser considerado neste planejamento. Nessa etapa, é indicado que o empreendedor procure o Sebrae para consultoria adequada ao seu negócio, levando em conta suas particularidades. O empreendedor também poderá basear-se nas orientações propostas por metodologias de modelagem de negócios, em que é possível analisar o mercado no qual estará inserido, mapeando o segmento de clientes, os atores com quem se relacionará, as atividades chave, as parcerias necessárias, sua estrutura de custos e fontes de receita.

Capital de giro é o montante de recursos financeiros que a empresa precisa manter para garantir fluidez dos ciclos de caixa.

O capital de giro funciona com uma quantia imobilizada no caixa (inclusive banco) da empresa para suportar as oscilações de caixa.

O capital de giro é regulado pelos prazos praticados pela empresa, são eles: prazos médios recebidos de fornecedores (PMF); prazos médios de estocagem (PME) e prazos médios concedidos a clientes (PMCC). Quanto maior o prazo concedido aos clientes e quanto maior o prazo de estocagem, maior será sua necessidade de capital de giro. Portanto, manter estoques mínimos regulados e saber o limite de prazo a conceder ao cliente pode melhorar muito a necessidade de imobilização de dinheiro em caixa. Se o prazo médio recebido dos fornecedores de matéria-prima, mão- de-obra, aluguel, impostos e outros forem maiores que os prazos médios de estocagem somada ao prazo médio concedido ao cliente para pagamento dos produtos, a necessidade de capital de giro será positiva, ou seja, é necessária a manutenção de dinheiro disponível para suportar as oscilações de caixa. Neste caso um aumento de vendas implica também em um aumento de encaixe em capital de giro. Para tanto, o lucro apurado da empresa deve ser ao menos parcialmente reservado para complementar esta necessidade do caixa. Se ocorrer o contrário, ou seja, os prazos recebidos dos fornecedores forem maiores que os prazos médios de estocagem e os prazos concedidos aos clientes para pagamento, a necessidade de capital de giro é negativa.

Assim, deve-se atentar para quanto do dinheiro disponível em caixa é necessário para honrar compromissos de pagamentos futuros (fornecedores, impostos). Portanto, retiradas e imobilizações excessivas poderão fazer com que a empresa venha a ter problemas com seus pagamentos futuros.

Um fluxo de caixa, com previsão de saldos futuros de caixa deve ser implantado na empresa para a gestão competente da necessidade de capital de giro. Só assim as variações nas vendas e nos prazos praticados no mercado poderão ser geridas com precisão.

Para uma loja de Sex Shop, a necessidade de capital de giro é baixa, correspondendo a 10% do investimento inicial. Isso porque os desembolsos para fornecedores podem ser parcelados e programados conforme a previsão de receita. E os artigos mais caros podem ser adquiridos mediante encomenda, após o pagamento do cliente.

São todos os gastos realizados na produção de um bem ou serviço e que serão incorporados posteriormente ao preço dos produtos ou serviços prestados, como: aluguel, água, luz, salários, honorários profissionais, despesas de vendas, matéria-prima e insumos consumidos no processo de produção.

Os custos dentro de um negócio são empregados tanto na elaboração dos serviços ou produtos quanto na manutenção do pleno funcionamento da empresa. Entre essas despesas, estão o que chamamos de custos fixos e custos variáveis.

  • Custos variáveis: São aqueles que variam diretamente com a quantidade produzida ou vendida, na mesma proporção.
  • Custos fixos São os gastos que permanecem constantes, independente de aumentos ou diminuições na quantidade produzida e vendida. Os custos fixos fazem parte da estrutura do negócio.

O cuidado na administração e redução de todos os custos envolvidos na compra, produção e venda de produtos ou serviços que compõem o negócio, indica que o empreendedor poderá ter sucesso ou insucesso, na medida em que encarar como ponto fundamental a redução de desperdícios, a compra pelo melhor preço e o controle de todas as despesas internas. Quanto menores os custos, maior a chance de ganhar no resultado final do negócio.

Os custos para abrir um Sex Shop pode ser muito diferente de estado para estado, mas independentemente do local devem englobar:

Custos Fixos
Salários, encargosR$ 1.800,00
Água, Luz, telefone e acesso à internetR$ 450,00
Impostos 4% da ReceitaR$ 400,00
ContadorR$ 950,00
Higiene, manutenção e segurançaR$ 350,00
Propaganda / MarketingR$ 500,00
AluguelR$ 1.000,00
TotalR$ 5.450,00

Obs: Os valores acima representam uma média e valores estimados. Consulte o Sebrae mais próximo para uma orientação mais adequada à realidade da sua região.

