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Como montar uma loja de produtos religiosos (Candomblé)

Como montar uma loja de produtos religiosos (Candomblé)

Confira uma ideia de negócio completa sobre Como montar uma loja de produtos religiosos (Candomblé). Abaixo dividimos o conteúdo em tópicos como mercado, custos, pessoas, investimentos, divulgação, exigências legais e mais dicas.

Os navios negreiros que aqui chegaram entre os séculos XVI e XIX trouxeram não somente africanos para trabalhar como escravos no Brasil, mas também a semente de uma nova religião que aqui se desenvolveu e marcou a cultura e tradições deste novo país: O Candomblé.

Considerada feitiçaria pelos colonizadores e senhores de escravo, ela se transformou, pouco mais de um século depois da abolição da escravatura, numa das religiões mais populares do país. Embora os números oficiais de praticantes do Candomblé e demais religiões Afro-brasileiras no país sejam controversos, o aumento da população e da liberdade de expressão religiosa observada nos últimos anos, permite acreditar que o total de seguidores do Candomblé no Brasil tenha crescido desde a divulgação do Censo 2000 do IBGE.

Há tempos, as lojas de artigos para Candomblé são estabelecimentos comerciais comuns em grandes cidades brasileiras. Por outro lado, em muitas outras cidades do país não existem lojas especializadas neste segmento. Para quem acredita na força do louvor aos Orixás, esta pode ser a oportunidade de empreender e gerenciar seu próprio negócio num mercado que tem muita energia.

Apontar de forma clara a opção religiosa dos brasileiros é um dos objetivos do Censo 2010, realizado pelo IBGE, e ainda em fase de análise dos dados e divulgação.

Atualmente, as informações oficiais disponíveis sobre o percentual de participação de cada religião na população brasileira, incluindo os adeptos do Candomblé e demais religiões afro-brasileiras são aquelas divulgadas com base no Censo anterior, realizado no ano 2000. Nesta pesquisa, foi observado que o Candomblé e a Umbanda haviam perdido adeptos nos anos anteriores. Segundo as declarações obtidas, estas duas denominações religiosas possuíam 571,3 mil praticantes, o que corresponderia a 0,3% da população brasileira naquele ano. Isto representaria um declínio de 11, 9% no número de adeptos, em relação ao levantamento feito em 1991, que apontava um percentual de 0,4% da população que praticavam estas religiões. De qualquer forma, enquanto os resultados do Censo 2010 não são oficialmente apresentados, os dados estatísticos disponíveis, são bastante questionados. Basta reparar nas freqüentemente imagens com multidões que lotam as praias na passagem de ano, para homenagear Iemanjá, a orixá (deusa) dos mares e oceanos.

O pesquisador do CNPq e Professor do Curso de Pós-Graduação em Sociologia da USP Reginaldo Prandi, explica que, o declínio constatado pelos últimos resultados censitários divulgados, pode apontar não apenas a diminuição dos adeptos desta ou daquela denominação religiosa, mas a importância e o papel do sincretismo no campo religioso, principalmente no católico, que continua sendo ainda a religião declarada pela maioria do povo brasileiro. Essa declaração católica ao Censo, segundo Reginaldo Prandi, corresponde a uma única opção que o Censo 2000 oferecia.

Na planilha do IBGE não havia a possibilidade de se declarar membro de mais de uma religião. A partir disso, diz Prandi: “como apenas uma das religiões é registrada, muitos adeptos dos cultos afro-brasileiros se declaram católicos por circunstâncias históricas”.

De seu lado, a Federação Nacional de Tradição e Cultura Afro-Brasileira (Fenatrab) desafia ostensivamente as cifras oficiais e garante haver 70 milhões de brasileiros, direta ou indiretamente, ligados aos terreiros seja como praticantes assíduos sejam como clientes, que ocasionalmente pedem uma bênção ou um serviço ao mundo sobrenatural.

Você pode achar um exagero, e talvez seja mesmo, mas terreiro é o que não falta no Brasil. Em 1980, num convênio da Prefeitura de Salvador com a Fundação Pró-Memória, o antropólogo Ordep Serra, da Universidade Federal da Bahia, concluiu um mapeamento dos terreiros existentes na região metropolitana de Salvador. Eram 1.200. Hoje são muitos mais, assegura Serra. “

 

O público consumidor das lojas de artigos voltados para o Candomblé é bastante heterogêneo. Isso faz com que a escolha do local de instalação de uma loja neste ramo seja feita com atenção.

Especialistas afirmam que uma decisão desta natureza se dá em duas esferas principais: Identificação do território (região) e localização (endereço), considerando-se ainda algumas variáveis como: a demanda (potencial), a oferta (concorrência) e os custos (aluguel, reforma do imóvel, manutenção, etc).

Segundo a ABF – Associação Brasileira de Franchising -, a definição da melhor localização “ponto” é um pouco mais complexa do que aparenta, pois envolve variáveis antagônicas, como fluxo de pessoas e custos. O melhor ponto não é necessariamente aquele que proporcionará o maior faturamento, e sim aquele que trará o melhor resultado. Para tanto, deve-se conhecer profundamente as particularidades do negócio, principalmente, aquelas envolvendo receitas e custos.

A seguir, são apresentados alguns aspectos que devem ser avaliados num processo de seleção do local de instalação da sua loja de artigos para adeptos do Candomblé:

– Fatores de demanda: Identificar o local que freqüenta, onde mora e onde os praticantes do Candomblé costumam realizar suas compras de artigos religiosos, não é uma tarefa fácil. Na ausência de dados estatísticos, podemos verificar por meio de observações que tradicionalmente as lojas de artigos religiosos dedicadas aos cultos afro-brasileiros estão, em geral, localizadas próximas aos terreiros e centros populares de comércio. Por esta razão, é necessário que o empreendedor antes de se decidir pela região de instalação de sua loja faça uma pesquisa de mercado, a fim de identificar o potencial de consumo para estes produtos no local de interesse.

