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Como Montar Uma Oficina de Motocicletas

Como Montar Uma Oficina de Motocicletas

Confira uma ideia de negócio completa sobre Como montar uma oficina de motocicletas. Abaixo dividimos o conteúdo em tópicos como mercado, custos, pessoas, investimentos, divulgação, exigências legais e mais dicas.

O serviço de oficina de motocicletas se apresenta como um negócio interessante porque há um número expressivo desses veículos circulando pelas ruas e estradas do Brasil. Considerado um meio de transporte rápido, barato e de baixo custo, a motocicleta vem conquistando os mais variados tipos de adeptos seja nos grandes centros urbanos, onde há o problema da mobilidade; seja no interior, onde até os cavalos estão perdendo espaço para elas.

As motocicletas são, portanto, cada vez mais utilizadas como opção de transporte. Considerada por muitos como símbolo de juventude e liberdade, a moto é um objeto de paixão para os aficionados, mas, para outros, trata-se do principal equipamento da atividade profissional. São os casos dos motoboys e das empresas que atuam no segmento de entregas.

Este documento não substitui o Plano de Negócio. Para a elaboração deste Plano, consulte o SEBRAE mais próximo.

Mercado Consumidor

De acordo com a Abraciclo, a frota circulante de motocicletas em 2018 no Brasil ultrapassou 27 milhões. Um crescimento de 3,6% em relação a 2017. Somente no primeiro semestre de 2019, mais de 530.000 novas motocicletas entraram em circulação. Com esta quantidade de motocicletas circulando no Brasil, é evidente que a demanda por manutenções, consertos e reparos seja alta, e é exatamente isto que torna montar uma oficina de motocicletas um negócio atrativo.

Uma informação interessante sobre esse mercado é que o número de mulheres habilitadas para pilotar motos cresceu 50% nos últimos sete anos (2012 – 2019) de acordo com o Denatran – Departamento Nacional de Trânsito. Entre os motivos para este crescimento na categoria, até então predominantemente masculina, destacam-se a praticidade de locomoção, a sensação de liberdade e o custo-benefício de ter uma moto ao invés de um carro. Essa tendência tem chamado a atenção da indústria de motos e também de capacetes e acessórios, que têm projetado modelos para o público feminino.

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Mercado consumidor

Mercado concorrente

O segmento de oficinas de motocicletas está inserido em um modelo de concorrência no qual há uma pluralidade de empresas ofertando serviços com pouca diferenciação. Aquela empresa que conseguir alcançar um diferencial ou selecionar nichos específicos terá maiores possibilidades de sucesso. Nesse ramo existem diversos nichos importantes para especialização:

Nicho 1 – Usuários que utilizam moto para serviços de rua geralmente buscam oficinas de baixo custo;

Nicho  2 – Usuários que utilizam a moto para lazer buscam serviços com maior especialização;

Nicho 3 – Colecionadores preferem oficinas de alta confiabilidade e competência, sem dar maior atenção ao fator preço. Da mesma forma, as pessoas que utilizam motocicletas para o transporte diário buscam oficinas de melhor qualidade. Geralmente, estas oficinas pertencem às concessionárias das marcas.

Além de analisar a presença de concorrentes nas proximidades de onde você pretende instalar sua oficina, também é preciso conhecer como eles trabalham, quais serviços oferecem, e quais são seus pontos fortes e fracos. Essas informações possibilitarão que o empreendedor planeje e agregue o máximo de valor aos serviços mais procurados.

Mercado Fornecedor

Os fornecedores de peças, equipamentos e outros insumos, tais como óleos lubrificantes e aditivos são os próprios fabricantes, por meio de distribuidores.

 

A localização é um aspecto determinante para o êxito do empreendimento, razão pela qual sua escolha merece atenção especial por parte do empreendedor. Sempre que possível, optar por locais que apresentem grande fluxo de motociclistas e boa visibilidade, preferencialmente em áreas não residenciais, pois os ruídos podem incomodar a vizinhança. Nesse sentido, as avenidas que interligam diversos bairros, por exemplo, podem ser uma excelente alternativa.

Mas para escolher bem o local é necessário considerar, também, outros aspectos estratégicos, além da visibilidade, por isso é fundamental conhecer as características desse mercado e fazer uma análise do seu público-alvo. A oficina deve estar mais próxima do cliente específico. Por exemplo, se você pretende trabalhar com customização de motos, poderá considerar se localizar em uma área mais nobre da cidade. Entretanto, se o foco for manutenção em geral e motos menores, avenidas movimentadas ou centros comerciais podem ser mais interessantes.

Geralmente, existe nas cidades uma região com uma concentração de estabelecimentos que trabalham com produtos e serviços para cada tipo de veículo. Apesar da concorrência, se instalar nesses locais pode ser muito vantajoso, pois permite que seu público, ao procurar empresas de peças e acessórios, por exemplo, veja e conheça seu negócio.

Para ficar mais próximo a demanda, também deve ser considerada a localização em áreas próximas a cooperativas de mototaxistas, empresas que possuem frota de motos para entrega e até mesmo locais que são ponto de encontro de motociclistas.

O imóvel deve ser amplo o suficiente para instalar os equipamentos e alojar pelo menos três boxes de trabalho, além da área para as motos que estarão aguardando atendimento.

Também é importante considerar o valor do aluguel, a segurança e a facilidade de acesso para os clientes.

Além de atender às características específicas do negócio, outros detalhes devem ser observados na escolha do imóvel:

  • O imóvel atende às necessidades operacionais referentes à capacidade de instalação do negócio, possibilidade de expansão, características da vizinhança e disponibilidade dos serviços de água, luz, esgoto, telefone e internet?
  • O ponto é de fácil acesso, possui estacionamento para veículos, local para carga e descarga de mercadorias e conta com serviços de transporte coletivo nas redondezas?
  • O local está sujeito a inundações ou próximo a zonas de risco?
  • O imóvel está legalizado e regularizado junto aos órgãos públicos municipais?
  • A planta do imóvel está aprovada pela Prefeitura?
  • Houve alguma obra posterior, aumentando, modificando ou diminuindo a área primitiva?
  • As atividades a serem desenvolvidas no local respeitam a Lei de Zoneamento ou o Plano Diretor do Município?
  • Os pagamentos do IPTU referente ao imóvel encontram-se em dia?
 

Para abrir uma empresa, o empreendedor poderá ter seu registro de forma individual ou em um dos enquadramentos jurídicos da sociedade. Deverá avaliar as opções que melhor atendem suas expectativas e o perfil do negócio pretendido. Leia mais sobre este assunto no capítulo “Informações Fiscais e Tributárias

O contador, profissional legalmente habilitado para elaborar os atos constitutivos da empresa e conhecedor da legislação tributária, poderá auxiliar o empreendedor neste processo.

Para abertura e registro da empresa  é necessário realizar os seguintes procedimentos:

  • Junta Comercial;
  • Secretaria da Receita Federal (CNPJ);
  • Secretaria Estadual de Fazenda;
  • Registro na prefeitura municipal, para obter o alvará de funcionamento;
  • Enquadramento na Entidade Sindical Patronal (empresa ficará obrigada a recolher por ocasião da constituição e até o dia 31 de janeiro de cada ano, a Contribuição Sindical Patronal);
  • Cadastramento junto à Caixa Econômica Federal no sistema “Conectividade Social – INSS/FGTS”;
  • Registro no Corpo de Bombeiros Militar: órgão que verifica se a empresa atende as exigências mínimas de segurança e de proteção contra incêndio, para que seja concedido o “Habite-se” pela prefeitura.