A escolha dos fornecedores é importante, por isso é fundamental que se faça uma boa pesquisa para selecionar os melhores preços e a melhor qualidade.

Podem ser tomadas algumas providências que ajudem a diminuir os custos, como por exemplo:

  • Optar por planos de telefone com custos mais baixos;
  • Evitar gastos e despesas desnecessários, como por exemplo: excessos com telefone, água e luz.
  • Optar por empresas de frete com custos mais baixos;
  • Negociar os honorários com o contador;
  • Negociar preço e condição de pagamento com fornecedores.

Agregar valor significa oferecer produtos e serviços complementares ao produto principal, diferenciando-se da concorrência e atraindo o público-alvo. Não basta possuir algo que os produtos concorrentes não oferecem. É necessário que esse algo mais seja reconhecido pelo cliente como uma vantagem competitiva e aumente o seu nível de satisfação com o produto ou serviço prestado.

As pesquisas quantitativas e qualitativas podem ajudar na identificação de benefícios de valor agregado. No caso de um Sex Shop, há algumas oportunidades de diferenciação, tais como:

  • Especialização em determinadas linhas de produtos;
  • Especialização em determinados públicos como GLBTT, idosos ou religiosos;
  • Cursos de massagens tântricas, danças sensuais, strip tease;
  • Animações em chás de lingerie;
  • Palestras sobre assuntos afins;
  • Vendas pela internet.

A divulgação é um componente fundamental para o sucesso de uma Sex Shop. As campanhas publicitárias devem ser adequadas ao orçamento da empresa, à sua região de abrangência e às peculiaridades do local. Abaixo, sugerem-se algumas ações mercadológicas acessíveis e eficientes:

  • Participar de feiras do setor;
  • Anunciar em jornais e rádio;
  • Oferecer descontos e pacotes promocionais para produtos combinados;
  • Realizar parcerias com salões de beleza e spas;
  • Utilizar as redes sociais para divulgação dos produtos;
  • Montar um website com a oferta de produtos.

O empreendedor deve sempre entregar o que foi prometido e, quando puder, superar as expectativas do cliente. Ao final, a melhor propaganda será feita pelos clientes satisfeitos e bem atendidos. Seguem algumas dicas para manter os custos controlados:

  • Comprar pelo menor preço;
  • Negociar prazos mais extensos para pagamento de fornecedores;
  • Evitar gastos e despesas desnecessárias;
  • Manter equipe de pessoal enxuta;
  • Reduzir a inadimplência, através da utilização de cartões de crédito e débito.

É válido frisar, como 90% de todas as vendas desse seguimento são virtuais, logo, a criação de um site de vendas bem estruturado e participação efetiva em redes sociais (WhatsApp, facebook, etc.), é fundamental para sobrevivência do negócio.

A Sex Shop é entendido pela CNAE/IBGE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) 4789-0/99, como COMÉRCIO VAREJISTA DE OUTROS PRODUTOS NÃO ESPECIFICADOS ANTERIORMENTE, assim, poderá optar pelo SIMPLES Nacional – Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte – Instituído pela Lei Complementar nº 123/2006, e alterada pela Lei Complementar 155, de 2016. Iniciando a vigência a partir de janeiro de 2018 – desde que a receita bruta anual de sua atividade não ultrapasse a R$ 480.000,00 (quatrocentos e oitenta mil reais) para microempresa e R$ 4.800.000,00 (quatro milhões e oitocentos mil reais) para empresa de pequeno porte e respeitando os demais requisitos previstos na Lei.

Nesse regime, o empreendedor poderá recolher os seguintes tributos e contribuições, por meio de apenas um documento fiscal – o DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional), que é gerado no Portal do SIMPLES Nacional (http://www8.receita.fazenda.gov.br/SimplesNacional/):

·        IRPJ (imposto de renda da pessoa jurídica);

·        CSLL (contribuição social sobre o lucro);

·        PIS (programa de integração social);

·        COFINS (contribuição para o financiamento da seguridade social);

·        ICMS (imposto sobre circulação de mercadorias e serviços);

·        ISSQN (imposto sobre serviços de qualquer natureza);

·        INSS (contribuição para a Seguridade Social).

Conforme a Lei Complementar nº 123/2006, alterada pela LC 155, de 2016, as alíquotas do SIMPLES Nacional, para esse ramo de atividade, variam de 4% a 19,5%, dependendo da receita bruta auferida pelo negócio.