– Fatores de oferta: adicionado ao conhecimento do potencial da região verificado na etapa anterior, é preciso mensurar a influência da concorrência na região (se houver). Itens como satisfação com o atendimento; quem são os concorrentes, como eles atuam, que espaço de mercado está disponível. A concorrência na região não é, obrigatoriamente, um fator negativo; ao contrário, muitas vezes verifica-se que a concentração de lojas de um mesmo segmento pode tornar a região um pólo de compras para o produto em questão.

– Fatores de custos: a análise do melhor ponto deve envolver também as condições de utilização do mesmo, inclusive aquelas que influenciam diretamente nos custos, sejam no investimento inicial (luvas, obras, reformas, comunicação), ou no custo operacional (aluguel, impostos etc.).

Além dos pontos acima citados, outras características devem ser observadas antes da definição pelo local: Visualização; Facilidade de acesso; Área para estacionamento; Legislação local.

– as atividades econômicas da maioria das cidades são regulamentadas pelo Plano Diretor Urbano (PDU). É essa Lei que determina o tipo de atividade que pode funcionar em determinado endereço. A consulta de local junto à Prefeitura é o primeiro passo para avaliar a implantação de sua loja.

 

Para registrar uma empresa, a primeira providência é contratar um contador – profissional legalmente habilitado para elaborar os atos constitutivos da empresa, auxiliá-lo na escolha da forma jurídica mais adequada para o seu projeto e preencher os formulários exigidos pelos órgãos públicos de inscrição de pessoas jurídicas.

O contador pode informar sobre a legislação tributária pertinente ao negócio. Mas, no momento da escolha do prestador de serviço, deve-se dar preferência a profissionais indicados por empresários com negócios semelhantes.

Para legalizar a empresa, é necessário procurar os órgãos responsáveis para as devidas inscrições. As etapas do registro são:

• Registro de empresa nos seguintes órgãos:

• Junta Comercial;

• Secretaria da Receita Federal (CNPJ);

• Secretaria Estadual da Fazenda;

• Prefeitura do Município para obter o alvará de funcionamento;

• Enquadramento na Entidade Sindical Patronal (a empresa ficará obrigada ao recolhimento anual da Contribuição Sindical Patronal);

• Cadastramento junto à Caixa Econômica Federal no sistema “Conectividade Social – INSS/FGTS”;

• Corpo de Bombeiros Militar.

• Visita à prefeitura da cidade em que pretende montar a sua loja de artigos religiosos para Candomblé para fazer a consulta de local e emissão das certidões de Uso do Solo e Número Oficial. Na seqüência deverá atentar ao seguinte:

• Após a liberação do contrato social devidamente registrado na Junta Comercial de seu Estado, do CNPJ e da inscrição estadual, também, deve-se providenciar o registro da empresa na Prefeitura Municipal para requerer o Alvará Municipal de Funcionamento

• Antes de iniciar as vendas o empreendedor deverá obter o alvará de licença sanitária. Para obter essa licença o estabelecimento deve estar adequado às exigências do Código Sanitário (especificações legais sobre as condições físicas).

• O empreendedor deverá atentar que em âmbito federal a fiscalização cabe a Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA -, já em âmbito estadual e municipal fica a cargo da Secretaria Estadual de Saúde e Secretaria Municipal de Saúde, respectivamente.

Código de Defesa do Consumidor (CDC) As empresas que fornecem serviços e produtos no mercado de consumo devem observar as regras de proteção ao consumidor, estabelecidas pelo CDC. O CDC, publicado em 11 de setembro de 1990, regula a relação de consumo em todo o território brasileiro, na busca de equilibrar a relação entre consumidores e fornecedores.

O CDC somente se aplica às operações comerciais em que estiver presente a relação de consumo, isto é, nos casos em que uma pessoa (física ou jurídica) adquire produtos ou serviços como destinatário final. Ou seja, é necessário que em uma negociação estejam presentes o fornecedor e o consumidor, e que o produto ou serviço adquirido satisfaça as necessidades próprias do consumidor, na condição de destinatário final. Portanto, operações não caracterizadas como relação de consumo não estão sob a proteção do CDC, como ocorre, por exemplo, nas compras de mercadorias para serem revendidas pela casa.

Nestas operações, as mercadorias adquiridas se destinam à revenda e não ao consumo da empresa. Tais negociações se regulam pelo Código Civil brasileiro e legislações comerciais específicas. Alguns itens regulados pelo CDC são: forma adequada de oferta e exposição dos produtos destinados à venda, fornecimento de orçamento prévio dos serviços a serem prestadas, cláusulas contratuais consideradas abusivas, responsabilidade dos defeitos ou vícios dos produtos e serviços, os prazos mínimos de garantia, cautelas ao fazer cobranças de dívidas.

 

Uma loja de artigos religiosos para Candomblé deve ter uma área ideal de cerca de 60 m², subdivididos em área de atendimento (com espaço para exposição dos produtos), estoque de mercadorias e escritório.

A fachada e a entrada da loja precisam de atenção especial, pois a elas cabe o papel de transmitir de imediato às características do estabelecimento e despertar o interesse de consumo nos cliente. O ideal é que alem da fachada, o empreendedor explore o interior da loja, de maneira a levar o cliente a ter contato com os produtos comercializados.

Idealmente a decoração da loja deve remeter o cliente ao ambiente do Candomblé. Isso se aplica ao arranjo físico das gôndolas, balcões e disposição dos produtos. A exposição das imagens dos Orixás, iluminação e cores, devem estar orientadas para as tradições da religião.

 

O número de empregados irá variar de acordo com a estrutura do empreendimento e horário de funcionamento da Casa. Em geral uma Loja de artigos para Candomblé exige uma equipe composta de:

– Gerente: pode ser o proprietário. Deve ter conhecimento de gestão e do processo produtivo. Também será o responsável pelas atividades administrativas, financeiras, de controle de estoque e de supervisão das regras de higiene.

– Atendentes / Auxiliares: responsáveis pelo atendimento ao público, tirar dúvidas, demonstrar os produtos e auxiliar na arrumação, exposição dos produtos, etc.

– Caixa: responsável pela manipulação de dinheiro e outros meios de pagamento. Deve ser confiável, rápido e com raciocínio matemático. Muitas vezes, essa função é desempenhada também pelo próprio gerente do estabelecimento.

