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Como montar um armarinho

Como montar um armarinho

Confira uma ideia de negócio completa sobre Como montar um armarinho. Abaixo dividimos o conteúdo em tópicos como mercado, custos, pessoas, investimentos, divulgação, exigências legais e mais dicas.

Para entender um pouco do contexto histórico, os armarinhos antes vendiam materiais para suprir a necessidade de pequenas confecções e costureiras em uma localidade pequena. É possível que a origem da palavra armarinho seja referente aos pequenos armários ou estante que as pessoas costumavam usar para guardar materiais miúdos.

Com o avanço do processo de industrialização tornou-se cada vez mais acessível para as pessoas “roupas prontas” diminuindo ao longo do tempo o mercado para os armarinhos uma vez que as pequenas facções e costureiras de roupas personalizadas eram o principal elo desse mercado.

O mercado dos Armarinhos precisou se reinventar, focando nas tendências de modas que vem estimulando o artigo de vestuário Vintagecustomização de peças e a personalização.

O setor de loja de armarinhos e aviamentos pode ser caracterizado por comércios que vendem objetos utilizados nas atividades de costura e artesanatos. Essencialmente vende itens que são usados para costura de roupas e customizações em geral. O setor de artesanato também pode ser uma oportunidade e vem inovando, com isso, os armarinhos e lojas de aviamentos passam a ter clientes cada vez mais adeptos às tendências de moda e contextos de beleza.

As lojas de aviamentos podem ser caracterizadas como armarinho pois vendem produtos relacionados a costura de roupas, artesanatos, artigos para quem faz crochê e itens para presentes.

Existe uma grande variedade de produtos que podem ser comercializados em um armarinho: linhas, agulhas, bordados, fitas, fechos de roupa, linhas de crochê, linhas para bordado e em muitos casos revistas ao estilo ‘faça você mesmo’ ensinando como fabricar peças, botões, papeis para presente, envelopes, tecidos, laços, fitas, papeis e miudezas em geral.

Um armarinho pode ofertar mais de 25 mil Produtos, por isso recomenda-se que o empreendedor procure focar em qual é o seu público alvo: Crochê, Tricô, Patchwork; Costura, Decoupage, Scrapbook, Feltragem, Pintura etc.

Os armarinhos costumam estar localizados em bairros ou em centros das cidades de forma atender as possíveis necessidades dos consumidores locais que irão determinar quais produtos deve ser colocado à disposição focando na procura específica de cada nicho de mercado que o negócio pretende atender.

Como forma de agregar valor os armarinhos podem ofertar aos consumidores serviço de reparo em roupa, “lembrancinhas” e até mesmo algum material escolar, evitando que as pessoas se desloquem em lojas distantes para por exemplo comprar uma cartolina, embalagens de presentes ou itens de papelaria.

Quem pretende empreender neste ramo, deve ficar atento não somente as tendências de mercado e em comportamentos ligados a moda, mas também às necessidades locais, onde pretende se instalar. Esse poderá ser o grande diferencial competitivo.

O maior desafio no mercado, é localizar e traçar o perfil dos concorrentes, realizando uma pesquisa, como forma de identificar também, quais os produtos de interesse para os consumidores da região na qual se pretende implantar a loja, objetivando direcionar as melhores aquisições para atender as demandas existente.

Como e característica do setor é trabalhar com ma grande variedade de produtos, é muito importante acompanhar o mercado para conseguir identificar as novas oportunidades e os principais pontos de possíveis de investimentos.

A favor do mercado podemos destacar o avanço tecnológico e a industrialização, torna-se cada vez mais fácil obter uma maior diversificação e produto fracionados, para atender diferentes necessidades dos clientes, tendo com isso, ganho competitivo.

A grande vantagem deste ramo, é que ele não é um empreendimento totalmente sazonal, e ao mesmo tempo se aquece nos períodos festivos, sendo esta uma oportunidade. Os eventos como natal, carnaval, pascoa, dia das mães, dias das crianças, dia dos namorados, dia dos pais, festa junina, dia dos professores, são oportunidades de faturamento extra.

É importante ficar atento aos produtos que têm maiores vendas nas datas comemorativas, como forma de provisionar a demanda para os anos seguintes, assim, é possível fazer as novas aquisições de produtos de forma mais direcionada, identificando o que o cliente procurou e não encontrou, e assim realizar um atendimento que atenda as expectativas dos clientes.

Órgãos como o ABIT (Associação brasileira de indústrias têxteis), fazem pesquisas para ver a expectativa de procura de produtos têxteis e entender a expectativa dos clientes, como forma de direcionar o que vão colocar no mercado.

Com a redução dos quesitos burocráticos para quem vier a investir em um armarinho, pode ser uma grande oportunidade, porém, para quem já atua no seguimento, representa uma ameaça. A partir dessas mudanças no mercado, surge a necessidade de quem já está no mercado, de traçar novas estratégias, para não ser impactado com os novos entrantes. Por isso, a importância de procurar profissionais de consultoria que mostrem novas possibilidades de surfar nas ondas que o mercado vai criando, para não ser surpreendido em uma dessas, e cair no meio do caminho. 

Uma grande ameaça que ocorre neste seguimento, é a de novos entrantes, pelo fato de que o custo para investimento nesse ramo não ser um fator que dificulte a entrada de novos entrantes.

Neste contexto os armarinhos estão enfrentando uma pesada concorrência de supermercados, papelarias e atacadistas, além da indústria da confecção que por trabalhar com grandes quantidades de insumos consegue uma considerável redução no custo de produção colocando no mercado roupas prontas bastante acessíveis.A solução mais adequada é a diversificação das mercadorias, que tem sido responsável pela lucratividade do negócio. As mercadorias oferecidas nos armarinhos têm público certo em todo o país. Existem oportunidades em determinadas localidades ou regiões que só são detectadas por bons empreendedores.

Conhecer e caracterizar quem são seus futuros clientes, o que eles compram e por que eles compram, como são feitas as compras, quando eles compram e as tendências de compra deles, é essencial ao sucesso de seu negócio. A maioria das empresas bem sucedidas está constantemente em mudanças, oferecendo oportunidades e apresentando ameaças.

Os principais clientes são costureiras, artesãos, pequenas confecções, facções, e o público em geral que gosta de customizar suas roupas.Quanto aos fornecedores são atacadistas e fabricantes, tudo depende do volume de compras. O empreendedor deve começar comprando pequenas quantidades de atacadistas e verificar as mercadorias que tem maior giro, evitando com isso empatar capital em estoque.

De acordo com Dias e Oliveira (2013), escolher um ponto de venda é uma das decisões mais importantes na hora de estabelecer um negócio. Existem infinitas maneiras de se aprender a elaborar planos estratégicos, projetar vendas, gerenciar finanças e pessoas, etc. Contudo, há uma grande lacuna na decisão de um futuro ponto de venda. A decisão sobre o local tem importância estratégica, pois ele pode ser usado para criar uma vantagem competitiva sustentável. Ao contrário, um erro na seleção de um ponto significa uma enorme desvantagem competitiva para um negócio, exigindo esforços mercadológicos e muitas vezes sacrifícios de margem que levam a prejuízos operacionais.

Também é importante lembrar aqui que alguns dos maiores empreendimentos do planeta começaram numa pequena garagem. Este estudo, chamado de “geografia de mercado” termo criado pelos especialistas da área para designar a as análises sobre a localização do negócio, é fator estratégico e por isso é preciso este estudo, considerando concorrência (direta e indireta), atração cumulativa que são negócios concorrentes localizados na mesma área, o que poderá atrair mais clientes para o local. Também é inevitável avaliar por quanto tempo o negócio poderá permanecer ali em caso de sucesso.

Aspectos subjetivos podem estar envolvidos e merecer estar relacionados para que a análise possa ficar realmente capaz de permitir a tomada de melhor decisão: você gosta do lugar? Você esta feliz com a escolha? Você acredita no sucesso do negócio neste lugar? Em resumo, sempre se deve procurar estar no lugar certo, na hora certa, dentro das possibilidades.

Os principais pontos a considerar são:

  • O preço do aluguel;
  • A compatibilidade entre o público local e o padrão de serviço a ser prestado: maior renda, maior sofisticação; menor renda, menor preço;
  • Visibilidade: representam todas as variáveis que, à medida que seu potencial cliente se aproxima, facilitam a identificação visual do seu ponto de venda. São os fatores que, juntamente com sua fachada e letreiro, farão o estabelecimento “saltar” aos olhos do público circulante, seja ele pedestre ou condutor de um veículo (lojas em frente a pontos de ônibus podem vir a ter a visibilidade comprometida por causa da aglomeração de pessoas) os clientes ao se movimentarem em uma avenida devem identificar facilmente a loja.
  • Conforto: se há necessidade de ir de carro, há que ter estacionamento; se a expectativa é de haver picos de demanda (caso típico deste prestador de serviços nos sábados, dia em que as pessoas normalmente resolvem seus assuntos pessoais), o ambiente tanto do estabelecimento quanto da vizinhança deve ser agradável; etc.
  • Atratividade: Cheque se há proximidade de concorrentes, mas não se assuste com eles (encontre um diferencial para o seu negócio e promova o conhecimento dele para seu público). Atente para outros negócios instalados na redondeza que atraiam o mesmo perfil de cliente que pretende atingir.

Assim, uma boa localização é aquela que favorece o acesso das pessoas, com o menor grau possível de dificuldade.