Para abrir a sua oficina de motocicleta, o empreendedor precisará também obter Licença Ambiental, conforme a Lei Federal 6.938/81 e Resolução n° 237. A licença ambiental se refere principalmente às emissões atmosféricas, como ruídos e fumaça, ao uso de pistola de pressão  para pinturas e o descarte de resíduos sólidos e líquidos, como  óleo, graxa, entre outros.

O processo de licenciamento ambiental é constituído de três tipos de licença: Licença Prévia; Licença de Instalação e Licença de Operação. Geralmente, uma das exigências do licenciamento ambiental é a adequação do empreendimento à legislação e às normas técnicas vigentes, como, por exemplo, a instalação de sistema separador de óleo e cabine de pintura. A documentação mínima necessária para a solicitação da Licença Prévia inclui:

  • Documento de solicitação preenchido: fornecido pelo órgão ambiental (estadual ou municipal) competente;
  • Procuração: quando for o caso de terceiros representando a empresa, apresentar o documento assinado pelo responsável da empresa;
  • Cópia do contrato social, registrado na Junta Comercial do Estado;
  • Certidão de uso e ocupação do solo emitida pela Prefeitura Municipal, com prazo de validade;
  • Manifestação do órgão ambiental municipal;
  • Comprovante de fornecimento de água e coleta de esgotos;
  • Memorial de Caracterização do Empreendimento;
  • Plantas e Anotação de Responsabilidade Técnica (ART);
  • Croqui de Localização – indicando o uso do solo e construções existentes nas imediações do empreendimento, em um raio mínimo de 100 metros;
  • Disposição física dos equipamentos (layout);
  • Fluxograma do processo produtivo;
  • Mapa de acesso ao local, com referências;
  • Roteiro de acesso até o local licenciado para permitir a inspeção no local;
  • Outorga de implantação do empreendimento, se houver captação de águas subterrâneas ou superficiais ou lançamento de efluentes líquidos em corpo d’água;
  • Anuência da empresa concessionária/permissionária, se o empreendimento pretende se instalar próximo a rodovias e lançar suas águas pluviais na faixa de domínio dessas rodovias.

Atenção: a lista de documentos pode variar, consulte o órgão ambiental competente do seu estado, município ou distrito e certifique-se de que possui todos os documentos necessários. Além disso, todas as licenças ambientais incluem condições de validade ( condicionantes ou restrições técnicas) gerais e específicas que são citadas no documento de licença.

Importante:

Além das exigências acima, para a instalação do negócio é necessário realizar consulta prévia de endereço na Prefeitura Municipal/Administração Regional, sobre a Lei de Zoneamento. É necessário, também, observar as regras de proteção ao consumidor, estabelecidas pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC).

Lei 123/2006 (Estatuto da Micro e Pequena Empresa) e suas alterações estabelecem o tratamento diferenciado e simplificado para micro e pequenas empresas. Isso confere vantagens aos empreendedores, inclusive quanto à redução ou isenção das taxas de registros, licenças etc.

 

A estrutura de uma oficina de motocicletas precisa contar com ferramentas e equipamentos adequados para que seja possível prestar um bom serviço. E nessa hora deve ser levado em conta o tamanho do seu espaço e o movimento que é esperado, além do tipo específico de serviços que o empreendedor pretende oferecer.

A estrutura física sugerida nessa ideia de negócio para a instalação de uma pequena oficina de motocicletas compreende, de preferência, um imóvel com área de 150m², dividido em seis ambientes: operacional, recepção e estoque, vestiário com banheiro, banheiros para clientes e copa.

a) Operacional – neste espaço devem ser montados dois boxes de operações que funcionarão simultaneamente, cada um com um mecânico. Além disso, deve ser prevista uma área para estacionamento de motos que estarão aguardando atendimento. O ambiente deve ser bem iluminado, com espaço suficiente para manobra; montagem e desmontagem das motos e regulagem de motores; instalação dos equipamentos; armários de ferramentas e bancada de trabalho dos mecânicos, assim como para os utensílios empregados na disposição de efluentes (óleos, graxas etc.), conforme exigido pelas autoridades sanitárias. O piso da oficina deve ser revestido com material de alta resistência e as paredes e o teto, protegidos por material de fácil manutenção e limpeza. Deve-se prever a instalação de rampas hidráulicas/elevador para as motos.

c) Estoque – espaço para guardar peças e insumos operacionais de uso recorrente. Buscando uma melhor gestão do espaço, bem como um layout que possibilite um processo produtivo eficiente, a área destinada ao estoque deve estar próxima a área operacional, e ambas podem, até mesmo, compartilhar o mesmo ambiente.

b) Recepção – esse espaço deverá ter um balcão, cadeiras, telefone, computador, impressora e armário com porta. Deve prever cadeiras para que o cliente possa aguardar enquanto é realizado o atendimento associado a procedimentos mais rápidos. Neste mesmo espaço é possível instalar um o caixa da loja.

d) Administração – área para o desenvolvimento das atividades administrativas e financeiras da empresa (compras e relacionamento com fornecedores, controle de contas a pagar, atividades de recursos humanos, controle financeiro e de contas bancárias, acompanhamento do desempenho do negócio e outras que o empreendedor julgar necessárias para o bom andamento do empreendimento).

e) Banheiros – destinados ao uso dos colaboradores, com escaninhos individuais e chave, para guarda de seus pertences pessoais.

No entanto, empreendedor possui ainda a possibilidade de iniciar o seu negócio em um local menor, como uma casa térrea, galpão ou um pequeno barracão, por exemplo, e mudar-se para uma estrutura maior e/ou melhor quando o negócio crescer.

O empreendedor deverá firmar boas parcerias para terceirizar parte dos serviços, pois nem sempre compensará executar alguns trabalhos como pintura, retífica, alinhamento de chassi, alinhamento de rodas, serviços de borracharia e fazer estofamentos de bancos na própria oficina. Esses serviços envolvem equipamentos de alto custo, profissionais gabaritados e possuem uma demanda é inconstante, por isso a melhor alternativa é encontrar uma empresa que preste esse serviço com qualidade e rapidez.

 

A necessidade de pessoal está relacionada ao porte do empreendimento. O negócio pode ser conduzido pelo próprio empreendedor com até um funcionário, no regime MEI (Microeempreendedor Individual), a depender do tamanho do negócio. Sugerimos que uma oficina de pequeno porte opte pela contratação de uma equipe enxuta para amenizar os custos iniciais com folha de pagamento.

Assim, a proposta para uma pequena oficina de motocicletas é começar com quatro funcionários, sendo dois mecânicos, um auxiliar e um assistente administrativo, que também desempenhará a função de caixa.

Mecânico: é o responsável pelas manutenções e reparos. Ele deve ser prestativo, conhecer, entender e saber utilizar as novas tecnologias. Deve conhecer bem o funcionamento de uma moto e saber a utilidade de cada peça. Deve ter consciência ambiental, iniciativa e comprometimento com a sua atividade.

Auxiliar:  a organização, limpeza e movimentação das motos, conservação e guarda das peças e de ferramentas utilizadas são atividades importantíssimas para a dinâmica da oficina. Essas atividades podem ser solucionadas por um auxiliar bem treinado. Esse funcionário deve ser proativo, atento e ter senso de organização.

Assistente administrativo: é o responsável por receber e enviar documentos, atender chamadas telefônicas, recepcionar o público em geral, fazer o arquivamento de documentos, manter atualizados os contatos da empresa, saber utilizar impressora e computador. Deve ser atento, ter boa capacidade de concentração, ser organizado e saber administrar o tempo,

Para reforçar o quadro de mecânicos no início da operação do negócio, ou mesmo exercer uma boa supervisão e orientação dos serviços, é importante que o empreendedor tenha algum conhecimento de mecânica de motocicletas. A administração do negócio, incluindo a gestão financeira, o marketing e o contato com fornecedores, também devem ficar sob responsabilidade do dono da empresa, pelo menos nessa fase inicial.