De acordo com o horário de funcionamento e o comportamento de vendas ao longo do dia, podem ser necessários dois turnos de trabalho e a contratação de mais funcionários. Esta expansão do negócio precisa ser planejada conforme o aumento do faturamento.

 

A operação de uma loja de artigos religiosos para Candomblé não requer muitos equipamentos. Dentre os móveis e equipamentos utilizados destacamos:

– Armários;

– Balcão de atendimento;

– Cadeiras de escritório;

– Caixa registradora;

– Gôndolas

– Impressora fiscal;

– Impressora laser ou matricial;

– Leitoras de cartão de crédito;

– Letreiro; – Manequins;

– Microcomputador;

– Prateleiras diversas;

– Telefone/fax.

– Ventiladores

 

A gestão de estoques no varejo é a procura do constante equilíbrio entre a oferta e a demanda. Este equilíbrio deve ser sistematicamente aferido através de, entre outros, os seguintes três importantes indicadores de desempenho:

Giro dos estoques: o giro dos estoques é um indicador do número de vezes em que o capital investido em estoques é recuperado através das vendas. Usualmente é medido em base anual e tem a característica de representar o que aconteceu no passado.

Obs: Quanto maior for a freqüência de entregas dos fornecedores, logicamente em menores lotes, maior será o índice de giro dos estoques, também chamado de índice de rotação de estoques.

Cobertura dos estoques: o índice de cobertura dos estoques é a indicação do período de tempo que o estoque, em determinado momento, consegue cobrir as vendas futuras, sem que haja suprimento.

Nível de serviço ao cliente: o indicador de nível de serviço ao cliente para o ambiente do varejo de pronta entrega, isto é, aquele segmento de negócio em que o cliente quer receber a mercadoria, ou serviço, imediatamente após a escolha; demonstra o número de oportunidades de venda que podem ter sido perdidas, pelo fato de não existir a mercadoria em estoque ou não se poder executar o serviço com prontidão. Portanto, o estoque dos produtos deve ser mínimo, visando gerar o menor impacto na alocação de capital de giro.

O estoque mínimo deve ser calculado levando-se em conta o número de dias entre o pedido de compra e a entrega dos produtos na sede da empresa. As mercadorias compradas para revenda por uma loja de artigos para Candomblé incluem alguidares, atabaques, essências, sabonetes, cd & dvd, defumador, erva seca, favas e sementes, guias e brajas, imagens, incensos, livros, louça, miçangas, pó para ritual, roupas africanas (exu, pomba gira, rechilie, outas), camisetas, charutos, fumo, taças e copos, velas, dentre outros artigos.

Em relação ao preço de compra dos produtos, o empreendedor deve buscar fornecedores que ofereçam bons preços e condições de entrega e pagamento sem descuidar da qualidade.

É importante realizar uma pesquisa de mercado a fim de montar um mix eficiente de produtos e um cadastro dos fornecedores que melhor atenda às suas necessidades. Dentre eles: atacadistas, distribuidores, supermercados, feiras-livres, casas de produtos regionais do nordeste.

 

Podemos dividir o processo produtivo de uma Loja de artigos religiosos para Candomblé nas seguintes principais atividades:

1. Atendimento aos clientes: É o processo no qual se dá o primeiro contato com o cliente, o entendimento da sua necessidade e a apresentação do produto desejado. Um dos itens de grande importância para o sucesso de uma Loja de artigos religiosos para Candomblé é a seleção do mix de produtos oferecidos. É fundamental para o sucesso do negócio que ele seja bem planejado, considerando-se diversos aspectos tais como: custo, margem de lucro, demanda, prazo de pagamento ao fornecedor, dentre outros fatores.

2. Compra de Mercadorias: A própria rotina do estabelecimento é que fornecerá dados para a estruturação do programa de compras. Embora o sistema de trabalho varie de um estabelecimento para outro, algumas rotinas são comuns a todos eles. Uma boa dica é o empreendedor, diariamente, avaliar a posição de estoque para uma categoria de produtos específica (exemplo: segunda-feira: CD & DVD´s, Terça-feira: Roupas, Quarta-feira: Imagens; e assim por diante) e preparar os pedidos com base nos parâmetros estabelecidos de gestão dos estoques.

3. Serviços Gerais e Administrativos: O horário de funcionamento dependerá do público que se pretende atingir, além da localização do estabelecimento. Geralmente, trabalha-se além do horário de atendimento ao publico, em tarefas como compras de mercadorias, preparo da folha e pagamento aos empregados, visita ao banco, etc.

Atividades Operacionais Antes da abertura ao público:

– verificar os níveis de estoques de mercadorias;

– abastecer a Loja de artigos religiosos para Candomblé com os insumos necessários para seu funcionamento;

– limpar o ambiente e mantê-lo limpo;

– preparar o caixa com troco. Durante o funcionamento manter:

– limpas e arrumadas as mesas;

– fechar as contas com rapidez, receber e emitir as notas fiscais. Fechamento do estabelecimento:

– fechar e conferir o caixa;

– limpar o ambiente;

– lavar todos os pratos, talheres e utensílios e guardá-los;

– recolher o lixo;

– fechar a Loja de artigos religiosos para Candomblé.

 

Atualmente, existem diversos sistemas informatizados (softwares) que podem auxiliar o empreendedor na gestão de uma loja de artigos religiosos para Candomblé, dentre eles citamos:

• Loja Fácil – Easystore;

• Avante – Sistema de Controle de Loja;

• SisGEF – Loja Comercial;

• Sistema Loja;

• REPTecno Loja Plus;

• REPTecno Comercial Plus;

• Sistema LojaFacil Automação Comercial;

• Empresarial Máster Plus;

• Emporium Lite; • CI-Lojas;

• Myloja One; • Integrato Lite;

• SisAdvenPDV;

• CallSoft Informatize Empresarial;

• Elbrus Light Light;

• SisAdven;

• Dataprol Sistema Comercial Integrado;

• SGI-Plus Programa Automação Comercial Completo Integração com Balança;

• BitLoja Plus;

• Chronus Store;

• Posh Shop;

• LojaSoft;

• Sistema de Gerenciamento de Vendas;

• Atrex;

• Little Shop of Treasures;

• AZ Comércio.