Se o Estado em que o empreendedor estiver exercendo a atividade conceder benefícios tributários para o ICMS (desde que a atividade seja tributada por esse imposto), a alíquota poderá ser reduzida conforme o caso. Na esfera Federal poderá ocorrer redução quando se tratar de PIS e/ou COFINS.

Se a receita bruta anual não ultrapassar a R$ 81.000,00 (oitenta e um mil reais), o empreendedor, desde que não possua e não seja sócio de outra empresa, poderá optar pelo regime denominado de MEI (Microempreendedor Individual). Para se enquadrar no MEI o CNAE da atividade deve constar e ser tributado conforme a tabela da Resolução CGSN nº 94/2011 – Alterada pela Resolução CGSN Nº 135, DE 22 de agosto de 2017. Para mais informações sobre essa modalidade consulte o site do portal do empreendedor: http://www.portaldoempreendedor.gov.br/.

Importante consultar a Resolução CGSN nº 133/2017 (foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) de 16/06/2017), alterando e revogando diversos dispositivos da Resolução CGSN nº 94/2011, que dispõe sobre o Simples Nacional.

Outros regimes de tributação

Para os empreendedores que preferem não optar pelo Simples Nacional, há os regimes de tributação abaixo:

Lucro Presumido: É o lucro que se presume através da receita bruta de vendas de mercadorias e/ou prestação de serviços. Trata-se de uma forma de tributação simplificada utilizada para determinar a base de cálculo dos tributos das pessoas jurídicas que não estiverem obrigadas à apuração pelo Lucro Real. Nesse regime, a apuração dos impostos é feita trimestralmente.

A base de cálculo para determinação do valor presumido varia de acordo com a atividade da empresa. Sobre o resultado da equação: Receita Bruta x % (percentual da atividade), aplica-se as alíquotas de: 

– IRPJ – 15%. Poderá haver um adicional de 10% para a parcela do lucro que exceder o valor de R$ 20 mil, no mês, ou R$ 60 mil, no trimestre, uma vez que o imposto é apurado trimestralmente; 

– CSLL – 9%. Não há adicional de imposto. 

– PIS – 1,65% – sobre a receita bruta total, compensável;

– COFINS – 7,65% – sobre a receita bruta total, compensável. 

Incidem também sobre a receita bruta os impostos estaduais e municipais:

– ICMS – Em regra geral, as alíquotas variam conforme o estado, entre 17 e 19%. Alguns produtos ou serviços possuem alíquotas reduzidas ou diferenciadas.

– ISS – Calculado sobre a receita de prestação de serviços, varia conforme o município onda a empresa estiver sediada, entre 2 e 5%.

Além dos impostos citados acima, sobre a folha de pagamento incidem as contribuições previdenciárias e encargos sociais (tanto para o lucro real quanto para o lucro presumido):

– INSS – Valor devido pela Empresa – 20% sobre a folha de pagamento de salários, pró-labore e autônomos;

– INSS – Autônomos – A empresa deverá descontar na fonte e recolher entre 11% da remuneração paga ou creditada a qualquer título no decorrer do mês a autônomos, observado o limite máximo do salário de contribuição (o recolhimento do INSS será feito através da Guia de Previdência Social – GPS).

– FGTS – Fundo de Garantia por tempo de serviço, incide sobre o valor da folha de salários a alíquota de 8%.

Lucro Real: É o lucro líquido do período de apuração ajustado pelas adições, exclusões ou compensações estabelecidas em nossa legislação tributária. Este sistema é o mais complexo, que deverá ser bem avaliado por um contador. As alíquotas para este tipo de tributação são: 

– IRPJ – 15% sobre a base de cálculo (lucro líquido). Haverá um adicional de 10% para a parcela do lucro que exceder o valor de R$ 20 mil, multiplicado pelo número de meses do período. O imposto poderá ser determinado trimestralmente ou anualmente; 

– CSLL – 9%, determinada nas mesmas condições do IRPJ;

– PIS – 1,65% – sobre a receita bruta total, compensável;

– COFINS – 7,65% – sobre a receita bruta total, compensável. 

Incidem também sobre a receita bruta os impostos estaduais e municipais:

– ICMS – Em regra geral, as alíquotas variam conforme o estado, entre 17 e 19%. Alguns produtos ou serviços possuem alíquotas reduzidas ou diferenciadas.

– ISS – Calculado sobre a receita de prestação de serviços, varia conforme o município onda a empresa estiver sediada, entre 2 e 5%.