Tendo em vistas as características acima descritas, outros pontos relevantes que devem ser levados em consideração a depender de cada caso para que seja estruturada a empresa são:

  • O imóvel atende às necessidades operacionais referentes à localização, capacidade de instalação do negócio, possibilidade de expansão, características da vizinhança e disponibilidade dos serviços de água, luz, esgoto, telefone e internet;
  • O ponto é de fácil acesso, possui estacionamento para veículos, local para carga e descarga de mercadorias e conta com serviços de transporte coletivo nas redondezas, se for o caso;
  • O local está sujeito a inundações ou próximo a zonas de risco;
  • O imóvel está legalizado e regularizado junto aos órgãos públicos municipais;
  • A planta do imóvel está aprovada pela Prefeitura;
  • Houve alguma obra posterior, aumentando, modificando ou diminuindo a área primitiva;
  • As atividades a serem desenvolvidas no local respeitam a Lei de Zoneamento ou o Plano Diretor do Município;
  • Os pagamentos do IPTU referente ao imóvel encontram-se em dia;
  • A legislação local permite o licenciamento das placas de sinalização, ou a legislação pertinente sobre a ordenação dos elementos que compõem a paisagem urbana do município. Em resumo, encontrar um bom ponto de venda para o seu negócio é algo bastante complexo, pois somente por meio da interação e compreensão de múltiplos elementos é que se poderá avaliar o impacto e a utilização eficiente da localização empresarial.

O empreendedor para abrir um armarinho poderá ter seu registro de forma individual como microempreendedor individual (MEI) ou em um dos enquadramentos jurídicos de sociedade. Ele deverá avaliar as opções que melhor atendem suas expectativas e o perfil do negócio pretendido. Leia mais sobre este assunto no capítulo ‘Informações Fiscais e Tributárias’. O contador, profissional legalmente habilitado para elaborar os atos constitutivos da empresa e conhecedor da legislação tributária, poderá auxiliar o empreendedor neste processo.

Para abertura e registro da empresa é necessário realizar os seguintes procedimentos:

  • Registro na Junta Comercial;
  • Registro na Secretaria da Receita Federal (CNPJ);
  • Registro na Secretaria da Fazenda Estadual (SEFAZ);
  • Registro na Prefeitura Municipal;
  • Enquadramento na entidade sindical patronal: empresa ficará obrigada a recolher a contribuição sindical patronal, por ocasião da constituição e até o dia 31 de janeiro de cada ano;
  • Cadastramento junto à Caixa Econômica Federal no sistema “Conectividade Social – INSS/FGTS”;
  • Registro no Corpo de Bombeiros Militar: órgão que verifica se a empresa atende as exigências mínimas de segurança e de proteção contra incêndio, para que seja concedido o “Habite-se” pela prefeitura.

Importante:

  • Para a instalação do negócio é necessário realizar consulta prévia de endereço na Prefeitura Municipal/Administração Regional, sobre a Lei de Zoneamento.
  • É necessário observar as regras de proteção ao consumidor, estabelecidas pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC).
  • Lei 123/2006 (Estatuto da Micro e Pequena Empresa) e suas alterações estabelecem o tratamento diferenciado e simplificado para micro e pequenas empresas. Isso confere vantagens aos empreendedores, inclusive quanto à redução ou isenção das taxas de registros, licenças etc.
  • A  Lei de Liberdade Econômica de 2019 – Lei 13874 de 2019 estabelece que atividades enquadradas como “baixo risco A” dispensam licenças e autorizações para o seu funcionamento, tais como alvarás da prefeitura, autorizações do corpo de bombeiros e defesa civil. Esses negócios não precisarão de vistoria prévia, apenas de fiscalização posterior, desde que sigam os requisitos especiais da resolução CGSIM 51/2019.

Ao projetar uma loja, o empreendedor precisa considerar três objetivos. Primeiro, a atmosfera da loja precisa ser consistente com sua imagem e com sua estratégia geral. O segundo objetivo de um bom projeto de loja é ajudar a influenciar as decisões de compra dos clientes. Finalmente, ao tomar decisões de projetos, os empreendedores precisam ter em mente a produtividade do espaço de varejo: quantas vendas podem ser geradas a partir de cada metro quadrado. Para que estes objetivos sejam alcançados há a necessidade de concentração no layout da loja e planejamento de espaço. Não podemos esquecer de que o comportamento de compras dos clientes também é influenciado pela atmosfera da loja.

O ambiente deve ser organizado, agradável e bastante funcional, tanto para quem trabalha quanto para os clientes. Fazer visitas aos concorrentes, é uma forma de identificar possibilidades de melhorias. Entre como cliente, e sinta o que está sendo passado de serviços nos concorrentes, vivenciando essa experiência e o que foi interessante tentar trazer para dentro de sua estrutura., Por outro lado, o que foi observado como experiência negativa,  identificar, e se o mesmo acontece em sua empresa, solucioná-las de forma imediata.

Para realizar a utilização adequada do espaço que pode chegar até 80 metros quadrados, Gonçalves (2019) relata, precisa-se de bastante estantes e prateleiras, vitrines transparentes para facilitar a visualização dos produtos, pois muitas vezes os clientes podem não saber falar o nome correto do produto especifico que ele está procurando, mas ao visualizar facilmente, consegue saber o que ele quer.

O ideal é investir em uma  bancada para conter materiais pequenos,  facilitando a organização por tipos e tamanhos. Nas estruturas moveis deve haver equipamentos que atendam às necessidades básicas dos colaboradores, tipo um computador e tablets, telefone, bebedouro e utensílios de escritório.

O empreendedor pode começar com uma loja de 50m² ou áreas maiores caso tenha planos de expansão. A área do armarinho pode ser dividida em dois ambientes, a entrada – onde é interessante que sejam colocadas vitrines nas laterais, e o interior – onde deve ficar os balcões, na frente das prateleiras. Tanto nos balcões como nas prateleiras os artigos devem ficar expostos para serem muito bem vistos pelos clientes. O arranjo físico da loja (prateleiras e vitrines) deve ser feito levando em consideração o fluxo de clientes inseridos no processo de vendas. Deve-se disponibilizar 16m² para área de estoque pela necessidade de movimentação dos produtos, essas medidas são parâmetros servindo como critério de prospecção. Porém, não vai impedir que seja elaborado um plano de negócio, que vai direcionar melhor os detalhes a ser priorizados na estrutura do empreendimento.

Estoque deve ser organizado, permitindo que os produtos sejam identificados de forma adequada, com identificações por se tratar de miudezas. É fundamental um computador a disposição para o responsável pelo estoque, pois é por meio dele que poderá ser realizado o planejamento para adequar melhor os espaços, de acordo com o que ele tem ou vai precisar, deixando o ambiente mais funcional e confortável.

O empreendedor poderá agregar o serviço de pequenos consertos, instalando-o juntamente com a loja ou fazendo parceria com costureiros já estabelecidos. É aconselhável dispor de estacionamento. Se não houver disponibilidade permanente de vagas públicas nas proximidades será necessário realizar convênio com estacionamento próximo.

Varejo é uma atividade que envolve a interação entre pessoas. De um lado, os clientes; de outro, os funcionários do varejista. Uma equipe de funcionários bem treinada e motivada é o patrimônio mais valioso de uma loja de armarinhos. São eles que fazem as coisas acontecerem na loja, sendo os responsáveis pelo atingimento dos objetivos financeiros e operacionais. Portanto a administração desse precioso capital humano exige uma atenção especial pelo empreendedor. Assim, a administração dos recursos humanos inicia-se no recrutamento e seleção dos funcionários.O recrutamento é uma etapa que o empreendedor percorre para atrair interessados qualificados a preencherem suas necessidades de recursos humanos.

Para que o recrutamento ocorra adequadamente, algumas etapas precisam estar claramente definidas, tais como: determinas as funções e cargos que precisam ser preenchidos; descrever o trabalho que a pessoa deverá realizar; definir os requisitos e qualificações necessárias para a pessoa desempenhar suas funções.O processo de seleção consiste em escolher aqueles candidatos cujas qualificações melhor atendam aos requisitos dos cargos. Na área de vendas, por exemplo, é fundamental empregar mão-de-obra qualificada. Além do mais, apesar da facilidade em encontrar bons vendedores, nunca é demais fazer uma reciclagem usando as diversas opções de treinamento.

Um campeão de vendas, sabe ouvir, tem boa vontade, é persistente e flexível, criativo, ágil, prestativo e que tem iniciativa. Essas características podem ser desenvolvidas através de treinamentos periódicos, lembrando que não só os funcionários e gerentes devem ser treinados, mas também, o dono do empreendimento deve sempre se atualizar para se manter competitivo no mercado.

O quadro de funcionários de um armarinho irá variar de acordo com o tamanho do empreendimento. Para um empreendimento de pequeno porte, pode-se estimar dois a três empregados para o atendimento e manutenção dos estoques, considerando a presença diária do empreendedor.

O negócio de armarinho é altamente influenciado pela variação climática, pelas datas comemorativas como carnaval, dia das mães, dia dos pais, dia das crianças e natal. Essas datas proporcionam um fluxo maior de clientes e exigem a contratação temporária de novos atendentes. A atividade de caixa pode ser executada pelo empresário ou por um dos atendentes.

Caso o empresário faça a opção por oferecer serviços de pequenos consertos em vestuário deverá contratar uma costureira, ou terceirizar esta atividade para profissionais contratados por produção.

