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A história da cachaça no Brasil

A história da cachaça no Brasil

Para empreender bem é preciso conhecer a fundo o produto que se tem interesse em produzir e vender. Neste texto falamos um pouco sobre a história de um produto tipicamente brasileiro, a cachaça.

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A história mais aceita sobre a cachaça no Brasil é a de que os portugueses apenas teriam aproveitado a experiência que já tinham na produção da bagaceira para produzir um destilado à base de cana-de-açúcar. Assim, o termo “cachaça” seria derivado do espanhol cachaza, que significava algo como uma “bagaceira inferior”. Entretanto, o rápido sucesso da cachaça na Colônia (Brasil) começou a afetar diretamente o consumo da bagaceira portuguesa, contrariando diretamente os interesses econômicos dos portugueses na época.

Dessa forma, a fim de minimizar os reflexos negativos, Portugal proíbe temporariamente a fabricação da aguardente no Brasil. Essa determinação gerou revoltas, culminando com a liberação da produção em troca da imposição de altas tarifas de “exportação” para o produto.

Além dessa taxação para o mercado externo, a Metrópole identifica uma grande oportunidade para aumentar suas receitas ao criar impostos sobre a cachaça consumida no Brasil.

Essa atitude, aliada às várias ações de exploração indiscriminadas à Colônia, gera um espírito de resistência à ordem instalada. Como a cachaça havia desbancado anteriormente a bagaceira portuguesa, a bebida brasileira passa a ser um símbolo de resistência à condição de colônia explorada por Portugal, tornando-se o ato de beber aguardente, sinônimo de patriotismo na luta pela independência.

Os dias de glória da bebida pareciam estar contados: com a abolição da escravatura, o surgimento da economia cafeeira e a proclamação da República começam uma fase de declínio para o prestígio da cachaça. Os novos hábitos da elite cafeeira, fortemente associados aos valores vindos da Europa, estimulam a adoção de novos comportamentos e produtos dotados de requinte. Com essa nova realidade, atribui-se à cachaça a imagem de um produto de baixa qualidade, destinada ao consumo das classes menos privilegiadas.

Esse quadro, inalterado por muitas décadas, muda somente no início na década de 1920, quando a Semana de Arte Moderna resgata os valores e símbolos nacionalistas.

Cumpre destacar que a bebida sempre encontrou espaço importante na história nacional, tendo acompanhado todas as mudanças ocorridas em cinco séculos de Brasil, seja na Revolução Pernambucana, seja na Inconfidência Mineira, quando era utilizada como bebida oficial dos brindes em momentos importantes.

Nesse sentido, a cachaça foi escolhida para brindar a Independência do Brasil por D. Pedro I e, mais recentemente, pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, nas comemorações dos 500 anos de descobrimento, ao erguer um brinde com o presidente de Portugal, como um símbolo de nossa brasilidade e de nossa relação amistosa com outros povos.

O presidente Fernando Henrique Cardoso assinou também os Decretos n.º 4.062/2001 e 4.072/2002, que estabeleceram a denominação “cachaça” como oficial e exclusiva para a aguardente de cana produzida no Brasil, dando grande contribuição ao processo de promoção e divulgação da cachaça no mercado internacional.

Graças a iniciativas como a acima citada, por mais que o processo de recuperação da imagem da bebida tenha sido lento, resultou não só em uma melhor percepção, mas, também, em melhores produtos, como a criação de marcas de cachaça premium, com reconhecimento nacional e internacional da qualidade do produto.

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