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Alimentos funcionais é tendência no Brasil

Alimentos funcionais é tendência no Brasil

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O consumo de alimentos saudáveis no Brasil vem crescendo nos últimos anos. De acordo com um estudo da agência de pesquisa Euromonitor, o mercado de nutrientes e bebidas ligados à saúde e ao bem-estar cresceu 82% entre 2004 e 2009 no país. O faturamento passou de US$ 8,5 bilhões para US$ 15,5 bilhões no período. Aproveitando o bom momento, os produtores brasileiros estão investindo cada vez mais nestes alimentos que viraram tendência.

De acordo com Maria Tereza Bertoldo Pacheco, pesquisadora da área de química de alimentos do Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL), ligado à Secretaria de Agricultura de São Paulo, o cultivo de crucíferas como brócolis, couve-flor, alho e cebola tem crescido. Dentre os frutos, ela destaca o açaí, que segundo pesquisas, tem alta atividade antioxidante.

Além desses produtos, outros que até pouco tempo eram desconhecidos vêm ganhando espaço na mesa dos brasileiros e nas lavouras. São o caso da quinua, da linhaça, do goji berry, do açafrão e da chia. Esses produtos fornecem, além de energia, uma série de benefícios ao organismo humano.

Caso de sucesso

Para aproveitar a oportunidade, a família Dalla Vechia fundou em 2006 a Giroil, uma pequena indústria de óleos na região noroeste do Rio Grande do Sul também dedicada à produção de alimentos obtidos a partir de matérias-primas como linhaça, girassol e canola. Como sempre estiveram antenados as tendências mundiais, em 2010, os Della Vechia decidiram investir na produção de chia, uma semente rica em proteínas, minerais, fibras e antioxidantes, até então, pouco conhecida no Brasil. “Nós já plantávamos outros produtos e sempre tivemos um olhar para alimentos que pudessem ser novidade aqui. Por acaso ouvi alguém falando da semente de chia, que já existia na Argentina, e me interessei”, conta a proprietária da empresa, Vera Dalla Vechia.

Ela explica que depois de um primeiro ano complicado, quando colheram 1.000 quilos da semente, mas não conseguiram comercializar praticamente nada, a aposta na chia começou a dar bons resultados. “Para nós, ela agregou um valor maior na propriedade. Conseguimos um produto a mais para diversificar nossa produção”. Hoje, além da semente in natura, eles comercializam o óleo extra virgem e a farinha de chia.

O custo para cultivo de um hectare de chia é, em média, R$ 1.000. Segundo Vera, atualmente o quilo do produto sem limpar, direto do produtor, é comercializado a R$ 20,00. Mas o produto já chegou a custar R$ 30,00.

Projeção

Uma projeção realizada pela Euromonitor mostrou que, no Brasil, o mercado de alimentação saudável deve superar os R$ 40 bilhões este ano, o triplo do tamanho do mercado há dez anos. A pesquisadora do ITAL também tem boas expectativas em relação ao mercado dos funcionais. “Quando eu acompanhava mais esse assunto, o mercado já crescia cerca de 10% ao ano. Hoje, os consumidores estão mais esclarecidos e eu vejo o Brasil acompanhando a tendência do exterior”, finaliza Maria Tereza.

Conheça as oportunidades de negócio para essa tendência. Acesse: http://intranet.df.sebrae.com.br/download/OportunidadesFeiraEmpreendedor2009/01_Alimentos_Funcionais_2009.pdf

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