Outro ponto relevante é a necessidade de se contratar bons profissionais, pois este é um fator-chave para o sucesso do empreendimento. Assim, deve-se contar com mecânicos qualificados e comprometidos. A qualificação de profissionais aumenta o comprometimento com a empresa, eleva o nível de retenção de funcionários, melhora a performance do negócio e diminui os custos trabalhistas com a rotatividade de pessoal. Independentemente do tamanho e do número de funcionários, é interessante investir em cursos e capacitações em segurança no trabalho, redução de desperdícios e em mecânica, para manter a equipe constantemente atualizada nos novos modelos de motos.

Deve-se estar atento à Convenção Coletiva do Sindicato dos Mecânicos, utilizando-a como balizadora dos salários e orientadora das relações trabalhistas, evitando, assim, consequências desagradáveis.

O SEBRAE da localidade poderá ser consultado para aprofundar as orientações sobre o perfil do pessoal e o treinamento adequado.

Atenção: Fique atento às novas regras da CLT.

 

A falta de equipamentos pode limitar as possibilidades de serviços a serem oferecidos pela oficina de motocicletas, por outro lado, uma estrutura maior que a necessidade, pode elevar os custos e prejudicar os resultados da empresa. Por isso, é fundamental que os tipos de serviços que serão oferecidos estejam bem definidos antes de fazer a aquisição dos equipamentos.

Antes da aquisição dos equipamentos, é preciso levar em consideração que a indústria de motocicletas tem evoluído cada vez mais rápido e as oficinas devem acompanhar estas tendências.O empreendedor desse negócio deve optar por equipamentos atualizados e de qualidade reconhecida, pois eles farão diferença na prestação do serviço.

Para uma oficina de motocicletas de pequeno porte sugere-se os seguintes móveis e equipamentos:

Área administrativa – mesa, cadeiras; armário; computador, impressora multifuncional e telefone.

Área Comercial – balcão de atendimento; mesas; cadeiras; prateleiras de parede e prateleiras de gôndola

Oficina – os equipamentos da área operacional irão variar de acordo com os serviços que serão oferecidos. Mas os mais comuns são: multímetro; caneta de polaridade com iluminação; manômetro; máquina de testes e limpeza de injetores de motos; máquina de limpeza de injetores, ex-fuel; analisador eletrônico, microprocessador de mistura para regulagem e afinação do motor; analisador digital de CO; analisador de mistura, analisador de performance e diagnóstico rápido; Scan Code Efi; rastreador para injeção eletrônica multimarcas; mapas de Powercommander; dinamômetro portátil; ECU reprogramável; reprogramador on-line de ECU; troca de óleo a vácuo; desmontadora de pneus; elevador pneumático; balanceadora de rodas; bancadas de serviços; alinhador de chassi universal; conjuntos de ferramentas para motocicletas (ferramentas de uso geral e especiais para determinadas marcas e modelos).

Importante: É preciso investir também em equipamentos de proteção individual – EPIs, necessários para que os funcionários possam trabalhar com menor risco de acidente. Os equipamentos de proteção serão basicamente, macacão, botas, luvas, óculos de proteção, máscaras e em alguns casos capacete. 

Além dos equipamentos listados, seria ideal uma moto para realizar atendimentos externos emergenciais.

Convém que o empreendedor busque informações junto aos fabricantes para conhecer o tempo médio de obsolescência dos equipamentos. Assim, ele poderá realizar a análise de custo x benefício para sua aquisição (se deve adquirir modelos novos ou usados), bem como planejar a reposição, quando necessária.

 

A gestão de estoques apresenta particularidades de acordo com o tipo do negócio – comércio ou prestação de serviço. De qualquer forma, deve-se buscar a eficiência nesta gestão. O estoque de mercadorias deve ser suficiente para o adequado funcionamento da empresa, mas mínimo, de forma a reduzir o impacto no capital de giro.

Fique atento, pois a falta de mercadorias pode resultar na perda de uma venda. Por outro lado, ter mercadorias estocadas por muito tempo é deixar o dinheiro parado. É essencial o bom desempenho na gestão de estoques, com foco no equilíbrio entre oferta e demanda. Esse equilíbrio deve ser sistematicamente conferido, com base, entre outros, nos três seguintes indicadores de desempenho:

1 – Giro dos estoques: número de vezes em que o capital investido em estoques é recuperado por meio das vendas. É medido em base anual e tem a característica de representar o que aconteceu no passado. Quanto maior for a frequência de entregas dos fornecedores, em lotes menores, maior será o índice de giro dos estoques, também chamado de índice de rotação de estoques.

2 – Cobertura dos estoques: indicação do período de tempo em que o estoque, em determinado momento, consegue cobrir as vendas futuras, sem que haja suprimento.

3 – Nível de serviço ao cliente: demonstra as oportunidades de venda que podem ter sido perdidas no varejo de pronta entrega (segmento em que o cliente quer receber a mercadoria ou o serviço imediatamente após a escolha), pelo fato de não haver a mercadoria em estoque ou não se poder executar o serviço com presteza.

Portanto, o estoque dos produtos deve ser mínimo, visando a gerar o menor impacto na alocação de capital de giro. O estoque mínimo deve ser calculado levando-se em conta o número de dias entre o pedido de compra e a entrega dos produtos na sede da empresa.

Os insumos diretos consumidos durante o conserto de uma moto são peças e assessórios que a empresa deve ter. A qualidade do serviço final prestado depende da qualidade dos materiais utilizados e de seu manuseio (mão de obra).

Os principais produtos consumidos são: graxas, lubrificantes, colas, lixas, redutores e outros materiais necessários ao trabalho dos mecânicos. Vale lembrar que não se usa mais estopa, pois pode ser perigoso para a qualidade do serviço e para a segurança do técnico.Entre as peças destinadas especificamente ao conserto ou às vendas estão o guidom, corrente, disco de freio, rolamentos, carburadores, velas, rodas de motocicleta e acessórios (baú, bagageiro, pedaleiras, mata-cachorro, protetor de tanque etc.).

Como há uma grande variação na qualidade dos produtos vendidos, o proprietário deverá estar sempre atento às especificações.

Outros insumos são necessários, como materiais para embalagem, luvas e máscaras descartáveis, água, materiais de limpeza, energia, gás, sacos laminados e outros produtos e materiais essenciais ao processo de trabalho.

A oficina de motocicletas é uma empresa prestadora de serviços, portanto, analise bem a conveniência de manter um estoque de peças em seu negócio. Verifique a disponibilidade e a logística para manter parcerias com distribuidoras e/ou varejistas de peças de motocicletas, que suprirão os orçamentos aprovados. Na opção de a oficina de motocicletas atuar com a comercialização de peças e produtos, que agreguem valor aos serviços, o empreendedor deverá atentar as leis e ao contrato social, para evitar problemas legais.

 

O processo produtivo de uma empresa é constituído basicamente pelo conjunto de atividades a serem desenvolvidas na produção de um bem ou prestação de um serviço. Devido a sua importância para a empresa, é necessário que seja executado com planejamento, a fim de que se mantenha um padrão de qualidade.

O fluxo produtivo de uma oficina de motocicletas consiste basicamente nas seguintes atividades:

  1. Receber a moto do cliente;
  2. Detectar o problema apresentado;
  3. Fazer o orçamento da solução sugerida;
  4. Submeter o orçamento à aprovação do cliente;
  5. Executar o serviço; e
  6. Entregar a motocicleta em perfeito funcionamento.