Antes de se decidir pelo sistema a ser utilizado, o empreendedor deve avaliar o preço cobrado, o serviço de manutenção, a conformidade em relação à legislação fiscal municipal e estadual, a facilidade de suporte e as atualizações oferecidas pelo fornecedor, verificando ainda se o aplicativo possui funcionalidades, tais como:

• Atendimento e Vendas;

• Controle de mercadorias;

• Organização de compras e contas a pagar;

• Cadastro de clientes;

• Controle dos dados sobre faturamento/vendas, gestão de caixa e bancos (conta corrente);

• Relatórios e gráficos gerenciais para análise real do faturamento da loja.

 

O principal canal de distribuição é a própria loja, onde se encontra o mostruário de produtos. A loja pode ampliar os canais de distribuição por meio de venda on line ou por telefone.

 

O valor necessário para investimento na instalação de uma loja de artigos para Candomblé irá variar muito de acordo com o porte do empreendimento, estoque inicial e gastos associados ao contrato e adaptação do imóvel utilizado. Por esta razão sugerimos a elaboração de um Plano de Negócio, onde os recursos necessários, em função dos objetivos estabelecidos de retorno e alcance de mercado, poderão ser determinados. (vide modelo disponível em: http://www.sebrae.com.br/momento/quero-abrir-um-negocio/integra_bia?ident_unico=1440).

Estimamos que a montagem de uma pequena loja de artigos religiosos para Candomblé em um imóvel de cerca de 60m² requeira um investimento inicial de cerca de R$ 65 mil (não inclui valor de aquisição ou luvas do ponto comercial), a ser alocado majoritariamente na instalação e aquisição dos seguintes itens:

– Abertura da empresa – R$ 3.000,00

– Caixa Registradora ou PDV com impressora fiscal – R$ 3.000,00

– Capital de giro inicial – R$ 4.000,00

– Estoque Inicial de produtos para revenda – R$ 30.000,00.

– Letreiro -R$ 1.200,00;

– Marketing inicial – R$ 1.500,00;

– Mobiliário e equipamentos – R$ 8.000,00;

– Obras para adaptação do imóvel – R$ 12.000,00

 

Capital de giro é o montante de recursos financeiros que a empresa precisa manter para garantir fluidez dos ciclos de caixa. O capital de giro funciona com uma quantia imobilizada no caixa (inclusive banco) da empresa para suportar as oscilações de caixa.

O capital de giro é regulado pelos prazos praticados pela empresa, são eles:

– prazos médios recebidos de fornecedores (PMF);

– prazos médios de estocagem (PME) e prazos médios concedidos a clientes (PMCC).

Quanto maior o prazo concedido aos clientes e quanto maior o prazo de estocagem, maior será sua necessidade de capital de giro. Portanto, manter estoques mínimos regulados e saber o limite de prazo a conceder ao cliente pode melhorar muito a necessidade de imobilização de dinheiro em caixa.

Se o prazo médio recebido dos fornecedores de matéria-prima, mão-de-obra, aluguel, impostos e outros forem maiores que os prazos médios de estocagem somada ao prazo médio concedido ao cliente para pagamento dos produtos, a necessidade de capital de giro será positiva, ou seja, é necessária a manutenção de dinheiro disponível para suportar as oscilações de caixa.

Neste caso um aumento de vendas implica também em um aumento de encaixe em capital de giro. Para tanto, o lucro apurado da empresa deve ser ao menos parcialmente reservado para complementar esta necessidade do caixa.

Se ocorrer o contrário, ou seja, os prazos recebidos dos fornecedores forem maiores que os prazos médios de estocagem e os prazos concedidos aos clientes para pagamento, a necessidade de capital de giro é negativa. Neste caso, deve-se atentar para quanto do dinheiro disponível em caixa é necessário para honrar compromissos de pagamentos futuros (fornecedores, impostos). Portanto, retiradas e imobilizações excessivas poderão fazer com que a empresa venha a ter problemas com seus pagamentos futuros.

Um fluxo de caixa, com previsão de saldos futuros de caixa deve ser implantado na empresa para a gestão competente da necessidade de capital de giro. Só assim as variações nas vendas e nos prazos praticados no mercado poderão ser geridas com precisão.

O inicio do negócio com um bom volume de estoque de produtos e respectiva revenda de parte destes produtos nos primeiros meses de operação, possibilita a redução da necessidade de capital de giro inicial. Por esta razão, estimamos que a necessidade de capital de giro de uma loja de artigos para Candomblé fique em torno de 5% a 10% do investimento inicial.

 

São todos os gastos realizados na produção de um bem ou serviço e que serão incorporados posteriormente ao preço dos produtos ou serviços prestados, como: aluguel, luz, salários, honorários profissionais, despesas de vendas, matéria-prima e insumos consumidos no processo de produção / prestação do serviço.

Em geral, os custos mensais de operação de uma loja de artigos para Candomblé podem ser estimados dentro de três grupos principais:

Custos Fixos

– água, luz, telefone e acesso à Internet – R$ 550,00;

– aluguel e taxas – R$ 800,00;

– assessoria contábil – R$ 510,00;

– produtos para higiene e limpeza da empresa e funcionários – R$ 200,00

– propaganda e publicidade da empresa – R$ 200,00

– recursos para manutenções corretivas – R$ 200,00

– salários, e encargos – R$ 3.000,00.

– tributos, impostos, contribuições e taxas – R$ 1.500,00. Variáveis

– comissões – R$ 300,00

– Embalagens – R$ 300,00

– Tarifa Administradora Cartões de Crédito – R$ 350,00 Custo da Mercadoria Vendida (CMV)

De forma simplificada podemos considerar como o custo de reposição mensal do estoque de mercadoria para revenda. Neste ramo, variando entre 40% e 60% do faturamento da loja.

 

A definição do segmento é considerado pelos especialistas fator importante para a consolidação da empresa.

