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Artigo analisa a obtenção de capital pelas MPE

“As MPE desempenham um papel fundamental para o crescimento e desenvolvimento da economia brasileira. Sua contribuição pode ser avaliada tanto na geração de oportunidades, com o aproveitamento de uma grande parcela da força de trabalho, como no estímulo do desenvolvimento empresarial, ajudando na criação de um mercado interno capaz de funcionar como base sólida para uma economia sustentável.” É o que diz o texto Capital de Risco nos pequenos negócios, do site Gera Negócio (www.geranegocio.com.br).

Segundo o artigo, “um dos principais problemas enfrentados pelas MPE é justamente a dificuldade em obter capital, seja na forma de empréstimos ou na manutenção de capital próprio”. Daí a necessidade de promoverem-se formas de investimento nas pequenas empresas, de maneira a fortalecer sua economia para elevar a renda da população. Para compreender melhor o tema, leia o restante do texto, a seguir.

“Dentre o leque de opções do mercado existentes para suprir essa anomalia, algumas recentes e inovadoras como é o caso do crowdfunding ou simplesmente dos financiamentos e empréstimos bancários tradicionais, os empresários de pequena empresa também tem a possibilidade de recorrer ao chamado Capital de Risco.

A atividade de Capital de Risco ou Venture Capital, propriamente dito, nasceu nos Estados Unidos logo após a segunda guerra mundial. No Brasil, a CVM (Comissão Valores Mobiliários) através de resolução 209, de 25 de março de 1994, regulamentou os Fundos Mútuos de Investimento em Empresas Emergentes, criando assim um marco decisivo para o setor.

A Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital – ABVCAP é uma instituição sem fins lucrativos, que fomenta o investimento de longo prazo no Brasil e tem ao longo dos seus 11 anos de atuação, ajudado a promover as melhores práticas que estão alinhadas com os padrões da indústria internacional, atuando como facilitador no relacionamento entre os integrantes da comunidade de investimentos de longo prazo no Brasil.

Capital de Risco é aquele aplicado na forma de participação no capital de novas empresas e empresas emergentes com potencial de crescimento acelerado. Seu objetivo é buscar retorno acima da média de mercado, aceitando, para isso, um maior nível de risco, com prazo de aplicação girando em torno de sete a dez anos. Portanto não se trata de um sistema de incentivos, subsídio a fundo perdido, crédito bonificado com participação ou qualquer outra forma de apoio financeiro. É sim, um instrumento financeiro que consiste fundamentalmente na participação temporária e minoritária no capital social de uma empresa.

Em geral, as empresas investidas são novas empresas de alta tecnologia, com produtos inovadores. O investimento é feito através da aquisição de parte do capital da empresa, através de mecanismos estabelecidos na legislação das S.A, como a aquisição de ações e debêntures conversíveis em ações. O Capital de Risco pode ser considerado ainda um dos melhores instrumentos de fomento à viabilização empresarial de idéias inovadoras.

Os benefícios representados pela injeção de capital e pelo aconselhamento à gestão refletem-se da seguinte forma:
– Financeiramente, através de um planejamento financeiro e da otimização das fontes e custos, preparando a empresa para o acesso ao mercado de capitais;
– Através de uma estratégia empresarial;
– Estabelecendo contatos através de sua rede, nacional e internacional, no intuito principal de direcionar a empresa para o desenvolvimento de contatos comerciais, a transferência de tecnologia etc.;
– Contribuindo com abrangente informação de mercado;
– Capacitando a análise critica da situação atual;
– Apresentando sugestões válidas para o desenvolvimento do negócio;
– Elaborando e apresentando aspectos como recrutamento, estratégia de marketing, implementação de sistemas de informação interna e externa.
O mercado de Capital de Risco apresenta uma grande diversidade. Os seus diferentes mecanismos tendem a estruturar-se de acordo com as diferentes necessidades das empresas a medida que estas percorrem os estágios de desenvolvimento da cadeia de inovação. Apresentamos uma estrutura típica desta indústria:
– Capital semente (seed capital): É um tipo de financiamento destinado ao desenvolvimento do negócio, do seu plano e análises de mercado.
– Capital de arranque (start up): Este tipo de financiamento tem como objetivo o desenvolvimento do produto e imagem permitindo um maior crescimento e valorização do negócio.
– Estágio de maturação (early stage): Esta fase de financiamento decorre até a empresa atingir o seu ponto de equilíbrio.
– Expansão: Tem como objetivo desenvolver o crescimento de uma empresa já estabelecida, através do desenvolvimento de novos produtos e um aumento da capacidade de produção.
– Capital ponte (bridge financing): Este é um investimento a curto prazo com o objetivo de lançar a empresa no mercado de capitais.
– Capital de substituição: Destina-se à compra por parte de sócios ou acionistas de parte ou do total do capital dos restantes sócios ou acionistas.
– Recuperação de empresas (Turnaround): Injeção de capital em empresas que se encontram com problemas financeiros, objetivando sua recuperação através de alterações de gestão, organização interna e estrutura financeira.
– Refinanciamento:Destina-se a empresas que estão endividadas, objetivando a redução deste nível de endividamento.
– Management buy-out: Visa, pelo financiamento de grandes montantes, permitir que a equipe de gestão adquira um valor significativo do capital social da empresa onde trabalham.
– Management buy-in: Visa, pelo financiamento de grandes montantes, permitir por parte de uma equipe de gestão externa a empresa alvo, a aquisição de um valor significativo do seu capital social.

A necessidade de criação de um instrumento de capitalização para pequenas empresas que atuem também em segmentos de base tecnológica e, ao mesmo tempo, fortaleça seu potencial de crescimento, aliada ao sucesso obtido pela experiência internacional, incentivou os primeiros movimentos no sentido de desenvolver-se no Brasil, a atividade de Capital de Risco. O Sebrae é quotista de Fundos Mútuos de Investimentos em Empresas Emergentes que destinem à capitalização das micro e pequenas empresas, principalmente as de base tecnológica e as exportadoras.”

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