O empresário deve contratar pessoas com experiência comprovada e com boas referências de empregos anteriores. Caso prefira capacitar novos colaboradores, deverá procurar cursos específicos existentes no mercado, que preparem as pessoas para lidar com bordados, linhas, purpurinas, lãs, agulhas, tricô, crochê, ponto de linha, etc. O atendimento personalizado e qualificado é um item que merece a maior preocupação do empresário, visando manter e fidelizar a clientela.

O empreendedor deve estar atento para a Convenção Coletiva do Sindicato dos Trabalhadores no Comércio, utilizando-a como balizadora dos salários e orientadora das relações trabalhistas, evitando, assim, conseqüências desagradáveis. O Sebrae da localidade poderá ser consultado para aprofundar as orientações sobre o perfil do pessoal e treinamentos adequados.

Os equipamentos são os ativos imobilizados da empresa. Eles auxiliam a firma com o seu objetivo-fim (SILVA; SILVA; DENBER, 2011). O empreendedor deve pensar nos equipamentos de acordo com a quantidade de áreas ou compartimentos que a empresa terá. Com esse tipo de planejamento, o proprietário pode conseguir descontos quando for comprar os equipamentos em grande quantidade.

Para um armarinho sugere-se que na área de recepção e atendimento sejam dispostos: microcomputador, máquina de cartão de crédito e débito, smartphone, balcão com portas e prateleiras internas para organização de papéis e documentos, gelágua, aparelho de ar condicionado, mesa e armário.

Na área de atendimento é necessário contar com armário, organizadores de aviamentos, estantes, prateleiras e vitrines para exposição dos produtos, balcão, expositores grandes com gavetas para miudezas em geral. Já na área administrativa o empreendedor deve se preocupar em possuir microcomputador, smartphone, mesa, cadeiras e impressora multifuncional. No espaço de armazenamento é necessário contar com armário, estante e organizadores de aviamentos.

Se houver a necessidade da instalação de um banheiro no interior da loja, será necessária a instalação dos seguintes equipamentos: aparelho sanitário, pia, torneira, porta papel higiênico, lixeira, espelho, cabideiro para pendurar roupas, papel toalha, papel higiênico e sabonete líquido.

Esses equipamentos devem estar todos bem organizados no interior da loja, para que passe uma boa impressão para os clientes e auxilie na otimização dos espaços da loja, da produtividade dos funcionários e eficiência dos movimentos. Um bom layout atrai mais clientes para a empresa (TORTORELLA; FOGLIATTO, 2008).

Para uma empresa com a estrutura de 50 m² proposta anteriormente seria necessário inicialmente:

ÁREA DE ARMAZENAMENTO
Armário02
Estantes04
Organizadores de Aviamentos50
RECEPÇÃO E ATENDIMENTO
Microcomputador01
Máquina de Cartão de Crédito e Débito01
Impressora Fiscal01
Smartphone01
Balcão01
Cadeira03
Gelagua01
Expositor com Gavetas01
Aparelho de ar condicionado01
AREA ADMINISTRATIVA
Microcomputador01
Impressora Multifuncional01
Mesa01
Cadeiras03
Ar Condicionado01
Smartphone01

É importante ponderar que como será feito um alto investimento nos produtos, é deve-se considerar a proteção destes bens. Uma boa forma de lidar com imprevistos e garantir a segurança dos itens que serão vendidos, é adquirindo um seguro. Buscando seguros que cubram possíveis incêndios, explosões e danos por fumaça, roubo ou furto, entre outros.

O empresário deve analisar também, dependendo da localização da loja a necessidade de instalação de um sistema de alarmes, bem como a instalação de câmeras de segurança.

A gestão de estoques apresenta-se como um grande desafio para o sucesso de um armarinho, uma vez que manter estoques excessivos pode representar dinheiro parado (GARCIA et al., 2006). No caso do armarinho a gestão de estoque é um grande desafio devido à variedade de itens que devem ser disponibilizados sendo essa uma exigência do setor.

Uma gestão bem-feita desde a aquisição de mercadorias até a chegada dos produtos nas mãos do consumidor final é de suma importância, visto que os clientes não querem produtos com baixa qualidade, com possíveis danos e muito menos produtos vencidos, então, para garantir a fidelização dos clientes precisamos de produtos inovadores e preço justo.

O empreendedor deve estar atento ao giro dos produtos, sequências de entradas e saídas para não se tornarem obsoletos, as quantidades de compras de cada produto devem seguir o que se propõe na gestão de estoque adequada de estoque evitando itens parados. O estoque deve ser gerenciado de forma reduzir ao máximo o impacto no capital de giro.

Um fator importante é observar se os fornecedores atendem o nível de expectativa de seus clientes, um exemplo disso são os diferentes tipos de marcas para um mesmo produto um novelo de lã por exemplo possuindo vários fornecedores, porem tem marcas que são mais procuradas pelos clientes que outras, por vários motivos: pode ser qualidade melhor, menor preço ou um mix das duas. Importante ter um portfólio de possíveis fornecedores dos produtos que atenderão as demandas.

Deve-se ainda realizar o monitoramento de tempo de entrega, e provisionar tempo médio que pode ser feito um novo pedido, para que chegue com os melhores preços e não faltar produtos nas prateleiras por demoras nas entregas, ou por não levar em consideração a distância e os possíveis percalços durante o transporte do produto. Observar fornecedores de outros estados e as principais garantias que eles propõem.

Exemplo de alguns fornecedores: Linha e cia, Rei do armarinho, São José aviamentos entre outros.

As mercadorias são diversificadas e compõem-se de diversos artigos dentre os quais podem assinalar: zíperes, linhas diversas, agulhas, lãs em novelo, alfinetes, tesouras, meias, purpurinas, viés, travas, fivelas, cintos, fitas, botões, elásticos, rendas, produtos auxiliares para cozinha, lavanderia, banheiro e uma infinidade de outros componentes.

Buscar o bom desempenho na gestão de estoques, valendo-se do foco no equilíbrio entre oferta e demanda é um grande diferencial competitivo. Esse equilíbrio deve ser sistematicamente conferido, com base, entre outros, nestes quatro indicadores de desempenho:

Giro dos estoques: número de vezes que o capital investido em estoques é recuperado por meio das vendas. É medido em base anual e tem a característica de representar o que aconteceu no passado. Quanto maior for a frequência de entregas dos fornecedores, em menores lotes, maior será o índice de giro dos estoques, também chamado de índice de rotação de estoques;

Cobertura dos estoques: indica o período de tempo que o estoque, em determinado momento, consegue cobrir as vendas futuras, sem que haja suprimento.

Nível de serviço ao cliente: demonstra o número de oportunidades de venda que podem ter sido perdidas, no varejo de pronta entrega (segmento em que o cliente quer receber a mercadoria ou o serviço imediatamente após a escolha), pelo fato de não existir a mercadoria em estoque ou não se poder executar o serviço com prontidão.

Estoque mínimo: refere-se a quantidade mínima de materiais que deve ser mantida pela empresa para que seja evitado tanto o excesso de produtos como a falta.

Portanto, o estoque dos produtos deve ser mínimo, visando gerar o menor impacto na alocação de capital de giro. O estoque mínimo deve ser calculado levando-se em conta o número de dias entre o pedido de compra e a entrega dos produtos na sede da empresa.

Importante: Sugere o uso de softwares e dispositivos eletrônicos para auxiliar e facilitar o controle do estoque viabilizando assim o sucesso para o empreendimento.

Um armarinho deve garantira qualidade do processo que se inicia com a compra até atendimento da necessidade do cliente, sendo o responsável por fazer a proximidade do fornecedor e o consumidor diretamente com o produto final, de forma integral produto completo ou parcialmente.

Para garantir os resultados esperados o armarinho deve garantir a qualidade dos processos de gestão, como folha de pagamento, requisição de produtos, reunião com os funcionários, busca de novos fornecedores, campanhas de marketing e ainda auxiliam no atendimento; ou seja, atuam da gestão às vendas.

Um dos maiores desafios de processos a serem gerenciados é a gestão de estoques devendo estar atenta aos seguintes fatores:

Gestão de estoques – Planejamento: Cadastrar as mercadorias em um sistema informatizado e atualizar frequentemente seus preços a fim de facilitar o planejamento financeiro da empresa;

Controle de estoques – Controle de custos: Opcionalmente, para cada classe do produto (A,B ou C), adotar um método de ressuprimento (como revisão periódica, etc.) e um método de custeio (PEPS, custo médio, etc) que mais se adequar à dinâmica de ressuprimento de tal produto na empresa;

Controle de estoques – Inventário: Utilizar o método de inventário (com a periodicidade de, no mínimo, 6 meses), posteriormente realizando-se uma análise da curva ABC, e relacionando essa análise com os produtos que tem maior impacto financeiro no capital de giro da empresa;

Controle de estoques – Entradas e saídas: Manter diariamente atualizadas as entradas e saídas dos produtos em estoque;

Cadeia de suprimentos – Flutuação: Utilizar sistema e/ou fazer uma planilha de controle de estoques real e planejado e utilizar seus dados como parâmetro de cálculo e análise da flutuação dos estoques (tipo de estoque formado quando há oscilações previsíveis de demanda, entrega ou produção de um item).

