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Agendas de oportunidades: negócios sociais, microfinanças e educação financeira

Em outubro, ocorreram dois importantes eventos patrocinados e apoiados pelo Sebrae que visam fortalecer as agendas de oportunidades para inclusão produtiva e acessibilidade a serviços financeiros.

O primeiro deles, o Fórum Mundial de Negócios Sociais, discutiu experiências brasileiras e de vários países com foco em negócios que oferecem soluções para problemas sociais, via mecanismos de mercado.

O segundo evento foi o IV Fórum Banco Central sobre Inclusão Financeira, cujo destaque foi o anúncio, pelo Banco Central, de medidas que definem e fortalecem a regulação dessas ações. Além disso, foram abordados temas como fortalecimento do cooperativismo de crédito, microfinanças e educação financeira.

Os assuntos discutidos fazem parte do processo de sedimentação das ações vinculadas às iniciativas empreendedoras. Portanto, sua importância e conectividade devem compor as agendas de oportunidades para atender grupos de empresários em operação ou potenciais empreendedores de negócios sociais.

OS NEGÓCIOS SOCIAIS 

Os negócios sociais são meios de soluções de ocorrências sociais críticas em modelos de negócios integrados que visem colocar o impacto social no centro da sua operação e não em posição marginal. Também preconiza a inclusão de pessoas marginalizadas nas cadeias produtivas passíveis de sua atuação de forma eficiente e sustentável, além de alcançar escala e eficiência, com o comprometimento do empreendedor e seu entorno em melhorar a qualidade do local onde atuam.

Outro importante fator de diferenciação dos negócios sociais está relacionado à sustentabilidade financeira, portanto, não há situação de dependência de doações ou captação de recursos para as suas operações.

Enfatizando o oportuno momento das agendas de oportunidades, participei do painel que discutiu oportunidades para os pequenos negócios durante a Copa do Mundo de 2014.

Apresentamos o Programa Sebrae 2014, cuja estratégia inclui os negócios sociais, principalmente no âmbito dos segmentos da economia criativa, dos serviços, do comércio varejista e do artesanato – com destaque para os micronegócios e os Empreendedores Individuais (EI).

Os representantes do Reino Unido destacaram a importância da atuação articulada com as grandes corporações e os negócios sociais, o que fortalece a geração de benefícios para a comunidade. Registraram a experiência que tiveram com os Jogos Olímpicos de Londres, destacando as dificuldades no fornecimento de produtos e serviços em grandes eventos.

Desafios estão postos, pois o empresariado desconhece o tema do negócio social, o que ainda limita conquistas importantes, como a inclusão de cláusulas que preveem recursos para a capacitação de jovens e para a recuperação de áreas urbanas degradadas.

MICROFINANÇAS E EDUCAÇÃO FINANCEIRA

A inclusão financeira ainda representa um esforço gigantesco que desafia instituições comprometidas com a causa, a exemplo do Sebrae e Banco Central do Brasil, realizadores do IV Fórum Banco Central sobre Inclusão Financeira, que discutiu durante três dias os objetivos que podem levar a sua efetividade.

Os temas que giram em torno desse propósito estão atrelados à estrutura macroeconômica do país, pois, conforme destacou representante do Banco Central, a verdadeira inclusão financeira somente se viabiliza com indicadores estáveis e prósperos, principalmente os que refletem o comportamento dos preços. A gestão eficiente da inflação.

Para o Sebrae, por meio da participação do gerente da Unidade de Acesso a Mercados e Serviços Financeiros, Paulo Alvim, o caminho se dá por meio da inclusão socioprodutiva, com políticas públicas e promoção em todos os níveis da educação financeira.

Essa visão vem acompanhada da proposta de uma tecnologia social de atendimento, que proporcione atuação de uma agência de desenvolvimento como o Sebrae em ações de serviços complementares de garantia, construção de novas formas de atendimento, adequabilidade de produtos segundo a peculiaridade de cada região e território, otimização de recursos, convergências práticas com outros atores e compromisso com o desenvolvimento.

O desenvolvimento, maior meta a ser atingida, combina-se, portanto, com a efetiva disseminação da microfinanças em sua ampla dimensão, não entendida apenas como o microcrédito, mas também no sentido de estimular a formação de poupança, o microsseguro, as micropensões, além do desenvolvimento de serviços financeiros adequados aos negócios sociais e da garantia de acesso à educação, habitação e saúde.

Tudo isso tem como plataforma de operação a educação financeira, que deve ser estimulada desde a formação do indivíduo e se movimentar em todas as iniciativas empreendedoras.

Essas agendas estão postas e com reais possibilidades de êxito, principalmente se houver a conectividade entre o compromisso firme de promover a educação financeira, a funcionalidade do sistema de microfinanças, combinado com o estímulo e apoio aos negócios sociais, importante entrada de empreendedores e soluções de problemas sociais.

 

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