Além dos impostos citados acima, sobre a folha de pagamento incidem as contribuições previdenciárias e encargos sociais (tanto para o lucro real quanto para o lucro presumido):

– INSS – Valor devido pela Empresa – 20% sobre a folha de pagamento de salários, pró-labore e autônomos;

– INSS – Autônomos – A empresa deverá descontar na fonte e recolher entre 11% da remuneração paga ou creditada a qualquer título no decorrer do mês a autônomos, observado o limite máximo do salário de contribuição (o recolhimento do INSS será feito através da Guia de Previdência Social – GPS).

– FGTS – Fundo de Garantia por tempo de serviço, incide sobre o valor da folha de salários a alíquota de 8%. 

Recomendamos que o empreendedor consulte sempre um contador, para que ele o oriente sobre o enquadramento jurídico e o regime de tributação mais adequado ao seu caso.

Os principais eventos do setor são:

Feira erótica: http://www.feiraerotica.com/

Feira de negócios: Erofame.de

Asia Adult Expo: www.asiaADULTexpo.com

Laexpo: http://lalexpo.com/index.php/inicio

Venus Berlin: https://www.venus-berlin.com/

A ABEME, Associação Brasileira das Empresas do Mercado Erótico e Sensual disponibiliza a agenda nacional de eventos, cursos de capacitação e treinamentos de produtos em seu site www.abeme.com.br.

As normas técnicas são documentos de uso voluntário, sendo importantes referências para o mercado. As normas técnicas podem estabelecer quesitos de qualidade, desempenho, de segurança. Não obstante, pode estabelecer procedimentos, padronizar formas, dimensões, tipos, usos, fixar, classificações ou terminologias e glossários. Definir a maneira de medir ou determinar as características, como métodos de ensaio. As Normas técnicas são publicadas pela ABNT (Associação Brasileira de Normas técnicas).

Não há normas técnicas para produtos eróticos, nem sequer terminologia reconhecida para os produtos eróticos e os negócios no Brasil até o momento.

Cisgênero: Identifica-se com o mesmo gênero que lhe foi dado no nascimento Expressão (ou Performance) de Gênero: Refere-se às maneiras que as pessoas usam para expressar seu gênero em sociedade, desde o uso de roupas e acessórios até detalhes físicos, como os gestos, as atitudes e o timbre da voz.

Gênero: Conjunto de características sociais e culturais ligadas às percepções de masculino e feminino

Identidade de gênero: É o gênero com que a pessoa se identifica. Há quem se perceba como homem, como mulher, como ambos ou mesmo como nenhum dos dois gêneros: são os chamados não binários

Masoquismo: Perversão sexual que faz procurar o prazer na dor física e nas humilhações. Atitude de uma pessoa que retira prazer ou parece gostar do seu sofrimento ou humilhação.

Orientação sexual: Depende do gênero pelo qual a pessoa desenvolve atração sexual e laços românticos:

Heterossexual: Por alguém de outro gênero Homossexual: Por alguém do mesmo gênero

Bissexual: Por ambos

Sadismo: Perversão sexual em que a satisfação depende do sofrimento físico ou moral infligido a outrem. Prazer em fazer ou ver sofrer outrem.

Sensualidade: Qualidade do que é sensual. Volúpia. Lascívia. Lubricidade. Luxúria.

Sexualidade: Qualidade do que é sexual. Modo de ser próprio do que tem sexo.

Tantra, yoga tântrico ou tantrismo: filosofia comportamental de características matriarcais, sensoriais e desrepressoras. Essencialmente, a prática tem, por objetivo, o desenvolvimento integral do ser humano nos seus aspectos físico, mental e espiritual

Transexual e/ou transgênero: Identifica-se com um gênero diferente daquele que lhe foi dado no nascimento.

  • Escolha um local distante de escolas e creches, e local de grande frequência de menores de idade.
  • Não venda para menores de 18 anos.
  • Pense em uma decoração de bom gosto e evite imagens de sexo explícito nas vitrines.
  • Procure fornecedores estabelecidos, reconhecidos e com produtos de qualidade.
  • Na linha de cosméticos, faça questão de produtos registrados no Ministério da Saúde e na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
  • É ideal ter ao menos dois vendedores, uma homem e uma mulher, para que os clientes de ambos os sexos sejam atendidos sem se sentirem intimidados.
  • Treine os funcionários para que saibam explicar aos clientes como usar os produtos.
  • Forneça uniformes aos funcionários.
  • Os atendentes não podem ser pessoas preconceituosas.
  • Pense em oferecer palestras, cursos ou realizar eventos como forma de incrementar a receita.
  • Crie um site de vendas pela internet como estratégia para elevar o faturamento. Mas, lembre-se que, para isso, precisará ter um bom estoque de cada peça e logística para as entregas.