No caso das lojas de artigos religiosos para Candomblé, a diversificação é limitada, e, geralmente, ocorre dentro do próprio mercado de artigos religiosos.

Aproveitando o grande sincretismo do povo brasileiro neste campo, as lojas de artigos religiosos para Candomblé atendem não somente os praticantes desta religião, como também de outros cultos afro-brasileiros, ou mesmo, Cristãos.

O sucesso neste ramo está fortemente apoiado no mix de produtos e no atendimento aos clientes.

Perceber a preferência dos clientes e oferecer livros, CD & DVD´s de diversos autores, assim como, a boa variedade de outros artigos (roupas, camisas, louças, etc.), associados ao atendimento cordial e informativo, são fatores essenciais para a viabilidade do negócio.

O empresário poderá diferenciar-se da concorrência oferecendo mini cursos e palestras sobre tradições Afro-brasileiras e outros assuntos importantes dentro desta temática.

É importante pesquisar junto aos concorrentes para conhecer os serviços que estão sendo adicionados e desenvolver opções específicas com o objetivo de proporcionar ao cliente um produto diferenciado (venda pela internet, entrega em domicílio, venda de artigos sob medida, são algumas das possibilidades).

Além disso, conversar com os clientes atuais para identificar suas expectativas é muito importante para o desenvolvimento de novos serviços ou produtos personalizados, o que amplia as possibilidades de fidelizar os atuais clientes, além de cativar novos. Neste sentido, o empreendedor deve manter-se sempre atualizado com as novas tendências, novas técnicas, novos métodos, através da leitura de colunas de jornais e revistas especializadas, programas de televisão ou através da Internet.

 

A propaganda é um importante instrumento para tornar a empresa e seus serviços conhecidos pelos clientes potenciais.

O objetivo da propaganda é construir uma imagem positiva frente aos clientes e tornar conhecidos os serviços oferecidos pela empresa.

A mídia mais adequada é aquela que tem linguagem adequada ao público-alvo, se enquadra no orçamento do empresário e tem maior penetração e credibilidade junto ao cliente.

Vale lembrar que os canais de propaganda devem ser escolhidos, de acordo com o porte do empreendimento e a capacidade de investimento do empreendedor. Uma pequena loja de artigos para Candomblé poderá utilizar-se de panfletos a serem distribuídos de forma dirigida em Terreiros, ou ainda, em locais de grande circulação de pessoas. Na medida do interesse e das possibilidades, poderão ser utilizados anúncios em jornais de bairro, jornais de grande circulação, rádio, revistas, outdoor e internet.

 

O segmento de LOJA DE PRODUTOS RELIGIOSOS (CANDOMBLÉ), assim entendido pela CNAE/IBGE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) 4789-0/99 como a atividade de comércio varejista especializado na revenda de artigos não especificados nas classes anteriores, tais como: artigos religiosos e de culto,poderá optar pelo SIMPLES Nacional – Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas ME (Microempresas) e EPP (Empresas de Pequeno Porte), instituído pela Lei Complementar nº 123/2006, desde que a receita bruta anual de sua atividade não ultrapasse a R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais) para micro empresa, R$ 3.600.000,00 (três milhões e seiscentos mil reais) para empresa de pequeno porte e respeitando os demais requisitos previstos na Lei.

Nesse regime, o empreendedor poderá recolher os seguintes tributos e contribuições, por meio de apenas um documento fiscal – o DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional), que é gerado no Portal do SIMPLES Nacional (http://www8.receita.f

azenda

v.br/SimplesNacional/):

• IRPJ

imposto de renda da pessoa jurídica);

• CSL

(contribuição social sobre o lucro);

• PI

(programa de integração social);

• C

INS (contribuição para o financiamento da seguridade social);

MS (imposto sobre circulação de mercadorias e serviços);

NSS (contribuição para a Seguridade Social relativa a parte patronal).

nforme a Lei Complementar nº 123/2006, as alíquotas do SIMPLES Nacional, para esse ramo de atividade, variam de 4% a 11,61%, dependendo da receita bruta auferida pelo negócio. No caso de início de atividade no próprio ano-calendário da opção pelo SIMPLES Nacional, para efeito de determinação da alíquota no primeiro mês de atividade, os valores de receita bruta acumulada devem ser proporcionais ao número de meses de atividade no período.


e o Estado em que o empreendedor estiver exercendo a atividade conceder benefícios tributários para o ICMS (desde que a atividade seja tributada por esse imposto), a alíquota poderá ser reduzida conforme o caso. Na esfera Federal poderá ocorrer redução quando se tratar de PIS e/ou COFINS.

Se a receita bruta anual não ultrapassar a R$ 60.000,00 (sessenta mil reais), o empreendedor, desde que não possua e não seja sócio de outra empresa, poderá optar pelo regime denominado de MEI (Microempreendedor Individual) . Para se enquadrar no MEI o CNAE de sua atividade deve constar e ser tributado conforme a tabela da Resolução CGSN nº 94/2011 – Anexo XIII (http://www.receita.fazenda.gov.br/legislacao/resolucao/2011/CGSN/Resol94.htm

). Neste

so, os recolhimentos dos tributos e contribuições serão efetuados em valores fixos mensais conforme abaixo:

I) Sem e

regado

• 5% do

alário mínimo vigente – a título de contribuição previdenciária do empreendedor;

• R$ 1

0 mensais de ICMS – Imposto sobre Circulação de Mercadorias.

II) C

um empregado: (o MEI poderá ter um empregado, desde que o salário seja de um salário mínimo ou piso da categoria)

O em

eendedor recolherá mensalmente, além dos valores acima, os seguintes percentuais:

• R

ém do empregado 8% de INSS sobre a remuneração;

sembolsa 3% de INSS patronal sobre a remuneração do empregado.

H

endo receita excedente ao limite permitido superior a 20% o MEI terá seu empreendimento incluído no sistema SIMPLES NACIONAL.

ra este segmento, tanto ME, EPP ou MEI, a opção pelo SIMPLES Nacional sempre será muito vantajosa sob o aspecto tributário, bem como nas facilidades de abertura do estabelecimento e para cumprimento das obrigações acessórias.


undamentos Legais: Leis Complementares 123/2006 (com as alterações das Leis Complementares nºs 127/2007, 128/2008 e 139/2011) e Resolução CGSN – Comitê Gestor do Simples Nacional nº 94/2011.