Em todo negócio é essencial que os processos agreguem valor para o consumidor, de uma maneira geral podemos descrever os processos de negócio de uma loja de armarinhos da seguinte maneira:

Exposição dos produtos – Representado por prateleiras e vitrines. Deve ter boa Visibilidade. Para lojas de maior porte pode ser adotada a prática de Self Service, através de gôndolas e prateleiras externas ao balcão, porém, esse modelo deve considerar que uma loja dessa natureza trabalha com miudezas, facilitando o furto de mercadorias, abrindo a oportunidade de ver um possível sistema de monitoramento.

Balcão de Atendimento – Local onde os clientes farão seus pedidos e serão atendidos. A entrega dos produtos adquiridos poderá ocorrer em área destinada para esse fim, nas proximidades do Caixa, caso não seja próximo ao caixa ver a possibilidade de cestas para colocar os produtos que serão levados para o caixa.

Caixa – Espaço destinado ao recebimento do valor das vendas, com possibilidade de recebimento dos valores das mercadorias em debito, credito ou dinheiro.

Serviços de pequenos consertos – o serviço de pequenos consertos é realizado em área separada do atendimento ao cliente, através de costureiras. Pode ser terceirizado, o que evita o investimento em instalações e equipamentos. Em contrapartida irá exigir um controle mais efetivo para que o atendimento ao cliente se dê nos prazos contratados. Porem colocar botões de pressão e ilhós podem ser feitas diretamente no local basta ter as maquinas adequadas para isso.

Administração – pequeno espaço destinado às atividades de compra e relacionamento com fornecedores, controle de estoques, controles de contas a pagar, atividades de recursos humanos, controles financeiros e de contas bancárias, acompanhamento do desempenho do negócio e outras que o empreendedor julgar necessárias para o bom andamento do empreendimento.

A automação pode ser uma grande aliada para os negócios. Desde indústrias até os armarinhos. Com o auxílio da tecnologia é possível reduzir o tempo dos processos, melhorar a comunicação entre os setores, ter acesso a informações mais precisas sobre as áreas do negócio, entre outros benefícios. A automação envolve a aplicação de tecnologias, métodos e ferramentas. A grande proposição da automação é reduzir a interferência humana durante as atividades e assim amenizar falhas humanas e erros na tomada de decisões.

Apesar de o Microsoft Excel ser de grande ajuda para a empresa, realizar todo o seu controle através de planilhas pode não ser a melhor opção, pois além da demora para atualizar as planilhas, ainda podem existir erros de preenchimento. Então, softwares especializados poderão auxiliar neste processo. Assim, a automação comercial precisa ser entendida pelo empreendedor como um investimento necessário para aperfeiçoar sua gestão e obter eficiência e produtividade.

O processo de compras, por exemplo, envolve pedidos feitos aos fornecedores, entradas de mercadorias por intermédio do faturamento, a geração das contas a pagar de forma automática e o lançamento em sistema para posterior conciliação a partir da nota fiscal de venda. Já em relação ao controle financeiro da empresa, o sistema ERP é capaz de controlar, simultaneamente, todas as entradas e saídas financeiras do negócio, agilizando a rotina do empresário, que deseja tudo em ordem e em dia, sem dor de cabeça para isso. Esse sistema ainda é capaz de dinamizar a leitura e o entendimento de orçamentos, vendas, gerenciamento de comissões, impressão de cupons fiscais e a geração de notas fiscais.

O ERP também é um recurso utilizado para o controle de cotações e compras, contribuindo para o melhor controle de estoque. Manter um estoque organizado, com valor atualizado e sem brecha para prejuízos é um dos grandes desafios enfrentados por um bom administrador. Assim, gerir este departamento pode ser uma tarefa extremamente complicada sem o auxílio de um bom software, de fácil interpretação e completo. Recomenda-se também o uso de ferramentas que facilitem o inventário e o controle de entradas e saídas de estoque.

Entretanto, o empresário deve escolher o software que mais se adeque a realidade de seu negócio. No mercado, o empresário consegue encontrar softwares pagos e gratuitos que integram todas as operações de gestão da empresa, facilitando o controle de diversos processos – administrativo, caixa, financeiro, estoques, compras, vendas, entre outros.

Alguns exemplos de softwares pagos: criasoft versão 7.0.0.3; GestãoClick; ERP totvs; ERP Sankhya, Base ERP; Conta Azul; entre outros. O empresário poderá verificar os testes gratuitos para confirmar se atenderá as necessidades da empresa, antes de investir em algum software. Mas o empresário também poderá testar e utilizar alguns softwares que são gratuitos, como: Empresarial Master Plus; Empresarial Master Sênior; YetiForce; DolibarrMarket UP entre outros.

Há também, para esse tipo de negócio, formas de automatizar o processo de produção: utilização de máquinas que agilizarão todo o processo, como as máquinas de pregar bolsos automática, máquina automática para pregar bolsos embutidos, máquina automática de aplicar passantes de calças, máquina automática para pregar botões, máquina de cortar, virar e prensar gola, entre outras.

Os canais de distribuição são também chamados de canais de marketing ou canais de comercialização. As decisões de escolha dos canais de distribuição estão entre as mais complexas e desafiadoras, pois cada sistema de canal geral um nível de vendas e custos. A distribuição precisa levar o produto ao lugar certo através dos canais de distribuição adequados para não deixar faltar nenhum produto no mercado. A distribuição pode ser: exclusiva, seletiva ou intensiva.

No caso da loja de armarinhos, o principal canal de distribuição é a própria loja, onde se encontra o estoque de mercadorias. O empreendedor pode ampliar os canais de distribuição através de venda pela internet ou por telefone, neste caso a entrega pode ser efetuada por um motoboy, e, por este motivo o empreendedor deverá estipular um valor mínimo para este serviço. Os canais de distribuição são os meios utilizados pelas empresas para escoar sua produção e ofertar seus serviços. A importância dos canais de distribuição é fundamental e seu custo pode representar uma parcela considerável do preço final do produto vendido ao consumidor; os canais não só satisfazem a demanda através de produtos e serviços no local, em quantidade, qualidade e preço corretos, mas, também, têm papel fundamental no estímulo à demanda, através das atividades promocionais dos componentes ou equipamentos atacadistas, varejistas, representantes ou outros.

A partir da escolha dos canis de distribuição, o empreendedor deve definir o caminho que o produto ira percorrer até chegar no cliente da forma mais rápida e em boas condições definindo rotas e tipos de transportes que serão adotados, considerando as características individuais de cada tipo de produto.

O mercado WEB é uma grande oportunidade, ao resolver adotar esse meio de comercialização é importante atender necessidades específicas do empreendimento, um exemplo: caso o armarinho opte por vendas em redes sociais ou web sites, é fundamental ter um bom conhecimento de logística, para conseguir levar o seu produto de um ponto a outro e sem danos, preço competitivo e garantia de entrega para o consumidor final.

Uma possível parceria pode ser feita com as empresas de entregas por aplicativos como: Rappi, Gloovo entre outras, a qual fará a ligação direta do seu produto com o que o cliente procura.

O valor do investimento em um armarinho depende de muitos fatores, por exemplo, tamanho da loja, número de funcionários, quantidade de produtos oferecidos e localização do ponto de venda. No entanto, estima-se que os investimentos iniciais para se abrir um armarinho com área estimada de 50 M² levando em consideração a estrutura anteriormente apresentada seja de aproximadamente:

INVESTIMENTO FIXOINVESTIMENTOS FINANCEIROSDESPESAS PRÉ OPERACIONAIS
R$ 22.000,00R$ 18.000,00R$ 7.000,00

O investimento fixo corresponde às despesas iniciais com todos os bens necessários para que a empresa realize suas atividades, por exemplo: máquinas e equipamentos. Estimar qual será o investimento fixo necessário é um dos primeiros passos de um plano financeiro. Uma opção para o empreendedor que está iniciando, é fazer buscas de equipamentos de segunda mão, com isso, poderá encontrar bons produtos a um preço mais acessível, diminuindo o investimento inicial.

Despesas pré-operacionais são aquelas fundamentais para que a empresa consiga desenvolver ou mesmo ampliar as suas atividades. Elas podem estar ou não diretamente ligadas à produção. Isso porque podem incluir, também, gastos com setor administrativo. Exemplos de despesas pré-operacionais são: despesas de instalação e de organização, honorários dos profissionais envolvidos, encargos financeiros e gastos com estudos de viabilidade econômica e elaboração de projetos e pesquisa mercadológica, divulgação inicial, entre outros.

Os investimentos financeiros abrangem o investimento inicial em estoque e capital de giro.

Lembrando que os valores aqui apresentados, são apenas previsões, eles foram previstos considerando a estrutura física e os equipamentos descritos, respectivamente, nos tópicos 5 e 7 desta ideia de negócio, cujo Investimento inicial total perfaz o montante de R$ 47 mil reais. Desse valor, 47% é destinado a investimentos fixos (equipamentos e mobiliário); 38% será para cobrir os investimentos financeiros (que inclui o investimento inicial de estoque e o capital de giro, que será detalhado no próximo tópico) e os outros 15% para as despesas pré-operacionais (despesas com legalização, reformas, divulgação, instalações e montagens, e fachada).

O empresário pode acessar também o simulador de negócios do SEBRAE , para simular valores e estimativas desses equipamentos. A previsão é que o faturamento mensal seja de R$ 20 mil reais.