Cada etapa mencionada deve ser entendida e pensada antes do início. A variação dependerá da complexidade e da automação necessária para um serviço de melhor qualidade.

layout da oficina também requer atenção, pois o arranjo físico de seus setores e equipamentos pode influenciar na produtividade e agilidade da prestação do serviço. Como a variedade de ferramentas é muito grande, é recomendável pendurá-las-las em um painel fixado na parede, o que permite mais praticidade no manuseio e facilita o controle.

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Painel de Ferramentas

Descarte de resíduos: É fundamental que, durante todas as etapas do processo produtivo, o empreendedor esteja atento às questões ambientais que envolvem seu negócio. Alguns materiais requerem cuidados especiais na hora do descarte:

  • Óleo usado, gasolina e outros produtos químicos não devem, em nenhuma hipótese, ser descartados na rede de esgoto. O ideal é ter na oficina um decantador que faz a separação dos resíduos, jogando a água no esgoto e o óleo em outro recipiente. Quando juntar uma quantidade grande, o óleo deve ser recolhido e vendido para empresas especializadas e credenciadas pelo Ministério do Meio Ambiente. É interessante também, utilizar pisos cimentados não porosos, que além de não absorver o óleo, facilitam a limpeza, e conferem um visual bonito para a oficina.
  • Pneus acumulam água e se transformam em ambiente propício para a proliferação do mosquito da dengue. Devem ser encaminhados para o fabricante.
  • Baterias velhas são poluentes de alto impacto, pois têm chumbo, plástico e ácido sulfúrico. Devem ser encaminhadas para uma empresa recicladora de confiança.
  • Peças metálicas e plásticas usadas podem ser armazenadas em um local separado e serem encaminhadas para empresas ou cooperativas de reciclagem.

Consulte a Resolução CONAMA Nº 362/2005 para informações detalhadas sobre o destinação de óleo usado. Além do benefício ao meio ambiente, o descarte adequado dos materiais pode gerar um pequeno retorno financeiro ao empreendedor. Vale lembrar também, que o acúmulo de peças sucateadas deixa o ambiente com aspecto desagradável, dá lugar à proliferação de insetos, roedores e outras pragas, além de poder atrapalhar o bom desempenho do trabalho na oficina. É fundamental manter a oficina limpa e organizada.

 

O uso de automação em uma oficina de motocicletas consiste na utilização de ferramentas automatizadas e recursos tecnológicos que garantirão maior precisão na identificação e na resolução de problemas.

Para a área administrativa da empresa, há uma série de softwares gerenciamento integrado específicos para pequenos negócios, que facilitam bastante a vida dos gestores. O empreendedor poderá implantar um sistema de gestão integrado que possibilite organizar orçamentos, contas a pagar e receber, agenda de atividades, controle de estoque de peças, cadastro de clientes, fornecedores, entre outros.

Antes de fazer a escolha do sistema, o empreendedor deve avaliar o preço cobrado, aplicabilidade e nível de segurança que oferecem, o serviço de manutenção, a conformidade em relação à legislação fiscal municipal e estadual; a facilidade de suporte e as atualizações oferecidas pelo fornecedor.

O empreendedor deverá optar por softwares de custo acessível e compatível com uma pequena empresa. Em alguns casos, é possível baixar sistemas de sites que oferecem downloads gratuitos.

 

A expressão “canais de distribuição” se refere aos caminhos utilizados pela empresa para fazer seus serviços chegarem até os clientes. São determinados em função da abrangência da área de atuação, das características sociais e econômicas do local e, principalmente, do perfil da clientela.

O canal de distribuição de uma oficina de motocicletas é a própria oficina. O grande desafio é atrair o cliente e, em meio a tantas opções, e ter sua preferência para para prestar o serviço que ele demanda naquele momento. Por essa razão, quanto maiores forem os meios de fazer esse link, maiores serão as chances de sucesso na disputa. Então, é preciso fazer investimentos constantes em estratégias de divulgação; política de preços que considere aspectos internos (custos) e externos (praticados pelos concorrentes); ter um leque de serviços atrativo e abrangente; prestar serviços de boa qualidade e disponibilizar várias “portas de entrada” para o cliente.

Nesta atividade, o atendimento normalmente é realizado na sede da empresa, com eventual possibilidade de serviços externos. Mas o primeiro contato pode ocorrer via telefone, aplicativos de mensagem ou pessoalmente. Veja mais sobre o assunto nos capítulos “Divulgação” e “Diversificação/Agregação de valor

 

Investimento inicial compreende todo o capital empregado para iniciar e viabilizar o negócio até o momento de sua auto sustentação. Pode ser caracterizado como: investimento fixo, investimentos pré-operacionais e capital de giro.

Investimento fixo: compreende o capital empregado na compra de imóveis, equipamentos, móveis, utensílios, instalações, reformas, entre outros;

Investimento pré-operacional: compreende todos os gastos ou despesas realizadas com projetos, pesquisas de mercado, registro da empresa, projeto de layout e design de fachada, honorários profissionais e outros;

Capital de giro: é o capital necessário para suportar todos os gastos e despesas iniciais, geradas pela atividade produtiva da empresa. Destina-se a viabilizar as compras iniciais, pagamento de salários nos primeiros meses de funcionamento, impostos, taxas, honorários de contador, despesas de manutenção e outros. Saiba mais no capítulo “Capital de Giro

O valor a ser investido num novo negócio envolve um conjunto de fatores identificados ao longo do processo de instalação do empreendimento e varia de acordo com o porte e os produtos e serviços que serão oferecidos.  Para uma oficina de motocicletas o empreendedor deverá dispor de aproximadamente R$ 60.000,00 (sessenta mil reais) para fazer frente aos seguintes itens de investimento:

ItensR$
Despesas de registro da empresa, honorários profissionais, taxas.R$ 3.500,00
Mobiliário para a área administrativa e recepçãoR$ 5.500,00
EquipamentosR$ 41.000,00
Capital de giroR$ 10.000,00
Investimento totalR$ 60.000,00

Vale lembrar, que os valores acima são estimativas, que variam de acordo com a região e os tipos de equipamentos.

Antes de montar sua empresa, é fundamental que o empreendedor elabore um Plano de Negócios onde os valores necessários à estruturação da empresa podem ser mais detalhados, em função dos objetivos estabelecidos de retorno e alcance de mercado. O capital de giro necessário para os primeiros meses de funcionamento do negócio também deve ser considerado neste planejamento.

Nessa etapa, é indicado que o empreendedor procure o Sebrae para consultoria adequada ao seu negócio, levando em conta suas particularidades. O empreendedor também poderá basear-se nas orientações propostas por metodologias de modelagem de negócios, em que é possível analisar o mercado no qual estará inserido, mapeando os segmentos de clientes, os atores com quem se relacionará, as atividades-chave, as parcerias necessárias, sua estrutura de custos e fontes de receita. 

 

Capital de giro é o montante de recursos financeiros que a empresa precisa manter para garantir fluidez dos ciclos de caixa. O capital de giro funciona com uma quantia imobilizada no caixa (inclusive em bancos) da empresa para suportar as oscilações de caixa, garantindo o funcionamento da sua oficina de motocicletas, independentemente dos valores não recebidos.

Quanto maior o prazo concedido aos clientes para pagamento e quanto maior o prazo de estocagem, maior será sua necessidade de capital de giro. Portanto, manter estoques mínimos regulados e saber o limite de prazo a conceder ao cliente pode melhorar muito a necessidade de imobilização de dinheiro em caixa. Prazos médios recebidos de fornecedores também devem ser considerados nesse cálculo: quanto maiores os prazos, menor será a necessidade de capital de giro.