 

Calendário Litúrgico No candomblé, muitas festas não têm dia certo para acontecer. As festas normalmente estão associadas aos dias santos do catolicismo. Mas as datas podem variar de terreiro para terreiro, de acordo com a disponibilidade e as possibilidades da comunidade. De maneira geral, o que importa é comemorar o orixá na sua época.

Segundo o Livro Comida de Santo de Maria Helena Farelli, as principais festas, ao longo do ano, são as seguintes:

Janeiro 6- Festa de Oxalá (coincide com a festa do Bonfim, em Salvador), no segundo domingo depois do dia de Reis, 6 de janeiro. 20 – São Sebastião, Oxossi (Região Sudeste e Sul) e Ogum (Nordeste).

Fevereiro: 2 – Nossa Senhora das Candeias, Iemanjá 3- São Brás, Omolu.

Março 19 – São José, Xangô Alafim. Sexta-feira Santa (data móvel) Oxalá Velho (Oxalufan), Senhor do Bonfim.

Abril 4 – São Benedito, Ossaim 19 – São Expedito, Logun Ede 23 – São Jorge, Ogum (Sudeste e Sul) e Oxossi (Nordeste)

Quaresma: O encerramento do ano litúrgico acontece durante os quarenta dias que antecedem a Páscoa, com o Lorogun, em homenagem a Oxalá.

Maio 13 – Pretos Velhos 22 – Santa Rita de Cássia, Oxum (Sudeste) 30 – Santa Joana Dárc, Oba

Junho 12- Santo Onofre, Ogum 13 – Santo Antônio – Exú (Sudeste) Fogueiras de Xangô (associados a São João e São Pedro), dias 25 e 29.

Julho 2 – Caboclos 16 – Nossa Senhora do Carmo , Oxum (Sul) 26 – Santa Ana, Nana Buruku Agosto: Festa para Obaluaiê (associado a São Lázaro e São Roque) e festa de Oxumaré (associado a São Bartolomeu), em qualquer dia.

Setembro: Começa um ciclo de festas chamado Águas de Oxalá, que pode seguir até dezembro. Festa de Erê, em homenagem aos espíritos infantis (associados a São Cosme e Damião). Festa das iabás (esposas de orixás) e festa de Xangô (associado a São Jerônimo), em qualquer dia.

Outubro 12 – Dia das Crianças, Erês (crianças) 28 – São Judas Tadeu, Xangô. Novembro 2- Finados, Omulu e Eguns Dezembro Festas das iabás Iansã (Santa Bárbara), dia 4, Oxum e Iemanjá (associadas a Nossa Senhora da Conceição), dia 8. Iemanjá também é homenageada na passagem de ano.

Encontros, Palestras e Seminários Encontro de Umbanda e Candomblé de Diadema Diadema / SP Contatos: Tenda:(11) 2721-3015 Mãe Rita de Cássia (11) 7616-2890 e-mail: blogfilhosdocacique@yahoo.com Encontro das Religiões Afro-Brasileiras de Botucatu e Região. Organização: Federação de Umbanda e Candomblé do Estado de São Paulo, Prefeitura Municipal de Botucatu, OAB-Botucatu e o Instituto Umbanda Fest. Contato: (14) 3811-1542

 

Entidades em Geral FECAB – Federação de Candomblé do Brasil. Rua Morro do Espia, 218 – Jd. IV Centenário – São Paulo – SP Website: http://www.fecab.org.br

Federação de Umbanda e Candomblé do Estado de São Paulo. Endereço: Alameda Yayá, 79 – Bairro Gopoúva – Guarulhos – SP Tel- (11) 9937-1770 Website: http://www.fucesp.com.br

Federação Internacional de Estudos das Tradições Religiosas e Culto aos Ancestrais Afro-Brasileiros. Website: http://www.fietreca.org.br

Instituto Nacional da Tradição e Cultura Afro-Brasileira. Website: http://intecab.blogspot.com

Ministério da Cultura Website: www.cultura.gov.br Organização Federativa de Umbanda e Candomblé. Website: http://www.primado.com.br

ISER – Instituto de Estudos da Religião Rua Do Russel 76, 3º andar – Glória, Rio de Janeiro Telefone: 55.21 2555-3782 E-mail: comunicacao@iser.org.br Website: http://www.iser.org.br

SECNEB – Sociedade de Estudos da Cultura Negra no Brasil Rua Bambochê, 247 Salvador – Bahia Tel.: (0XX 71) – 240-0082 Fax:: (0XX 71) – 245-1638 http://www.mestredidi.org

União de Tendas de Umbanda e Candomblé do Brasil. Website: www.uniaodetendas.com.br

 

Não existem normas técnicas aplicáveis ao negócio.

 

Abaixo relacionamos alguns verbetes extraídos do glossário Terminologia de Religiões Afro-Brasileiras, da enciclopédia livre Wikipedia, disponível em https://pt.wikipedia.org/wiki/Gloss%C3%A1rio_de_candombl%C3%A9.

Acesso em 14 mar 2011:

Axé: (Àse, em yoruba, “energia”, “poder”, “força da natureza”) é um poder de realização através de força sobrenatural. A palavra também pode ser usada para se referir ao terreiro, Ilê Axé (Casa de Axé).

Babá: Palavra da língua yorubá que em português significa pai.

Baba-lorixá e Ialorixá: Pai ou mãe-de-santo, chefe do terreiro, último degrau da hierarquia. Recebe santo e joga búzios.

