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4 erros fatais para as finanças da sua empresa

4 erros fatais para as finanças da sua empresa

Falta de profissionalização na hora de administrar as contas da empresa e não saber precificar o produto estão entre os erros mais comuns
Foto: Wikimedia Commons
Quais são os erros fatais para as contas da empresa?
Respondido por Rodrigo Zeidan, especialista em finanças
 
Empreendedores com
conhecimento sobre finanças têm vantagem na hora de gerenciar um
negócio. Saber calcular a margem de lucro, administrar bem os fluxos de
caixa e organizar as contas da empresa são tarefas indispensáveis para
que pequenas empresas não fiquem no vermelho. Confira abaixo os principais erros que os empreendedores cometem.
1) Não saber o quanto cobrar

Determinar o preço correto do produto ou serviço é fundamental para um
negócio. As empresas não têm como cobrar um preço diferente do mercado,
mas existe uma liberdade para cobrar preços diferenciados em mercados de
concorrência imperfeita. Cobrar um preço alto resulta em baixas vendas,
mas preços muito baixos representam também perda de lucro.

Muitos empresários acham que o preço de um produto nada mais é que uma
margem de lucro em cima dos custos de produção, mas a forma correta de
determinar o preço a ser cobrado por um produto envolve medir o quanto
os consumidores estão dispostos a pagar. Várias empresas, como Apple e
Ford, mantêm estratégias de preços que se baseiam na demanda e não
somente nos custos de produção.

2) Achar que o olho do dono engorda o gado

A ideia de que um negócio só pode ser bem gerido se o dono estiver
presente a todo momento torna o empresário refém do próprio negócio.
Férias, família e lazer ficam em segundo plano, e a prioridade passa a
ser somente a empresa, com custos, vendas e problemas do dia-a-dia
consumindo o tempo e a mente do empreendedor.

O ideal é que o empresário saiba investir em mecanismos de controle,
gestão e monitoramento que permitam que a empresa sobreviva sem a sua
presença. No começo do empreendimento, a dedicação do empresário vai ser
intensa, mas à medida que a empresa se sofistica deve conseguir
caminhar com as próprias pernas.

3) Ter medo do crescimento

Muitos pequenos empresários consideram que o crescimento é arriscado e
tendem a ser cautelosos em investir na expansão dos seus negócios. Essa
timidez em relação ao crescimento revela uma aversão ao risco que é
pouco condizente com o espírito empreendedor, e tem duas origens: a
necessidade de controlar todos os processos da empresa e o medo de
enfrentar o desafio de lidar com as dores do crescimento. Muitos perdem
oportunidades de negócios por não querer lidar com os desafios de um
crescimento acelerado.

4) Falta de profissionalização

Certa vez, a esposa do fundador de uma empresa e gerente financeira
revelou, orgulhosa, que todas as contas da empresa estavam na sua cabeça
e que ela conseguia gerenciar os fluxos de pagamentos e recebimentos da
companhia, que faturava mais de 40 milhões de reais ao ano, usando um
caderno. Este não é o único e talvez nem seja o pior caso de falta de
profissionalização em empresas de pequeno e médio porte.

A relutância em remunerar bons profissionais e de colocar em prática
sistemas profissionais de gestão, o atraso no pagamento de tributos e a
falta de indicadores financeiros e sistemas de informação adequados são
sintomas claros de uma empresa mal administrada. Uma companhia deste
tipo pode até ser bem-sucedida, mas certamente a profissionalização
empresarial resultaria em uma maior probabilidade de sucesso e
resultados.

Fonte: Exame
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