O empreendedor deverá ter um controle orçamentário rígido, de forma a não consumir recursos sem previsão, inclusive valores além do pró-labore. No início, todo o recurso que entrar na empresa, nela deverá permanecer, possibilitando o crescimento e a expansão do negócio. O ideal é reservar recursos próprios (se houver) para capital de giro e deixar financiamentos para máquinas e equipamentos. Mas, se ainda assim for necessário contrair empréstimos, o empreendedor deve procurar alternativas que ofereçam prazos mais longos, taxas menores, e, se preferencialmente, período de carência.

No caso de uma oficina de motocicletas, é aconselhável que o empresário reserve em torno de 20 a 30% do total do investimento inicial para o capital de giro. Esse montante de recursos financeiros precisa ser controlado  permanentemente, pois tem a função de minimizar o impacto das mudanças no ambiente de negócios.

O capital de giro é regulado pelos prazos estipulados pela empresa, a saber: prazos médios recebidos de fornecedores (PMF); prazos médios de estocagem (PME); e prazos médios concedidos a clientes (PMC). Um fluxo de caixa com previsão de saldos futuros deve ser implantado na empresa para a gestão competente do capital de giro. Só assim as variações nas vendas e nos prazos estipulados no mercado poderão ser geridas com precisão.

Procure o Sebrae mais próximo para orientação sobre capital de giro.

 

Os custos dentro de um negócio são empregados tanto na elaboração dos produtos ou serviços quanto na manutenção do pleno funcionamento da empresa. Entre essas despesas estão o que chamamos de custos fixos e variáveis.

Os custos variáveis são aqueles que variam diretamente com a quantidade produzida ou vendida, na mesma proporção.  Tais como:

  • Peças e outros insumos na prestação dos serviços;
  • Energia elétrica diretamente relacionada a prestação dos serviços;
  • Serviços de terceiros;
  • Impostos sobre faturamento.

Os custos fixos são os gastos que permanecem constantes, independentes de aumentos ou diminuições na quantidade de serviços prestados. Os custos fixos fazem parte da estrutura do negócio.

Veja alguns exemplos de custos fixos mensais de um oficina de motocicletas que esteja em suas atividades iniciais:

Salários e encargosR$ 7.000,00
Aluguel, segurançaR$ 2.500,00
Água, luz, telefone e acesso à internetR$    800,00
Produtos para higiene e limpezaR$    100,00
Assessoria contábilR$    900,00
Propaganda e publicidade da empresaR$    300,00
TotalR$ 11.200,00

É aconselhável que o empreendedor mantenha relatórios gerenciais em que possa fazer comparativos mês a mês. Fazendo o levantamento destas informações poderá decidir precisamente onde deverá trabalhar para diminuir seus gastos.

 

Diversificar os serviços que oferecidos na oficina de motocicletas é uma estratégia que agrega valor e aumenta a rentabilidade do negócio. Abaixo algumas possibilidades para agregar valor à oficina de motocicletas:

  • Ofertar Planos de Manutenção e Emergências, em que o cliente paga por mês e tem manutenções periódicas e serviços de emergência;
  • Oferecer serviços “delivery”, com uma moto ou um pequeno veículo utilitário, principalmente para atender grandes empresas que têm frotas de motocicletas;
  • Oferecer serviços de resgate de motocicletas avariadas;
  • Oferecer Programas de fidelização em que o cliente recebe um bônus toda vez que retorna à oficina para um novo serviço;
  • Investir na aquisição de ferramentas ou equipamentos para serviços de maior valor agregado ou que possam gerar receitas adicionais para a oficina, tal como máquinas computadorizadas de alinhamento e desempeno de rodas, lava a jato, entre outras;
  • Ofertar serviços de atendimento programado para dia/hora pré-determinados. Um funcionário da oficina poderá ir até o local indicado pelo cliente para retirar/devolver a motocicleta.
Decoração de Oficina de Motocicletas

Outra questão a ser considerada na agregação de valor é a ambientação. Aquela imagem de oficina como um lugar sujo e desorganizado está sendo desconstruída. É cada vez mais comum que os empreendedores desse negócio invistam em um ambiente agradável e diferenciado como forma de aumentar a competitividade e estar à frente dos concorrentes. Por isso, é válido incluir uma decoração para a oficina de motocicletas, criando um layout que se seja convidativo para os fanáticos por moto e gere credibilidade ao negócio.

É necessário que o empreendedor avalie com atenção cada possibilidade e sua viabilidade de implementação no negócio.

 

A propaganda é um importante instrumento para tornar a empresa e seus serviços conhecidos pelos clientes potenciais. O objetivo da propaganda é construir uma imagem positiva frente aos clientes e tornar conhecidos os serviços oferecidos pela empresa.

O negócio de oficina de motocicleta pertence a um segmento em que a divulgação “boca a boca” tem um papel significativo. Nesse sentido, é importante atentar para os seguintes itens, que valorizam o atendimento prestado pela oficina: limpeza; comodidade e conforto para os clientes; preço; inovação; identificação com o público-alvo, percebida na decoração e na ambientação da oficina; confiança e credibilidade.

A sinalização externa da oficina, com o uso de letreiro, placas e banners também deve receber atenção especial. Sempre consultando a legislação municipal específica.

Estratégias de divulgação dirigidas às mídias sociais mostram-se eficazes e são de baixo custo. Por meio delas, o empreendedor poderá compartilhar conteúdos relacionados ao segmento de motocicletas ao mesmo tempo em que apresenta seus serviços. Além disso, manter um site institucional bem construído, com fotos das instalações e informações sobre a empresa, depoimentos de clientes e artigos associados ao setor constitui uma ferramenta de fortalecimento do relacionamento com o cliente.

Algumas ações podem ser desenvolvidas buscando a divulgação da oficina ou de algum serviço específico:

  • Realizar seminários ou minicursos para compartilhar conhecimentos sobre motocicletas ou ensinar alguma habilidade específica. Ao final, depois de agradecer, o empreendedor poderá oferecer um cupom para um serviço futuro;
  • Oferecer descontos ou vantagens em empresas que contratam motoboys, cooperativas ou grupos de motociclistas;
  • Fazer parcerias de divulgação em empresas de serviços complementares, tais como revenda de acessórios para motocicletas, empresas de personalização e pinturas, empresas de treinamentos e cursos.

A estratégia ideal de divulgação será aquela que tem linguagem adequada ao público-alvo da oficina, tem maior penetração e credibilidade junto ao cliente e se encaixa ao orçamento do empresário.

 

As informações fiscais e tributárias serão diferenciadas em decorrência da opção do regime tributário escolhido pelo empreendedor.

Não optante do SIMPLES Nacional

O segmento de Oficina de Motocicletas, assim entendido pelo CNAE/IBGE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) 4543-9/00 como atividade de manutenção e reparação de motocicletas e motonetas, poderá optar pelo SIMPLES Nacional – Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas ME (Microempresas) e EPP (Empresas de Pequeno Porte), instituído pela Lei 123/2006, desde que a receita bruta anual de sua atividade não ultrapasse a R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais) para micro empresa e R$ 4.800.000,00 (quatro milhões e oitocentos mil reais) para empresa de pequeno porte e respeitando os demais requisitos previstos na Lei.

Nesse regime, o empreendedor poderá recolher os seguintes tributos e contribuições, por meio de apenas um documento fiscal – o DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional), que é gerado no Portal do SIMPLES Nacional:

  • IRPJ (imposto de renda da pessoa jurídica);
  • CSLL (contribuição social sobre o lucro);
  • PIS (programa de integração social);
  • COFINS (contribuição para o financiamento da seguridade social);
  • ISS (imposto sobre prestação de serviços)
  • INSS (contribuição para a Seguridade Social relativa à parte patronal).