Candomblé: É um designativo para diversos cultos, intitulados Nações em que há o cultivo dos orixás. Sendo de origem totêmica e familiar, é uma das religiões afro-brasileiras praticadas principalmente no Brasil, pelo chamado povo do santo, mas também em outros países como Uruguai, Argentina, Venezuela, Colômbia, Panamá, México, Alemanha, Itália, Portugal e Espanha. A religião que tem por base a anima (alma) da Natureza, sendo, portanto chamada de anímica, foi desenvolvida no Brasil com o conhecimento dos sacerdotes africanos que foram escravizados e trazidos da África para o Brasil, juntamente com seus Orixás, sua cultura, e seu idioma, entre 1549 e 1888. O Candomblé não deve ser confundido com Umbanda e Macumba, duas outras religiões Afro-Brasileiras com similar origem; e com religiões Afro-derivadas similares em outros países do Novo Mundo, como o Voodoo Haitiano, a Santeria Cubana, e o Obeah, os quais foram desenvolvidos independentemente do Candomblé e são virtualmente desconhecidos no Brasil.

Filho de Santo: É toda pessoa que efetivamente tem um compromisso com o Orixá e com a religião do Candomblé.

Macumba: A primeira definição de Macumba que se encontra em qualquer dicionário é de: antigo instrumento musical de percussão, espécie de reco-reco, de origem africana, que dá um som de rapa (rascante); e Macumbeiro é o tocador desse instrumento. Popularmente, a palavra macumba é utilizada para designar genericamente os cultos sincréticos afro-brasileiros derivados de práticas religiosas e divindades dos povos africanos trazidos ao Brasil como escravos, tais como os bantos, como o candomblé e a umbanda. Entretanto, ainda que macumba seja confundida com o candomblé e a umbanda, os praticantes e seguidores dessas religiões recusam o uso da palavra para designá-las.

Nações: Os negros escravizados no Brasil pertenciam a diversos grupos étnicos, incluindo os yoruba, os ewe, os fon, e os bantu. Como a religião se tornou semi-independente em regiões diferentes do país, entre grupos étnicos diferentes evoluíram diversas “divisões” ou nações, que se distinguem entre si principalmente pelo conjunto de divindades veneradas, o atabaque (música) e a língua sagrada usada nos rituais. A lista seguinte é uma classificação pouco rigorosa das principais nações e sub-nações, de suas regiões de origem, e de suas línguas sagradas: Nagô ou Iorubá -Ketu ou Queto (Bahia) e quase todos os estados – Língua Yoruba (Iorubá ou Nagô em Português) -Efan na Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo -Ijexá principalmente na Bahia -Nagô Egbá ou Xangô do Nordeste no Pernambuco, Paraíba, Alagoas, Rio de Janeiro e São Paulo -Mina-nagô ou Tambor de Mina no Maranhão -Xambá em Alagoas e Pernambuco (quase extinto).

Bantu: Angola e Congo (Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Rio Grande do Sul), mistura de línguas Bantu, Kikongo e Kimbundo.

Jeje: A palavra Jeje vem do yoruba adjeje que significa estrangeiro, forasteiro. Nunca existiu nenhuma nação Jeje na África. O que é chamado de nação Jeje é o candomblé formado pelos povos fons vindo da região de Dahomey e pelos povos Mahis ou Mahins da África.

Orixás: Na mitologia yoruba, orixás (yoruba Òrìsà) são divindades ou semideuses criados pelo deus supremo Olorun. Os orixás são guardiões dos elementos da natureza e representam todos os seus domínios no aye (a realidade física em que os humanos estão inseridos segundo a tradição iorubá). Também existem orixás intermediários entre os homens e o panteão africano que não são considerados deuses, são considerados “ancestrais divinizados após a morte”. Dentre os Orixás mais cultuados no Brasil, estão:

Essú ou Exu: Orixá guardião dos templos, encruzilhadas, passagens, casas, cidades e das pessoas, mensageiro divino dos oráculos.

Ògun ou Ogum: Orixá do ferro, guerra, fogo, e tecnologia, deus da sobrevivência.

Osossi ou Oxóssi: Orixá da caça e da fartura, e do sofrimento.

Logun Ede ou Logunedé: Orixá jovem da caça e da pesca.

Sàngó ou Xangô: Orixá do fogo e trovão, protetor da justiça.

Obaluaiyê: Orixá das doenças epidérmicas e pragas, orixá da cura.

Òsúmàré ou Oxumaré: Orixá da chuva e do arco-íris, o Dono das Cobras, Deus da transformação.

Ossaim: Orixá das Folhas sagradas conhece o segredo de todas elas.

Oyá ou Iansã: Orixá feminino dos ventos, relâmpagos, tempestades, e do amor.

Lemanjá: Orixá feminino dos mares e limpeza, mãe de muitos orixás.

Nana Buruku ou Nanã: Orixá feminino dos pântanos e da morte, mãe de Obaluaiê. Mais velho orixá do panteão africano.

Ewa ou Yewá: Orixá feminino do Rio Yewa, considerada a deusa da beleza, da adivinhação e da fertilidade.

Obá: Orixá feminino do Rio Oba, uma das esposas de Xangô, é a deusa do amor.

Oxalá (Oxaguian e Oxalufan) é o Orixá associado à criação do mundo e da espécie humana. Apresenta-se de duas maneiras: moço (chamado Oxaguian) e velho (chamado Oxalufan). No candomblé, este é representado material e imaterialmente pelo assentamento sagrado denominado igba oxala.

Terreiro de candomblé: É como são geralmente conhecidos os templos de candomblé, mas também são chamados de Ilê Axé, Casa de Santo e Barracão.

Umbanda: É uma religião formada dentro da cultura religiosa brasileira que sincretiza vários elementos, inclusive de outras religiões como o catolicismo, o espiritismo e as religiões afro-brasileiras. A palavra umbanda deriva de m’banda, que em quimbundo significa “sacerdote” ou “curandeiro”. A umbanda é uma junção de elementos africanos (orixás e culto aos antepassados), indígenas (culto aos antepassados e elementos da natureza), Catolicismo (o europeu, que trouxe o cristianismo e seus santos que foram sincretizados pelos Negros Africanos), Espiritismo(fundamentos espíritas, reencarnação, lei do carma, progresso espiritual etc). A umbanda prega a existência pacífica e o respeito ao ser humano, à natureza e a Deus. Respeitando todas as manifestações de fé, independentes da religião. Em decorrência de suas raízes, a umbanda tem um caráter eminentemente pluralista, compreende a diversidade e valoriza as diferenças. Não há dogmas ou liturgia universalmente adotadas entre os praticantes, o que permite uma ampla liberdade de manifestação da crença e diversas formas válidas de culto.