Vale ressaltar que os valores são apenas estimativos, não devendo, portanto, o empreendedor negligenciar pesquisas mais profundas antes de montar sua empresa. É importante que o empreendedor elabore um Plano de Negócios antes de iniciar o empreendimento, onde os valores necessários à estruturação da empresa podem ser mais detalhados, em função dos objetivos estabelecidos de retorno e alcance de mercado.

Nessa etapa, é indicado que o empreendedor procure o Sebrae para consultoria adequada ao seu negócio, levando em conta suas particularidades. O empreendedor também poderá basear-se nas orientações propostas por metodologias de modelagem de negócios, em que é possível analisar o mercado no qual estará inserido, mapeando o segmento de clientes, os concorrentes, a mão de obra necessária, fornecedores, as atividades chave, as parcerias possíveis, sua estrutura de custos e fontes de receita.

O capital de giro é o montante de recursos financeiros que a empresa precisa manter para garantir fluidez nos ciclos de caixa. Assim, ele funciona com uma quantia imobilizada (inclusive em bancos) para suportar as oscilações de caixa. O capital de giro de um armarinho está diretamente ligado à política de prazos, como os prazos concedidos ao cliente e prazos de estocagem (quanto maiores, maior será a necessidade de capital de giro) e os prazos recebidos dos fornecedores (quanto maiores, menor será a necessidade de capital de giro).

Suponha que um cliente entre na loja para comprar um item do armarinho. Porém, ele deseja dividir a compra em três parcelas. A cada mês, o valor destas parcelas será pago, contudo é preciso que a empresa possua recursos para o financiamento desta compra. Assim, é necessário que exista capital de giro.

O valor de capital de giro projetado nesta ideia de armarinho considerou prazos bem elásticos para cumprimento das obrigações: pagamento de fornecedores – 60 dias em média, pagamento de impostos e contribuição social 15 dias, e salários 30 dias. No financiamento das vendas, ou seja, prazo de recebimento dos clientes – 30 dias, 15 dias em média de caixa mínimo. Em média, o capital de giro em reserva de caixa desse tipo de negócio é em torno de R$ 8.000,00.

É importante que o prazo de recebimento dos clientes não seja maior que o prazo de pagamento aos fornecedores. Pois quando a empresa precisa pagar os fornecedores antes de receber de seus clientes, terá uma maior necessidade de capital de giro.

O empresário deverá ter um controle orçamentário rígido, de forma a não consumir recursos sem previsão, inclusive valores além do pró-labore. No início, todo o recurso que entrar na empresa nela deverá permanecer, possibilitando o crescimento e a expansão do negócio. O ideal é preservar recursos próprios para capital de giro e deixar financiamentos (se houver) para máquinas e equipamentos.

Sempre será muito útil que se tenha certo montante de recursos financeiros, para que o negócio possa fluir sem sobressaltos, especialmente no início do projeto. No entanto, ter esse recurso disponível não é suficiente e somente deverá ser utilizado para honrar compromissos imediatos ou lidar com problemas de última hora.

Portanto, administrar o capital de giro da empresa significa avaliar o momento atual, as faltas e as sobras de recursos financeiros e os reflexos gerados por decisões tomadas em relação a compras, vendas e à administração do caixa.

Mapear os custos de um negócio faz parte do processo de gestão e essa atividade auxilia o empreendedor a tomar as melhores decisões para maximizar os resultados financeiros (CALLADO; MIRANDA; CALLADO, 2003). Além de mapear os custos, o empreendedor deve atentar para: comprar pelo menor preço e negociar prazos mais extensos com os fornecedores, evitar gastos e despesas desnecessárias e manter equipe de pessoa enxuta.

Os custos são os gastos da empresa com o produto final e estão ligados à aquisição de mercadorias. Esses custos/despesas são divididos em fixos e variáveis. Os custos fixos são aqueles que não sofrem alteração de valor em caso de aumento ou diminuição da produção. Exemplo: limpeza da loja, aluguel do ponto de venda, salários e segurança. Por outro lado, os custos variáveis variam de acordo com o nível de produção ou atividades. Exemplo: matérias-primas e comissões de vendas (IUDÍCIBUS, 1998).

As despesas fixas, que são os gastos com o funcionamento da empresa, isto é, a estrutura montada para comprar, estocar e vender, mais comuns são: aluguel, IPTU, salários fixos, encargos sobre salários (férias, 13º salário, FGTS, INSS – parte do empregador e rescisões contratuais), faturas de telefone, água, energia elétrica, contador ou consultoria contábil, material de escritório, embalagens, manutenção das vitrines, propaganda, despesas bancárias e treinamento dos funcionários e do empresário. Além disso, o pró-labore, o seu valor deve ser definido em função da possibilidade de a empresa pagar, e não em função das necessidades pessoais do proprietário da empresa. Vale destacar que essas despesas variam de acordo com o porte do empreendimento.

Em média, os gastos mensais para de um armarinho com uma estrutura de 50 M² devem ser estimados considerando:

CUSTOS VARIÁVEISMÃO DE OBRACUSTOS FIXOS
R$ 6.800,00R$ 3.300,00R$ 3.000,00

O valor referente aos custos variáveis foi calculado considerando os custos com mercadorias (R$ 5.000,00), que representam a aquisição dos itens para revenda; os custos com impostos (R$ 1.460,00) considerando a adequação ao simples nacional, um faturamento mensal de R$ 20.0000,00 e a alíquota incidente de 7,3%; e os custos com venda (R$ 340,00) utilizados para a divulgação da empresa.

Já o valor referente aos gastos mensais com mão de obra foi calculado considerando salários para dois colaboradores, benefícios e encargos sociais. Os custos fixos referem-se a gastos com aluguel, honorários contábeis, energia elétrica, água e IPTU.

A depreciação ou desvalorização é o custo da obsolescência dos ativos imobilizados da empresa, por exemplo, móveis e instalações (IUDÍCIBUS, 1998). Assim, ao longo do tempo, os ativos vão perdendo valor. Por exemplo, equipamentos de informática têm uma vida útil de cinco anos, com uma depreciação mensal de R$ 450,00. Em geral, máquinas e equipamentos têm taxa de depreciação de 10% ao ano, ou seja, eles devem ser renovados ou substituídos a cada 10 a

OBS: Os valores aqui apresentados foram previstos considerando a estrutura, pessoal e equipamentos descritos nos tópicos 5, 6 e 7 nesta ideia de negócio. Ressalta-se que são apenas estimativas.

Diante da presença de milhares de lojas armarinhos nas grandes cidades, o empreendedor precisa se diferenciar dos seus concorrentes para obter sucesso neste mercado. As ações de diferenciação devem ser voltadas para a prestação de serviços especiais aos clientes. Alguns exemplos de ações bem sucedidas são:

  • Parceria com artistas e artesões para expor e vender seus produtos na loja;
  • Criação de programas de fidelidade para os clientes mais assíduos;
  • Venda de produtos por telefone e internet;
  • Representação autorizada de fabricantes de artigos de decoração;

As pesquisas quantitativas e qualitativas podem ajudar na identificação de benefícios de valor agregado. Agregar valor significa oferecer produtos e serviços complementares ao produto principal, diferenciando-se da concorrência e atraindo o público-alvo. Não basta possuir algo que os produtos concorrentes não oferecem. É necessário que esse algo mais seja reconhecido pelo cliente como uma vantagem competitiva e aumente o seu nível de satisfação com o produto ou serviço prestado.

Uma das principais formas que este tipo de negócio tem para se diversificar dos outros é ter o maior número de mercadorias possíveis, para atender as mais diversas necessidades dos clientes, de preferência fazer com que todos que entrarem na loja saiam felizes e satisfeitos com suas compras e atendimento. Assim, o diferencial no atendimento personalizado e qualificado (com pessoal uniformizado e bem humorado) cativa o cliente.

É importante pesquisar junto aos concorrentes para conhecer os serviços que estão sendo adicionados e desenvolver opções específicas com o objetivo de proporcionar ao cliente um produto diferenciado.

Além disso, conversar com os clientes atuais para identificar suas expectativas é muito importante para o desenvolvimento de novos serviços ou produtos personalizados, o que amplia as possibilidades de fidelizar os atuais clientes, além de cativar novos.

 

Realizar uma comunicação interativa entre o armarinho e seus clientes, de modo a atrair a atenção da clientela, em meio a outras opções que ele possui, e assim, ser o escolhido para fornecer o produto desejado é um grande desafio. Existem inúmeras maneiras de realizar esta comunicação entre a empresa e o cliente, podendo ser através de propagandas, promoção de vendas, relações públicas, publicidade, merchandising, vendas pessoais e marketing direto. O empreendedor deve selecionar as que mais se adequam ao perfil do negócio, ao porte da empresa, à sua região de abrangência, ao seu público alvo e ao orçamento do negócio.

A empresa pode divulgar os seus produtos por intermédio de meios tradicionais, como propagandas em rádios locais. Entretanto, meios como jornais e revistas, televisão e rádio são caros. Contudo, o empreendedor pode fazer a divulgação por meio das redes sociais (FacebookTwiterInstagram etc), e-mails, ligações, mensagens SMS, folders e panfletos, mensagens no Whatsapp e outdoors. A divulgação também pode ocorrer através de embalagens customizadas, cartão-fidelidade, apresentação da loja em eventos especializados e formação de parcerias com os influenciadores digitais.

Vale destacar que o empreendedor deve buscar sempre entregar o que foi prometido e, quando possível, superar as expectativas do consumidor. A propaganda boca a boca feita por clientes satisfeitos e bem atendidos é um fator crucial para o fortalecimento da marca.