Conforme a Lei Complementar nº 123/2006 e alterações, este ramo de atividade é tributado pelo anexo III do SIMPLES Nacional e as alíquotas variam de 6% a 33%, dependendo da receita bruta auferida pelo negócio. 

Empresa NÃO optante do SIMPLES Nacional

Alguns empreendedores podem não optar pelo Simples Nacional, ou o tipo de atividade não é permitido, veja o Anexo VI da Resolução CGSN Nº 140/2018. (ART. 8º, § 1º). Para estes casos há os regimes de tributação abaixo:

A) Lucro Presumido: É a apuração do tributo sobre o lucro que se presume através da receita bruta de vendas de mercadorias e/ou prestação de serviços. Trata-se de uma forma de tributação simplificada utilizada para determinar a base de cálculo dos tributos sobre o lucro das pessoas jurídicas que não estiverem obrigadas à apuração pelo Lucro Real. Nesse regime, a apuração dos tributos é feita trimestralmente. A base de cálculo para determinação do valor presumido varia de acordo com a atividade da empresa. Sobre o resultado da equação: Receita Bruta x 32%, aplica-se as alíquotas de:

  • IRPJ – 15%. Poderá haver um adicional de 10% para a parcela do lucro que exceder o valor de R$ 20 mil, no mês, ou R$ 60 mil, no trimestre, uma vez que o imposto é apurado trimestralmente;
  • CSLL – 9%. Não há adicional de imposto.

Ainda incidem sobre a receita bruta os seguintes tributos, que são apurados mensalmente:

  • PIS – 0,65% – sobre a receita bruta total;
  • COFINS – 3% – sobre a receita bruta total.

B) Lucro Real: É o cálculo do tributo sobre o lucro líquido e a empresa realmente obteve no período de apuração, ajustado pelas adições, exclusões ou compensações estabelecidas em nossa legislação tributária. Este sistema é o mais complexo, mas poderá ser mais vantajoso em comparação com lucro presumido e por isso, deverá ser bem avaliado por um contador. As alíquotas para este tipo de tributação são:

  • IRPJ – 15% sobre a base de cálculo (lucro líquido). Haverá um adicional de 10% para a parcela do lucro que exceder o valor de R$ 20 mil, multiplicado pelo número de meses do período. O imposto poderá ser determinado trimestralmente ou anualmente;
  • CSLL – 9%, determinada nas mesmas condições do IRPJ;

Ainda incidem sobre a receita bruta os seguintes tributos, que são apurados mensalmente:

  • PIS – 1,65% – sobre a receita bruta total, compensável;
  • COFINS – 7,65% – sobre a receita bruta total, compensável.

Incidem também sobre a receita bruta o imposto municipal:

  • ISS – Calculado sobre a receita de prestação de serviços, varia conforme o município onda a empresa estiver sediada, entre 2 e 5%.

Além dos impostos citados acima, sobre a folha de pagamento incidem as contribuições previdenciárias e encargos sociais (tanto para o lucro real quanto para o lucro presumido):

  • INSS – Valor devido pela Empresa – 20% sobre a folha de pagamento de salários, pró-labore e autônomos;
  • INSS – Autônomos – A empresa deverá descontar na fonte e recolher entre 11% da remuneração paga ou creditada a qualquer título no decorrer do mês a autônomos, observado o limite máximo do salário de contribuição (o recolhimento do INSS será feito através da Guia de Previdência Social –
  • GPS).
  • RAT – Risco de Ambiente do Trabalho – de 1% a 3% sobre a folha de pagamento de salários dependendo do grau de risco da atividade econômica, recolhida junto com a guia de INSS.
  • INSS Terceiros – Contribuições Sociais recolhidas junto com a guia de INSS, calculada sobre a folha de pagamento com alíquota entre 0,8% a 7,7% dependendo da atividade econômica, destinadas aos serviços sociais e de formação profissional tais como: SESI, SESC, SENAI, SEBRAE, Incra, dentre outros.
  • FGTS – Fundo de Garantia por tempo de serviço, incide sobre o valor da folha de salários a alíquota de 8%.

Microempreendedor Individual (MEI)

Se a receita bruta anual não ultrapassar R$ 81.000 (oitenta e um mil reais), o empreendedor poderá optar pelo registro como Microempreendedor Individual (MEI), visto que essa atividade se encontra entre aquelas permitidas – MECÂNICO(A) DE MOTOCICLETAS E MOTONETAS INDEPENDENTE 4543-9/00 – MANUTENÇÃO E REPARAÇÃO DE MOTOCICLETAS E MOTONETAS, desde que o empreendedor não seja sócio de outra empresa e tenha até 1 (um) funcionário. Para se enquadrar como MEI, sua atividade deve constar na tabela do Anexo XI da Resolução CGSN 140/2018. Neste caso, o recolhimento dos tributos e contribuições serão efetuados em valores fixos mensais conforme abaixo:

I) Sem empregado

  • 5% do salário mínimo vigente – a título de contribuição previdenciária
  • R$ 1,00 de ICMS – Imposto Sobre Circulação de Mercadorias (para empresas de comércio e indústrias)
  • R$ 5,00 de ISS (para empresas de prestação de serviços)

II) Com um empregado (o MEI poderá ter um empregado, desde que o salário mínimo ou piso da categoria). O empreendedor recolherá, além dos valores acima, os seguintes percentuais:

  • Retém do empregado 8% de INSS sobre a remuneração;
  • Desembolsa 3% de INSS patronal sobre a remuneração do empregado.

Ao ultrapassar o limite de faturamento, o MEI migrará para microempresa, tendo duas hipóteses:

1º) Se o faturamento for maior que R$ 81.000 no ano, porém não ultrapassar o limite de 20%, que corresponde a R$ 97.200, o MEI deverá recolher o DAS na condição de MEI até o mês de dezembro e recolher um DAS complementar, referente ao excesso de faturamento. A partir do mês de janeiro subsequente passa a recolher o imposto Simples Nacional como microempresa, com percentuais de acordo com a atividade exercida. 

2º) Se o faturamento foi superior a R$ 97.200 e inferior a R$ 4,8 milhões, O MEI passará a condição de microempresa (faturamento até R$ 360 mil) ou empresa de pequeno porte (faturamento entre R$360 mil e R$ 4,8 milhões), retroativo ao mês de janeiro ou ao mês da inscrição (formalização), caso o excesso da receita bruta tenha ocorrido durante o próprio ano-calendário da formalização. Passa, então, a recolher tributos devidos na forma do Simples Nacional, com percentuais de acordo com a atividade exercida.

Nas duas hipóteses acima, deverá solicitar obrigatoriamente o desequadramento como MEI no portal do Simples Nacional.

Fundamentos legais: Lei 123/2006, Lei 147/2014 e Resolução CGSN 140/2018, 

Importante! Consulte sempre um contador, para que ele o oriente sobre o enquadramento jurídico e o regime de tributação mais adequado ao seu caso.

 

A atualização é uma atividade que o empreendedor deve buscar constantemente, pois novas informações surgem a cada momento. Cursos, congressos, feiras e eventos de negócios em geral são oportunidades para atualizar-se sobre os cenários e tendências de mercado do setor, realizar e fechar parcerias, além de obter informações para formular suas estratégias com foco na melhoria da competitividade. A seguir algumas sugestões de eventos referentes a este setor:

Automec – Feira Internacional de Autopeças, Equipamentos e Serviços

Salão Duas Rodas – Feira Internacional de Motocicletas, Bicicletas, Peças, Equipamentos e Acessórios

Autopar – Feira de Fornecedores da Indústria Automotiva

Salão Moto Brasil

Reparasul – Feira de Autopeças e reparação automotiva

 

Instituições organizadas podem fornecer informações importantes sobre o negócio em estudo. Normalmente, elas fazem pesquisas e disponibilizam dados de mercado que podem contribuir para desenvolver a ideia de negócio.