Fonte: Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios (http://revistapegn.globo.com/Revista/Common/0,,EMI86718-17180,00-DICAS+PARA+ABRIR+UMA+SEX+SHOP.html )

 

Neste segmento, o empreendedor precisa, fundamentalmente, ter tino comercial. Também precisa estar atento às tendências do setor e hábitos dos clientes. Deve identificar os movimentos deste mercado e adaptá-los à sua oferta, reconhecendo as preferências dos clientes e renovando continuamente a oferta de produtos.

Outras características importantes, relacionadas ao risco do negócio, podem ajudar no sucesso do empreendimento:

  • Busca constante de informações e oportunidades;
  • Iniciativa e persistência;
  • Comprometimento;
  • Qualidade e eficiência;
  • Capacidade de estabelecer metas e assumir riscos;
  • Planejamento e monitoramento sistemáticos;
  • Independência e autoconfiança;
  • Senso de oportunidade;
  • Conhecimento do ramo;
  • Liderança.
 

AGUIAR, Paula et al. Guia Gospel para Sexshops e Consultoria para Casais. E-book: ABEME, 2015.

AGUIAR, Paula et al. Sex Shops Leis e Regulamentações.E-book: ABEME, 2015.

AGUIAR, Paula et al. SexShop Na Sacola Guia de Negócios. E-book: ABEME, 2011.

MORIN, Jack. A mente erótica. Brasil: Rocco. 1997. 411p.

SEGAL, Mendel. Administração de vendas. São Paulo: Atlas, 1976. 253 p.

STANTON, William J. Administração de vendas. Rio de Janeiro: Guanabara Dois, 1984. 512 p.

TOMANINI, Cláudio et al. Gestão de vendas. São Paulo: Ed. FGV, 2004. 148 p. (Marketing das publicações FGV management)

Entrevista com Paula Aguiar, presidente da ABEME no dia 25/09/2017.

http://universodenegocios.com.br/mercado-de-produtos-eroticos-movimenta-r-1-bilhao-por-ano-segundo-dados/. Acessado em 03 de dezembro de 2019.

https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/economia/2019/09/30/internas_economia,792618/mercado-erotico-deve-crescer-acima-de-30-neste-ano.shtml. Acessado em 03 de dezembro de 2019.

https://suporte.agilize.com.br/hc/pt-br/articles/204859745-Tabela-de-CNAEs-permitidos-no-Simples-Nacional-e-seus-respectivos-anexos. Acessado em 04 de dezembro de 2019.

 

[null Aproveite as ferramentas de gestão e conhecimento criadas para ajudar a impulsionar o seu negócio. Para consultar a programação disponível em seu estado, entre em contato pelo telefone 0800 570 0800.]

Confira as principais opções de orientação empresarial e capacitações oferecidas pelo Sebrae:

Cursos online e gratuitos – http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/cursosonline

Para desenvolver o comportamento empreendedor.

Empretec – Metodologia da Organização das Nações Unidas (ONU) que proporciona o amadurecimento de características empreendedoras, aumentando a competitividade e as chances de permanência no mercado: http://goo.gl/SD5GQ9

Para quem quer começar o próprio negócio

As soluções abaixo são uteis para quem quer iniciar um negócio. Pessoas que não possuem negócio próprio, mas que querem estruturar uma empresa. Ou pessoas que tem experiência em trabalhar por conta própria e querem se formalizar.

Plano de Negócios – O plano irá orientá-lo na busca de informações detalhadas sobre o ramo, os produtos e os serviços a serem oferecidos, além de clientes, concorrentes, fornecedores e pontos fortes e fracos, construindo a viabilidade da ideia e na gestão da empresa: http://goo.gl/odLojT

Para quem quer inovar

Ferramenta Canvas online e gratuita – A metodologia Canvas ajuda o empreendedor a identificar como pode se diferenciar e inovar no mercado: https://www.sebraecanvas.com/#/

Sebraetec – O Programa Sebraetec oferece serviços especializados e customizados para implantar soluções em sete áreas de inovação: http://goo.gl/kO3Wiy

ALI – O Programa Agentes Locais de Inovação (ALI) é um acordo de cooperação técnica com o CNPq, com o objetivo de promover a prática continuada de ações de inovação nas empresas de pequeno porte: http://goo.gl/3kMRUh.

 

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