 

– A definição do mix de produtos e gestão do estoque de mercadorias exige muitos cuidados. Procure trabalhar com um mix diversificado, mas com uma quantidade de itens e fornecedores equilibrada adequada as suas necessidades.

– Busque estabelecer parceiras com seus fornecedores. Esse tipo de relacionamento comercial traz um sem número de benefícios para as duas partes envolvidas. Um acordo firmado entre o lojista e fornecedores, por exemplo, pode garantir ao lojista prioridade de atendimento, mais dedicação, melhores prazos, descontos, acordos de publicidade, divulgação e até exclusividade na venda de uma determinada marca.

– Certifique-se da origem e conformidade dos produtos adquiridos (produtos, fabricante, distribuidores, rótulos, embalagens etc.) com a legislação vigente. Atenção especial deve ser dada a venda de pós, ervas, defumadores e essências. Exija sempre os registros sanitários pertinentes e observe a conformidade do produto com a legislação vigente. Ao contrário da crença popular, o uso de ervas e plantas medicinais não é isento de risco.

– Atenção especial deve ser dada à formação e manutenção do estoque nos períodos de maiores oscilações de vendas de acordo com o calendário litúrgico do Candomblé.

– Investir no bom atendimento ao cliente é essencial para quem pretende abrir uma loja. Este aspecto é extremamente importante. Além disso, oferecer aos clientes facilidades de pagamento, bons preços e uma boa variedade de mercadorias são ingredientes essenciais para o sucesso.

– Invista na qualidade global de atendimento ao cliente, ou seja: ambiente agradável, profissionais atenciosos, respeitosos e interessados pelo cliente. Treine, motive e supervisione adequadamente a sua equipe.

 

Não é necessário ser “filho de santo” para abrir uma loja de artigos para Candomblé, mas é recomendável que o empresário e seus colaboradores conheçam os princípios desta religião e tenha um bom conhecimento de seus rituais, produtos utilizados nas cerimônias e comportamento do consumidor.

Além disso, o interessado em abrir uma loja de artigos para Candomblé deve auto avaliar-se (uma boa dica é testar seu perfil através do questionário disponível em http://www.sebrae.com.br/atendimento/teste-aqui-seu-perfil-empreendedor. Acesso em 14 mar 2011) e refletir se possui características próprias de um perfil empreendedor:

– Capacidade de assumir riscos (calculados) – isto quer dizer, não ter medo de desafios, arriscar conscientemente. Calcular com detalhes (PLANO DE NEGÓCIOS) as chances de o empreendimento ser um sucesso.

– Senso de oportunidade – enxergar oportunidade, aonde outras pessoas só vêm ameaças. Aprender com os erros dos outros empresários, evitando assim perdas de tempo e dinheiro.

– Conhecimento do ramo – conhecer muito bem o ramo que escolheu. Preferencialmente que trabalhe no mesmo ou tenha trabalhado. Caso não seja possível, faça muitas pesquisas, muitas visitas aos concorrentes. Não economize neste quesito, pois mais tarde você será recompensado.

– Organização – ser organizado, compreender que os resultados positivos virão em conseqüência da aplicação dos recursos disponíveis, conforme o planejamento do empreendimento. Não permitir desvios exagerados em relação ao planejado. Caso identifiquem falhas no percurso, busque a correção com muita rapidez.

– Iniciativa e disposição – ser pró-ativo, buscar novidades para seu negócio, dar sempre o primeiro passo, não esperar pelos outros. Pesquisar novos caminhos, estar sempre atento com as novidades do mercado, de uma forma geral.

– Liderança – ser uma pessoa que todos gostem de trabalhar com você em função de seu espírito de liderança; respeitando a cada um, trazendo todos os funcionários ao seu lado e nunca abaixo de você. Faça um trabalho de equipe; delegue autoridade, mas acompanhe. Defina metas e cobre com responsabilidade.

– Otimista e auto motivado (sempre) – não importa o tamanho dos problemas que enfrentará no andamento de seu empreendimento. O que importa é que todos os dias o empreendedor precisa buscar dentro de si motivos para estar sempre motivado, pois agindo assim, sua equipe nunca esmorecerá e a vitória virá com certeza.

É certo que será muito difícil encontrar todas essa características em uma única pessoa. Caso você consiga se identificar com pelo menos 50% delas, que ótimo. Comece agora mesmo a trabalhar para buscar um incremento neste percentual, você é capaz, busque ajuda, procure os órgãos como o SEBRAE, leia, estude, só depende de você, acredite!

 

AMADO, Jorge. Tenda dos Milagres São Paulo: Martins Fontes, s/d. BASTIDE, Roger

As Religiões Africanas no Brasil: Contribuição para uma Sociologia das Interpenetrações de Civilizações. São Paulo: Livraria Pioneira Editora, 1989. CARMO, J.

O que é Candomblé (Coleção Primeiros Passos), – Brasiliense, São Paulo CARYBÉ

Os Deuses Africanos no Candomblé da Bahia. Salvador: Bigraf, 1993. SANTOS, D.M.

Ancestralidade Africana no Brasil, Mestre Didi – SECNEB, Salvador, 1997 PRANDI, Reginaldo.

Hipertrofia ritual das religiões afro-brasileiras. In: Novos Estudos CEBRAP, São Paulo, n. 56, p. 77-88, 2000. PRANDI, R.

O Brasil com axé: candomblé e umbanda no mercado religioso. 2004 Artigo disponível em http://www.scielo.br/pdf/ea/v18n52/a15v1852.pdf. Acesso em 14 mar 2011.

RODRIGUES, Nina – Os Africanos no Brasil. Brasília: Editora UnB, s/d. SILVA, Vagner Gonçalves

Candomblé e Umbanda: Caminhos da Devoção Brasileira. Rio de Janeiro: Editora Ática, 1994.

 

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