Anfamoto – Associação Nacional dos Fabricantes e Atacadistas de Motopeças

Abraciclo – Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares

Em âmbito estadual e municipal, o empreendedor pode buscar pelas associações locais de classe; os sindicatos estaduais/distritais; a Câmara de Dirigentes Lojistas; universidades e entidades de desenvolvimento regional que sistematizam dados sobre o estado ou município.

 

Norma técnica é um documento, estabelecido por consenso e aprovado por um organismo reconhecido que fornece para um uso comum e repetitivo regras, diretrizes ou características para atividades ou seus resultados, visando a obtenção de um grau ótimo de ordenação em um dado contexto. (ABNT NBR ISO/IEC Guia 2).

Participam da elaboração de uma norma técnica sociedade, em geral, representada por: fabricantes, consumidores e organismos neutros (governo, instituto de pesquisa, universidade e pessoa física).

Toda norma técnica é publicada exclusivamente pela ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, por ser o foro único de normalização do País.

1. Normas específicas para uma Oficina de motocicleta:

ABNT NBR 14902:2002 – Veículos de duas rodas – Motocicletas – Termos técnicos.

ABNT NBR 14180-1:2017  – Inspeção de segurança veicular – Motocicletas e assemelhados – Parte 1: Diretrizes básicas.

ABNT NBR 14180-2:2017 – Inspeção de segurança veicular – Motocicletas e assemelhados – Parte 2: Identificação.

ABNT NBR 14180-3:2017  – Inspeção de segurança veicular – Motocicletas e assemelhados – Parte 3: Equipamentos obrigatórios e proibidos.

ABNT NBR 14180-4:2017 – Inspeção de segurança veicular – Motocicletas e assemelhados – Parte 4: Sinalização.

ABNT NBR 14180-5:2017  – Inspeção de segurança veicular – Motocicletas e assemelhados – Parte 5: Iluminação.

ABNT NBR 14180-6:2017 – Inspeção de segurança veicular – Motocicletas e assemelhados – Parte 6: Freios.

ABNT NBR 14180-7:2017  – Inspeção de segurança veicular – Motocicletas e assemelhados – Parte 7: Direção.

ABNT NBR 14180-8:2017 – Inspeção de segurança veicular – Motocicletas e assemelhados – Parte 8: Eixos e suspensão.

ABNT NBR 14180-9:2017 – Inspeção de segurança veicular – Motocicletas e assemelhados – Parte 9: Pneus e rodas.

ABNT NBR 14180-10:2017 – Inspeção de segurança veicular – Motocicletas e assemelhados – Parte 10: Sistemas e componentes complementares.

ABNT NBR 14180-11:2017 – Inspeção de segurança veicular – Motocicletas e assemelhados- Parte 11: Estação de inspeção de segurança veicular.

ABNT NBR 14180-1:2017 – Inspeção de segurança veicular – Motocicletas e assemelhados – Parte 12: Habilitação de inspetores de segurança veicular.

2. Normas aplicáveis em uma Oficina de Motocicleta:

ABNT NBR 1584/2010 – Atendimento ao cliente – Qualidade de serviço para pequeno comércio – Requisitos gerais

ABNT NBR ISO/CIE 8995-1:2013  – Iluminação de ambientes de trabalho – Parte 1: Interior

 

ABS: (Sigla, em inglês, de Sistema Antibloqueio de Frenagem) – Um sistema geralmente controlado eletronicamente, que detecta o travamento das rodas durante a frenagem incipiente e alivia a pressão hidráulica na roda que está prestes a derrapar.

Aftermarket: Componentes adequados para a motocicleta, mas não produzidos pelo fabricante da motocicleta.

Ângulo de Cáster em Motocicletas: Por definição, o cáster é o ângulo formado entre o eixo de rotação da coluna de direção e a vertical. Os valores de cáster podem variar em uma faixa de 20 a 30 graus. Em algumas fichas técnicas os valores do ângulo de cáster podem ser apresentados como o ângulo formado com a linha horizontal, variando na faixa de 70 a 60 graus, ou seja, o complemento de 90 graus em relação ao ângulo formado com a vertical.

ATF: Fluido da transmissão automática. Frequentemente utilizados em garfos dianteiros.

Banheira: Carroçaria assemelhando-se a forma de uma banheira, utilizado principalmente em motos Triumph.

EFI (Electronic Fuel Ignition): Um meio de medição de combustível em um motor de combustão interna. EFI substitui o carburador como um dispositivo de medição de combustível.

Mata-Cachorro: Acessório que protege as pernas do motociclista.

Tecnologias limpas: Fazem uso contínuo de uma estrutura ambiental integrada, preventiva e aplicada, cujo objetivo é o aumento da ecoeficiência e a redução de riscos para o meio ambiente e os seres humanos.

Tire Diâmetros: Diâmetro total do pneu real. Embora o tamanho do pneu possa ser (ou seja, mesmo 120/70), os diâmetros variam muito de um fabricante para outro.

Turbo: Motos equipados com turbina para encher os cilindros com pressão superior à atmosférica.

Twin Cam: Motor equipado com duplo comando de válvula.

Wheel Base: Distância do centro do eixo da frente para trás do eixo central.

 

Qualquer atividade da vida pessoal ou social será mais bem executada quando melhor planejada. Assim, também em qualquer negócio, o tempo que se gasta antes de começar é dinheiro que se deixa de perder: os problemas, prováveis ou meramente possíveis, já foram pensados e as soluções encontradas antes que esses problemas virem perdas.

Deve-se investir na qualidade global de atendimento ao cliente, ou seja, na qualidade do serviço, com ambiente agradável; profissionais atenciosos, respeitosos e interessados pelo cliente. Além disso, a oficina deve proporcionar comodidades adicionais em relação a estacionamento; ter facilidade de agendamento de horário e cumprir rigorosamente horários ou prazos. Implante uma pesquisa de pós-venda, na qual uma recepcionista liga para o cliente e faz uma pesquisa de satisfação com o serviço desenvolvido.

O empreendedor deve estar sintonizado com a evolução do setor, pois esse é um negócio que requer inovação e adaptação constantes face às novas tendências que surgem constantemente. Em muitos bairros e cidades brasileiras é possível encontrar oficinas de motocicletas já estabelecidas, o que obriga o novo empreendedor a buscar nichos de mercado ainda não explorados, assim como a formatar o seu negócio e oferecer serviços que o diferenciem da concorrência.

Fazer parcerias e se cadastrar como prestador de serviço de seguradoras são possibilidades de ampliar a forma de atuação e captar clientes. É sempre adequado pensar em se diferenciar dos concorrentes. Serviços como, por exemplo, buscar e levar a motocicleta dos clientes; manter um cadastro com os últimos serviços realizados; ter o ambiente limpo e organizado são diferenciais relevantes neste ramo.

Procure um sindicato e/ou associação para fortalecer o seu padrão de atendimento. Além disso, as associações de classe têm mais acesso para conseguir informações técnicas.

 

As pessoas de sucesso apresentam comportamentos comuns que foram destacadas num recente estudo realizado pela ONU. Algumas dessas características já nascem com os empreendedores e outras podem ser desenvolvidas por meio de aprendizado e da prática. Todas elas têm seu grau de importância, mas algumas se destacam como primordiais na essência deste negócio específico. São elas:

• Busca de oportunidades – o empreendedor deve estar atento às tendências de tecnologia em peças para motos, acompanhar os movimentos desse mercado, identificar as novidades e adaptar sua oferta e forma de atuação.