As redes sociais são canais ágeis de comunicação e divulgação dos produtos e da marca da empresa. Além disso, as redes sociais têm uma grande abrangência de público, uma vez que na sociedade da comunicação em que vivemos hoje, muitas pessoas possuem smartphones conectados à internet. O ideal é que as redes sociais sejam encaradas com maturidade e responsabilidade pela organização.

Por fim, a comunicação com o cliente pode ser melhorada de diversas formas, dentre elas: ouça o que o cliente tem a falar sobre os produtos, a marca e a loja; utilize a tecnologia, especialmente as redes sociais, a favor da sua empresa; não se esqueça do cliente quando a compra acabar. Ele precisa lembrar dos serviços e produtos. No entanto, é preciso ter cuidado para não o irritar. Outra dica é prestar atenção nas palavras, o empreendedor deve trata-los com educação e simpatia.

Caso seja de interesse do empreendedor, um profissional de marketing e/ou comunicação poderá ser contratado para desenvolver campanhas de divulgação específicas. Salienta-se a importância de divulgar e promover o seu produto, para que o público-alvo comece a conhecê-lo e desejá-lo.

 

Um armarinho é entendido pela Classificação Nacional de Atividades Econômicas – CNAE/IBGE 4755-5/02 Comercio varejista de artigos de armarinho. Sendo um pequeno negócio essa loja poderá optar pelo Simples Nacional – Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições, instituído pela Lei Complementar nº 123/2006, desde que sua categoria esteja contemplada no regime, ou seja, a receita bruta anual de sua atividade não ultrapasse R$ 360 mil para microempresa e R$ 4,8 milhões para empresa de pequeno porte e sejam respeitados os demais requisitos previstos na Lei.

Nesse regime, o empreendedor de ME e EPP poderá recolher os seguintes tributos e contribuições, por meio de apenas um documento fiscal – o DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional), que é gerado no Portal do SIMPLES Nacional:

  • IRPJ (Imposto de Renda da Pessoa Jurídica);
  • CSLL (Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido);
  • PIS (Programa de Integração Social);
  • COFINS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social);
  • CPP (Contribuição Previdenciária Patronal);
  • ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços): para empresas do comércio
  • ISS (Imposto Sobre Serviços): para empresas que empresas que prestam serviços;
  • IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados): para indústrias.

Conforme a Lei Complementar nº 123/2006 alterada pela Lei Complementar nº 155/2016, as alíquotas do Simples Nacional variam de acordo com as tabelas I a VI, dependendo das atividades exercidas e da receita bruta auferida pelo negócio. No caso de início de atividade no próprio ano-calendário da opção pelo Simples Nacional, para efeito de determinação da alíquota no primeiro mês de atividade, os valores de receita bruta acumulada devem ser proporcionais ao número de meses de atividade no período. Esta atividade se enquadra no Anexo I da Lei Complementar nº 155/2016, cujas alíquotas aplicáveis no ano de 2019 variam de 4% a 19%, dependendo da faixa de receita bruta anual auferida.

Se o Estado em que o empreendedor estiver exercendo a atividade conceder benefícios tributários para o ICMS (desde que a atividade seja tributada por esse imposto), a alíquota poderá ser reduzida conforme o caso. Na esfera Federal poderá ocorrer redução quando se tratar de PIS e/ou COFINS.

Se a receita bruta anual não ultrapassar R$ 81 mil, o empreendedor poderá optar pelo registro como Microempreendedor Individual (MEI), desde que ele não seja dono ou sócio de outra empresa e tenha até um funcionário. Para se enquadrar no MEI, sua atividade deve constar na Resolução CGSN n° 140, de 2018 e alterações. No caso do negócio se enquadrar no MEI, o empreendedor tem duas obrigações tributárias: contribuição previdenciária para o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) e o pagamento de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Esses valores são pagos mensalmente e são independentes do faturamento da firma, ou seja, é um valor fixo

Ao ultrapassar o limite de R$ 81.000,00, o MEI deverá consultar o Portal do Empreendedor MEI para verificar como deve ser a transição para a nova forma de tributação adequada ao seu faturamento.

Para os empreendedores que preferem não optar pelo Simples Nacional, há também os regimes de tributação abaixo:

Lucro Presumido: É o lucro que se presume através da receita bruta de vendas de mercadorias e/ou prestação de serviços. Trata-se de uma forma de tributação simplificada utilizada para determinar a base de cálculo dos tributos das pessoas jurídicas que não estiverem obrigadas à apuração pelo Lucro Real. Nesse regime, a apuração dos impostos é feita trimestralmente.

A base de cálculo para determinação do valor presumido varia de acordo com a atividade da empresa. Sobre o resultado da equação: Receita Bruta x % (percentual da atividade), aplica-se as alíquotas de IRPJ, CSLL, PIS, COFINS. Incidem também sobre a receita bruta os impostos estaduais e municipais: ICMS, ISS. Sobre a folha de pagamento incidem as contribuições previdenciárias e encargos sociais (tanto para o lucro real quanto para o lucro presumido): INSS e FGTS.

Lucro Real: É o lucro líquido do período de apuração ajustado pelas adições, exclusões ou compensações estabelecidas em nossa legislação tributária. Este sistema é o mais complexo, que deverá ser bem avaliado por um contador. Aplicam-se as alíquotas dos tributos: IRPJ, CSLL, PIS, COFINS, ICMS, ISS, INSS e FGTS.

Vale ressaltar que cada empreendimento possui suas particularidades, como número de empregados. Assim, antes da decisão de qual regime tributário seguir, o empresário deve consultar um contador. O profissional da contabilidade pode realizar o cálculo de qual enquadramento jurídico e tributário que empresa se encaixa

Ademais, é importante ressaltar que a Lei de Liberdade Econômica de 2019 – Lei 13874 de 2019 estabelece garantias de livre mercado propondo que as carteiras de trabalho poderão ser emitidas pelo Ministério da Economia em meio eletrônico, o registro de entrada e saída no trabalho serão obrigatórios somente em empresas com mais de 20 empregados, atividades de baixo risco fica dispensada o alvará de funcionamento e a lei prevê que registros públicos, realizados em cartório, podem ser escriturados, publicados e conservados em meio eletrônico, como registro civil de pessoas naturais, o de constituição de pessoas jurídicas e o registro de imóveis.

 

As feiras, eventos comerciais e exposições são eventos que podem promover os produtos e serviços da empresa. Esses eventos proporcionam condições de negociação imediata dos produtos e a possibilidade de criar um intercâmbio comercial (ARMSTRONG; KOTLER, 2008). Desse modo, o empreendedor deve considerar participar de eventos para mostrar suas roupas e marca para um público maior, atualizar-se sobre as novas tendências de moda do setor, fechar parcerias, fazer novos contatos de fornecedores, dentre outros.

Para a participação nos eventos próprios do setor o empreendedor deve responder a alguns questionamentos: o mercado onde vai ocorrer o evento é importante para os meus produtos? Os meus produtos atendem às exigências desse mercado? Quais são os meus objetivos com a participação nesse evento? É o evento que mais se adéqua a realidade da minha empresa? Qual será o custo de participação nesse evento?

No nível nacional, as feiras relacionadas ao setor são:

No nível internacional, têm-se os seguintes eventos:

  • COTERIE
  • LINEAPELLE

E a maior feira mundial dedicada ao Mercado têxtil/vestuário é o ITMA (Textile & Garment Technology Exhibition). Esse evento ocorre anualmente em uma cidade diferente no mundo. Em 2019, por exemplo, ocorreu na cidade de Barcelona, na Espanha.

 

As instituições podem fornecer informações relevantes para o negócio além de incentivar parcerias entre as organizações do setor. Entre essas entidades, podem-se citar as Federações de Comércio de cada estado, a Câmara de Dirigentes dos Lojistas dos estados, as entidades de desenvolvimento do setor de serviços, do comércio e da indústria, as associações do setor estaduais e as entidades de desenvolvimento regional.

Além disso, no nível nacional, têm-se essas outras instituições seguintes:

 

Norma técnica é um documento, estabelecido por consenso e aprovado por um organismo reconhecido que fornece para um uso comum e repetitivo regras, diretrizes ou características para atividades ou seus resultados, visando a obtenção de um grau ótimo de ordenação em um dado contexto. (ABNT NBR ISO/IEC Guia 2).

Participam da elaboração de uma norma técnica a sociedade, em geral, representada por: fabricantes, consumidores e organismos neutros (governo, instituto de pesquisa, universidade e pessoa física).

Toda norma técnica é publicada exclusivamente pela ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, por ser o foro único de normalização do País.

1. Normas específicas para um Armarinho:

Não existem normas específicas para este negócio.

2. Normas aplicáveis na execução de um Armarinho:

ABNT NBR 15842:2010 – Qualidade de serviço para pequeno comércio – Requisitos gerais.

Esta Norma estabelece os requisitos de qualidade para as atividades de venda e serviços adicionais nos estabelecimentos de pequeno comércio, que permitam satisfazer as expectativas do cliente.

ABNT NBR 12693:2010 – Sistemas de proteção por extintores de incêndio.

Esta Norma estabelece os requisitos exigíveis para projeto, seleção e instalação de extintores de incêndio portáteis e sobre rodas, em edificações e áreas de risco, para combate a princípio de incêndio.

ABNT NBR 5410:2004 Versão Corrigida: 2008 – Instalações elétricas de baixa tensão.

Esta Norma estabelece as condições a que devem satisfazer as instalações elétricas de baixa tensão, a fim de garantir a segurança de pessoas e animais, o funcionamento adequado da instalação e a conservação dos bens.

ABNT NBR ISO IEC 8995-1:2013 – Iluminação de ambientes de trabalho – Parte 1: Interior.

Esta Norma especifica os requisitos de iluminação para locais de trabalho internos e os requisitos para que as pessoas desempenhem tarefas visuais de maneira eficiente, com conforto e segurança durante todo o período de trabalho.

ABNT NBR 5419:2005 – Proteção de estruturas contra descargas atmosféricasEsta Norma fixa as condições de projeto, instalação e manutenção de sistemas de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA), para proteger as edificações e estruturas definidas em 1.2 contra a incidência direta dos raios. A proteção se aplica também contra a incidência direta dos raios sobre os equipamentos e pessoas que se encontrem no interior destas edificações e estruturas ou no interior da proteção impostas pelo SPDA instalado.

ABNT NBR 9050:2004 Versão Corrigida: 2005 – Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos

Esta Norma estabelece critérios e parâmetros técnicos a serem observados quando do projeto, construção, instalação e adaptação de edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos às condições de acessibilidade.

ABNT NBR IEC 60839-1-1:2010 – Sistemas de alarme – Parte 1: Requisitos gerais – Seção 1: Geral.

Esta Norma especifica os requisitos gerais para o projeto, instalação, comissionamento (controle após instalação), operação, ensaio de manutenção e registros de sistemas de alarme manual e automático empregados para a proteção de pessoas, de propriedade e do ambiente.

 

Adesão: Propriedade de uma tinta ou matéria prima de se fixar á base onde são aplicados.

Aguarrás: Solvente geralmente utilizado na lavagem dos pincéis. Também pode ser usada para diluir uma tinta na execução de determinadas técnicas.

Aquarela: Tinta á base de água, pronta para o uso. Também é o nome da técnica e do trabalho desenvolvido com essa tinta.

Betume da Judéia: Líquido escuro e viscoso derivado do petróleo que é usado para técnicas de envelhecimento da peça. Pode ser aplicado diluído, ou ser misturado á cera.

Biscuit: são esculturas modeladas a partir de uma massa feita com amido de milho, cola, vaselina líquida, etc Com essa massa os artistas preparam adornos ou esculturas de todo tipo.

Bordado inglês: com ele você vai poder enfeitar os mais variados tipos de trabalho, tanto como roupas ou artesanatos. Ela pode ser encontrada nas mais variadas cores, estampas e tamanhos. E fica linda aplicada em panos de prato por exemplo.

Botão de pé: Esse tipo de botão, possui um tipo de argola na parte de baixo para poder ser aplicado. Pode ser usado em fechamento de roupas ou em artesanatos. É ideal para fazer artigos para crianças, onde existe uma variedade de formatos e cores.

Círculo Cromático: É essencial conhecer as cores no que se refere ás misturas e combinações. Sabendo utilizar o círculo cromático, o artista consegue que um trabalho seja mais harmonizado nas cores, transmitindo suavidade, ou não; dependendo do objetivo que se quer atingir no artesanato.

Colchetes: Tem a função de fechar uma abertura. geralmente é aplicado em peças de estilo social e fino, como por exemplo calça social ou shorts de alfaiataria, dispensando o fechamento com botões.

Corantes: Servem para dar cor á tintas e vernizes. Podem ser líquidos ou em pó.

Customização: Customizar é transformar, modificar, dar a nossa personalidade a uma peça de roupa ou acessório. Em todos os seguimentos pelo mundo afora , estão customizando suas criações, rebordando, rasgando, esgarçando, bordando e reinventando.

Diluentes: Solventes líquidos usados para diluir tintas e vernizes.

Entretela ou Entertela: É encontrada em forma de folhas, ou em rolos. Sua função é dar sustentação ao tecido em certos tipos de roupas e processos de costura.

Envelhecimento: Técnicas que produzem efeitos de envelhecimento ou de muito uso em um trabalho artesanal.

Envernizar: Aplicar verniz.

Espátulas: Ferramentas em formatos de pás , em metal ou em plástico, que são utilizadas para aplicar tintas ou massas.

Essência de Terebintina: Solvente tradicional das tintas á óleo.

Estêncil: São modelos feitos em acetato ou plástico com desenhos vazados e são usados para aplicar tinta em uma peça artesanal.

Elástico Colombe: É um tipo de elástico que em média possui 8 cm de largura ou mais, e pode ser encontrado de várias texturas e cores. Esse tipo de elástico pode ser usado para fazer cós de uma saia, roupas para gestantes e entre outros.

Elástico comum: Pode ser encontrado em diversas larguras e cores, e pode ser aplicado nos mais variados tipos de peças. Existe várias composições desse elástico, e a mais resistente é a de algodão.

Franja: é um tipo de aviamento que tem a mesma ideia e função da sianinha e do grelô, onde vai deixar sua peça com mais destaque e detalhes. Pode ser encontrada também com aplicações na própria franja.

Guipir: É um tipo de renda que pode ser encontrada por metro, ou em peças únicas para serem aplicadas em decotes, como na foto. É uma renda acetinada e delicada que ultimamente vem ganhando destaque nas confecções.

Grelô: Esse aviamento segue a mesma ideia da sianinha, também vendida por metro ou rolo e aplicada em barras, almofadas, vestidos, dando destaque aos pequenos ”pons pons”, deixando a peça super delicada. Esse aviamento é bastante delicado, e ao ser aplicado, deve ter cuidados especiais com a lavagem;

Pirógrafo: Ferramenta elétrica que possui um pequeno bastão ao qual são acopladas pontas de metal que podem ser trocadas, possuindo diferentes formatos. Essas pontas se aquecem e quando pressionadas á superfícies de madeira, queima a madeira produzindo sulcos e desenhos.

Patchwork: é um trabalho manual feitos de pedaços de tecidos emendados. O patchwork é a emenda dos retalhos costurados de forma a formar desenhos. Você pode fazer colchas, mantas de sofá, paineis de parede, roupas e pequenas utilidades para o lar.

Sianinha: é um tipo de aviamento que é vendido por metro ou em rolos. Com ela, você enfeita sua peça, tanto em barras de vestido/saia, em alças, e artesanatos. Você pode encontrar de vários tamanhos e também com mescla de cores.

Scrapbooks: Passatempo que relaciona-se a colar recortes de jornal,artigos de revistas, fotos, em álbuns decorados, ou seja, scrapbooks. É o antigo “diário” das jovens que gostavam de escrever suas experiências do dia-a-dia.

Secante de Cobalto: Líquido que quando adicionado á tinta á óleo, possibilita que a mesma seque mais rapidamente. A cor violeta desse acelerador não altera a cor da tinta.

Solvente: Líquido para diluição e limpeza. Existem dois tipos de solventes, sendo que um deles é inodoro (sem cheiro).

Termolina Leitosa: Verniz acrílico de múltiplos usos. Como adesivo em trabalhos de decoupagé, ou como impermeabilizante para tecidos (impermeabilizando e possibilitando que se corte sem desfiar), ou usando como verniz sem brilho em qualquer superfície.

Thiner: Solvente utilizado para limpar pincéis e utensílios dos resíduos de tinta.

Verniz: É um líquido que possui viscosidade e é aplicado para proteger uma superfície, formando após a sua aplicação uma película transparente. Os vernizes podem ser em spray ou serem aplicados com pincel.

Viés: O viés é um tipo de aviamento aplicado na borda do tecido para dar acabamento. Ele pode ser feito do próprio tecido, ou pode ser comprado pronto nos mais diferentes tamanhos, cores, e texturas.

Vivo: O vivo é um tipo de aviamento aplicado de forma embutida entre dois tecidos, deixando um contorno entre essa união. È comum ver em bolsas, bermudas masculinas e peças artesanais. Pode ser encontrado em material mais leve ou mais grosso em material sintético.

Zíper invisível: Esse tipo de zíper é aplicado em peças com tecidos mais leves e finos, dando acabamento completamente invisível dos ”dentes”.

 

Ser empreendedor requer dedicação e esforço para que o negócio se torne lucrativo e sustentável. Para ter um negócio de sucesso é importante:

  • Buscar conhecimento: Antes de qualquer iniciativa é imprescindível procurar conhecer o mercado, compreender a melhor maneira de gerenciar a empresa, identificar as áreas nas quais você não possui conhecimento e se capacitar. É preciso se adentrar no mundo do empreendedorismo para não cometer erros básicos e prejudicar a empresa;
  • Se planejar: Buscar informações sobre o que é preciso para colocar um novo negócio, planejar como irá acontecer essa empreitada e seguir esse planejamento para evitar tomadas de decisão precipitadas e errôneas;
  • Quando necessário procure ajuda para alavancar o negócio. Ninguém é detentor de todo o conhecimento e pode acontecer de você precisar de ajuda para manter determinada área da empresa saudável;
  • Investir na qualidade global de atendimento ao cliente, ou seja: qualidade do serviço, ambiente agradável, profissionais atenciosos, respeitosos e interessados pelo cliente, além de comodidades adicionais como estacionamento;
  • Procurar fidelizar a clientela com ações de pós-venda, como: envio de cartões de aniversário, comunicação de novos itens colocados à venda, contato telefônico para oferecer produtos de interesse do cliente, oferecer garantia para o produto etc.
  • Evitar manter estoques exorbitantes pois representam um custo alto para o negócio;
  • Utilizar as ferramentas tecnológicas de gestão ao seu favor, a exemplo do MarketUp;
  • Avaliar a necessidade e oportunidades de financiamento;
  • Apresentar um diferencial competitivo em relação aos concorrentes;
  • Não confundir o dinheiro da empresa com o dinheiro do empresário;
  • Conhecer bem os fornecedores para garantir a qualidade das peças e estabelecer parcerias com eles;
  • Apresentar um ponto de venda limpo, confortável e criativo para os clientes;
  • Verificar a possibilidade de vendas online como forna de diferenciação e inovação;
  • Estar atento as tendências de moda e artesanato.
 