• Busca de informações – conhecer muito bem o ramo que escolheu. Preferencialmente, o empreendedor deve ter trabalhado neste ramo. Caso não seja possível, faça muitas pesquisas e visitas aos concorrentes. Não economize neste quesito, pois mais tarde você será recompensado.

• Estabelecimento de metas – O empreendedor com visão de futuro estabelece desafios a serem cumpridos e determina um ponto de chegada com prazo definido.

• Planejamento e monitoramento – Organiza as atividades de maneira objetiva, com prazos de execução definidos, estabelecendo métricas que permitam o monitoramento dos resultados.

• Comprometimento – essa característica está diretamente relacionada ao sacrifício pessoal. O empreendedor comprometido vai além dos seus interesses e coloca a empresa em primeiro lugar.

• Qualidade e eficiência – Exige que os recursos disponíveis sejam usados da melhor forma possível, de modo que alcance os melhores resultados com o emprego do menor volume possível de insumos.

• Riscos calculados – O empreendedor deve ainda ter bem desenvolvida a capacidade de assumir “riscos calculados”. Isso quer dizer; não ter medo de desafios, arriscar conscientemente. Calcular detalhadamente cada passo em direção à formatação da empresa.

• Persistência – Essa característica não permite que o empreendedor desista diante de obstáculos, demanda que reavalie e insista ou mude seus planos para alcançar os objetivos. O empreendedor também se esforça além da média para fazer dar certo.

• Independência e autoconfiança – Não importa o tamanho dos problemas que enfrentará no andamento do processo de empreender. O empreendedor encontra dentro de si motivos para sempre seguir em frente, pois agindo assim sua equipe nunca esmorecerá e o sucesso virá com certeza.

• Persuasão e rede de contatos – Usa estratégias de convencimento de pessoas, levando-as a fazerem aquilo que considera importante para o seu negócio. Relaciona-se com pessoas que podem dar alguma contribuição positiva para o alcance dos seus objetivos e segundo seus interesses.

 

ABRACICLO. Anuário da Indústria Brasileira de Duas Rodas. 2019. Disponível em: http://www.abraciclo.com.br/anuario-de-2019 Acesso em Outubro de 2019.

BARBOSA, Mônica de Barros; LIMA, Carlos Eduardo de. A Cartilha do Ponto Comercial: como escolher o lugar certo para o sucesso do seu negócio. São Paulo: Clio Editora, 2004.

DAUD Miguel; RABELLO, Walter. Marketing de Varejo: Como incrementar resultados com a prestação de Serviços. São Paulo: Artmed Editora, 2006.

Lr, Lynn S.; Mosher, George. Manual Completo da Moto: Mecânica e Manutenção. São Paulo: Hemus, 2004.

BARIC, Sergio Alejandro. Manual de Mecânica de Motos. São Paulo: LSR, 2004.

 

O empreendedor pode buscar junto às agências de fomento linhas de crédito que possam ser utilizadas para ajudá-lo no início do negócio. Algumas instituições financeiras também possuem linhas de crédito voltadas para o pequeno negócio e que são lastreadas pelo Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe), em que o Sebrae pode ser avalista complementar de financiamentos para pequenos negócios, desde que atendidas alguns requisitos preliminares. Maiores informações podem ser obtidas na página do Sebrae. 

 

Ao empreendedor não basta vocação e força de vontade para que o negócio seja um sucesso. Independentemente do segmento ou tamanho da empresa, necessário que haja um controle financeiro adequado que permita a mitigação de riscos de insolvência em razão do descasamento contínuo de entradas e saídas de recursos. Abaixo, estão listadas algumas sugestões que auxiliarão na gestão financeira do negócio:

Fluxo De Caixa

O controle ideal sobre as despesas da empresa é realizado pelo acompanhamento contínuo da entrada e da saída de dinheiro através do fluxo de caixa. Esse controle permite ao empreendedor visão ampla da situação financeira do negócio, facilitando a contabilização dos ganhos e gestão da movimentação financeira. A medida que a empresa for crescendo dificultando o controle manual do fluxo de caixa, tornando difícil o acompanhamento de todas as movimentações financeiras, o empreendedor poderá investir na aquisição de softwares de gerenciamento.

Capital de Giro

Sempre será muito útil que se tenha certo o montante de recursos financeiros reservado para o negócio possa fluir sem sobressaltos, especialmente no início do projeto. O período entre a prestação de serviço e o recebimento, pode ser longo e a necessidade de recursos será suprida pelo capital de giro. No entanto, ter esse recurso disponível não é suficiente porquanto ser premissa sua boa gestão, ou seja, somente deverá ser utilizado para honrar compromissos imediatos ou lidar com problemas de última hora.

Princípio da Entidade

O patrimônio da empresa não se mistura com o de seu proprietário. Portanto, jamais se deve confundir a conta pessoal com a conta empresarial, isso seria uma falha de gestão gravíssima que pode levar o negócio à bancarrota. Ao não separar as duas contas, a lucratividade do negócio tende a não ser atingida, sendo ainda mais difícil reinvestir os recursos, gerados pela própria operação. É o caminho certo para o fracasso empresarial.

Despesas

O empreendedor deverá estar sempre atento as despesas de rotina como água, luz, material de escritório, internet, produtos de limpeza e manutenção de equipamentos. Embora pequenas, seu controle é essencial para que não reduzam a lucratividade do negócio.

Reservas/Provisões

Esse recurso funcionará como u fundo reserva, o qual será composto por um percentual do lucro mensal – sempre que for auferido. Para o fundo reserva em questão, poderá ser estabelecido um limite máximo. Quando atingido não haverá necessidade de novas alocações de recursos, voltando a fazê-las apenas no caso de recomposição de da reserva utilizada. Esse recurso provisionado poderá ser usado para cobrir eventuais desembolsos que ocorram ao longo do ano. Para as oficinas de motocicletas, deve-se estabelecer um fundo reservas para troca ou modernização de equipamentos.

 

O empreendedor pode aproveitar as ferramentas de gestão e conhecimento criadas para ajudar a impulsionar o seu negócio. Para consultar a programação disponível em seu estado, entre em contato pelo telefone 0800 570 0800.

Confira as principais opções de orientação empresarial e capacitações oferecidas pelo Sebrae:

Cursos online e gratuitos 

Para desenvolver o comportamento empreendedor

Empretec – Metodologia da Organização das Nações Unidas (ONU) que proporciona o amadurecimento de características empreendedoras, aumentando a competitividade e as chances de permanência no mercado:

Para quem quer começar o próprio negócio

As soluções abaixo são úteis para quem quer iniciar um negócio. Pessoas que não possuem negócio próprio, mas que querem estruturar uma empresa. Ou pessoas que tem experiência em trabalhar por conta própria e querem se formalizar

Plano de Negócios – O plano irá orientá-lo na busca de informações detalhadas sobre o ramo, os produtos e os serviços a serem oferecidos, além de clientes, concorrentes, fornecedores e pontos fortes e fracos, construindo a viabilidade da ideia e na gestão da empresa

Para quem quer inovar

Ferramenta Canvas online e gratuita – A metodologia Canvas ajuda o empreendedor a identificar como pode se diferenciar e inovar no mercado

Sebraetec – O Programa Sebraetec oferece serviços especializados e customizados para implantar soluções em sete áreas de inovação.

ALI – O Programa Agentes Locais de Inovação (ALI) é um acordo de cooperação técnica com o CNPq, com o objetivo de promover a prática continuada de ações de inovação nas empresas de pequeno porte.

 

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