Empreender pode ser uma atividade desafiadora, no entanto, o empreendedor antes de abrir um negócio deve se informar bem sobre mercado, concorrentes, fornecedores e produtos. Um armarinho, por exemplo, requer que o empreendedor esteja atento às tendências de moda e de artesanato, conheça bem seu público alvo para oferecer as peças adequadas, conheça bem seus fornecedores para garantir a qualidade das peças aos seus clientes e entenda sobre a gestão do negócio.

Diante disso, o empreendedor deve ter algumas características específicas, como iniciativa, que é a busca constante por oportunidades de novos negócios, ideias, ou seja, estar atento as tendências. Além disso, o empresário deve ter perseverança, uma vez que muitas dificuldades podem aparecer especialmente no começo do negócio.

Outra característica do empreendedor é correr risco, porém riscos previamente planejados. Negócios bem planejados correm menos riscos do que negócios sem planejamento. Assim, uma quantidade de informações maior pode auxiliar o empreendedor a tomar melhores decisões. Constantemente o empreendedor deve ter a capacidade de planejar o futuro da organização. Dessa maneira, ele deve ter a visão de onde está, aonde quer chegar, em quanto tempo quer chegar lá e o que é preciso para chegar lá.

Pequenas empresas não possuem muitos recursos financeiros. Diante disso, o empresário deve trabalhar sobre premissas de eficiência e qualidade, a fim de reduzir os custos e otimizar os processos e decisões. Outra característica do empreendedor é possuir capacidade de comunicação. Ele deve fazer e manter uma rede de contatos, especialmente de fornecedores. Eventos e feiras são exemplos de ambiente que podem favorecer formar contatos profissionais.

Além disso, liderança é outra característica imprescindível ao empreendedor. Assim, além de comandar a empresa nas questões estratégicas, gerenciais e até operacionais, o empreendedor deve saber motivar a sua equipe e ouvir os seus clientes. O feedback pode ajudar a empresa a sempre proporcionar experiências enriquecedoras de compra aos clientes. Portanto, essas e outras características (conhecimento dos clientes, comprometimento, independência, ética empresarial e autoconfiança) podem facilitar o sucesso do negócio. A ética nos negócios pode ir desde contratos honestos com as partes envolvidas no negócio, bem como ações e produtos com responsabilidade social. Entretanto, as práticas de responsabilidade social corporativa podem variar de acordo com o ambiente financeiro em que a empresa está inserida (SOARES et al., 2018).

 

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Para obter recursos para iniciar ou alavancar o negócio o empreendedor pode buscar agências de fomento de linhas de crédito. Algumas instituições financeiras também possuem linhas de crédito voltadas para o pequeno negócio que são lastreadas pelo Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe), em que o Sebrae pode ser avalista complementar de financiamentos para pequenos negócios, desde que atendidas alguns requisitos preliminares. Maiores informações podem ser obtidas na página do Sebrae na web:

http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/sebraeaz/fundo-de-aval-do-sebrae-oferece-garantia-para-os-pequenos-negocios,ac58742e7e294410VgnVCM2000003c74010aRCRD

BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, por exemplo, oferece linhas de financiamento que apoiam os empreendedores no longo prazo. O financiamento pode ser concedido a todos os seguimentos da economia (serviços, comércio, agricultura, indústria) e para diversos fins (aquisição de equipamentos, exportação de bens, fortalecimento da estrutura de capital da empresa). Além disso, micro e pequenas empresas possuem condições especiais.

 

A saúde financeira de um negócio é um fator determinante para a continuidade da sua operação. Independentemente do tamanho ou segmento do negócio um controle financeiro efetivo é imprescindível para indicar as estratégias financeiras a serem adotadas para mitigar riscos, custos e aumentar a produtividade. Segue abaixo algumas orientações a serem observadas pelo empreendedor:

BARGANHA COM FORNECEDORES

Nada mais é que o poder de negociação com seus fornecedores por preços menores e prazos mais flexíveis.

CAPITAL DE GIRO

Montante financeiro necessário para permitir o início e a permanência das atividades do negócio.

CUSTOS

Os custos são gastos que possuem relação direta com a atividade fim do negócio. Estão relacionados com o processo produtivo ou com a aquisição de mercadorias. Podem variáveis por variarem de acordo com o volume produzido ou vendido ou fixos por permanecerem inalterados independente do volume produzido.

DESPESAS

São os gastos necessários para a empresa manter o negócio funcionando, mas que não estão diretamente ligados com a atividade fim. Esses gastos rotineiros com água, material de escritório, produtos de limpeza, por exemplo, devem ser controlados para não afetarem a lucratividade da empresa.

EMPRÉSTIMOS

Quando o empreendedor precisa de recursos para alavancar o negócio ele pode buscar um empréstimo. Entretanto ao decidir por essa opção ele deve ficar atento as suas finanças, as taxas de juros, taxas administrativas e condições de pagamento para não se endividar.

FLUXO DE CAIXA

É o controle sobre as entradas e saídas de dinheiro no caixa da empresa. Esse controle permite ao empreendedor uma visão ampla da situação financeira de seu negócio, facilitando a contabilização dos ganhos e despesas, bem como as movimentações financeiras. Dependendo do porte da empresa o controle manual pode se tornar mais difícil. Portanto, sugere-se o uso de softwares específicos que podem ser encontrados gratuitamente ou podem ser adquiridos por empresas fornecedoras de softwares.

OBJETIVOS

Estabelecer objetivos financeiros é importante para se saber onde quer chegar. Com esses objetivos determinados o empresário deve determinar os planos de ação para o alcance desses objetivos. Uma ferramenta de gestão que auxilia no estabelecimento dos objetivos empresarias e portanto dos financeiros é o BSC – Balanced Scorecard.

PONTO DE EQUILÍBRIO

Indica o valor mínimo de receita que deverá ser obtido para que os custos e despesas da empresa sejam cobertos resultando em um lucro zero. Nesse instante o negócio se paga, mas ainda não provê lucros ao empresário.

PRINCÍPIO DA ENTIDADE

É um princípio da contabilidade que aponta que o patrimônio da empresa não deve ser confundido com o patrimônio de seu proprietário. Portanto, jamais se deve confundir a conta da empresa com a conta pessoal ou as contas dos sócios, pois isso gera uma falha gravíssima de gestão, podendo levar a empresa a decadência.

RECEITAS

Abrange os valores recebidos pela empresa que provém da venda de seus produtos ou serviços, de juros obtidos ou até mesmo da venda de um ativo.

RESERVAS/PROVISÕES

É uma quantia determinada para cobrir eventuais desembolsos que ocorram durante o ano. Este recurso funcionará como um fundo de reserva para a empresa e será composto por um determinado percentual do lucro mensal até que seja obtida a quantia desejada para o fundo. Quando a quantia for atingida, não haverá necessidade de fazer novas alocações, apenas restituição dos valores sacados quando houver a necessidade do uso do fundo

 

SOLUÇÕES DE INOVAÇÃO

O programa SEBRAETEC disponibiliza aos empreendedores serviços especializados e customizados para implantar soluções em sete áreas de inovação.

O programa ALI – Agentes Locais de inovação funciona em parceria com o CNPq e possui o objetivo de promover a prática continuada de ações de inovação das pequenas empresas.

PLANO DE NEGÓCIOS

O plano irá orientá-lo na busca de informações detalhadas sobre o ramo do empreendimento, os produtos e os serviços a serem oferecidos, além de clientes, concorrentes, fornecedores e pontos fortes e fracos, construindo a viabilidade da ideia e na gestão da empresa. O SEBRAE disponibiliza todo passo-a-passo através do link: http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/como-elaborar-um-plano-de-negocio

CURSOS ONLINE E GRATUITOS

O SEBRAE disponibiliza em sua plataforma mais de 100 cursos online e gratuitos.

CURSOS DE QUALIFICAÇÃO EMPREENDEDORA

Empretec – Metodologia da Organização das Nações Unidas (ONU) que proporciona o amadurecimento de características empreendedoras, aumentando a competitividade e as chances de permanência no mercado.

FERRAMENTAS DE GESTÃO

Ferramenta CANVAS Online: A metodologia Canvas ajuda o empreendedor a identificar como pode se diferenciar e inovar no mercado.

SISTEMA DE GESTÃO

MarketUP é o Sistema de gestão grátis para micro e pequenas empresas: NFe, NFCe, PDV, Loja Virtual, ERP, MRP e mais. Tudo online e de graça.

Aproveite também as ferramentas de gestão e conhecimento criadas para ajudar a impulsionar o seu negócio. Para consultar a programação disponível em seu estado, entre em contato pelo telefone 0800 570 0800

 

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